Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O PRÍNCIPE CÁSPIAN

Hoje o Rene volta para a sua segunda crítica sobre as As Crônicas de Nárnia. Junto com o Renan, comentará o livro que deu origemao filme que estreou dia 16 nos cinemas.

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Olha eu aqui de novo para comentar “As crônicas de Narnia”, Já me apresentei na minha outra critica então não farei aqui de novo, dessa vez comentarei sobre “o Principe Caspian” mas antes queria esclarecer uma coisa : “minha última critica é de completa autoria minha, nenhum
pedaço sequer foi copiado da internet, quando li o livro me disseram que era religioso e fui pesquisar (há mais de 2 anos) por isso existem algumas teorias que não parecem ser elaboradas por mim”.

Muito bem, vamos à critica: Segundo a publicação esse é o segundo conto, porém o quarto em ordem cronológica. Essa crônica retrata o retorno dos 4 irmãos Pevensie à Nárnia depois de um ano, e também a saída de Pedro e Susan da história por estarem já mais velhos.
Pois bem: eles voltam depois de um ano, mas como observado no primeiro livro, o tempo em nárnia não é o mesmo em nosso mundo então lá se passaram 1300 anos, muita coisa mudou e eles regressaram graças a um chamado vindo de Nárnia; ao chegarem descobrem que estão em meio a uma guerra contra os Telmarinos (Piratas do nosso mundo que se perderam em uma ilha vizinha á Nárnia(Telmar) e agora atacavam Nárnia po falta de alimento). Caspian é o detentor do direito do trono de Nárnia após a saída de seu pai desse cargo devido a golpes de seu tio Miraz. Cáspían é Telmarino mas queria saber como era viver na antiga Nárnia, já que tudo mudou (inclusive os animais magicos tiveram que sair de lá para se esconder), então
contando com a ajuda dos irmãos e de Aslam ele pretende restaurar a antiga Nárnia.

Essa é a passagem que retrata mais uma luta entre bem, mal, e, em termos religiosos, a fé. Quando Aslam regresa ninguém consegue vê-lo apenas Lúcia (os olhos puros de uma criança que acredita em
aslam (deus)) e assim, qunado todos passam a ter fé e acreditar que Lúcia pode vê-lo pois ele está lá, todos passam a ver tambem.
O fim deixo para que vocês descubram, ou lendo o livro ou assistindo o filme que lançou no dia 16, ele não tem nada muito surpreendente.

Um livro muito bom e é claro que recomendável, principalmente se você ja leu o primeiro.

Rene

criado por Luís/Renan    23:50:39 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Camisinha Assassina

Kondom des Grauens (alemão), 1996, 107 minutos.

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Pelo nome do filme, já se pode pensar que é uma daquelas merdas que mereciam ser esquecidas no fundo das locadoras. É mais ou menos isso que acontece com esse filme, mas ele não é tão ruim quanto pode parecer. Uma história que narra a aparição de camisinhas assassinhas que "comem você", como sugere uma das frases do pôster, é meio besta, mas fizeram desse classe B algo bem interessante.

Um policial é designado para investigar o que anda acontecendo em um hotel da cidade de Nova Iorque, onde quatro pênis foram decepados numa mesma noite. O policial, um italiano homossexual, começa investigar o caso e se vê cerca por um garoto de programa por quem se apaixona e um ntigo colega de trabalho, que virou travesti depois de os dois se relacionarem sexualmente. Paralelo às aventuras sexuais resultantes em tragédia, o filme mostra a vida de Luigi Mackeroni, o policial.

O filme tenta ser sério, mas percebemos que falta muito ainda para chegar aos pés dos clássicos, mesmo que trash, como House of the Dead. Há inúmeras cenas cômicas durante todo o filme; a simples explicação que dão ao fato de a camisinha ter vida já é um absurdo hilariante. Como assisti ao filme dublado, já que o tenho em VSH, há cenas e que a dublagem se torna mais chamativa do que qualquer acontecimento na cena. Há uma referência bem engraçada ao clássico Psicose, de Hitchcock. As atuações dos atores, todos desconhecidos do grande público, não são totalmente ruins; às vezes, são patéticas o suficiente para te fazer rir. Há situações sem pé nem cabeça, muito mal explicadas, mas elas não destróem o filme, que já é meio escroto.

O filme é recomendável, se o que você procura é alguma diversão no sábado à noite. Esse é o tipo de filme que não te acrescenta nada, tampouco faz com que você perda algo. Ponto positivo para a cena em que Babbete canta enquanto Billy e Luigi (o garoto de programa e o policial, respectivamente) fazem sexo no elevador, que de tanto subir e descer, acaa quebrando, numa cena muito engraçada. Enfim, se quiser assisti-lo, faça! Você não vai achar que esse seja o melhor filme de sua vida, mas não vai odiá-lo também.

Luís

criado por Luís/Renan    22:04:13 — Arquivado em: Filmes

domingo, 11 de maio de 2008

Chicago

Chicago, 2002, 100 minutos.

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Nesse musical somos apresentados à história de Roxie Hart, mulher adúltera que admira o trabalho das dançarinas e quer estrelar seus próprio número. Devido à sua vontade, acaba seduzida pelas propostas de seu amante de tornar-lhe uma estrela dos palcos. Mata-o quando percebe que ele a havia enganado o tempo todo. Paralelo à sua história, Velma Kelly é presa por ter matado o marido e a irmã, com quem dividia um número.

 

O filme é bom, sem sombras de dúvida. No entanto, não acredito que tenha sido merecedor de um Oscar de melhor filme. É importante ressaltar que Chicago não é um musical como Evita, onde tudo é cantado. Nesse filme, há falas, diálogos como em filmes não-musicais. As atuações são respeitáveis e Catherine Zeta Jones realmente mereceu um Oscar por sua atuação; a Velma caracterizada por Zeta Jones é fabulosa e nos causa sentimentos instáveis, sendo vezes detestável e vezes digna de pena. Renée também atua muito bem nesse filme, embora não haja comparação entre sua Roxie Hart e Virginia Woolf, personagem de Nicole Kidman, vencedora por As Horas. Não comentarei sobre Richard Gere, porque o achei apagado nesse filme; não que seu papel seja pequeno, mas acaba oculto pelo brilho de Velma e Roxie.

 

Os números de dança são muito bons. Alguns são de uma simplicidade incrível, como a cena em que Roxie dança sobre o piano enquanto seu marido confessa o crime; outros são mais complexos e exagerados, como a cena em que Billy Flinn está no "julgamento circense" de Roxie. Inquestionavelmente, a melhor cena do filme é o Cell Block Tango, onde as seis prisioneiras da Ala das Assassinas dançam e explicam o porquê de terem matado seus maridos. Tanto a música, quanto o figurino e os mínimos detalhes tornam a cena maravilhosa. Prestem atenção na relação entre as explicações, os panos que representam o sangue, etc. Vão perceber que há muitas coisas que se relacionam nessa cena. Sabe quando você ouve uma música que não sai da cabeça por algum tempo? Então, essa música está presente nessa cena.

 

♪ "Pop. Six. Squish. Uh-uh. Cicero. Lipschitz." ♪

Vale a pena ver esse filme. Se musical não é o seu tipo preferido de filme, sugiro que o assista mesmo assim. Esse pode ser o filme que fará com que você passe a gostar de musicais. Chicago divide com Moulin Rouge o meu topo de melhores musicais. Os Oscar de Melhor Montagem e Melhor Fotografia são dignos; quem assistir o filme com certeza saberá do que eu falo quando se surpreender com os efeitos visuais que surgem entre as músicas, danças e diálogos. 

Luís

criado por Luís/Renan    17:47:17 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 9 de maio de 2008

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN

Ainda como nossa convidada especial, a Nivea vem ao Blog para mostrar sua opinião a respeito do terceiro livro da série Harry Potter.

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Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, 2000,

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Esse livro,apesar de tudo,não fala somente de Voldemort e provavelmente deve ser o único.Aparecem várias criaturas novas como os dementadores e o hipogrifo, e também alguns personagens muito importantes para todo o resto da história.Harry ganha o “Mapa do maroto”,mas nem imagina que alguns de seus criadores poderiam estar tão próximos…

Quando se chega às partes finais do livro,ou pelo menos pensa-se que está no fim,a história dá uma reviravolta e, assim como em “A Pedra filosofal”, a opinião que se tem de alguém nem sempre é certa.O livro é cheio de revelações, e claro, muito engraçado também…imaginar Hermione dando um tapa no Malfoy pode ser estranho, mas ver a garota abandonando uma aula é bem mais improvável.

Quando o filme saiu,foi uma revolução.Com diretor novo, amadurecimento e crescimento dos atores, e um pouco mais de sombras que os outros,costumavam dizer que esse era o melhor filme. Os efeitos especiais também são muito bons…umas partes foram cortadas,como sempre acontece com as adaptações,e outras foram modificadas.Quando eles voltam no tempo,Hermione não joga nenhuma pedra na cabeça do Harry, nem sai uivando por aí.

Podemos pelo menos dar vivas à interpretação da professora Trelawney ( Emma Thompson) e do novo Dumbledore. Como o outro ator (Richard Harris) ,que infelizmente morreu, parecia velho e bonzinho demais,o novo (Michael Gambon) é perfeito para o papel, por ser mais engraçado e enérgico.

Nivea

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criado por Luís/Renan    20:39:58 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Menina de Ouro

Million Dollar Baby, 2004, 137 minutos.

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Escolhi postar hoje, data do meu aniversário, esse filme. Logo vocês podem imaginar que haja um motivo especial para isso; e há. Esse é, definitivamente, meu filme preferido. Menina de Ouro não foi feito para tornar-se um megasucesso como Matrix ou Titanic; ao assisti-lo, temos a impressão de que há apenas a intensão de mostrar aos fãs desse gênero de filme (drama) uma história qualquer, de uma pessoa qualquer.

A história de Maggie é comovente. Ela quer ser uma lutadora de boxe e tenta convencer Frankie a treiná-la. Ele nega diversas vezes, até que surge entre eles um relacionamento inesperado. Meio chiclê, não é? Mas não se atenham às sinopses, porque esse filme não segue a linha Rocky - O Lutador nem se torna um mar de lugares-comuns. É uma história simples, porém muito emocionante. Durante todo o filme, nós ficamos refletindo sobre todas as situações mostradas, pensando se seríamos capazes de fazer o mesmo que a personagem, que tem um sonho e não cansa de persegui-lo, independentemente das dificuldades que aparecem à sua frente.

Algumas cenas são absurdamente chocantes, embora sejam muito simples. A cena em que Maggie guarda o resto de comida de um cliente num papel alumínio para comer mais tarde é triste. Pensa-se que ela não tenha dinheiro para se alimentar, mas a verdade é outra: ou ela compra comida ou guarda dinheiro para comprar todos os equipamentos que precisa para treinar boxe. Quando o cliente olha com cara de estranheza, ela rapidamente explica que é para o cachorro e, então, segue-se a cena em que ela come o resto do bife no escuro do apartamento enquanto conta quanto dinheiro tem. Como se não bastasse suas tentativas frustradas, há ainda o fator preconceito, que é abordado no começo do filme e, ainda bem!, é deixado de lado depois. Há uma seqüência interminável de cenas desesperadoras, mas isso não faz do filme algo trágico e depressivo.

Ao ser comunicada de que é velha demais para o boxe e de que não está preparada, Maggie faz um discurso digno de aplausos: desde os treze anos, ela serve mesas e junta dinheiro, o boxe é a única coisa que ela realmente gosta de fazer e é  que dá sentido à sua vida; se está velha demais para isso, então não lhe resta nada. Posteriormente, é mostrada a mudança do relacionamento entre Frankie e Maggie, e percebemos que não são só treinador e aprendiz; tornam-se amigos, tornam-se a família um do outro. Diante de todo o mundo de dificuldades que Maggie e Frankie encontram, eles ainda encontram motivos por quais sorrir, já que os dois dão suporte um ao outro e fazem de sua amizade algo inviolável. Cena por cena, o filme se desenvolve e nos encaminha para algumas perguntas: seríamos capazes de tudo aquilo por um sonho? Enxergaríamos a vida com os mesmos olhos de Maggie, apesar de todos os problemas? Seríamos felizes, mesmo quando já não há mais nada o que fazer?

Ganhador de 4 Oscar, Menina de Ouro é um filme brilhante. Quando fizemos a crítica de Meninos Não Choram, disse que Hilary era uma atriz muito boa e este filme serve para reforçar isso. Hilary Swank se mostrou mais uma vez expecional como atriz e seu segundo Oscar de Melhor Atriz foi mais do que merecido. Swank transforma sua Maggie em uma personagem batalhadora, porém sensível, com uma visão positiva das situações cruéis que a cercam. A direção do filme é muito boa, também ganhadora do Oscar. Clint Eastwood não se perde em divagações, não prolonga mais que o essencial nem faz da vida de Maggie um circo dos horrores; esse filme, em minha opinião, é sua obra-prima. Apesar de forma lenta como conduz o filme, não permite que o espectador caia no sono ou se desanime. Morgan Freeman narra com a calma de quem não espera por nada e esse seu tom de condolência e admiração engrandecem o filme. Há personagens detestáveis, que auxiliam para a construção da narrativa.

Quando o filme terminou, eu estava chorando. Esse foi o único filme em que chorei, portanto, vocês já devem imaginar que o final não seja assim tão feliz. Mas o que eu tenho a dizer é: o final é simplesmente belo, assim como todo o filme. Para aqueles que puderem compreender o filme, verão que a seqüência interminável de cenas tristes e chocantes servem para transformar esse filme em uma referência filosófica às pessoas que insistem em desistir de seus ideiais e se imaginar no fundo do poço. Eu o recomendo.

Luís

criado por Luís/Renan    22:56:13 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Desventuras em Série - O Lago das Sanguessugas

The Wide Window, 2000, 184 páginas.

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Vocês já conhecem o maldoso Conde Olaf, já conhece os despropósitos que cercam os órfãos Baudelaire e já sabem que não parece haver alguém que tome conta dos órfãos por mais de um livro. Como nesse livro não poderia ser diferente, Violet, Klaus e Sunny são mandados para um novo tutor. Esse novo tutor, no entanto, é Tia Josephine, que perdeu o marido Belo no Lago e tem medo de tudo, desde panela ao telefone (embora viva num casa prestes a despencar rumo ao lago).

 É legal aproveitar bem a leitura desse livro, porque o que dá continuidade a esse não é muito bom. E é absurdamente ridículo quando pensamos nos disfarces do Conde Olaf e a forma fácil com a qual ele simplesmente se faz passar por outra pessoa. O grande problema do livro - entenda-se "o personagem mais irritante" - é sem sombras de dúvida o Sr. Poe. O cara não é somente é tosco, com também apenas atrapalha a vida das crianças, que, como se não bastassem ser apenas crianças, ainda têm que criar planos para escapar das estratégias do conde.

Há pontos positivos no livro, como as fobias exageradas de Tia Josephine e os planos incrivelmente improváveis dos jovens Baudelaire. Quem pensaria em juntar as iniciais das palavras que foram escritas erradas numa carta? Ninguém que exista na vida real, óbvio! Enfim, o livro é interessante. No final desse livro, podemos perceber que o maior erro que poderia ter sido feito foi confiar os bens dos órfãos ao Sr. Poe, já que ele não consegue enxergar o óbvio e sempre pensa que as crianças são exageradas, quando tudo está claro aos seus olhos. Em termos de qualidade, achei esse livro inferior ao segundo, que é mais interessante, no entanto, é importante lê-lo para dar continuidade à série.

criado por Luís/Renan    00:20:33 — Arquivado em: Livros

sábado, 3 de maio de 2008

1408

1408, 2007, 94 minutos.

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Saber que um filme é baseado numa obra de Stephen King quase me sempre me alegra e assusta ao mesmo tempo: já tenho quase certeza de que será um filme muito bom ou muito ruim, para exemplificar, veja O Cemitério Maldito e A Maldição de QuickSilver, respectivamente. 1408, no entanto, é exatamente o intermediário entre esses filmes; não é bom nem ruim, não empolga, mas não entendia.

O que torna o contexto do filme interessante é o fato de não haver fantasmas no quarto, como o próprio gerente diz numa passagem do filme. O que há é um quarto com personalidade ruim, tal qual o Hotel Overlook, de O Iluminado. Numa outra passagem, também interessante, o protagonista diz que o quarto usa os medos e o passado da pessoa que está nele para atormentá-la. O quarto é ruim, o quarto é mau. Não são os espíritos dos que já morreram que tornam o local um poço de desgraças.

Contudo, há inúmeros pontos negativos nessa produção. Primeiro, é confuso o que acontece durante o filme, não se sabe direito quando é real ou quando é um sonho. Segundo, apesar da boa atuação de John Cusack, as coisas acontecem tão repentinamente que você não consegue sentir os medos e o terror psicológico que o personagem sente; quando você percebe, simplesmente aconteceu. Terceiro, há um mal aproveitamento de Samuel L. Jackson, cujo personagem é interessante, parece saber muito mais do que conta, e quarto, porém não último, há uma falta de explicação para a origem do quarto 1408, mas acho que isso se deve ao conto de SK e não ao roteiro do filme. Conhecendo os contos de SK como conheço, posso imaginar que o problema se deve à falta de explicação coerente na obra, como acontece muitas vezes em livros/adaptações como Pesadelos e Paisagens Noturnas. Infeliz, ou felizmente, eu não li o conto que deu origem a esse filme, por isso não sei dizer se houve muita intervenção do roteirista ou não, nem ao mesmo posso dizer se foi bem ou mal adaptado.

Um fato que, definitivamente, salva o filme é o momento oportuno em que surgiu; agora que o cinema do terror está tomado pelos filmes bestas de assassinos mascarados correndo atrás de mocinhas peitudas e rapazes musculosos, a aparição de um filme cujo enfoque seja outro é totalmente bem-vinda. A limitação de espaço do filme, proporcionando uma sensação claustrofóbica, é um ponto muito positivo, já que os personagens principais se tornam o escritor Mike e o quarto que quer matá-lo. A dificuldade para compreender quando é real e quando é sonho é fundamental para o final do filme, permitindo que o espectador entenda o resultado de todo o processo de possessão que aconteceu no quarto. Em suma, é um filme que vale a pena ser visto se você não tiver a pretensão de tremer de medo. Se você tiver sozinho com algum amigo, numa noite de chuva, sozinhos…assista-o, pois, talvez, o clima contribuirá para acrescentar ao filme aquilo que lhe falta.

Luís

criado por Luís/Renan    01:50:26 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 1 de maio de 2008

CREPÚSCULO

Quando o Renan e eu fomos à livraria para comprar um livro, ele nem sequer tentou esconder a reprovação quando eu optei por esse livro. Segundo ele, a história de vampiros não era interessante… Assim que apareci com esse livro no SENAI, uma colega nossa rapidamente se interessou por lê-lo; devido a isso, hoje a Camila é a nossa convidada especial para uma crítica no Blog. Não me lembro se já havia emprestado algum outro livro para ela, mas com certeza, esse é um que ela gostou muito. Portanto, será ela que me acompanhará nas crítica da trilogia.

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Twilight, 2008, 416 páginas (Editora Intrínseca).

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Antes de Tudo, quero deixar claro que sou apaixonada por histórias de vampiros, principalmente as que envolvem romance, portanto sou suspeita para falar. O livro Crepúsculo trata da história de Isabella (17 anos), que decide morar com o Pai, em uma cidadezinha chamada Forks, que ela de início detesta.

No decorrer das páginas ela se apaixona perdidamente por Edward, um belíssimo moço (que a autora faz questão de descrever diversas vezes), que estuda com ela. O que vai se descobrindo é que Edward é um Vampiro, e vive tranqüilamente com sua suposta família de Vampiros “disfarçados”, e que eles fazem uma “dieta” e só caçam animais, resistindo a atacar aos humanos. Mas Edward também se encanta e se apaixona por Isabella, e no transcorrer do livro ele tenta protegê-la contra tudo e todos, e principalmente dele mesmo, da incrível tentação que o consome, sua sede de querer beber o sangue dela, mesmo sabendo que ela é sua amada. Essa tentação também é muito bem colocada na capa do Livro, que por sinal achei muito criativa, as mãos pálidas de uma pessoa seguram uma maçã, o fruto do pecado na Bíblia. O “ter”, o tocar, e não poder ir além, faz com que a tentação esteja sempre presente, no caso, a maçã representa Isabella, a tentação para Edward.

“Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim”,
Disse Deus: Não comereis dele
Nem nele tocares,
Para que não morrais.”
Gênesis, 3:3.

É uma história bem escrita e a autora é muito inteligente no modo como “prende” o leitor à leitura, nos dá a vontade de “devorarmos” o livro, e também, ao colocar o 1º capítulo da continuação de Crepúsculo, Lua Nova, fazendo com que o leitor tenha vontade de ler mais para saber seu final, o que aguça a imaginação, a curiosidade e o desejo de ler o 2º livro, que talvez complete uma parte da história.

Obs: Uma das coisas que mais me deram raiva foi que a autora, muito petulante, descreve tudo nos mínimos detalhes, até as pedras, mas na hora do 1º beijo, fiquei frustrada, pensei que ia ser “O Beijo”, mas me pareceu um simples “selinho”, porém apaixonante.

Camila

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No começo do livro, tive a sensação de que havia mesmo feito uma má escolha ao preferir esse livro a Nudez Mortal, da Nora Roberts (que me disseram ser água-com-açúcar). Havia tanta descrição naquelas primeiras páginas,que achei tudo muito exagerado; o enfoque parecia ter sido dado ao tópico errado e a garota (o livro é narrado em 1ª pessoa) descreve demais a escola, seus sentimentos, entre outras coisas que pensei merecer apenas citações.

No entanto, com o decorrer da narrativa, percebi que todas aquelas descrições exageradas serviam para contrastar o que a afastava e o que a prendia em Forks: a solidão e tristeza que a cidade parecia ter e o garoto com que fazia dupla nas aulas de Biologia, respectivamente. Na contracapa do livro, lemos um trecho introdutório, que nos convida a devorar cada página do livro; nesse trecho, narra-se as três certezas da personagem principal, e sua última certeza rapidamente me remeteu a um clássico filme sobre vampiros, com Brad Pitt e Tom Cruise. Além da contracapa, outro ponto superpositivo do livro é capa, muito bem escolhida para o livro, sugerindo o desejo pela tentação. Ao ler o livro, torna-se clara a intenção da autora com a escolha da imagem na capa: os personagens são retratados fielmente; Edward (o vampiro) segura em suas mãos a sua maior tentação, que é Isabella (representada pela maçã). Pode-se tirar tal conclusão ao assimilar as descrições de Edward feitas por Bella, onde ela fala sobre sua brancura e beleza e também ao relacionarmos os desejos dele em relação à Bella. Se o livro não chamar a atenção pela sinopse na contracapa, com certeza, chamará a atenção pela capa, que é belíssima.

O livro é recomendável, sim. Há diversos pontos positivos espalhados por toda a história. As narrações sobre as vidas dos vampiros fascinam assim como o sutil envolvimento dos personagens principais. A autora ousou ao criar personagens tão instáveis, já que de um momento para o outro as coisas entre eles mudam, mas mesmo assim nós continuamos a enxergar um amor quase platônico ali. Outra ousadia foi o tipo de relação entre eles, já que a garota é muitas vezes submissa ao que Edward diz, mas nem por isso deixamos de gostar dela ou passamos a não gostar dele.

Por difícil que possa ser acreditar, apesar de ser um livro cujo enfoque seja o misticismo do relacionamento entre um vampiro e uma humana, vocês não verão todo o romance que esperam ver. Como a Camila disse: o que parece ser um superbeijo, na verdade é um selinho. Mas isso não é um aspecto negativo, tampouco torna o livro menos interessante. Ao final do livro, há 10 páginas do livro que será continuação desse, chamado Lua Nova. Essas páginas fazem com que anseiemos ler o próximo livro, já que a autora inteligentemente fez com que tudo tomasse um outro rumo e a história fugisse de uma provável repetição.

Luís

criado por Luís/Renan    13:51:49 — Arquivado em: Críticas Especiais
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