Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Jumper

Jumper, 2008, 88 minutos.

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Fui ao cinema com o Rene e com o Renan no mesmo dia; um queria assistir Jumper, o outro, Juno. Houve então uma rápida indecisão e eu acabei entrando em Jumper, junto com o Rene. Primeiramente, a estória do filme não me agradou totalmente, mas mesmo assim era interessante em alguns momentos. Achei um pouco besta essa estória de ficar "pulando" para qualquer canto do mundo, mas gostei da contextualização inicial, em que o adolescente usa esse seu dom para invadir cofres ultra-seguros.

Acrescentam-se ao mocinho (que é insosso) um membro de uma organização que caça os jumpers, uma garota que traz um pouco de vida ao filme e um segundo jumper, que não sabe o que quer. Ponto positivo para a caracterização do personagem de Samuel L. Jackson, sempre severo e hostil embora ele tenha me irritado durante quase todo o filme. Ponto positivo também para a atriz Rachel Bilson que transforma sua Millie numa personagem agradável e digna de atenção. Pode parecer estranho, mas me interessei mais pela história romântica do jumper insosso principal e Millie do que pelas perseguições repletas de efeitos especiais.

O jumper instável ao qual o mocinho se une é simplesmente irritante. Não se sabe quando ele está sendo legal e quando ele vai se transformar e ficar chato de novo. Torci durante todo o filme para que Roland (Samuel L. Jackson) morresse, porque seu personagem, apesar de bem interpretado, é superchato! Sugiro o filme somente para uma sexta-feira, aquele feriadão, à noite em que todos os seus amigos saíram e você ficou em casa. Talvez, se estiverem só você e um colega seu, valha a pena assistir. Caso contrário, opte por algo mais divertido ou algo mais assustador.

Luís

criado por Luís/Renan    17:57:28 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 29 de abril de 2008

Homem Aranha

Spider Man, 2002, 128 minutos.

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Embora quisesse muito acompanhar a trajetória desses famosos heróis das revistas HQ’s, eu somente tive a oportunidade de ver as adaptações cinematográficas delas. Não sou fã do Homem Aranha, nunca li as publicações em quadrinhos, mas imagino que esse primeiro filme seja digno da HQ. Nesse primeiro filme, podemos ver a transformação de Peter Parker no tão heróico personagem. Gosto dos minutos iniciais do filme, nos quais Peter ainda é somente um jovem sem poderes; Mary Jane é somente a garota por quem Peter é apaixonado e a vida do jovem é típica dos fracassados, em que tudo parece dar errado.

A partir do momento que Peter Parker  é picado e passa a sofrer mutações, o filme fica mais divertido, é claro!, mas não perde a linha que é criada desde os primeiros minutos. O jovem, agora Homem Aranha, continua com o mesmo jeito cordial e gentil; sua paixão platônica por Mary Jane continua e tudo parece tão normal quanto antes, se não fosse o mero detalhes dos seus poderes. Acredito que é nessa seqüência de filmes, na trilogia Homem Aranha, que surgiu um dos casais mais famosos transportados dos quadrinhos para as telas, que são Parker e Mary Jane; também nesse filme surgiu uma das cenas que, com certeza, sempre serão lembradas, que é o famoso beijo de cabeça para baixo.

Algo que acho negativo no filme é o vilão. Parece que os vilões dessa trilogia são tão estúpidos. O Duende Verde parece tão ridículo e aquela história que o cerca soa tão falsa que achei uma perda de tempo esse vilão. Óbvio que não há herói se não houver um malfeitor com que ele possa lutar até matá-lo, por isso é necessária a participação de um vilão, embora não seja cabível tamanha tosquidão para um único cara mau.

O fato de haver um personagem medíocre e o filme ter mais de duas horas não influenciam na qualidade, que é boa, portanto, o filme é recomendável. Apesar de ser totalmente conhecido, o filme parece não envelhecer, tal qual Titanic. Sempre que você reassistir, vai achá-lo tão legal quanto da primeira vez.

Luís

 

criado por Luís/Renan    18:46:17 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO

O Doce Veneno do Escorpião, 2005, 168 páginas.

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Depois de tanta polêmica em relação à garota de programa Bruna Surfistinha, quando vi o livro não resisti e acabei comprando. Eu a havia visto em programas como o SuperPop (bahh!) e logo pensei que em algum momento ela escreveria um livro. Não me enganei, portanto. Confesso que pensei que ali não haveria literatura alguma e depois de lê-lo cheguei à conclusão de que não havia mesmo. Qualquer pessoa que tenha lido alguma revista algum dia seria capaz de escrever um livro como esse.

No entanto, nada disso significa que o livro seja chato. Pelo contrário, é bem divertido. Há, contudo, uma hipocrisia gigante nesse livro. A escritora cita orgias, masoquismos, relações homossexuais, beijos-gregos, felações, fantasias absurdas, mas evita de forma tosca palavras como “pinto”, “buceta” e “cu”, optando por formas escrotas como “p***”, “bu…” e “c…”. Achei isso muito estranho, embora não atrapalhe a leitura do livro mesmo sendo repetitivo e, às vezes, irritante.

O mais interessante do livro é saber que (isto é, se for verdade!) Raquel Pacheco, mais conhecida como a prostituta e personagem Bruna Surfistinha, estudou no Bandeirantes e tinha tudo o que muitas pessoas queriam ter. Todavia, preferiu o mundo das incertezas e se tornou uma putinha de luxo. As narrativas sobre os momentos no colégio Bandeirantes são capazes de te deixar embasbacado, uma vez que pensamos que o colégio é super-rigoroso, mas não é severo o suficiente para perceber e punir uma garota de (praticamente) masturbar um garoto durante as aulas. E como se não bastasse, há ainda situações de masturbação e felação (boquete, para os leigos) na rua! Não entendam o meu comentário a respeito do colégio Bandeirantes como algo moralista; devido à classe social de quem estuda no colégio, é incomum pensar que coisas citadas no livro possam realmente ter acontecido. Logo, me surgem na cabeça duas opções: ou é mentira o que tá no livro ou há muitas coisas sob o pano. Considerando que Raquel Pacheco se tornou uma prostituta, é mais provável que não seja mentira e que haja podres em relação à escola.

A polêmica Bruna Surfistinha não se limita à personagem criada por Raquel Pacheco; o livro já gerou outros dois, chamados O Que Eu Aprendi com Bruna Surfistinha e Na Cama com Bruna Surfistinha (que me remete audaciosamente ao documentário lançado por Madonna em 1990) e também houve um escrito pela garota cujo namorado foi “roubado” pela Surfistinha, chamado Depois do Escorpião. Não posso deixar de negar que achei muito acertada a escolha do nome do livro! Se recomendo? Sim, recomendo, porque é divertido e pode acrescentar coisas divertidas à sua vida (páginas lacradas…).

Luís

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Putz…fui le-lo anos depois de ser lançado e ainda assim é um livro muito falado. Seriamente…achei um livro bom. Se foi a própria Bruna Surfistinha que o escreveu, tenho que admitir que pensei que fosse algo muito muito pior.

O estilo do livro é um dos que eu mais gosto: diário. Nele sempre podemos conhecer melhor os personagens e entrar na vida deles. Achei o livro em partes triste, porque mostra todo o lado marcado dela, todas as escolhas erradas e etc. e sempre torcia pra chegar as partes que ela falava da vida pessoal, da infancia, da adolescencia até sair de casa. Acreditem, a pornografia é interassante, mas é o de menos nesse livro. Sobre a pornografia, há partes muito curiosas, como a que ela fala do encontro com dois famosos e a maneira diferente de eles agirem com respeito a sua popularidade, a parte do fetiche do cara com o nº2, e a do outro que quer “uma mãozinha” dela. Tenho que concordar com o Luís nas partes que ela evita usar pinto, cu e etc…irrita, mas não atrapalha. 

Vale a pena ler, não na frente da sua mãe, pois sabemos qual a imagem que Bruna Surfistinha traz.

Renan

criado por Luís/Renan    00:46:42 — Arquivado em: Livros

domingo, 27 de abril de 2008

Hitman, Assassino 47

Hitman, 2007, 100 minutos.

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Depois de começar a assistir esse filme, eu descobri que deveria ter ido ao cinema assisti-lo. Não que haja diferença no filme entre assisti-lo em casa ou lá, mas é inegável que o clima de certos filmes são bem melhor se vistos no cinema. Esse, com certeza, é um desses! Esse pôster do filme me remeteu à seqüência Duro de Matar e também àqueles filmes de gângsteres, nos quais há muita ação, muita inteligência e, principalmente, muito sangue. O pôster do filme me sugeriu algo meio Bonnie e Clyde, embora isso não aconteça no filme.

Os dez primeiros minutos são muito interessantes e, pelo enredo, você já percebe que haverá muita sacanagem e enigmas durante o filme. Um agente que mata por dinheiro passa a ser perseguido por alguns de seus parceiros, pela serviço de inteligência russo e também pela inteligência americana. Une-se a ele uma testemunha, a quem ele deveria matar. Recomendo o filme, embora não seja tudo aquilo que eu imaginasse que fosse. Por isso disse que preferia tê-lo assistido no cinema, assim teria a impressão de ser melhor do que é realmente.

Esperava um relacionamento tenso entre o agente 47 e a sua protegida, assim como esperava uma explicação sobre toda aquela conspiração existente durante todo o filme. Nenhum dos dois aconteceu. Há cenas boas, que te prendem, como a luta entre os quatro agentes dentro do vagão de um trem, mas há tamém inúmeros pontos bem questionáveis durante o filme. Como explicar a maneira fácil como o agente consegue as roupas e acessóriso para seus disfarces instantâneos? E como se infiltra tão facilmente nos lugares sem ser perseguido?

Antes de o filme lançar nem sabia que existia um jogo de videogame e depois de ver o filme, não imagino que seja interessante o jogo; já o filme, esse tem os seus pontos positivos, que felizmente são em maior número do que os negativos, portanto, é recomendável. Apenas não esperem muito.

Luís

criado por Luís/Renan    00:28:34 — Arquivado em: Filmes

sábado, 26 de abril de 2008

Desventuras em Série - A Sala dos Répteis

A Series of Unfortunate Events - Reptile Room, 1999, 172 páginas.

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Bom, nesse livro você ja está acostumado que não se pode contar com Sr. Poe, acostuma-se qua não importa o que aconteça, o Conde Olaf vai estar lá e acostuma-se que a vida dos orfãos é muito sofrida.

Depois de passar por Conde Olaf, que não foi um bom tutor segundo Sr. Poe ¬¬º, eles são levados a outro tutor, o Dr. Montgomery Montgomery, ou tio Monty para Sunny, Klaus e Violet. Por um tempo eles têm uma vida boa, ajudando tio Monty com seus répteis, cada um a seu modo (Violet inventando, Klaus lendo e Sunny mordendo), indo ao cinema, e vivendo como uma família.

Depois de um tempo, tio Monty, arruma um "assistente", que o "ajuda", e de quebra monitora os orfãos, depois de um tempo tio Monty morre, e seu querido assistente põe a culpa na Víbora Incrivelmente Mortifera, um réptil que tio Monty e os três Baudeleire sabiam ser inofensivo.

Bom…o final só lendo =D
Altamente recomendável.

Renan

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Esse é  segundo livro da coleção Desventuras em Série e sua leitura apenas me fez perceber que muito rapidamente terei lido todos. Sabe aquela sensação de que a estória está muito interessante para ser deixada de lado? Então, é o que aconteceao ler esse livro. Como devo ter citado anteriormente, é uma literatura meio infantil, mas mesmo assim é muito legal a forma com a qual o outra usa a desgraça dos personagens para nos fazer querer saber mais e mais sobre os próximos acontecetimentos.

No primeiro livro, os órfãos são mandados para morar com o Conde Olaf, homem mau que só pensa em roubar a fortuna dos garotos. Após a fuga de Olaf, os jovens são enviados para a casa de Montgomery Montgomery (assim mesmo). Pensam que ser horrível, mas descobrem que seu novo tutor não somente é agradável, como também lhes concede direitos que jamais pensariam em ter se continuassem com Olaf. Organizando uma excursão para o Peru, onde pretende encontrar novas espécias de cobras para estudá-las, Montgomery contrata um novo ajudante já que o seu outro desistiu de última hora. Stephano, então, chega e os jovens descobrem que ele é ninguém menos do que Conde Olaf, disfarçado.

Apesar de ter resumido quase todo o livro, vocês vão perceber que há muito mais o que descobrir ao ler a narrativa da vida dos órfãos Blaudelaire. O que me irrita em demasia é a falta de inteligência que se apodera do corpo do Sr. Poe, uma vez que ele não consegue enxergar a verdade a um palmo de seu nariz. Ponto positivo para a objetividade da história, sem lenga-lengas cansativas nem detalhes em excesso, que acabam por tornar-se inúteis.

No segundo livro, acredito que já seja um pouco forçada a perseguição de Olaf, mas se não fosse por esse exagero, não haveria mais histórias para contar, o que seria uma pena. No entanto, o que nos diverte é justamente não saber qual será o novo truque de Olaf e dos membros de sua trupe teatral. Outro fator positivo é a inclusão de personagens como os atores da trupe de Olaf, que dão mais suspense à trama e que nos faz pensar que qualquer personagempode estar aliado ao conde vilão. Sugiro, assim como o primeiro, que leiam!

Luís

criado por Luís/Renan    00:50:51 — Arquivado em: Livros

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street , 2007, 116 minutos.

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Temos que convir que Johnny Depp é um dos atores mais talentosos e carismáticos. E seus papéis variam sempre, mas há sempre algo de muito marcante em casa interpretãção, que lembram uma a outra, embora cada uma seja singular. E a parceria de Depp com o diretor Tim Burton vem de longas datas, desde o clássico Edward Mãos-de-Tesoura, no qual Depp interpreta uma aberração com tesouras no lugar das mãos. E para completar a parceria que citei acima, há ainda Helena Bonham Carter, que já atuou com Depp em A Fantástica Fábrica de Chocolate e a Noiva Cadáver, ambos sob a direçõ de Burtom. E foram filmes que deram certo, logo, por que esse seria diferente?

 

Pois bem, não foi diferente. O filme é bem trabalhado, o roteiro desenvolve bem as situações, que são poucas porém suficientes para que nós gostemos de quem devemos gostar e antipatizemos pelos personagens ruins. É um musical ao estilo Chicago, ou seja, há um misto de diálogos assim como músicas, embora haja muito mais cantoria que falatório. As músicas, diferentemente de como acontece em Chicago, são um tanto quanto confusas e, por vezes, sem nexo. Mas isso é uma opinião particular a respeito das letras da música, nada concreto.

 

Grandes interpretações do casal principal, transformando num show cada cena em que aparecem. Gostei muito da cena em que Mrs. Lovett conta como gostaria de passar o resto de sua vida, com Todd e o garoto ao seu lado. A cena em si é bela tanto pela música quanto pelo que ela diz em relação à sua potencial relação com o barbeiro; o clima da cena também é magnífico, pois constrasta com a fotografia sombria de todas as outras cena. É interessante também a fusão entre o que ela diz e o que mostra cada cena que, como eu disse anteriormente, é muito bela. Devo acrescentar também que a maquiagem é ótima e dá aos personagens as características que lhes são palusíveis às situações. Não são aberrações, são até bonitos, mas suas ações o corrompem e, apesar disso, eles vêem em tudo o que fazem uma nova forma de encarar as coisas, fazendo-as mais fáceis. Helena Bonham Carter mostrou-se uma atriz impressionante; eu já a havia visto em outros filmes, como Harry Potter e a Fantástica Fábrica de Chocolate, mas foi nesse filme que eu simpatizei definitivamente pelo seu trabalho. Em sua interpretação a um pouco do sadismo que seu personagem pede, mas há também uma compaixão pelo próximo (nem todos, é claro!) e o charme que Mrs. Lovett precisava para conquistar a simpatia do público. Ponto para a atriz, que se empenhou o suficiente por sua personagem.

 

Contudo, devo admitir que algumas canções são longas demais e algumas cenas se tornam cansativas, como as que o marinheiro canta para Jhoanna e algumas que Todd canta para sua "amiga" navalha. Diferentemente de Evita, musical estrelado por Madonna e Antonio Banderas, em que não há diálogos, apenas canções, este filme parece um pouco cansativo quando se prolonga em alguns momentos, como quando Todd caminha pelas ruas convidando cavalheiros para a sua barbearia enquanto confabula com a navalha a respeito de sua vingança. Às vezes, cansa.

 

Enfim, é um filme recomendável a quem gosta de musicais e que canções em 75% do filme não incomode. Eu realmente achei que é um filme que valha a pena, embora haja musicais muito melhores, como Moulin Rouge e Chicago. Volto a dizer que o filme vale a pena, talvez pela atuação do casal principal, digna de prêmio.

Luís

criado por Luís/Renan    18:26:03 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 22 de abril de 2008

100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama

 100 Colpi di Spazzola Prima di Andare a Dormire, 2003, 158 páginas.

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A primeira vez que eu li algo sobre esse livro, foi quando eu folheava uma revista Playboy. Li um trecho que fora posto na revista, justamente o trecho da página 48, quando Melissa narra seu aniversário de 16 anos. Dois dias depois de ler esse trecho, eu comprei o livro. Eis o tipo de literatura divertida, que te prende (não por ser "cultural") e te faz fechar o livro somente quando acabar de lê-lo.

Mellissa é uma garota siciliana que se irrita com o namorado após ele dizer que eles não podem continuar juntos porque ela não sabe o suficiente sobre sexo. A garota dispõe-se a descobrir tudo aquilo que for necessário para provar a ele que estava errado e entrega-se aos prazeres da carne, embora nem sempre esteja a mercê dos prazeres. Ele escreveu todas as suas experiências num diário, que em 2003 foi publicado e se tornou esse livro.

Não sei se é possível considerar esse livro como literatura, afinal está mais para revistinha erótica do que para literatura; talvez classificá-lo como "literatura adulta" seja uma boa, já que isso é apenas uma forma de dizer que um livro é uma seqüência de páginas pornográficas que, provavelmente, não vão te trazer uma cultura realmente aproveitável. Acho que pode ser considerado um Kama Sutra mais suave. Durante quase todo o livro, nós podemos compreender o lado de Mellisa; ainda adolescente, ela não somente tem um objetivo a cumprir como também tem o que experimentar e ao unir uma coisa com a outra, surge uma série de aventuras sexuais que incluem sadomasoquismo, fetiches, homossexualidade, voyeurismo, etc.

Como disse, talvez vocês não considerem literatura, mas a leitura é rápida e divertida; provavelmente não irão se arrepender, porque a história é interessante e não há lugares-comuns. Acredito que haja, no entanto, um paradoxo que envolve esse livro: pode parecer uma porcaria no começo, mas você pode acabar gostando ou pode parecer interessante e você odiar. Independentemente, sugiro que vocês o leiam. Vale a pena.

Luís

criado por Luís/Renan    00:03:59 — Arquivado em: Livros

segunda-feira, 21 de abril de 2008

X-Men

X-Men, 2000, 105 minutos.

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Esse é o primeiro filme que conta a estória dos mutantes mais famosos. Para os fãs de estórias assim, esse filme é muito interessante, embora eu ache que fique aquém das revistas de HQ das quais os personagens vieram. Filmes como esse, que envolvem efeitos especiais e luta, são interessantes e esse não deixa a desejar. O filme narra o momento em que Wolverine e Rogue se conhecem e viajam juntos, até serem perseguidos por um dos capangas de Magneto; então, dois X-Men vem salvá-los, fazendo com que se juntem aos mutantes do bem. A partir daí, surge uma luta entre as forças do bem, em que estão a Tempestade, a Jean Gray e Ciclope, liderados pelo Profº Xavier e o lado do mal, onde estão Dentes-de-Sabre e Mística, liderados por Magneto.

O filme é interessante, mas acho que falta algo. Há muitas coisas que ficam sem explicação no filme, como por exemplo, o fato de os X-Men estarem juntos. Não me lembro do momento em que é dito como se conheceram, o que não ocorre nas revistinha, já que é dito o nome verdadeiro de cada um, de onde vieram, sob quais circunstâncias foram encontrados, etc. E parece que eles deixaram todos os vilões superinteligentes e com capacidade física superior aos mocinhos; para chegar a essa conclusão, basta ver a cena em que o Grouxo ataca a Tempestade e a Jean Gray. Elas parecem ser burras o bastante para não conseguir controlá-lo.

Apesar de eles terem deixado os heróis meio estúpidos e terem ferrado a bela Halle Berry, uma vez que fizeram aquela peruca horrorosa somente para destruir sua imagem, o filme é interessante e vale a pena ser visto. Há poucas seqüências cinematográficas que realmente dão certo ou que, pelo menos, sejam boas para se assistir. Essa é uma delas.

Luís

criado por Luís/Renan    00:47:02 — Arquivado em: Filmes

domingo, 20 de abril de 2008

CELULAR

Para a crítica desse livro, chamamos uma pessoa que é fã das histórias de Stephen King. Se não fosse por ela, eu (Luís) não teria sido introduzido ao universo dos livros de SK, que quase sempre são cultuados a ponto de se tornar filmes. A convidada especial de hoje é a Ciça, que eu conheço há muito tempo (poderia até dizer que crescemos juntos!) e eu sei que é uma apaixonada pela leitura. Somente por sugestão dela que eu me interessei por esse livro…

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Cell, 2007, 400 páginas.

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No livro Celular, como em todas suas outras obras, SK exerce seu dom de deixar os leitores sem fôlego, ansiosos pelo próximo capítulo, pela próxima página. A estória impressiona, surpreende, leva a um envolvimento profundo e inevitável entre o cenário, os personagens e os fiéis leitores. É impossível não nos comovermos com a busca de Clay pelo seu filho Johnny, com a força e a coragem dos jovens Jordan e Alice, e com a capacidade de todos eles de se sacrificarem uns pelos outros.

O livro pode se tornar realmente apavorante se considerarmos a situação hipotética narrada por SK, de que todo o ocorrido foi obra de um atentado terrorista puramente tecnológico. Analisando por esse ponto, nos damos conta de que estamos suscetíveis a um acontecimento como esse a qualquer momento, já que o homem não tem limites na sua ganância e na busca por sempre mais.

SK consegue tornar real algo que nunca imaginaríamos, nunca nem mesmo sonharíamos. Fatos que consideramos impossíveis, absurdos, e que dizemos que nunca vão acontecer.

Mas não devemos nunca censurar nossa criatividade e nossa imaginação, e, pricipalmente, nunca esquecer que NADA é impossível.

Ciça

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Passei uma semana louco de vontade de ir comprar o livro. Tinha o dinheiro para comprá-lo na quinta-feira, mas esperei até sábado, porque já tinha combinado com o Renan de irmos juntos à livraria. Não foi surpresa alguma que após chegar da livraria no sábado eu devorei rapidamente quase setenta páginas do livro em uma hora!

Dessa vez, o autor optou por abordar algo tão corriqueiro e tão popular que jamais pensaríamos no celular como algo negativo (não me refiro à conta no final do mês!). O que aconteceria se algum dia todas as pessoas que usassem celulares tivessem sua mente alterada e seus instintos se tornassem comandados por uma ameaça aparentemente invisível? Foi isso que aconteceu no dia 26 de outubro, às15h03. Clay vê uma cidade toda à sua frente ser destruída por causa dos celulares, as pessoas descontroladas agem estranhamente, matando umas as outras; junta-se a ele um homem que por pouco escapou da morte e uma garota cuja própria mãe tentou atacá-la. Formando um grupo, eles decidem ir em busca da mulher e filho de Clay e também procurar por um local seguro, onde não haja riscos.

É interessante a forma como o autor aborda o assunto, porque sempre vemos na TV assuntos sobre o perigo de usar em excesso os aparelhos celulares, mas definitivamente esse não é um dos melhores livros do autor. Começa bem, desenvolve bem e falha ao concluir, deixando o leitor com uma sensação de que leu 400 páginas à toa; algo como começar a ver um filme que trava nos minutos finais ou, numa comparação mais tosca, estar morrendo de fome, começar a comer, terminar a comida sem saciar seu desejo de comer. O que parece ser pior é ausência de algo que possa ser considerado um final; como a Ciça comentou comigo, é como se tivessem caído algumas páginas do livro.

Outro ponto negativo são os buracos na história. Não se sabe ao certo o que gerou o pulso que fez com que as pessoas passassem a agir loucamente, assim como não se sabe ao certo o que o tal “Homem Esfrangalhado” ou “Reitor de Harvard” é. Nas primeiras páginas, é citado que o evento daquele dia ficou conhecido como O PULSO, mas não entendi quem assim definiu. Acho que a história teria sido melhor se não houvesse a mistura de eventos paranormais com algo que pretende parecer real. Ou somente o problema com o pulso (gerador do caos) ou uma estória só com paranormalidade, espíritos e fantasmas, como O Cemitério Maldito. Enfim, aos fãs do autor, sugiro que leiam esse livro. Se você não é fã de SK, não leia. Se não é fã, mas quer ler algum livro de SK, comece por outro. A estória é interessante, há momentos que chegam a te abalar de agluma forma, você se envolve muito com cadapersonagem, mas o final me irritou e o fato de eu não saber exatamente o que significou aquilo e como terminou foi desagradável.

Luís

criado por Luís/Renan    18:47:43 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A Chave Mestra

The Skeleton Key, 2005, 104 minutos.

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Bom…acho que é um dos melhores filmes de suspense que assisti.

O filme se desenrola em torno de Caroline, (acho que eu a chamaria de enfermeira) que cuida de pessoas em suas fases terminais, só que ela percebe que aquilo é só um negócio para as pessoas e não uma questão de solidariedade como pensa ela (eu penso que ela é uma socialista-cleptomaníaca. Precisava roubar o chaveiro?? =P). Então ela é contratada por uma senhora que cuida de seu marido que sofreu um derrame (lembre-se do derrame), e é lá que ela começa a descobrir os segredos da casa que envolvem antigos empregados, macumba da brava, espelhos e etc. A única coisa que achei meio besta é aquela porta do sotão que fica batendo.

A estória é bem desenrolada, tem coerência e concisão (); como disse o Luís, tem sustos fáceis, mas acho que o susto é mais psicológico. Eu pelo menos, evitava olhar para o espelho quando ia no banheiro à noite. Com certeza vale a pena, e se você tiver uma mente que pensa rápido, talvez consiga chegar as explicações antes do final (coisa que eu não fui capaz).

Renan

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Ao começar a assistir esse filme, pensei que seria uma mistura de "A Chave Mágica" com qualquer filme besta de magia negra. Conforme a estória se desenrolava, fui percebendo que estava errado e quando o filme terminou, eu cheguei à conclusão de que havia me enganado completamente. Não que esse seja um filme ótimo, mas sem sombras de dúvida, é bom e muito recomendável.

Kate Hudson (sim, a mesma de Como Perder um Homem em 10 Dias) é contratada por uma velha senhora para ajudá-la a cuidar de seu marido, que sofreu um derrame e parece estar próximo da morte. A casa, no entanto, parece esconder segredos e a mulher do velho parece conhecer todos esses segredos. Kate está muito boa nesse filme, sua interpretação não deixa a desejar; não consigo imaginar outra atriz que pudesse substituí-la no papel. Eis uma atriz jovem que acredito que ganhará muitos Oscar ao longo da carreira.

A parte da magia negra que é mostrada no filme não é nada absurdo, aqueles que não acreditam podem até acreditar. Há momentos de terror psicológico e há, infelizmente, muitos momentos de sustos fáceis, quando o som aumenta de repente e algo se aproxima do rosto da atriz. O filme peca por isso; embora não haja necessidade de sustos bobos, eles estão presentes no filme.O roteiro é bem escrito, tudo é bem elaborado e o espectador acompanha cada momento da estória com curiosidade e, às vezes, tensão. A linha cronológica criada para o filme não deixa a desejar, permitindo ao espectador mais atento compreender cada acontecimento e fazendo-o entender mesmo os eventos não mostrados. A ordem das cenas (linearidade) e a forma gradativa mas não exagerada com a personagem se envolve é muito interessante e o filme explora bastante e com eficácia uma das frases mais densas: nada pode te fazer mal, a não ser que você acredite.

Um filme que realmente vale a pena ser visto. Acredito que há nesse filme uma junção de bons atores - liderados pela competente Kate Hudson - , um roteiro bem elaborado, um diretor eficiente e cenas bem dosadas. Nem luz em excesso, nem breu total; não há exageros nas interpretações, nem momento monótonos. Ponto positivo para o flashback narrando as vidas de Mama Cecille e Papa Justify, para a coerência dada ao filme eà fuga do lugar-comum. Uma pena que haja tantos sustos fáceis, quando os mesmos são desnecessários (istonão é Tamara!).

Luís

criado por Luís/Renan    06:18:36 — Arquivado em: Filmes
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