sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Número 23

Number 23, 2007, 95 minutos
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A primeira coisa que pensei ao ver esse filme na locadora, com o rosto de Jim Carey estampado foi: “Seria essa mais uma comédia no estilo Ace Ventura ou O Mentiroso?” Mas ao ler a sinopse, concluí tratar-se de um suspense. Não nego que me interessei rapidamente. Sou fã de filmes de suspense e dramas e o tema “vida real imitando a arte” pareceu legal.
Ver Jim Carey num papel que não lhe obriga a sorrir exgeradamente nem fazer piadinhas medícores é muito estranho. E quando isso acontece, não devemos deixar de conferir, porque o filme poder acabar se tornando uma adorável surpresa, como o que aconteceu em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, onde brilha ao lado da ótima Kate Winslet. O filme nos mostra a história de uma homem que após ler um livro indicado pela esposa, começa a perceber coincidências entre sua vida e a vida do personagem principal do livro.
A partir de um determinado ponto, começa uma sucessão inacreditável de acontecimentos e situações que envolvam o número 23. São vinte e três números de pares de sapato, são 11h12, etc. Embora pareça que há muita conspiração, percebemos que há apenas indução. Nós somos induzidos a pensar que toda a vida do personagem de Jim se baseia nesse número, mas os mais inteligentes dos espectadores verão o quão conveniente é a forma como os números se juntam para formar 23.
O sujeito mora na casa 1814 e, segundo ele, 18 + 1 + 4 = 23. Correto. Segundo ele também, 1 + 8 + 14 = 23. Correto novamente. No entanto, por que separar os algarismos da maneira duvisosa como acontece? Por que não 1 + 8 + 1 + 4? Porque o resultado não seria o número que querem que seja. E perceberemos isso durante o filme todo. É dito que o eixo da Terra gira a 23,5°, e isso nada mais é do que 23, 2+ 3. No entanto, há inúmeras outras formas de se obter 5, portanto também poderiam ser 1 + 4 ou 1000 - 995. Num determinado momento, uma personagem, a Loira Suicida, diz que a cor vermelha corresponde ao número X e a cor branca corresponde ao número Y. A soma dos números é igual a 92, que divido por 4, que é a quantidade de letras que tem a cor resultante da mistura do vermelho e branco, equivale a 23. Me perguntei, então, por que não dividir 92 pelo número que corresponde à cor rosa, assim como fizeram para que a soma pudesse dar um número múltipo de 23.
E o filme segue assim, até que do meio para o final a coisa desanda quando toda a família começa a pesquisar o porquê de tanta coincidência. Há uma cena em que a esposa de Jim Carey invade um hospital e procura sobre arquivos confidenciais. A primeira coisa que me perguntei foi como ela conseguiu entrar num antigo hospital psiquiátrico com tanta facilidade. E o final é um pouco absurdo, mas nada que impeça o filme de ser assistível.
Se você gosta de suspenses com reviravoltas, esse filme é aconselhável. Se você gosta de filmes como uma linha de raciocínio crível e linear, não aconselho. Enfim, é um filme que lhe permite gastar uma hora e meia com alguma diversão. Como muitos outros filmes,provavelmente não será o seu predileto, mas com certeza também não será um filme absurdamente odiável. E eu estava errado ao pensar que esse seria um outro filme sensibilíssimo de Jim Carey. É apenas um a mais, num gênero diferente do habitual.
Luís
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Filme…hummmm….legalzinho
No estilo a Estranha Perfeita. Só que com uma atuação um pouco precária de Jim Carrey (acho que todos acostumarem vê-lo em papéis como Ace Ventura =D)
Bom…a mensagem que eu tirei do filme é: se você quiser se enlouquecer…basta procurar algum número e dizer “ELE ESTÁ EM TODO LUGAR” As contas deles não seguem um padrao, por isso dá pra ver número 23 até em braile.
Não é um filme que eu recomendaria pra pessoa que eu mais gosto assistir, mas sem dúvida, vale a pena ver .
Renan
criado por Luís/Renan
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