Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sábado, 31 de maio de 2008

Desventuras em Série - O Elevador Ersatz

A Series of Unfortunate Events - The Ersatz Elevator, 2001, 254 páginas.

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 A partir desse sexto livro, não há mais aquela lenga-lenga que há nos outros (isso, no entanto, não significa que sejam ruins; muito pelo contrário). Aqui, como o Renan disse na sua crítica sobre o primeiro livro, a aventura e o perigo realmente começam. Nesse livro, as crianças são mandadas para viver com Jerom e Esmé, extremamente próximo de onde moravam, quando seus pais ainda estavam vivos. Seu nono lar agora é a cobertura de 71 quartos, que Esmé, sempre preocupada com moda, insiste em reforçar para as pessoas. Naquele prédio, as coisas são in ou out, ou seja, ou está na moda ou não está; o que está in, deve ser usado, o que está out, deve ser deixado de lado.

É óbvio que, para que as desventuras dos órfãos se concretize nesse sexto livro, é necessária a presença do malévolo Conde Olaf; ele mais uma vez reaparece, com mais uma de suas medíocres fantasias e mais uma plano maquiavélico para tentar seqüestrar os órfaõs. O que torna esse livro o "marco" da aventura na série de desventuras dos jovens são os riscos que as crianças têm que enfrentar para encontrar os Quagmire e salvar a própria pele.

Não podemos nos esquecer ainda de que eles têm que descobrir o que é C.S.C. e solucionar um novo mistério que surge no meio da trama: o porquê de haver um túnel que conecta o elevador ersatz (há uma explicação sobre o que é ersatz) e a antiga mansão Baudelaire, agora transformada em cinzas. Esse livro é também engraçado; primeiramente, há as esquisitices de Esmé, a sexta consultora mais famosa, que se preocupa horrendamente com o que é IN e OUT: se órfãos são in no momento, isso é motivo para adotá-los; depois eles têm que focar todos os esforços na busca pelos trigêmeos Isadora e Duncan e neste livro há a introdução de uma personagem muito importante, que reaparecerá por alguns próximos livros da série. Portanto, a partir desse livro há perigo, aventura, suspense, segredos e revelações perigosas pela frente. Totalmente recomendável;  isto é,se vocêjá leu os cinco primeiros.

Luís

criado por Luís/Renan    00:56:56 — Arquivado em: Livros

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Este é o 4º volume da série Harry Potter e para comentá-lo, a nossa convidada especial Nivea volta para dar a sua opinião sobre esse livro. Não posso deixar de ressaltar que ela é uma grande fã; provavelmente, já leu esse série umas três vezes e sabe de muitos detalhes que uma pessoa normal não saberia.

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Harry Potter and the Globet of Fire, 2001, 584 páginas.

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A história de Harry Potter e o Cálice de Fogo é até que previsível, mas nem por isso, é claro, deixa de ser boa.Harry e os Weasley assistem à final da Copa Mundial de Quadribol, mas nem tudo correu como esperado. Alunos das escolas de magia Beauxbatons e Durmstrang chegam a Hogwarts para participar do Torneio Tribruxo. Lógico que Harry, sem querer, acaba participando também, mesmo sendo menor de idade. No final da última tarefa uma chave de portal leva ele e Cedric Diggory para um cemitério. Cedric é morto e Harry assiste ao retorno de Voldemort. Nesse livro,Harry alimenta uma paixãozinha por Cho Chang, que namorava Diggory. Para desespero de Rony, Hermioine é convidada para ir ao baile com Vítor Krum,astro do quadribol.

O livro é recomendável, mas quem tiver preguiça de ler pode e deve assistir o filme. Na minha opinião é o melhor de todos, apesar de ter ocultado alguns detalhes que eu considero importantes. Não se menciona o F.A.L.E., e como já disse em uma crítica anterior, Dobby faz falta nesse livro, assim como o outro elfo doméstico que aparece, Winky. Na segunda tarefa do torneio, quem dá o guelricho a Harry é Dobby e não Neville,como está no filme. Malfoy lança um feitiço em Hermione e os dentes dela começam a crescer loucamente,mas esse acontecimento também foi, digamos,ignorado.

Rony Weasley (Rupert Grint) deve falar "Bloody Hell" umas dez vezes em todo o filme, mas atua muito bem e está engraçadíssimo.O baile de inverno está "sublime" e apenas para acrescentar, Hermione aparece bem bonita para o baile,mas convenhamos que aquele vestido parece mais uma cebola cor-de-rosa. O original era azul!!! Mesmo assim eu recomendo que assistam!

Nivea

criado por Luís/Renan    00:43:41 — Arquivado em: Críticas Especiais

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Desventuras em Série - Inferno no Colégio Interno

A Series of Unfortunate Events - The Austere Academy, 2001, 221 páginas.

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Depois do 4º livro, fiquei pensando se esse quinto livro seria tão ou mais chato que o que o antecede, mas fiquei feliz ao descobrir que isso não se repete. Nesse quinto livro, os jovens Baudelaire são enviados a um colégio interno, onde passam por maus bocados, mas encontram dois personagens que serão importantes para a série daqui até o fim. No colégio, eles se deparam com os detestáveis Nero e Carmelita Spats, que são o vice-diretor do colégio e a aluna mais irritante, respectivamente.

Os órfãos são submetidos aos absurdos propostos por Nero, que obriga Sunny a trabalhar como secretária, apesar de ela ser ainda um bebê; há castigos como ser obrigado a beber sopa em poças sobre a mesa e comer ser usar talheres, caso alguma regra seja desobedecida; os órfãos são obrigado a dormir no Barraco dos Órfãos, onde antes os trigêmeos Quagmire dormiam. Os trigêmeos são Isadora e Duncan, já que o irmão deles morreu num incêncio que também matou os seus pais, tornando-os órfãos e à espera de uma fortuna, assim como os Baudelaire.

Conde Olaf está de volta, desta vez decidido a destruir os órfãos e roubar a sua fortuna. Nesse livro, definitivamente, começa a grande aventura, já que há perseguições, planos mirabolantes, momentos tensos e a menção a um segredo, que poderia ser responsável pela situação de as três crianças Baudelaire serem órfãs. A partir daí, como o Renan disse em sua primeira crítica sobre a série, as coisas ficam mais legais e a série realmente traz uma sensação de inovação. Esse livro é totalmente recomendável, isto é, somente se você já leu o primeiro, o interessante segundo, o divertido segundo e o infeliz quarto livros da série.

Luís

criado por Luís/Renan    18:07:59 — Arquivado em: Livros

quarta-feira, 28 de maio de 2008

À Procura da Felicidade

 

The Pursuit oh Happyness, 2006, 117 minutos.

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É aquele filme que você vê uma vez e nunca mais, o filme tem uma história triste, mas de tão triste fica chata, você cansa de ver ele se fudendo. O cara (Will Smith) é um pobre, casado, com um filho, o cara é tão ferrado que até a mulher dele o abandona, ele tenta um estágio, mas não é remunerado e tem esperança de que ao final ele seja efetivado, mas sem dinheiro e sem nada, ele também não consegue e vai embora.

Ao contrário do Luís, eu até que achei o garotinho legalzinho, e pra uma criança, até que atua bem.Parte chata: todas em que ele tenta vender aquelas porras de máquinas de raios-X. Parte legal: quando ele tá descendo do elevador da empresa e começa a comentar sobre a prova do estágio.

Enfim…assitam uma vez pelo menos.

Renan

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Esse é um típico filme estrelado por Will Smith: ele é o personagem principal; ele é sofredor, o que faz com que os espectadores gostem dele (isso não funciona comigo); todos os outros personagens desaparecem para que o personagem de Will Smith possa aparecer. Ou seja, esse é mais um filme chato que apenas consegue mostrar todo o egocentrismo irritante de ator.

E como se não bastasse as quase duas horas de pura chatice, há ainda a criança presente no filme, o que o torna ainda mais chato; como se Will Smith - ou melhor, o seu ego - não aparecesse em 125 dos 117 minutos do filme (sim, houve ironia!), há ainda a criança que tenta encantar às pessoas que assistem. As cenas são monótonas, o tom de voz sofrido de Will Smith cansa e o filme se prolonga desnecessariamente e aquelas porras de scanners são simplesmente irritantes; se tivessem optado por tirar da edição todas as cenas em que o idiota corre atrás de um babaca que rouba uma maldita máquina, o filme seria menos chato e mais curto.

Diferentemente dos filmes em que a frase "baseado em fatos reais" os torna mais interessantes, À Procura da Felicidade é um filme que definitivamente não empolga, portanto, não o recomendo para ninguém. Se você busca beleza e tragédia ao mesmo tempo, assista Moulin Rouge, que é animado; se quer bons sentimentos com o clima trágico desse filme, assista Um Amor Para Recordar; se o que busca é drama, também misturado à tragédia, assista Menina de Ouro, mas não assista, de forma alguma, a esse filme pavoroso. Somente para dizer que o filme não é totalmente ruim, há uma cena no filme que realmente vale a pena - quando Chris Garner (Will Smith) não encontra lugar para morar, ele transforma sua tragédia numa brincadeira para poder enganar o filho e fazê-lo dormir sem se dar conta da situação deplorável em que estão e terminam a noite trancados no banheiro de uma estação de metrô. Você pode se arriscar, ir à locadora e pegar esse filme, baseado na cena em que citei acima…só não sei se vale a pena um filme todo por causa de uma cena.

Luís

criado por Luís/Renan    22:38:41 — Arquivado em: Filmes

domingo, 25 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reina da Caveira de Cristal

Indiana Jones and the Kingsom of the Crystal Skull, 2008.

criado por Luís/Renan    00:03:22 — Arquivado em: Filmes

sábado, 24 de maio de 2008

A Estrada da Noite

Heart-Shaped Box, 2007, 320 páginas.

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O livro conta a história de Jude, um rockeiro "catador", que compra um fantasma pela internet, ele recebe um paletó do defunto em uma caixa em formato de coração (daí o título original: Heart-Shaped Box) mas esse fantasma é real, e torna sua vida um inferno, já que em vida Craddock era um hipnotizador, e pode fazer uma pessoa se suicidar ou cometer qualquer outro crime em minutos.

No decorrer do livro o autor explica o romance entre Jude e Anna (Flórida), enteada de Craddock, que se ’suicidou’ depois de levar um pé na bunda dele, como Jude e Marybeth (Geórgia) podem se livrar dele, o porque das vidas de Jude e Marybeth serem tão conturbadas e etc, tudo em uma forma de suspense, terror, aventura e romance.

O livro é o primeiro de Joe Hill (filho de Stephen King), e é realmente bom, não é aquela leitura cansativa; você se apega aos personagens e torce pra que tudo de certo. Acho que não é um livro muito conhecido, pelo menos aqui em Rio Claro (SP), não há nenhum exemplar na biblioteca, o que pode se repetir em outras cidades, então se você tiver que comprar, saiba que vale muito a pena.

Renan

P.s: Valeu Luis, por comprar e me emprestar =DD

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Quando li a sinopse do livro em sua contra-capa, achei que pudesse ser legal. Não estava totalmente certo, porém, definitivamente, não estava errado. Histórias como essas sempre me pareceram bem interessantes e a forma como o autor parecia tratar do assunto no livro foi o que me motivou a comprá-lo. E como se não bastasse ser o tipo de literatura que gosto, o autor ainda é filho de um dos meus autores preferidos - Stephen King -, o que me fez pensar que Joe Hill seria mais um grande nome da literatura do horror (descobri apenas no meio do livro que havia esse parentesco entre os autores).

O astro do rock Judas Coyne tem o bizarro hábito de colecionar coisas estranhas, sejam elas quaisquer tipo de anormalidades. Junto com uma de suas mais recentes aquisições - um terno que, segundo a vendedora, era possuído por um espírito - veio uma série de tormentos e desgraças. Então, a vida de Judas e Geórgia (ele curiosamente chama as suas namoradas pelo nome do estado em que nasceram), com quem divide a casa se transforma repentinamente quando ele descobre que há de fato um fantasma naquele terno e como se não bastasse, o terno ainda pertenceu ao homem cuja filha fora namorada de Judas e, porteriormente, se suicidara. Junto com os dois cães, Angus e Bon, Judas e Geórgia começam a lutar para sobreviver diante da ameaça incontrolável que se tornara aquele fantasma.

O livro é interessante e recomendável, a leitura flui, mas há um tom muito hollywoodiano no contexto todo: as descrições são por vezes muito exageradas e nos remetem a efeitos especiais supercriativos; o livro parece ter sido feito já com o intuito de tornar-se um filme, então ele já parece meio roteirizado. Joe Hill não se equipara ao mestre Stephen King e, comparando uma obra do autor à de seu filho, perceberemos que há um abismo de diferença entre as narrativas. Ponto positivo para 1) a caracterização dos personagens, ora tão comuns, outras tão complexos, 2) a forma objetiva e clara com a qual o livro foi escrito, sem prolixidade e sem transformar em 800 páginas aquilo que necessitaria de apenas 300 páginas para ser escrito e, por último, 3) a boa "tradução" que fizeram de Heart-Shaped Box para A Estrada da Noite, já que o título nacional ficou muito melhor e mais contextualizado com a narração em relação ao título original, apesar de haver um significado para ele. Enfim, o livro vale a pena, apesar daqueles poucos pontos negativos que citei acima.

Luís

criado por Luís/Renan    16:33:57 — Arquivado em: Livros

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Homem de Ferro

Iron Man, 2008, 126 minutos.

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Não estava muito animado para ir assistir esse filme quando lançou. Então um colega assistiu, disse que era bom e acabei indo assisti-lo. E realmente descobri que era um filme interessante. Assim como todos os outros personagens vindos de quadrinhos, eu não li nenhua HQ do Homem de Ferro e, sinceramente, também não pretendo.

A história do filme é interessante e dinâmica. Acho que esse é o motivo principal pelo filme ser legal. Não há lentidão de cenas, não há efeitos especiais a cada segundo, não há incoerências nem exageros só para mostrar que o Homem de Ferro é um herói. A maioria das cenas são bem inteligentes; o começo do filme prende o espectador à façanha de Stark, que pretende fugir de um cativeiro onde está sendo mantido como prisioneiro usando uma armadura de ferro. Há humor intercalando as cenas de tensão, o que foi um ato muito bem feito.

A atuação dos atores também é boa e não deixa a desejar. Eu apenas achei um desperdício usar uma atriz tão talentosa como a Gwyneth num papel tão secundário. A personagem Pepper Potts traz graça ao filme, inegavelmente. Quando Gwyneth entra, traz consigo um charme a mais à cena. Sua personagem deveria ter sido mais bem explorada, já que ela é de importância para a história, tal qual a Mary Jane é importante para Peter Parker e Lois Lane para Clark Kent. Dos 126 minutos de filme, ou seja 2h6min, Gwyneth deve estar presente em 15 minutos no total.

O filme é recomendável. É divertido, dinâmico e o Homem de Ferro, assim como o Batman, vai na raça! É claro que a sua armadura é um pouco tecnológica demais, mas se conseguirem arrancá-la, ele já era. É por isso que é mais divertido o filme. No entanto, nós sabemos que o Homem de Ferro não morrerá. Não até serem feitos pelo menos três filmes a seu respeito.

Luís

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Concordando com o Luís, não fiquei nem um pouco animado para assisti-lo, achei que seria uma bosta. Até que o Andrey foi assistir e amou, defende o filme contra tudo e todos, até que fomos assistir.
Me arrependi de ter dito aquilo, o filme é realmente bom, acho que o melhor da Marvel.

O personagem principal é Tony Stark, um super milionário, dono das indústrias Stark que produzem armamento, então um dia ele é sequestrado por um povo daqueles países que terminam com ÃO (paquistão, afeganissão, uzbesquistão e etc) e é forçado a fazer uma arma para eles, só que como o cara é fodástico, ele constrói uma armadura para sair dali, e depois ve que suas armas estão sendo usadas para destruição e não para proteção. Dai em diante ele constrói novas armaduras cada uma mais fodástica que a outra.

Enfim, o filme tem atuações boas, efeitos melhores ainda, uma história na medida do possível coerente, e com bastante aventura. Com certeza vale a pena ver. Lembrando que terão continuações.

Renan

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criado por Luís/Renan    22:58:51 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Cidade do Sol

A Thousand Spledind Suns, 2007, 368 páginas.

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A princípio, quando ouvi falar desse livro, comecei a imaginar quais os motivos para tanto alvoroço. Tal como aconteceu quando O Código da Vinci foi lançado, esse livro tem gerado muito falatório a respeito. Logo pensei: "É a modinha do momento!" e rapidamente rejeitei a idéia de lê-lo. Depois o Renan me contou mais ou menos a estória e o contexto narrado no livro também não me agradou. Diferentemente do Renan, não sou muito interessado nos acontecimentos daqueles países como Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, etc…Mas cedi, acabei lendo o livro e descobri que A Cidade do Sol é muito, muito, muito bom!.

Gostaria primeiramente de comentar o único ponto que achei negativo, mas que não influencia a história de forma alguma. O título deveria ter sido traduzido literalmente; seria mais racional e mais interessante se o título fosse Mil Sóis Esplêndidos em vez de A Cidade do Sol. Não que o título escolhido não me agrade, até que é legal, mas o outro corresponderia a uma passagem muito bela do livro em que o leitor compreende o porquê de o livro se chamar A Thousand Splendid Suns. Esse, como disse, é o único ponto negativo que há no livro, mas não interfere na qualidade da obra, que é excepcional.

Esse é o livro que te prende do começo ao fim da leitura e que te embala nos mesmos sentimentos que dos personagens. O autor soube conzudir cada passagem do texto de forma que o leitor possa presenciar a situação e compreendê-la, o que torna a leitura mais agradável. Como se não bastasse essa "interação" entre texto-leitor, há ainda a densidade do assunto tratado no livro. As vidas de Mariam e Laila se cruzam num determinado momento e aí a densidade de toda a narrativa se torna marcante, surgindo então a história principal. Mas isso acontece no meio do livro; o que vemos antes disso é a estória de cada uma; nessa "introdução" de 150 páginas, podemos presenciar o sofrimento que há na vida de cada uma, podemos ver o quão tristese felizes aquelas vidas eram e a forma como mudariam nas 150 páginas finais.

A história de cada uma é tão surpreendente quanto a história das duas a partir do momento em que começam a conviver diariamente juntas. Todo o texto desse livro é bem trabalhado, permitindo que o leitor sinta as sensações dos personagens e que simpatize ou antipatize por eles; não há personagem digno de indiferença nesse livro. Como disse, há densidade! Do começo ao final do livro, eu torci pelas personagens. Embora a idéia seja um pouco assustadora, eu imagino que logo esse livro se tornará um filme. Tomara que não escolham atrizes americanas com caras de Barbie para interpretar as sofridas Laila e Mariam; espero que nem sejam americanas as atrizes.

Enfim, o livro é bom e recomendável. Cada momento de leitura vale a pena e ao final do livro você perceberá o quão bondosa por ser uma pessoa e o quão longe ela pode ir por amor à outra. Esse é um dos livros que, com certeza, fica entre o meu Top 10.

Luís

criado por Luís/Renan    23:26:23 — Arquivado em: Livros

domingo, 18 de maio de 2008

Um Sonho de Liberdade

The Shawshank Redemption, 1994, 142 minutos.

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Lembram-se de uma crítica na qual eu disse que o fato de saber que um filme é beaseado numa obra de Stephen King me causa espanto e admiração? Pois bem, este é um filme que pertence ao grupo dos que me causam admiração, pois essa produção é quase uma obra-prima, indicada a 7 Oscar, com grandes atores, grandes atuações e tão bom quanto o livro de King.

Essa produção surgiu do livro As Quatro Estações, onde há quatro contos de SK, cada um representando uma estação do ano. Destes quatro contos, três foram adaptados e tornaram-se filmes bons. Quando li esse livro, eu o achei muito interessante; posteriormente descobri que já haviam lançado três filmes sobre esse livro. O que há no conto A Redenção de Shawshank e Rita Hayworth não são palavras cuja intenção é amedrontar o leitor, como a maioria dos livros de King; o que há nesse contos são palavras que nos fazem refletir, que nos fazer entristecer e, principalmente, nos solidarizarmos pela causa de Andy.

Andy é um banqueiro bem sucedido que é preso por matar sua esposa e o amante dela; durante todo o tempo, ele nega que os matou, mas a justiça o envia para Shawshank, presídio de segurança máxima e o condena a passar o resto de sua vida naquele ambiente. No entanto, lá ele descobre uma forma alternativa de vida e percebe que pode ser amigo dos outros prisioneiros, assim como guardas, carcereiros e até mesmo o diretor. E assim, Andy constrói aos poucos a jornada de muitos anos que permanecerá lá dentro, sem nunca se esquecer de que pode haver uma forma de as coisas mudarem.

 Esse filme é muito bom. O que o torna tão espetacular é a forma que o diretor trouxe para as telas aquilo que só existia nas páginas. Toda a sensibilidade que King usou para compor seus personagens está presente nessa produção; toda a compaixão que sentimos ao ler o conto, também sentimos ao assistir esse filme, tão completo e complexo em termos de sentimentos. Cada momento no filme é bem trabalhado, assim como cada sensação proporcionada é intensa. A fotografia do filme é muito boa e a escolha dos atores foi acertada, uma vez que Tim Robbins interpretou seu Andy com emoção e Morgan Freeman transforma Red num personagem tão importante quanto Andy, apesar de ser secundário. A junção dessa dupla faz do filme um excelente entretenimento, tanto para os dias em que se procura algo mais light quanto naqueles dias em que se procura algo impressionante. O que é realmente agradável nesse filme é que ele aborda todos os sentimentos do personagem sem fazer disso um dramalhão mexicano ou uma sucessão de desgraças, como o filme À Procura da Felicidade. Eu o recomendo, assim como recomendo o livro As Quatro Estações.

Luís

criado por Luís/Renan    18:45:15 — Arquivado em: Filmes

sábado, 17 de maio de 2008

Desventuras em Série - A Serraria Baixo-Astral

A Series of Unfortunate Events - The Miserable Mill

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Tendo lido até o quinto livro dessa série, posso dizer que esse é o mais chatinho dos cinco. Houve uma queda de interesse após o terceiro livro, cujo final de assemelh aos outros dois primeiros. Nesse quarto livro, li com certa obrigação, na tentativa de chegar rapidamente ao final e descobrir o quão interessante o próximo livro seria.

Esse livro narra a nova aventura dos órfãos Baudelaire, que desta vez são mandados para trabalhar numa serraria. Lá acontece as coisas mais bizarras, como trabalhar de forma horrenda com máquinas pesadas até mesmo para os adultos e receber como almoço apenas uma goma de mascar. Em relação aos personagens…Conde Olaf está de volta, desta vez como Shirley, a secretária da Dra. Orwell. Sr. Poe também está presente, muito chato, muito tosco, como em todos os outros livros.

O que há de engraçado nesse livro é o fato de todos afirmarem que Conde Olaf não é o Conde Olaf por causa da plaquinha de identificação que há sobre a sua mesa, que o nomeia Shirley. E há afirmações ridículas, porém engraçadas, como "É claro que não sou esse tal de Conde Olaf; vejam na minha mesa, aquela plaquinha, diz que sou Shirley, portanto, sou Shirley." Há poucos pontos positivos nesse livro; nem sequer é interessante da forma que os outros são. O fator mais positivo é a introdução de uma das ajudante de Olaf, que aparece e morre nesse livro. Devo recomendá-lo porque seria estranho ler o terceiro e pular para o quinto, mas ele de fato nãoé muito bom.

Luís

criado por Luís/Renan    00:57:55 — Arquivado em: Livros
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