Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

domingo, 18 de maio de 2008

Um Sonho de Liberdade

The Shawshank Redemption, 1994, 142 minutos.

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Lembram-se de uma crítica na qual eu disse que o fato de saber que um filme é beaseado numa obra de Stephen King me causa espanto e admiração? Pois bem, este é um filme que pertence ao grupo dos que me causam admiração, pois essa produção é quase uma obra-prima, indicada a 7 Oscar, com grandes atores, grandes atuações e tão bom quanto o livro de King.

Essa produção surgiu do livro As Quatro Estações, onde há quatro contos de SK, cada um representando uma estação do ano. Destes quatro contos, três foram adaptados e tornaram-se filmes bons. Quando li esse livro, eu o achei muito interessante; posteriormente descobri que já haviam lançado três filmes sobre esse livro. O que há no conto A Redenção de Shawshank e Rita Hayworth não são palavras cuja intenção é amedrontar o leitor, como a maioria dos livros de King; o que há nesse contos são palavras que nos fazem refletir, que nos fazer entristecer e, principalmente, nos solidarizarmos pela causa de Andy.

Andy é um banqueiro bem sucedido que é preso por matar sua esposa e o amante dela; durante todo o tempo, ele nega que os matou, mas a justiça o envia para Shawshank, presídio de segurança máxima e o condena a passar o resto de sua vida naquele ambiente. No entanto, lá ele descobre uma forma alternativa de vida e percebe que pode ser amigo dos outros prisioneiros, assim como guardas, carcereiros e até mesmo o diretor. E assim, Andy constrói aos poucos a jornada de muitos anos que permanecerá lá dentro, sem nunca se esquecer de que pode haver uma forma de as coisas mudarem.

 Esse filme é muito bom. O que o torna tão espetacular é a forma que o diretor trouxe para as telas aquilo que só existia nas páginas. Toda a sensibilidade que King usou para compor seus personagens está presente nessa produção; toda a compaixão que sentimos ao ler o conto, também sentimos ao assistir esse filme, tão completo e complexo em termos de sentimentos. Cada momento no filme é bem trabalhado, assim como cada sensação proporcionada é intensa. A fotografia do filme é muito boa e a escolha dos atores foi acertada, uma vez que Tim Robbins interpretou seu Andy com emoção e Morgan Freeman transforma Red num personagem tão importante quanto Andy, apesar de ser secundário. A junção dessa dupla faz do filme um excelente entretenimento, tanto para os dias em que se procura algo mais light quanto naqueles dias em que se procura algo impressionante. O que é realmente agradável nesse filme é que ele aborda todos os sentimentos do personagem sem fazer disso um dramalhão mexicano ou uma sucessão de desgraças, como o filme À Procura da Felicidade. Eu o recomendo, assim como recomendo o livro As Quatro Estações.

Luís

criado por Luís/Renan    18:45:15 — Arquivado em: Filmes

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