Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

domingo, 22 de junho de 2008

VALENTE

Apesar de já ser o responsável pelas críticas da série As Crônicas de Nárnia (livros), Renan e eu resolvemos chamar o Rene para uma crítica sobre esse filme.

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The Brave One, 2007, 119 minutos.

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Enquato não vemos sombra da minha próxima critica das crônicas de Nárnia, me convidei a fazer a crítica desse filme que assistimos hoje.  INTODUÇÂO: O filme me irritou no começo com aqueles cortes que indicam tempo a cada dois segundos, mas daí eles pararam. E o nome tambem é meio “feínho”.  HISTÓRIA: O fato de uma simpática contadora de histórias numa rádio ter virada uma assassina em série que mata bandidos é um tema muito interessante para um filme que eu nunca tinha visto antes. ATORES: O papel principal é muito bem representado, assim como o policial que acompanha ela. A atuação do namorado dela no começo da história não dá para ser julgado porque ele nem aparece direito, o cachorro aparece mais e é um excelente ator! QUALIDADE: As cenas são muito reais também, não é uma coisa falsa como normalmente se vê por aí. Falta um pouco de nexo, já que em um dos assassinatos a policia não descobre a identidade do assassino, mesmo ela tendo colocado a mão em toda a estrutura do carro e deixado suas digitais lá. Eles descobrem quem é por um método mais difícil já visto antes no livro “Ponto de Impacto” (ela é descoberta basicamente pelo barulho que o elevdor reprouz enquanto ela fala no celular com o policial, no livro isso acontece por um relógio de pêndulo). FINAL: Surpreendente! Adorei a atitude do policial e a dela são demais, só queria saber se a Chloe fingiu esquecer a mulher que a salvou ou se realmente não lembrava! RECOMENDAÇÃO: um filme que realmente vale a pena assistir.

Rene

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Não lembro se foi este semestre ou semestre passado, mas eu fiz uma lição que envolvia uma resenha de uma matéria de uma revista; a matéria que eu escolhi falava sobre filmes e este era debatido. O tema em questão era: porque filmes de suspense com mulheres como protagonistas lucram menos que os filmes com homens como papel principal. Àqueles que pensam que só por haver uma mulher no papel-título, digo que estão enganados ao subestimar o filme. Esse é um caso desses.

Erica Bain é uma mulher que é agredida junto com o namorado enquanto passeavam com o cachorro; ela vê o noivo morrer, mas, feliz ou infelizmente, sobrevive a ponto de viver com medo de sair de casa e ser agredida novamente. No entanto, para curar seu medo, ela compra uma arma e descobre dentro de si uma outra pessoa, capaz de fazer loucuras a fim de que seja possível fazer justiça.

Esse é um filme bem trabalhado. É possível para o espectador entrar no mundo psicológico da personagem, sentindo-a a cada instante e torcendo para que ela se sinta vingada. Acredito que o fator mais importante para o filme é a interpretação da atriz principal, Jodie Foster, que transforma sua Erica Bain numa mulher contraditória, digna de pena e ao mesmo tempo, muito corajosa. A relação estabelecida entre ela e o policial é interessante, embora ocorra uma envolvimento muito rápido na minha opinião. Não posso deixar de comentar que a maquiagem e a realidade expressa nas cenas são um grande feito para o filme, cujo elenco é bom e convence. Outro ponto positivo é o foco do filme: Erica não cria um guerra com o mundo, não se torna o Rambo nem tem uma metralhadora capaz de furar a crosta terrestre; pelo contrário, sua luta é interna, consigo mesma. Ocorre a dúvida entre estar do lado certo ou errado, entre vingar-se e fazer justiça.

Não comentarei os pontos negativos porque o Rene já o fez; apenas acrescentarei que é interessante atentar para o fato de que ela dá 3 tiros por pessoa que mata (no filme todo ela mata sete ou oito pessoas) e nunca recarrega seu revólver. Achei plausível a indicação ao Globo de Ouro que Jodie recebeu por esse filme. Algo que achei interessante a respeito desse filme foi um nome, que é citado uma única vez: Sterling. Talvez seja só uma impressão, mas acredito que seja uma referência ao filme O Silêncio dos Inocentes, do qual Jodie Foster participou e recebeu o Oscar de Melhor Atriz pela sua interpretação; sua personagem no filme chama-se Clarice Starling.

Enfim, eu recomendo o filme, porque vale a pena. Há momentos de tensão, de drama, de absurdos. [SPOILER] Não posso negar que o final causou um sentimento contraditório em mim, afinal, eu gostaria que ela terminasse bem, mas quando isso aconteceu, eu tive a sensação de que foi um final digno de filme-Sessão-da-Tarde! [SPOILER]. São duas horas que te fazem entrar no mundo da personagem e vivê-lo, tal como se estivesse no filme. O que torna o filme tão bom são as interpretações somadas à boa direção; o roteirista fez um bom trabalho e eu não acredito que esse remake seja inferior ao original. Enfim, totalmente recomendável.

Luís

criado por Luís/Renan    23:50:22 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

1 Comentário »

  1. Comentário por Ciça — quarta-feira, 1 de julho de 2009 @ 10:33:01

    ééé bão mesmooo!
    mas como disse o amiguinho lá em cima, os caras esqueceram alguns detalhes ;/
    eu lembro quando eu assisti, que teve uma hora que eu tinha certeeeza que iam pegar ela, pq ela só fez merda, mas os policiais esqueceram de procurar o mais óbvio (y)
    conveniente, nãooo?

    mas tirando esses incômodos mínimos, o filme é muito bem feito…passei nervoso do começo ao fim! sauhsaha

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