Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

terça-feira, 11 de março de 2008

O Caçador de Pipas

 

Primeiro livro do afegão Khaled Hosseini.
*Eleito MELHOR LIVRO DO ANO, pelo San Fracisco Chronicle
*Selecionado entre os DEZ MELHORES DO ANO pela Entertainment Weekly
*Destacado como LIVRO NOTÁVEL, pela American Library Association
Essas são as 3 críticas que vem contra-capa do livro. Aquelas que todo livro tem, e que você suspeita sempre delas…Mas essas são verdadeiras.
O caçador de Pipas é quase como um Harry Potter para adultos, foi febre, e na lista dos mais vendidos da VEJA por várias semanas, todos que lêem, gostam.
Não posso deixar de citar que é um pouco apelativo pro lado emocional (como citei em "Um amor para Recordar"), na minha opinião, prefiro "A Cidade do Sol"
Bom…mas estamos aqui para falar do livro.
O livro conta a história de Amir (Rico) e Hassan (Pobre), que cresceram, brincaram, soltaram pipas juntos…aqui vou citar um trecho do resumo do livro, pois não conseguiria fazer melhor
"…Amir nunca foi o mais bravo ou o mais nobre, ao contrário de Hassan, conhecido por sua coragem e dignidade. Hassan que não sabia ler nem escrever, era muitas vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu quem Amir seria, durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos no iverno de 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua trajetória e se livrar daquele enjoô que sempre o acompanhava, a nausea que denuciava sua covardia. Mas Amir não enxergou sua redenção".
Essa é a historia básica. Com passagens que nos emociona muito, como a cena do beco, a parte do banheiro com Sohrab, as últimas páginas no parque, a dificulade de Soraya com Sohrab, ver baba antes e depois.
Ficamos com raiva de Amir, mas por ele ser o personagem principal, acabamos nos apegando a ele e entendendo seus erros como homem. Isso é o legal…não temos um vilão e um mocinho e sim vemos os dois em um e aprendemos a entender os dois como um.
Livro altamente recomendável .
P.s: Pus os adjetivos Rico e Pobre apenas para diferenciá-los.
P.s²: Quando li a frase "Por você faria isso mil vezes", nao dei muita bola…mas pense em quantas pessoas falariam isso pra você, pense no conteudo da frase…

Renan

criado por Luís/Renan    12:44:34 — Arquivado em: Livros

domingo, 9 de março de 2008

Terráqueos

Earthlings, 2003, 95 minutos.

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Dificilmente esse documentário será encontrado nas locadoras. Somente tive acesso a ele, porque um colega, Brean, me falou a respeito e me emprestou o DVD. As cenas iniciais fazem com que você pense que o filme é a respeito da biodiversidade, de ecossistemas, características animais; enfim, tem-se a impressão de que veremos uma junção de todas as filmagens ecológicas que o Fantástico exibe. Logo nos descobrimos enganados.

O que sucede as cenas iniciais é uma seqüência desconcertante de filmagens cruéis, que mostram sem pudor algum como os animais são mortos pelo homem. Os mesmos animais que vemos saudáveis pelas casas, sítios, fazendas, etc., são tratados como objetos quando sua função é alimentar e vestir o homem. Tal dependência é mostrada com objetividade no documentário: o homem se alimenta do animal que, pouco a pouco, é engordado e friamente abatido; o homem veste o que um dia fora o couro de um animal. E como se seus atos cruéis e inescrupulosos não fossem suficientes, esse mesmo "homem" ainda expõe os animais a situações em que o canibalismo é a única solução para saciar a fome. É inegável que um casaco de pele seja um acessório belíssimo, mas sua beleza consiste basicamente no massacre de animais indefesos. Ainda vivos, eles têm seus couros arrancados. Num matadouro, são pendurados de cabeça para baixo, com a garganta cortada enquanto grunhe piedosamente…

O filme é não somente uma amostra do mal que o ser humano causa, mas é também um apelo a todos que podem fazer algo contra os pobres animais que sofrem nas mãos daqueles que agem sem emoção alguma. Não pretendo incentivar ninguém a nada, nem fazer apologia ao crime, mas são nesses momento que percebo como a frase de Henry Lee Lucas não é tão absurda quanto me pareceu quando a li pela primeira vez. "Assassinar alguém é como andar pelas ruas. Se eu quisesse uma vítima, simplesmente pegaria uma. Nunca considerei o homem como um ser humano." O trecho grifado mostra bem que o homem nem sempre age como um ser humano deveria: racionalmente.

Luís

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Companhia, comida, diversão, vestuário e estudos cientificos

São esses os 5 temas abordados no documentário "Terráqueos", que é tao interessante quanto "Uma Verdade Incoveniente" (sem ironia)
O documentário mostra o que o humano faz com os animais nos 5 itens acima.
Mostra como é vida dos cahorros e gatos que são abandonados ou não tem lar (E a morte em varios casos), mostra o abatimento de vacas e porcos para alimentação, os maltratos com elefantes e outros animais usados em circos, parques e etc, mostra um lado pouco conhecido da ciência na minha opinião, que é de como eles fazem os experimentos para curas de doenças (todos com sofrimento por parte dos animais), e por fim vemos como peles e couros de animais são transformados nas roupas que vestimos.

Falando assim parece um documentário do Discory Channel, mas não é.
O documentário traz cenas muio fortes, e não é recomendado para pessoas fracas de estomago.

Cena marcante: a pele da raposa sendo tirada. Detalhe: A raposa estava viva.

O único ponto fraco do filme é que eles repetem muito a mesma frase, não sei se é para enfatisar a mensagem, mas sei que fica um pouco cansativo.

É altamente recomendavel para pessoas que querem ver a verdade.

Renan.

criado por Luís/Renan    21:56:19 — Arquivado em: Filmes

sábado, 8 de março de 2008

Ponte Para Terabítia

Bridge to Terabithia, 2007, 95 minutos.

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Quando você vê…"Dos mesmos produtores de As Crônicas de Nárnia", você pode imaginar um filme cheio de efeitos especiais e etc. Mas não se engane…esse é um filme que acima de tudo aborda a amizade.
Eu adorei o filme.
Ele comove, diverte e nos faz voltar um pouco no tempo e pensar "putz…como era bom brincar"
Eu acho que esse filme é feito muito mais para adolescentes e adultos do que para crianças como pode parecer, é uma opinião sem fundamentos, mas é o que eu penso.
Cena foda: quando o principal olha pra casa da menina pelo vidro do carro e a professora pergunta se ele esqueceu algo e ele responde que não.
Fora as musiquinhas que são super legais:
"why can’t be we friends?"
"why can’t be we friends?"
Filme recomendável para assistir em muitos lugares, porém nao todos. =D

Renan

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Apesar de os produtores serem os mesmos de As Crônicas de Nárnia,o filme aborda outros temas. Há fantasia? Sim. Há mágica? Sim, também. Mas a beleza da magia aqui está no fato de ser criança e poder imaginar um mundo em que existe aquilo que você quiser, desde que acredite nele. O filme aborda a amizade e, embora pareça meio infantil, envolve mais sentimentos adultos do que se pensa ao ver o pôster do filme.

Jesse, um garoto pobre e sem amigos acaba conhecendo Leslie, a nova vizinha, que assim como ele não possui amigos. Acabam se tornando amigos, mas não sem resistência. Ao perceberem que eles podem ter um mundo só deles e que esse mundo os ajudaria a escapar dos problemas que têm na escola, os dois passam a compartilhar momentos de alegria incalculável. Esse filme me remeteu ao igualmente interessante Meu Primeiro Amor, que mostra a história de uma amizade pura, sem segundas intenções. A relação entre as duas crianças do filme vai além do "contar segredinhos e rir durante a aula"; é uma relação intensa, de um segredo que não precisa ser lembrado para que ambos o recordem a cada momento.

O filme ainda mostra comportamentos cruéis, que se justificam à medida que as cenas são exibidas. As atitudes de Janice tenta esconder as cicatrizes de uma criança com problemas familiares, que vê no confronto uma forma de combater seus temores interiores e sua vida difícil. O pai de Jesse evidencia sua preferência pela pequena May Belle, irmã caçula de Jesse. Além da amizade, o filme aborda vários sentimentos humanos, como a dor, o egoísmo, a compaixão e a abdicação. (Spoiler) Cenas memoráveis: Leslie é ridicularizada pelo pessoal da classe por não ter TV e a forma como contorna isso, escrevendo belamente uma redação que é eleita a melhor da classe; Janice e a decepção ao descobrir que a carta de amor era forjada; Jesse dizendo "não" à professora que o chama para ir ao museu e pergunta se há algo que ele gostaria de levar; a descoberta de que Leslie havia morrido ao tentar atravessar o riacho que levava os dois à Terabítia de suas iniginações. (Fim do Spoiler)

Enfim, sugiro que assistam a esse filme. É realmente bom, vale a pena. É um filme para rir, para se entristecer, para sentir junto com os personagens os seus sentimentos. Em sua totalidade, é um filme emocionante, que instiga e nos remete ao tempo em que fantasiávamos mundos e situações em nossa mente, em que conversávamos com nossos amigos imaginários. Destaque para a atuação de todos os atores, desde o garoto que interpreta Jesse, quanto Leslie, a professora Edmonds e Janice. E o filme é uma adaptação de um livro escrito por Katherine Paterson, para consolar o seu filho da morta trágica de dua melhor amiga. E nome Terabítia vem da ilha Terabinthia, existente no mundo de Nárnia, citada nos livros O Príncipe Cáspian e A Viagem do Pelegrino da Alvorada.

Luís

criado por Luís/Renan    00:00:23 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Diabo Veste Prada

The Devil Wears Prada, 2006, 109 minutos

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Filme engraçadíssimo com Anne Hathaway e Mary Streep e participação especial de Gisele Bünchen =DD
O filme retrata a vida da indústria da moda, onde reforça-se a idéia "patrão-diabo"
Nele Miranda precisa de uma nova funcionária e quem prenche o quadro é Andrea, uma estudante de jornalismo que tem que fazer tudo que a patroa quer.
Cenas: "-Traga-me o último livro do Harry Potter"
-Ok, vou passar na livraria e comprar"
-"Não…eu quero o que ainda não foi lançado"
e "-Voce é mais parecida comigo do que imagina"

Curiosidade: o Filme foi recorde em uso de roupas e indicado para o Oscar, e perdeu a estatueta de melhor figurino para "Maria Antonieta"
Filme recomendável pra qualquer lugar.

Renan

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Quando vi o nome do filme, imaginei tratar-se de um filme legal. E quando vi que Meryl Streep fazia parte do elenco, soube que o filme seria, no mínimo, interessante. E realmente tinha razão. O filme é baseado no livro homônico escrito por Lauren Weisberger que após sair da faculdade (curso que não tinha a ver com moda), vai trabalhar para uma editora, onde é publicada a revista americana Runaway. Lá, Andrea sofre maus bocados nas mãos da patroa, a fria e indiferente Miranda Pristley, interpretada por Maryl Streep.

 

Nós simpatizamos pelo esforço e dedicação de Andrea, bem interpretada por Anne Hathaway e pela frieza de Miranda. A relação das duas começa mal e Miranda sempre faz questão de lembrar a Andrea que ela nunca será tratada como Andrea, muito menos por sua competência…Ela seria sempre uma "Emily", antiga funcionária de Miranda que a abandonou. No entanto, também simpatizamos com Miranda, numa interpretação maravilhosa da atriz mais indicada ao Oscar Maryl Streep. Aos poucos, Andrea vai conquistando a patroa que, sempre reservada, permite-se sorrir uma única vez no filme para a empregada.

 

O filme não é uma comédia como muitos pensam ser, mas também não é nenhuma crítica sociopolítica. O filme diverte, tem charme e as atuações das atrizes, junto com o roteiro, mantêm o espectador atento o filme todo. Engraçada a cena em que Miranda quer o manuscritodo novo livro de Harry Potter e Andrea diz que vai comprar; Miranda a interrompe, dizendo que quer o livro que nem sequer foi lançado ainda. Andrea não só consegue, como também faz duas cópias, para ambas as gêmeas da patroa. As cenas cortadas rápidas, que mostra a sucessão dos dias são muito bem construídas, permitindo que quem assiste o filme possa saber como as coisas evoluíram sem se cansar. Duas cenas legais com esses cortes rápidos são 1) quando Miranda chega todos os dias jogando o seu casaco e suas bodybags na mesa de Andrea, que deve guardar a bolsa e o casaco o mais rápido possível e 2) quando Andrea, costumeiramente simples em relação ao vestuário, se torna uma mulher chique enquanto caminha nas ruas e suas roupas mudam conforme o corte. E a trilha sonora do filme ainda é muito interessante, tendo duas músicas da Madonna, sendo elas Vogue e Jump. Todo mundo concorda que Vogue tem tudo a ver com a moda?!

 

O filme é recomendável e o mais curioso é saber que, apesar de nomes e prováveis situações fictícias, o filme é baseado em fatos reais. Comenta-se que a Miranda Pristley do mundo real é a diretora da revista Vogue, Anna Wintour. Maryl Streep realmente mereceu a indicação ao Oscar por sua atuação como a patroa-diabo que veste Prada; o filme também mereceu a indicação por melhor figurino, mas concorreu com oponentes fortíssimos, como Maria Antonieta, cujo figurino é inegavelmente superior ao desse filme. E Gisele Bündchen ainda faz uma participação, que é mínima, porém notável (não te como não notar a participação de uma das modelos mais bem pagas do mundo).

Luís

criado por Luís/Renan    17:45:46 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 3 de março de 2008

Um Amor Para Recordar

A Walk to Remember, 2002, 101 minutos

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Como disse o Luís, filme que metade da população já viu.
A famosa história da CDF que acaba se apaixonando pelo popular da escola, esse amor é recíproco depois de algum tempo, daí ela diz que tem câncer, os dois correm pro altar, e ele tenta satisfazer todas suas metas…(não dá pra não fala que "dois lugares ao mesmo tempo" não é romantico ;D), depois ela morre e fim.
Não posso dizer que não é um filme tocante e bonito, mas é extremamente apelativo pro emocional, bem no estilo Titanic.
Os atores tem uma atuaçao bastante boa, e as musiquinhas sao um caso a parte…extremamente grudantes, mas com melodias bem bonitas =D
Filme recomendável pra fossa, mas nunca pra assistir com colegas.

Renan

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O filme foi lançado há seis anos atrás e ainda hoje muitos comentam sobre ele, dizendo ser um ótimo filme, magnífico e emocionante. Não vi o "ótimo" em momento algum do filme, o "magnífico" passou longe dessa produção e o "emocionante" acontece, sim, e isso é inegável, mas também não é nenhum estória que nós brasileiros já não tenhamos vistos nas inúmeras novelas da Globo e Record.

Não nego que me surpreendi ao ver a atuação de Mandy Moore, que para mim era somente mais uma cantorazinha como tantas outras, cantando melodias bobinhas que se tornam hits e logo somem. Mas ela atua bem e convence como garotinha ingênua criada sob rigor de um pai cristão e também atuou bem como uma garota deprimida por causa da própria doença. Shane West me lembra Guilherme Berenguer, quando fazia Malhação. Uma sensação de "esse ator é meia-boca" durou até o final do filme.

Algumas cenas do filme merecem destaque positivo, como quando ela diz que queria estar em dois lugares ao mesmo tempo e ele a leva na divisa do Estado e quando eles interpretam seus papéis na peça de teatro organizada pela escola. Há, no entanto, muitos destaques negativos, como a falta de cuidado com as continuidades de uma mesma cena, em que o ator veste jaqueta azul e esta se torna uma camiseta branca quando ele muda de cômodo. Podemos compreender ambos os lados: o dela, por esconder dele o que tinha e ele por se irritar, mas voltar atrás e retomar o que os dois haviam começado.

Simplesmente destruírem a Daryl Hannah, a magnífica cobra californiana, de Kill Bill. Ela não somente está mal aproveitada, como também parecendo um traveco. Os dentes de Shane West me amedrontaram e Mandy Moore conduz bem sua personagem. O final, como todos sabem, inclusive aqueles que não assistiram ao filme, é triste. Nada que faça alguém chorar, diferentemente de Menina de Ouro, cuja meia hora final é digna de rios de lágrimas (opinião bem pessoal). Não há sequer uma cena em que mostra a morte fatídica, mas subentende-se com perfeição como tenha sido, embora eu ache que tenha faltado um algo a mais naquela cena. O personagem de Shane pedindo uma aula à mãe de dança foi o auge para mim. O roteiro do filme, sem dúvidas, é bem conduzido e as pontas são todas conectadas. Cada mínimo detalhe parece ter um conectivo, o que torna o filme interessante.  "Interessante" é uma palavra que define bem esse filme, que apesar de não ter uma história realmente nova e criativa, faz com o que espectador se divirta o assistindo.

Luís

criado por Luís/Renan    18:30:13 — Arquivado em: Filmes

sábado, 1 de março de 2008

O Albergue

Hostel, 2005, 96 minutos.

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Mostra a realidade de um país pobre pós guerra que para sobreviver precisa "vender" seus turistas para psicopatas que matam por prazer.
As torturas são fodas (Quentin Tarantino =D), dando um ênfase especial para a parte que o cara corta as ligações perto do calcanhar, para o cara que destrói o olho da japonesa, e para a cena que o principal corta a ligação do olho dela (parte extremamente nojenta) .
Aquelas crianças malditas também…dá vontade de ter uma metralhadora pra quando eles pedirem 1 dólar =]]
A atuação não é digna de Oscar, mas não é levada em conta, pois o que nos interessa são as torturas.
E aquele final!!!
Sentimos vingados.
Filme muito bom.

Renan

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Assim que lançou o filme com os dizeres de que era o filme mais violento já visto, fiquei curioso para assisti-lo e me chocar com as cenas que veria. Isso não aconteceu. Até porque o filme pode ser dividido em três partes bem distintas: 1) pornografia pura, com cenas muito ousadas; 2) desenvolvimento, onde podemos entrar no clima de suspense e por último 3) o massacre, quando o filme realmente fica divertido e podemos ver um pouco da "violência absurda" citada no pôster do filme.

Se vai assistir o filme já tendo em mente que verá massacre, muito sangue, doses extremas de sadismo, desista. Não será assim em nenhum momento do filme. Ponto positivo para a maquiagem e para a construção dos personagens, que não são os típicos adolescentes bestas de filme, mas também jamais serão maduros. Se bem que maturidade é algo que não cabe no filme, já que o motivo da visita a outro país é exatamente a curtição e as farras, plenas de bebidas e sexo.

Os jovens que partem dos EUA em busca de toda a diversão na Europa encontram um outro rapaz, que se torna companheiro de viagem. Avisados sobre um albergue na Eslováquia onde só tem mulheres gostosas, os garotões do filme correm para lá, tornando-se vítimas de uma silenciosa conspiração, que consiste em seqüestrá-los e posteriormente entregá-los às necessidades sádicas de um maníaco que o torturará até a morte. A história basicamente é essa. O filme aborda o tema "seqüestro de turistas" de forma criativa e bem bolada, já que todos que trabalham no Albergue estão envolvidos com isso. Essa transação de "produtos" acontece muito antes de eles chegrem ao tal albergue, uma vez que há conexões espalhadas por toda a Europa.

Outro ponto positivo para a relação entre o velho senhor cujo monólogo é sempre "adoro comer com as mãos, afinal, as pessoas perderam a relação que tinham com aquilo que as alimenta" e o amigo de Paxton. Pensamos tratar-se de um homossexual, mas depois ele se mostra legal, e chegamos inclusive a pensar, embora por pouquíssimo tempo, que ele pode ser uma boa pessoa. Nos enganamos, evidentemente. Pergunta que não me saiu da cabeça: como uma organização criminosa tão oculta tem tão pouca segurança em relação às pessoas que entram e saem? O rapaz simplesmente foge pelos corredores e quartos, chegando a se disfarçar, sem que ninguém o perceba. Quando eles finalmente notam que há algo estranho, o rapaz já conseguiu salvar outra torturada e ambos fogem, numa das melhores cenas do filme, envolvendo uma gangue de crianças perigosas e um atropelamento mais do que merecido. Segunda pergunta que não me saiu da cabeça: como ele e a japonesa conseguiram sair do carro tão agilmente como fizeram? E como o policial não conseguiu vê-los saindo se estva num ângulo que lhe permitia enxergar o banco do motorista e do carona?

Enfim, é um filme interessante. O final feliz é previsível, até por que todo filme americano que envolva massacre que eu já vi (com exceção de Wolf Creek) termina com pelo menos um sobrevivente. No entanto, o fato de Paxton sobreviver permite que o segundo filme corrija um grande erro existente nesse primeiro. Há sustos fáceis? Sim. Há cenas que causam mal-estar? Poucas, mas existem. Surigo realmente que o confiram, embora seja mais um de muitos filmes que jamais ocuparão o primeiro lugar da sua lista dos melhores.

Luís

criado por Luís/Renan    19:07:24 — Arquivado em: Filmes
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