domingo, 11 de maio de 2008
Chicago

Chicago, 2002, 100 minutos.
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Nesse musical somos apresentados à história de Roxie Hart, mulher adúltera que admira o trabalho das dançarinas e quer estrelar seus próprio número. Devido à sua vontade, acaba seduzida pelas propostas de seu amante de tornar-lhe uma estrela dos palcos. Mata-o quando percebe que ele a havia enganado o tempo todo. Paralelo à sua história, Velma Kelly é presa por ter matado o marido e a irmã, com quem dividia um número.
O filme é bom, sem sombras de dúvida. No entanto, não acredito que tenha sido merecedor de um Oscar de melhor filme. É importante ressaltar que Chicago não é um musical como Evita, onde tudo é cantado. Nesse filme, há falas, diálogos como em filmes não-musicais. As atuações são respeitáveis e Catherine Zeta Jones realmente mereceu um Oscar por sua atuação; a Velma caracterizada por Zeta Jones é fabulosa e nos causa sentimentos instáveis, sendo vezes detestável e vezes digna de pena. Renée também atua muito bem nesse filme, embora não haja comparação entre sua Roxie Hart e Virginia Woolf, personagem de Nicole Kidman, vencedora por As Horas. Não comentarei sobre Richard Gere, porque o achei apagado nesse filme; não que seu papel seja pequeno, mas acaba oculto pelo brilho de Velma e Roxie.
Os números de dança são muito bons. Alguns são de uma simplicidade incrível, como a cena em que Roxie dança sobre o piano enquanto seu marido confessa o crime; outros são mais complexos e exagerados, como a cena em que Billy Flinn está no "julgamento circense" de Roxie. Inquestionavelmente, a melhor cena do filme é o Cell Block Tango, onde as seis prisioneiras da Ala das Assassinas dançam e explicam o porquê de terem matado seus maridos. Tanto a música, quanto o figurino e os mínimos detalhes tornam a cena maravilhosa. Prestem atenção na relação entre as explicações, os panos que representam o sangue, etc. Vão perceber que há muitas coisas que se relacionam nessa cena. Sabe quando você ouve uma música que não sai da cabeça por algum tempo? Então, essa música está presente nessa cena.
♪ "Pop. Six. Squish. Uh-uh. Cicero. Lipschitz." ♪
Vale a pena ver esse filme. Se musical não é o seu tipo preferido de filme, sugiro que o assista mesmo assim. Esse pode ser o filme que fará com que você passe a gostar de musicais. Chicago divide com Moulin Rouge o meu topo de melhores musicais. Os Oscar de Melhor Montagem e Melhor Fotografia são dignos; quem assistir o filme com certeza saberá do que eu falo quando se surpreender com os efeitos visuais que surgem entre as músicas, danças e diálogos.
Luís
criado por LuÃs/Renan
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