Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A SOMBRA DO VENTO

Além de hoje ser um dia diferente, afinal, ele só existe a cada quatro anos, resolvemos fazer algo também diferente. Renan e eu decidimos convidar um colega nosso a postar uma crítica, como “convidado especial”. O Antonio estuda com a gente (SENAI) e compartilha conosco o mesmo gosto pela leitura e por filmes, sendo portanto uma pessoa adequada para uma participação no nosso BLOG. Agradecemos pelo interesse em compatilhar com os leitores do Blog Literatura e Cinema a sua opinião sobre o livro em questão.

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La Sombra Del Vento - Carlos Ruiz Zafón, 2006, 399 páginas.

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O livro trata, resumidamente, da história de um menino, Daniel Sempere, que ao esquecer do rosto de sua mãe, vai, junto com seu pai, conhecer o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, existe um “ritual” de que a pessoa novata adota um livro e jamais poderá se esquecer do mesmo. Ao escolher, Daniel pega “A Sombra do Vento” e se fascina com a qualidade do texto e com o escritor. Logo, gostando da obra, quer conhecer outras, mas alguém vem as queimando, perdendo o rastro, assim, do autor Julián Carax. Ele corre atrás de toda história envolvendo o autor, se envolvendo até mais do que o esperado e sua vida parece caminhar para o mesmo rumo da do autor, desde a maneira dos acontecimentos amorosos aos mais importunos.

Sobre a história, devo admitir que é muito bem escrita, com palavras que exigem um conhecimento mais aprofundado da língua. Ela se desenvolve com linearidade, mas sempre há um momento de reflexão, de lembrança de um ato já descrito capítulos antes.

O final é surpreendente. Ao terminar de ler o “trecho” em que Nuria Monfort deixa um manuscrito explicando tudo a Daniel, você já tem todos os dados possíveis, como quem queima os livros (este chega a fazer contato com Daniel, exigindo que lhe entregue o livro, mas não o consegue. Se intitula Laín Coubert, que Daniel reconhece ser um personagem do livro de Julián), quem é o grande vilão da história e as causas disso tudo.

Spoiler: Quem queima os livros é o próprio Julián, ao descobrir que sua amada Penépole havia morrido com um filho dele (que nasceu natimorto), mas não chega a saber a verdade: que ela é sua irmã. O inspetor Fumero é quem trama todo o jogo. Quando adolescente, ele também a amava, mas viu Julián a beijando, o que causou um ódio profundo. Ele não havia capturado Julián ainda, mas esperava o momento certo, e ao descobrir que Daniel o estava procurando, tratou logo de se adiantar e fazer com que ele desenrolasse todo aquele novelo, chegando ao fim, no paradeiro do escritor. Fim do spoiler.

Uma obra fantástica, com muitos personagens, já que alguns contribuem para que a história seja revelada. Alguns detalhes que você achará ínfimo, como uma simples bala, serão lembrados mais adiante.
Há uma descrição com muita riqueza de detalhes, o que faz, às vezes, você reler e reler tentando visualizar como seriam os pequenos detalhes do ambiente. Como a história se passa em Barcelona, conhecemos muitas ruas e lugares. É uma leitura que se compõe de vários gêneros: romance, suspense e até situações que nos divertem. Ao passo que vamos aprofundando na história, queremos continuar a ler para ver o que acontece, por se tratar de mistérios sem solução.

Aspectos negativos: Alguns relatos escritos em itálico são enormes e eu, pessoalmente, não gosto desse tipo de letra.
Muitas coisas acontecem no mesmo dia, fazendo com que, ao final do capítulo, seja necessária uma recapitulação rápida dos fatos (ressalto que não são todos os dias em que se precise fazê-la).

Antonio

criado por Luís/Renan    12:54:00 — Arquivado em: Críticas Especiais

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Amor Não Tira Férias

The Holiday, 2006, 138 minutos.

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1º filme que emprestei do Luis
hauhauhau
Comédia romântica realmete engraçada com Kate Wislet, Cameron Dias, Jude Law e o outro que não lembro o nome.
As duas principais estão cheias de suas vidas e resolvem trocar de casa através de um site na internet, elas conversam on-line e resolvem mudar por alguns dias…nas casas inversas elas descobrem os dois principais (um pra cada uma) e no final vivem todos felizes para sempre…=@
Mas sério…o filme é engraçado mesmo.
Parte engraçada…a do cachorrinho…"Ahhh….piscou"
hauhauhauhauhau
Filme recomendável pra assistir em qualquer lugar.

Renan

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Se você procura diversão, esse filme é uma ótima sugestão. O filme começa como todos as comédias românticas começam: uma desilusão amorosa. Amanda Woods (Cameron Diaz) descobre que seu namorado a traiu e decide por fim ao seu relacionamento ao mesmo tempo em que Iris Simpkins vê o seu grande amor (e o homem com quem tem um caso) anunciar seu casamento. Então, Amanda desiludida resolve procurar uma casa em outro país para intercâmbio e acaba contactando Iris, que decepcionada com seu vida e decidida a esquecer Jasper, aceita a proposta de Amanda de trocarem de casa. A loira americana então vai para a humilde cabana na Inglaterra e a inglesa vai para a casa luxuosa mansão de Amanda. A partir do momento em que ocorre a troca, as duas começam a perceber que o feriado trará consigo ótimas suspresas.

É muito boa a interpretação de ambas as atrizes; Kate continua atuando tão maravilhosamente bem como sempre faz e Cameron continua com seu mesmo sorriso simpático e carismático de todas as suas outras personagens cômicas. Jude Law está muito bom também nessa comédia e Jack Black…hnm…esse me surpreendeu com sua atuação que chega a ser merecedora da companhia de Kate como par romântico. O entrosamento entre os atores está claramente visível, embora eu tenha estranhado no início a combinação Cameron-Jude. É uma comédia que te embala, te faz curtir os personagens e torcer por eles.

O filme é absurdamente agradável, apesar de suas mais de duas horas. Embora seja uma comédia sem muito o que acrescentar, porque já vimos tudo o acontece em inúmeras outras, esse é um filme que funciona. Tanto as interpretações são boas quanto o roteiro é bem conduzido pelo diretor. Os personagens se apaixonam em um período curto de tempo, mas não absurdo, como muitos filmes gostam de retratar amores à primeira vista. Os personagens se relacionam, se descobrem e, por fim, se envolvem.

Ponto positivo: a forma com Iris quebra a ilusão que tinha em relação a Jasper. Ela não somente descobre que a amizade pode acontecer de uma maneira inesperada como também aprende a viver sem falsas esperanças. Ao ficar na casa luxuosa da ricaça Amanda Woods, Iris encontra um senhor, velho ator, com quem passa a conviver, indo a restaurantes com ele, visitando-o em sua casa, ajudando-o. E como se não bastasse, ainda há o sotaque divertido de Kate Winlest, desta vez mais britânica do que nunca.

Se há um aspecto negativo, e com certeza há, é certamente o fato de o filme enfocar mais a mudança de vida de Amanda na Inglaterra, uma vez que eu acho que Kate Winslet não teve toda a exibição que merecia. Mas isso não compromete o filme, já que Cameron Diaz também mostra que ainda continua tão simpática quanto era quanto fez seu primeiro filme, O Máscara (aposto que quem assistiu jamais se esquece da cena dos sapatinhos que voam quando ela é beijada). Filme recomendável. Há cenas cômicas, que são, no entanto, patéticas, mas nós mesmos já chegamos a viver situações como algumas mostradas no filme (quem nunca ficou infernizando o próprio cachorrinho?).

Luís

criado por Luís/Renan    18:54:58 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Cemitério Maldito

Pet Sematary, 1989, 103 minutos.

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Talvez seja essa uma das melhores adaptações de Stephen King para o cinema. Assim que lemos o nome do autor, já nos interessamos pelas obras, já que o livros costumam ser muito bons. No entanto, no mundo cinematográfico as obras do autor são reduzidas a escrotas seqüências de sustos fáceis e incoerências, fazendo com o que o espectador julgue o livro pelo filme, comentendo u erro.

Nessa obra, todos os personagens e situações do livro existem, embora o livro dê muito mais medo do que esse filme. A diretora fez um ótimo trabalho ao retratar com fidelidade os sentimentos dos personagens e os acontecimentos do dia-a-dia, fazendo com que tudo soe sinistramente comum. Enfim, o filme fala sobre a família Creed que se muda para uma cidade no Maine, de frente para uma estrada, que, segundo Jud Cradall, o vizinho, mata muitos animais, principalmente cães e gatos. Logo, ele explica para que local o caminho que existe atrás do terreno dos Crred leva: um pequeno cemitério de animais, mortos pelos caminhões que passam sempre pela estrada. Lá as crianças enterram seus pequenos animais, como cães, gatos, coelhos e até peixinhos. No entando, há um outro segredo que ronda o lugar.

A estória é bem conduzinda, com ritmo ágil e o espectador fica esperando para saber o que acontecerá em seguida. Algumas cenas mostram pouco, ou quase nada, mas acabamos nos chocando pela simples sugestão que temos ao ver a cea de um suposto atropelamento ou uma suposta morte. Tudo pode parecer meio absurdo, mas assim que refletimos e tentamos nos pôr na mesma situação que o personagem principal, acabamos descobrindo que tudo o que ele faz, apesar de irracional, é completamente compreensível, afinal, (spoiler) o que você faria se o gato da sua filha fosse morto e você, sabendo que sua filha ainda é nova demais para entender sobre morte, pudesse fazer com que o animal voltasse à vida? O que faria se seu filho morresse e você pudesse ressucitá-lo, mesmo sabendo que tal ação modificaria totalmente a personalidade dele? Arriscaria? (fim do spoiler).

Se há algo no livro que não é tão assustador quanto no filme é, definitivamente, a irmã de Rachel, Zelda. No filme, a irmã mais velha é simplesmente mostruosa. O que assusta não é quem a interpreta, mas sim o conjunto de cena, interpretação, físico e contexto que faz com que você realmente fique impressionado e provavelmente imagine essa mulher por alguns dias depois que assiste ao filme.

A trilha sonora foi bem escolhida, tendo como música principal PET SEMATARY, dos Ramones. Ponto negativo para a tradução do filme, que poderia ser O Cemitério de Animais, já que eu acho que ficaria mais sinistro do que esse título clichê de filme besta dos anos 80. O filme é recomendável, sim. Quando se tem a oportunidade de ver uma obra do "Rei" bem adaptada, não se pode perdê-la. Corram para as locadoras, então.

Luís

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Bom…eu não li o livro pra poder comparar…mas o Luís disse que é um filme muito bem adaptado.
O filme é ótimo.
Não perde em nada em relação a efeitos em comparação com filmes mais novos. SIM, esse filme dá medo em diversas partes. Aquela irmã que tinha sei lá o que na espinha…que pessoa monstruosa é aquela? Aquilo sim dá medo.
E quando o filho deles volta…o que é aquele moleque que parece que tem o diabo no corpo? Aquilo sim dá medo.
Cena foda: a morte do filho…Como disse o Luis, nao mostra nada, mas é chocante.
Sei lá…o filme é triste, chegando pro final, o médico não aprende com os erros dos outros, e pior, não aprende com os próprios erros.
A trilha é do Ramones com músicas muito legais:
"…I don’t wanna live my life again…"
P.S: Preste atença nos erros das flores (quando eu assisti eu nao consigui vê-lo ¬¬ hauhauhau)

Renan

criado por Luís/Renan    23:53:22 — Arquivado em: Filmes

OSCAR 2008 - 80ª Cerimônia

24. Melhor Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez

23. Melhor Diretor: Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez)

22. Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

21. Melhor Roteiro Original: Juno

20. Melhor Documentário: Um Táxi Para a Escuridão

19. Melhor Documentário Curta: Freeheld

18. Melhor Trilha Original: Desejo e Separação

17. Melhor Fotografia: Sangue Negro

16. Melhor Canção Original: “Falling Slowly” (Apenas uma Vez)

15. Melhor Filme Estrangeiro: Os Falsários (Áustria)

14. Melhor Montagem: O Ultimato Bourne

13. Melhor Atriz: Marion Cotillard (Piaf)

12.Melhor Mixagem de Som: O Ultimato Bourne

11. Melhor Edição de Som: O Ultimato Bourne

10. Melhor Roteiro Adaptado: Onde os Fracos Não Têm Vez

9. Melhor Atriz Coadjuvante: Tilda Swinton (Conduta de Risco)

8. Melhor Curta de Animação: Peter & the Wolf

7. Melhor Curta-metragem: Le Mozart des Pickpockets

6. Melhor Ator Coadjuvante: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)

5. Melhor Direção de Arte: Sweeney Todd

4. Melhores Efeitos Visuais: A Bússola de Ouro

3. Melhor Maquiagem: Piaf - Um Hino ao Amor

2. Melhor Animação: Ratatouille (de Brad Bird)

1. Melhor Figurino: Elizabeth - A Era de Ouro

criado por Luís/Renan    01:22:35 — Arquivado em: Outros, Premiações

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Turistas

Turistas, 2006, 90 minutos.

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Não entendi qual era a intenção desse filme. É absolutamente fora de propósito e como se não bastasse, nos extras o diretor simplesmente fala como se esse filme realmente fosse um projeto sério. Ver o Brasil como um lugar monstruoso não me incomodou tanto quanto não perceber qual o objetivo do filme. Quando li os primeiros comentários a respeito desse filme, confesso que achei que fosse valer a pena. E achei muita hipocrisia dos espectadores brasileiros dizerem que o filme é ruim por retratar um lado não muito agradável do nosso país, afinal, muitos de nós gostamos de O Albergue, e por quê? Somente por que há muita sangue e violência e se passa em outro país?

Somente isso me fez pensar que o filme poderia não ser tão ruim quanto diziam. Mas o problema já se vê no começo do filme e nas cenas bizarras. Um ônibus capota e 40 pessoas conseguem sair antes que o ônibus desça um barranco rolando. Como? Parece não importa para o diretor do filme. Você vai numa praia de Recife e todas as pessoas falam inglês? Também parece ser um mero detalhe para o diretor. Até aívocê tem uma esperança de que o filme possa melhorar, mas logo se decepciona mais uma vez e cenas cada vez mais absurdas são mostradas.

Já não se entende mais quem morre e quem está vivo, já não se sabe mais quem é o mocinho e quem é o assassino. A cena em que o "vilão-mor" enfia um espetinho no olho do capanga é mais ridícula do que Kisha (do filme Tamara) interpretando o garoto de Karatê Kid. A cena em que o tal de Zamora opera uma turista ésimplesmente ridícula, porque percebemos claramente que aquilo é um boneco. O filme é uma sucessão de erros. Aliás, o filme todo é um grande erro. Chega a ser incoerente e desagradável assisti-lo, não por retratar o Brasil, mas sim por ser cansativo e sem nenhum objetivo. As mortes são totalmente duvidosas, os ângulos filmados não ajudam nas cenas, a visão do traseiro de Lucy Ramos simplesmente assusta e a primeira morte é simplesmente cômica.

Não percam tempo assistindo a esse filme. Há um único ponto positivo desse filme: a exibição das paisagens brasileiras, que são, no mínimo, invejáveis. Não é um filme bom e a partir dos 20 minutos, já começamos a querer que todos os turistas morram, já queremos que Aroléa morra (aliás, que nome é esse, hein?), queremos também que Kiko, Camila, Zamora morra e também todo o resto do elenco e figurantes. Como se toda a chatice não fosse suficiente, eles ainda te assustam ao terminar o filme com a música "Fico Assim Sem Você", na voz de Adriana Calcanhoto. Isso é, no mínimo, uma blasfêmia.

Luís

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Filme altamente não recomendável.
O filme não tem conteúdo, não tem motivos, não tem atores bons, não tem uma trilha sonora, não tem aventura, não causa medo, espanto, ou nojo em parte nenhuma, e por aí vai.
E o mais importante…a dublagem.
O que é aquela dublagem, em que eles dublam os atores brasileiros???? (no DVD que eu e Luís assistimos o "legendado" não funcionava ¬¬) 
O Supla faz parte da dublagem?? (preste atenção na parte em que um turista discute com um brasileiro porque uma colega dele tirou uma foto da filha do pobre brasileiro)
Quem é a voz da pobre coitada que dubla aquela mulher no começo do filme que dá a informaçao onde fica a praia????
(a mesma que esta com um coco na mao)
E aquela trilha sonora???
Os responsáveis pegaram um CD do Marcelo D2 e deixaram tocar?
E aquela musica da Adriana Calcanhoto no final?
"…Avião sem asa, sou aqui sem você…"
E as mortes???
O que é aquela primeira morte? A da suiça…que coisa bizarra foi aquela?…Morremos de rir na hora.
E a ÚNICA que pessoa que REALMENTE rouba os orgãos??
Quando a camera muda de angulo da pra ver nitidamente que aquilo é um boneco.
E aquela atriz global que dá por dinheiro…a bunda cheia de estrias…cadê o photoshop???
MEU DEUS…que filme é esse?
Se há uma coisa decente…são as grutas…realmente lindas
P.S: nao é por eu ser brasileiro nao…o filme é ruim mesmo

criado por Luís/Renan    23:38:59 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Segundas Intenções

Cruel Intentions, 1999,  97 minutos

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O filme pode parecer só mais uma besteira estadunidense, mas supera as expectativas, sem sombras de dúvida. A estória é um misto de vingança, desejo, ingenuidade, orgulho e hipocrisia e em nenhum momento o espectador acha exagerado a forma como tais sentimentos são abordados. Esse filme é a quinta adaptação do livro Ligações Perigosas, que gerou um filme homônino em 1987, sendo este a quarta adaptação para o cinema da obra do francês Chordelos de Laclos.

A estória gira em torno de uma aposta. Kathryn, interpretada magnificamente por Sarah Michelle Gellar, sugere a Sebastian, seu meio-irmão (o pai dele é casado com a mãe dela), que ele seduza e transforme Cecille em uma vadia, para que assim ela possa se sentir vingada do namorado, que a trocou pela jovem ingênua no feriado de Ação de Graças. O rapaz lhe diz que não fará isso, porque conquistá-la seria algo fácil e não lhe traria prestígio, mas o mesmo não aconteceria se ele conseguisse ir para a cama de Annete, filha do novo reitor da escola. Ela seria um prêmio valioso porque escreva um manifesto a uma revista dizendo ser virgem e "jamais experimentar o ato do amor antes de estar amando". Kathryn, então, diz que eles deveriam fazer uma aposta: se ele não dormir com Annete antes do início das aulas, ela ganha o seu Jaguar conversível 1957; se ele ganhar a aposta, ele poderá tê-la. Essa é uma cena engraçada pelo conteúdo fútil da aposta; ele não aceita, mas quando ela lhe expõe alguns itens a mais do trato, ele logo diz que sim. Essa cena foi inclusive satirizada no filme Não é Mais um Besteirol Americano, quando a garota que interpreta Kathryn chega e pergunta "por que sempre que digo aos garotos que podem pôr onde quiserem, eles sempre preferem atrás?".

A frieza e calculismo dos irmãos ricos são mostrados de forma direta e humorística.O que eles dizem não corresponde ao que pensam e o que fazem não corresponde ao que eles são. Eles fingem, são dissimulados, orgulhosos e não medem esforços para ferrar aqueles que ousam atravessar seu caminho.

"No jogo da sedução, só há uma regra: nunca se apaixone." Esa frase do pôster define bem a situação, que é jamais envolver o amor em brincadeiras de caráter duvidoso, para que, caso as coisas saiam do controle, ningué saia ferido.O filme explora muito bem a situação da hipocrisia e manipulação, principalmente quando os irmãos subestimam o poder do amor, mas um deles acaba percebendo o quão errado estava e quando os dois chegam ao ponto de tentar manipulr u o outro, sem enxergar que ambos estão provocando discórdias em outras pessoas.

Filme recomendável. Um filme inteligente, que às vezes cai no clichê, mas isso não impede de ser um filme que você vá gostar. Ficará entre os bons e ótimos de sua lista. A trilha sonora também é muito boa, o que favorece o filme. Destaque para a escolha de Bittersweet Symphony em uma das cenas mais interessantes do filme e para Colorblind, tocando num momento de extrema sensibilidade do filme.

Luís

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Filme adolescente, só que bem mais legal, por não ser aquela estorinha estilo malhação.
Toda a estória se desenrola por uma aposta que inclui vingança, ódio e desejo.
A trilha desse filme também é bem legal…com várias musiquinhas conhecidas
Cena legal: em que a vilã tira pela primeira vez a cocaína do crucifixo
Vale muito a pena ver esse filme.  Altamente recomendável.
P.S: Estou sem net, por isso minhas críticas são periódicas e de vez em quando meio podres, pela pressa de entrar na net discada =// .

Renan

criado por Luís/Renan    19:06:55 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Tamara

Tamara, 2005, 98 minutos

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Se eu pudesse difinir esse filme com uma única palavra, teria dúvidas se escolheria "patético" ou "imitação". Patético por me ter feito perder tempo e imitação pelo fato de ser esse o filme cuja história é baseada em inúmeros outros filmes.

Primeiramente, vamos começar por esse pôster do filme. Não lembra Carrie, filme de 1976, beaseado no homônimo de Stephen King, dirigido por Brian de Palma? A história da "garota que é excluída de toda a classe e cujos colegas lhe pregam uma peça um dia, mas ela se rebela e quer vingança" também não lembra Carrie?! Uma garota que mexe com magia negra e domina as forças do mal já não foi visto em Jovens Bruxas? Alguém aqui já assistiu a algum filme onde os jovens alucinados acabam matando alguém e querem esconder o corpo, mas acaba surpreendidos quando descobrem que a pessoa que eles achavam estar morta está viva e quer fazê-los pagar pelo que fizeram? Lógico que já! Viram isso em Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Aqueles que já tiveram a curiosidade de assistir à continuação de Carrie, chamado Carrie 2 - A Maldição de Carrie com certeza relacionaram aquela última parte do filme Tamara à continuação ridícula lançada em 1999, onde a atriz principal vai a uma festa (tal qual Rachel) usando um vestido vermelho (da mesma maneira que Rachel) e ainda causa problemas aos amigos.

Esse filme é apenas um cópia de outros filmes e não apresenta nada que nós já não tenhamos visto. Existem os típicos personagens de filmes de terror: o mocinho e a mocinha, sendo estes o professor de literatura e  a amiga de Tamara; há o cabeça, o influenciável e o bocó, tem a mulher do professor, que é perseguida por Tamara e ainda tem um outro que não fede nem cheira. Há momentos extremamente confusos no filme, como quando Tamara retorna da morte e invade a sala fechada de um colega seu, dizendo ser "de carne e osso". Se é humana e não um fantasma, como conseguiu entrar na sala? Atravessando as paredes?

Outra situação estranha é quando os personagens deliram e quando estão vivendo uma situação real. Quase não há diferença entre elas. Não se sabe se naquele momento é real ou imaginário. As atuações dos atores são tõ medíocres que quis o filme todo que Tamara voltasse para sua tumba, que a mocinha fosse atropelada junto com o professorzinho mala, que o bad boy e sua namorada Kisha se matassem e que o nerd sem noção morresse, como de fato acontece. Assim como há cenas confusas, há cenas extremamente toscas. Depois que Tamara volta do mundo dos mortos (de onde nunca deveria ter saído), ela fica tocando as pessoas e ordenando-as fazer tudo aquilo que quer, nunca tira o vestidinho vermelho e fica com aquela mesma expressão de femme fatalle o tempo todo. Em duas das cenas mais bizarras, a namoradinha besta do bad boy está hipnotizada por Tamara e simplesmente sai do elevador dando golpes com uma agilidade impressionante. E os mocinhos ainda parecem ter previsto o ato de Kisha e desviam de seus golpes com uma facilidade e naturalidade tremenda. Na segunda cena bizarra, esses mesmos mocinhos vão para a cozinha do hospital enquanto Kisha (ainda hipnotizada) os persegue. O rapaz pára diante de uma pia e fica de frente para um martelinho de amassar alho e uma faca afiadíssima. O que o babaca pega para se defender? O MARTELINHO!

Em outra cena duvidosa, a esposa do professor por quem Tamara é apaixonada está em sua casa e o bad boy e o influenciável sob hipnose vão atrás dela para matá-la. A mulher corre para p porão, numa atitude bastante inteligente! Mas ela acaba não somente enfiando uma chave de fenda no pescoço de um como também enfia o pau quebrado de uma pá na barriga do outro, quando nós podemos perceber com obviedade que os dois juntos teriam-na matado tranqüilamente.

Esse filme é simplesmente ridículo, muito tosco, São 98 minutos de perda de tempo, pois o filme não chega a ter uma única cena de suspense e nem chega a ser totalmente trash, para que assim pelo menos pudéssemos curtir cenas enraçadas. E é apenas um amontoado estúpido de referências a outros filmes. Aliás, o nome Tamara lembra Samara, a garotinha de O Chamado.

Luís

criado por Luís/Renan    22:35:39 — Arquivado em: Filmes

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Um Estranho no Espelho

A Stranger in the Mirror

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Inegavelmente o melhor livro de Sidney Sheldon. O autor nos leva ao conhecimento da triste história de um comediante em ascensão que se envolve com uma aspirante a atriz.

Toby Temple é um homem cujo personalidade agrada as pessoas, de forma que as conquista rapidamente. Vindo de uma família onde a mãe era a chefe e tendo crescido sob a idealização da mãe perfeita, Toby torna-se um homem assombrado pela mãe. E como dizia ela (sempre estava certa), ele se tornaria um astro.

Toby estava no meio de sua busca pela carreira e pelo sucesso, quando, do outro lado da cidade, nascia Josephine Czinski. Filha de uma costureira polonesa, Josephine crescera com a certeza de que sempre seria subordinada das outras crianças, afinal, como ela própria dizia, elas eram as filhas das Pessoas do Petróleo. Seu grande sonho era afastar-se daquela cidadezinha e ir para Hollywood, tornar-se uma grande atriz.

Toby já se tornara famoso quando Josephine, agora Jill Castle, foi para Hollywood. Jill entende então a única forma que terá para se tornar a grande atriz que sonhava ser. Usava seu corpo em troca de pequenas pontas em filmes. Às vezes, era a enfermeira que dizia: "Chamarei o doutor, senhora" e a secretária da clínica que dizia: "Basta assinar os papéis".

No entanto, Jill conhece Toby e ambos descobrem ligados um ao outro. Ele a ama de verdade, e ela o define como o homem perfeito para vingar-se de todos os que se aproveitaram dela. Juntos, formam o casal perfeito. Ambos sendo reconhecidos por todos.

Muitos convites à festas de gala, muitos eventos sociais. Jill, então, tem a oportunidade de mostrar a quem eles realmente deviam congratular. Toby tornar-se seu escudo contra as coisas ruins que vão até eles.

" - É mesmo um milagre. - disse Jill. - Os milagres somos nós mesmos quem fazemos. Deus está preocupado com outras coisas."

Um ótimo livro. Só o final que eu achei meio baba-ovo. Poderia ter sido mais trabalhado, afinal, o livro todo é excelente. Também achei que há muito concentração em Toby quando a personagem realmente interessante é Jill (embora Toby tenha momentos de carga dramática maravilhosos). Mergulhamos no universo dos personagens e passamos a viver cada momento de suas vidas. Podemo sentir a opressão da mãe (Toby) assim como a vergonha de sentir-se sujo (Jill).

Luís

criado por Luís/Renan    22:32:55 — Arquivado em: Livros

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O Pacto

The Pact, 2007, 400 páginas

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Um livro bem legal. A narrativa é rápida e prende o leitor às perguntas que são mostradas logo no início. As respostas demoram a vir, no entanto, não desanima o leitor em nenhum momento.

Num mistura de presente e passado, contado de uma forma muito interessante, a narração vai sugerindo acontecimentos e os resolvendo mais tarde; mostra uma cadência de fatos, que é cortada para mostrar outros acontecimentos importantes para a trama.

Um casal de adolescentes decide cometer um suicídio duplo, mas algo dá errado. Agora, ela está morta e ele sendo acusado de homícidio doloso. As famílias (dela e dele), antes sempre juntas, agora presenciam uma fria e dolorosa distanciação. Alguns personagens são muito bons e fascinantes, como os dois casais e os personagens principais quando crianças (Narrativa em flash-back). Outros, são irritantes, como a detetive Marrone.

[Spoiler] Somente não gostei de uma coisa: é sugerida no livro, algumas vezes, como quando a garota demonstra ter medo de transar pela primeira vez, que ela já sofreu abuso sexual e isso é reforçado mais uma vez quando a arteterapeuta afirma que certas características presente no desenho da garota (como língua) representam o abuso sexual. No entanto, em nenhum momeno da narrativa é explicado esse momento da vida dela. Parece que os pais sabem, a garota tem remorsos, mas a autora não se dá ao trabalho de explicar essa menção, embora não seja fundamental para o livro. Mas acho que seria melhor se houvesse alguns detalhes a respeito de tal acontecimento. [Fim do spoiler]

Uma coisa que não achei muito legal foi o final óbvio que o livro tem. Confesso que não queria um fim como aquela, embora já o esperasse. Acho que muito durante o julgamento podia ter sido levado em consideração para um fim mais racional, e não tão emotivo. Gostei da mudança do personagem, que antes afirma uma coisa e depois outra. E um personagem que com certeza vale algum destaque é o advogado de desesa de Chris, Jordan.

" Era egoísta, mas simples: ele não podia deixar Emily se matar. Se você passou a vida toda com uma pessoa, não consegue se imaginar vivendo num mundo sem ela. Ele iria impedi-la. E nem pensou duas vezes por que colocou duas balas no bolso, em vez de uma só."

criado por Luís/Renan    23:57:24 — Arquivado em: Livros

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Número 23

Number 23, 2007, 95 minutos

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A primeira coisa que pensei ao ver esse filme na locadora, com o rosto de Jim Carey estampado foi: “Seria essa mais uma comédia no estilo Ace Ventura ou O Mentiroso?” Mas ao ler a sinopse, concluí tratar-se de um suspense. Não nego que me interessei rapidamente. Sou fã de filmes de suspense e dramas e o tema “vida real imitando a arte” pareceu legal.

Ver Jim Carey num papel que não lhe obriga a sorrir exgeradamente nem fazer piadinhas medícores é muito estranho. E quando isso acontece, não devemos deixar de conferir, porque o filme poder acabar se tornando uma adorável surpresa, como o que aconteceu em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, onde brilha ao lado da ótima Kate Winslet. O filme nos mostra a história de uma homem que após ler um livro indicado pela esposa, começa a perceber coincidências entre sua vida e a vida do personagem principal do livro.

A partir de um determinado ponto, começa uma sucessão inacreditável de acontecimentos e situações que envolvam o número 23. São vinte e três números de pares de sapato, são 11h12, etc. Embora pareça que há muita conspiração, percebemos que há apenas indução. Nós somos induzidos a pensar que toda a vida do personagem de Jim se baseia nesse número, mas os mais inteligentes dos espectadores verão o quão conveniente é a forma como os números se juntam para formar 23.

O sujeito mora na casa 1814 e, segundo ele, 18 + 1 + 4 = 23. Correto. Segundo ele também, 1 + 8 + 14 = 23. Correto novamente. No entanto, por que separar os algarismos da maneira duvisosa como acontece? Por que não 1 + 8 + 1 + 4? Porque o resultado não seria o número que querem que seja. E perceberemos isso durante o filme todo. É dito que o eixo da Terra gira a 23,5°, e isso nada mais é do que 23, 2+ 3. No entanto, há inúmeras outras formas de se obter 5, portanto também poderiam ser 1 + 4 ou 1000 - 995. Num determinado momento, uma personagem, a Loira Suicida, diz que a cor vermelha corresponde ao número X e a cor branca corresponde ao número Y. A soma dos números é igual a 92, que divido por 4, que é a quantidade de letras que tem a cor resultante da mistura do vermelho e branco, equivale a 23. Me perguntei, então, por que não dividir 92 pelo número que corresponde à cor rosa, assim como fizeram para que a soma pudesse dar um número múltipo de 23.

E o filme segue assim, até que do meio para o final a coisa desanda quando toda a família começa a pesquisar o porquê de tanta coincidência. Há uma cena em que a esposa de Jim Carey invade um hospital e procura sobre arquivos confidenciais. A primeira coisa que me perguntei foi como ela conseguiu entrar num antigo hospital psiquiátrico com tanta facilidade. E o final é um pouco absurdo, mas nada que impeça o filme de ser assistível.

Se você gosta de suspenses com reviravoltas, esse filme é aconselhável. Se você gosta de filmes como uma linha de raciocínio crível e linear, não aconselho. Enfim, é um filme que lhe permite gastar uma hora e meia com alguma diversão. Como muitos outros filmes,provavelmente não será o seu predileto, mas com certeza também não será um filme absurdamente odiável. E eu estava errado ao pensar que esse seria um outro filme sensibilíssimo de Jim Carey. É apenas um a mais, num gênero diferente do habitual.

Luís

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Filme…hummmm….legalzinho
No estilo a Estranha Perfeita. Só que com uma atuação um pouco precária de Jim Carrey (acho que todos acostumarem vê-lo em papéis como Ace Ventura =D)
Bom…a mensagem que eu tirei do filme é: se você quiser se enlouquecer…basta procurar algum número e dizer “ELE ESTÁ EM TODO LUGAR”  As contas deles não seguem um padrao, por isso dá pra ver número 23 até em braile.
Não é um filme que eu recomendaria pra pessoa que eu mais gosto assistir, mas sem dúvida, vale a pena ver .

Renan

criado por Luís/Renan    20:03:24 — Arquivado em: Filmes
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