Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Cidade do Sol

A Thousand Spledind Suns, 2007, 368 páginas.

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A princípio, quando ouvi falar desse livro, comecei a imaginar quais os motivos para tanto alvoroço. Tal como aconteceu quando O Código da Vinci foi lançado, esse livro tem gerado muito falatório a respeito. Logo pensei: "É a modinha do momento!" e rapidamente rejeitei a idéia de lê-lo. Depois o Renan me contou mais ou menos a estória e o contexto narrado no livro também não me agradou. Diferentemente do Renan, não sou muito interessado nos acontecimentos daqueles países como Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, etc…Mas cedi, acabei lendo o livro e descobri que A Cidade do Sol é muito, muito, muito bom!.

Gostaria primeiramente de comentar o único ponto que achei negativo, mas que não influencia a história de forma alguma. O título deveria ter sido traduzido literalmente; seria mais racional e mais interessante se o título fosse Mil Sóis Esplêndidos em vez de A Cidade do Sol. Não que o título escolhido não me agrade, até que é legal, mas o outro corresponderia a uma passagem muito bela do livro em que o leitor compreende o porquê de o livro se chamar A Thousand Splendid Suns. Esse, como disse, é o único ponto negativo que há no livro, mas não interfere na qualidade da obra, que é excepcional.

Esse é o livro que te prende do começo ao fim da leitura e que te embala nos mesmos sentimentos que dos personagens. O autor soube conzudir cada passagem do texto de forma que o leitor possa presenciar a situação e compreendê-la, o que torna a leitura mais agradável. Como se não bastasse essa "interação" entre texto-leitor, há ainda a densidade do assunto tratado no livro. As vidas de Mariam e Laila se cruzam num determinado momento e aí a densidade de toda a narrativa se torna marcante, surgindo então a história principal. Mas isso acontece no meio do livro; o que vemos antes disso é a estória de cada uma; nessa "introdução" de 150 páginas, podemos presenciar o sofrimento que há na vida de cada uma, podemos ver o quão tristese felizes aquelas vidas eram e a forma como mudariam nas 150 páginas finais.

A história de cada uma é tão surpreendente quanto a história das duas a partir do momento em que começam a conviver diariamente juntas. Todo o texto desse livro é bem trabalhado, permitindo que o leitor sinta as sensações dos personagens e que simpatize ou antipatize por eles; não há personagem digno de indiferença nesse livro. Como disse, há densidade! Do começo ao final do livro, eu torci pelas personagens. Embora a idéia seja um pouco assustadora, eu imagino que logo esse livro se tornará um filme. Tomara que não escolham atrizes americanas com caras de Barbie para interpretar as sofridas Laila e Mariam; espero que nem sejam americanas as atrizes.

Enfim, o livro é bom e recomendável. Cada momento de leitura vale a pena e ao final do livro você perceberá o quão bondosa por ser uma pessoa e o quão longe ela pode ir por amor à outra. Esse é um dos livros que, com certeza, fica entre o meu Top 10.

Luís

criado por Luís/Renan    23:26:23 — Arquivado em: Livros

1 Comentário »

  1. Comentário por Jéssica — quarta-feira, 12 de agosto de 2009 @ 15:03:13

    Esse livro e´uma grande lição de vida,muitas das vezes achamos que nossa vida e´sofrida,mas vemos o tanto que essas mulheres sofreram e se manteram de pé.
    A Marian,foi uma grande guerreira,e Laila uma mulher firme e audaciosa.Elas sempre acreditarão que a vida delas poderiam mudar e ser feliz.
    Já Rachid teve o fim que mereceu….Adorei esse livro já estou sentindo saudades de lelo.

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