Quando o Renan e eu fomos à livraria para comprar um livro, ele nem sequer tentou esconder a reprovação quando eu optei por esse livro. Segundo ele, a história de vampiros não era interessante… Assim que apareci com esse livro no SENAI, uma colega nossa rapidamente se interessou por lê-lo; devido a isso, hoje a Camila é a nossa convidada especial para uma crítica no Blog. Não me lembro se já havia emprestado algum outro livro para ela, mas com certeza, esse é um que ela gostou muito. Portanto, será ela que me acompanhará nas crítica da trilogia.
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Twilight, 2008, 416 páginas (Editora Intrínseca).
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Antes de Tudo, quero deixar claro que sou apaixonada por histórias de vampiros, principalmente as que envolvem romance, portanto sou suspeita para falar. O livro Crepúsculo trata da história de Isabella (17 anos), que decide morar com o Pai, em uma cidadezinha chamada Forks, que ela de início detesta.
No decorrer das páginas ela se apaixona perdidamente por Edward, um belíssimo moço (que a autora faz questão de descrever diversas vezes), que estuda com ela. O que vai se descobrindo é que Edward é um Vampiro, e vive tranqüilamente com sua suposta família de Vampiros “disfarçados”, e que eles fazem uma “dieta” e só caçam animais, resistindo a atacar aos humanos. Mas Edward também se encanta e se apaixona por Isabella, e no transcorrer do livro ele tenta protegê-la contra tudo e todos, e principalmente dele mesmo, da incrível tentação que o consome, sua sede de querer beber o sangue dela, mesmo sabendo que ela é sua amada. Essa tentação também é muito bem colocada na capa do Livro, que por sinal achei muito criativa, as mãos pálidas de uma pessoa seguram uma maçã, o fruto do pecado na Bíblia. O “ter”, o tocar, e não poder ir além, faz com que a tentação esteja sempre presente, no caso, a maçã representa Isabella, a tentação para Edward.
“Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim”,
Disse Deus: Não comereis dele
Nem nele tocares,
Para que não morrais.”
Gênesis, 3:3.
É uma história bem escrita e a autora é muito inteligente no modo como “prende” o leitor à leitura, nos dá a vontade de “devorarmos” o livro, e também, ao colocar o 1º capítulo da continuação de Crepúsculo, Lua Nova, fazendo com que o leitor tenha vontade de ler mais para saber seu final, o que aguça a imaginação, a curiosidade e o desejo de ler o 2º livro, que talvez complete uma parte da história.
Obs: Uma das coisas que mais me deram raiva foi que a autora, muito petulante, descreve tudo nos mínimos detalhes, até as pedras, mas na hora do 1º beijo, fiquei frustrada, pensei que ia ser “O Beijo”, mas me pareceu um simples “selinho”, porém apaixonante.
Camila
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No começo do livro, tive a sensação de que havia mesmo feito uma má escolha ao preferir esse livro a Nudez Mortal, da Nora Roberts (que me disseram ser água-com-açúcar). Havia tanta descrição naquelas primeiras páginas,que achei tudo muito exagerado; o enfoque parecia ter sido dado ao tópico errado e a garota (o livro é narrado em 1ª pessoa) descreve demais a escola, seus sentimentos, entre outras coisas que pensei merecer apenas citações.
No entanto, com o decorrer da narrativa, percebi que todas aquelas descrições exageradas serviam para contrastar o que a afastava e o que a prendia em Forks: a solidão e tristeza que a cidade parecia ter e o garoto com que fazia dupla nas aulas de Biologia, respectivamente. Na contracapa do livro, lemos um trecho introdutório, que nos convida a devorar cada página do livro; nesse trecho, narra-se as três certezas da personagem principal, e sua última certeza rapidamente me remeteu a um clássico filme sobre vampiros, com Brad Pitt e Tom Cruise. Além da contracapa, outro ponto superpositivo do livro é capa, muito bem escolhida para o livro, sugerindo o desejo pela tentação. Ao ler o livro, torna-se clara a intenção da autora com a escolha da imagem na capa: os personagens são retratados fielmente; Edward (o vampiro) segura em suas mãos a sua maior tentação, que é Isabella (representada pela maçã). Pode-se tirar tal conclusão ao assimilar as descrições de Edward feitas por Bella, onde ela fala sobre sua brancura e beleza e também ao relacionarmos os desejos dele em relação à Bella. Se o livro não chamar a atenção pela sinopse na contracapa, com certeza, chamará a atenção pela capa, que é belíssima.
O livro é recomendável, sim. Há diversos pontos positivos espalhados por toda a história. As narrações sobre as vidas dos vampiros fascinam assim como o sutil envolvimento dos personagens principais. A autora ousou ao criar personagens tão instáveis, já que de um momento para o outro as coisas entre eles mudam, mas mesmo assim nós continuamos a enxergar um amor quase platônico ali. Outra ousadia foi o tipo de relação entre eles, já que a garota é muitas vezes submissa ao que Edward diz, mas nem por isso deixamos de gostar dela ou passamos a não gostar dele.
Por difícil que possa ser acreditar, apesar de ser um livro cujo enfoque seja o misticismo do relacionamento entre um vampiro e uma humana, vocês não verão todo o romance que esperam ver. Como a Camila disse: o que parece ser um superbeijo, na verdade é um selinho. Mas isso não é um aspecto negativo, tampouco torna o livro menos interessante. Ao final do livro, há 10 páginas do livro que será continuação desse, chamado Lua Nova. Essas páginas fazem com que anseiemos ler o próximo livro, já que a autora inteligentemente fez com que tudo tomasse um outro rumo e a história fugisse de uma provável repetição.
Luís