domingo, 20 de abril de 2008
CELULAR
Para a crÃtica desse livro, chamamos uma pessoa que é fã das histórias de Stephen King. Se não fosse por ela, eu (LuÃs) não teria sido introduzido ao universo dos livros de SK, que quase sempre são cultuados a ponto de se tornar filmes. A convidada especial de hoje é a Ciça, que eu conheço há muito tempo (poderia até dizer que crescemos juntos!) e eu sei que é uma apaixonada pela leitura. Somente por sugestão dela que eu me interessei por esse livro…
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Cell, 2007, 400 páginas.
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No livro Celular, como em todas suas outras obras, SK exerce seu dom de deixar os leitores sem fôlego, ansiosos pelo próximo capÃtulo, pela próxima página. A estória impressiona, surpreende, leva a um envolvimento profundo e inevitável entre o cenário, os personagens e os fiéis leitores. É impossÃvel não nos comovermos com a busca de Clay pelo seu filho Johnny, com a força e a coragem dos jovens Jordan e Alice, e com a capacidade de todos eles de se sacrificarem uns pelos outros.
O livro pode se tornar realmente apavorante se considerarmos a situação hipotética narrada por SK, de que todo o ocorrido foi obra de um atentado terrorista puramente tecnológico. Analisando por esse ponto, nos damos conta de que estamos suscetÃveis a um acontecimento como esse a qualquer momento, já que o homem não tem limites na sua ganância e na busca por sempre mais.
SK consegue tornar real algo que nunca imaginarÃamos, nunca nem mesmo sonharÃamos. Fatos que consideramos impossÃveis, absurdos, e que dizemos que nunca vão acontecer.
Mas não devemos nunca censurar nossa criatividade e nossa imaginação, e, pricipalmente, nunca esquecer que NADA é impossÃvel.
Ciça
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Passei uma semana louco de vontade de ir comprar o livro. Tinha o dinheiro para comprá-lo na quinta-feira, mas esperei até sábado, porque já tinha combinado com o Renan de irmos juntos à livraria. Não foi surpresa alguma que após chegar da livraria no sábado eu devorei rapidamente quase setenta páginas do livro em uma hora!
Dessa vez, o autor optou por abordar algo tão corriqueiro e tão popular que jamais pensarÃamos no celular como algo negativo (não me refiro à conta no final do mês!). O que aconteceria se algum dia todas as pessoas que usassem celulares tivessem sua mente alterada e seus instintos se tornassem comandados por uma ameaça aparentemente invisÃvel? Foi isso que aconteceu no dia 26 de outubro, à s15h03. Clay vê uma cidade toda à sua frente ser destruÃda por causa dos celulares, as pessoas descontroladas agem estranhamente, matando umas as outras; junta-se a ele um homem que por pouco escapou da morte e uma garota cuja própria mãe tentou atacá-la. Formando um grupo, eles decidem ir em busca da mulher e filho de Clay e também procurar por um local seguro, onde não haja riscos.
É interessante a forma como o autor aborda o assunto, porque sempre vemos na TV assuntos sobre o perigo de usar em excesso os aparelhos celulares, mas definitivamente esse não é um dos melhores livros do autor. Começa bem, desenvolve bem e falha ao concluir, deixando o leitor com uma sensação de que leu 400 páginas à toa; algo como começar a ver um filme que trava nos minutos finais ou, numa comparação mais tosca, estar morrendo de fome, começar a comer, terminar a comida sem saciar seu desejo de comer. O que parece ser pior é ausência de algo que possa ser considerado um final; como a Ciça comentou comigo, é como se tivessem caÃdo algumas páginas do livro.
Outro ponto negativo são os buracos na história. Não se sabe ao certo o que gerou o pulso que fez com que as pessoas passassem a agir loucamente, assim como não se sabe ao certo o que o tal “Homem Esfrangalhado” ou “Reitor de Harvard” é. Nas primeiras páginas, é citado que o evento daquele dia ficou conhecido como O PULSO, mas não entendi quem assim definiu. Acho que a história teria sido melhor se não houvesse a mistura de eventos paranormais com algo que pretende parecer real. Ou somente o problema com o pulso (gerador do caos) ou uma estória só com paranormalidade, espÃritos e fantasmas, como O Cemitério Maldito. Enfim, aos fãs do autor, sugiro que leiam esse livro. Se você não é fã de SK, não leia. Se não é fã, mas quer ler algum livro de SK, comece por outro. A estória é interessante, há momentos que chegam a te abalar de agluma forma, você se envolve muito com cadapersonagem, mas o final me irritou e o fato de eu não saber exatamente o que significou aquilo e como terminou foi desagradável.
LuÃs
criado por LuÃs/Renan
18:47:43 — Arquivado em: 

Comentário por André — quarta-feira, 30 de abril de 2008 @ 20:17:58
Olá.
Não li esse livro, mas sei um pouco sobre Stephen King. Estou lendo uma série dele(de ficção, mas não de terror como o usual), A Torre Negra. Por sinal, muito boa. Já li quatro de sete. Começa com o Pistoleiro. Se um de vocês se interessarem, taà a dica.
Um abraço
Comentário por Luiza — sábado, 10 de outubro de 2009 @ 22:50:05
Olá!
Adorei ler este livro!Foi incrÃvel,não queria parar nenhum instante!Minha leitura foi envolvente e até angustiante!
Ah,Alice!Tive que reler pra acreditar no que aconteceu com ela!
Ótimo post!
Grande beijo!