Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sábado, 14 de junho de 2008

Desventuras em Série - O Hospital Hostil

A Series of Unfortunate Events - The Hostile Hospital, 2001, 255 páginas.

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Nesse oitavo livro, as crianças estão por conta própria, assim como estiveram no volume anterior. O Sr. Poe finalmente foi deixado de lado; fiquei muito contente pelo seu personagem ter sido substituído pela personagem Esmé. Em O Hospital Hostil, os jovens Baudelaire deparam-se com um hospital semipronto e, temendo serem identificados como assassinos, disfarçam-se e tentam se misturar aos Combatentes pela Saúde do Cidadão a fim de descobrir os planos de Conde Olaf e sua trupe.

Os órfãos Baudelaire têm a oportunidade perfeita para descobrir uma parte de suas vidas ao ter conhecimento do Dossiê Snicket e ao ter também acesso à Biblioteca de Registros. Lá eles percorrem cada arquivo que podem estar relacionado a eles e acabam descobrindo uma página de um dossiê - o Dossiê Snicket - que possui informações sobre os Baudelaire afirmando que há possibilidade de um sobrevivente do incêndio que destruiu a mansão Baudelaire.

Após um imprevisto, o Conde Olaf ressurge e desmascara as crianças, que fingiam ser simples ajudantes da bilioteca, Esmé começa a perseguir Violet - num dos capítulos mais engraçados do livro - , que acaba sendo aprisionada. Então, a ventura toda recomeça e cabe aos outros dois órfãos conseguir encontrar e resgatar a irmã mais velha, e também fugir do hospital.

Esse livro é bem legal, porque percebemos que há a efetivação da personagem Esmé e ainda há descrições engraçadíssimas; quando ela surpreende os Baudelaire na biblioteca de registros, ela está usando um sapato com salto de canivete (que ela considera in), que a impede de andar, porque o salto crava no chão, impedindo-a de andar normalmente- o termo usado para isso é claudicar - e tudo fica muito engraçado. Além disso, há um parceiro de Olaf que deixa a trama e assim que o livro termina, os Baudelaire rumam direto para mais uma grande desventura. Recomendável, como os outros que o precedem.

Luís

criado por Luís/Renan    00:07:10 — Arquivado em: Livros

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O Homem Errado

The Wrong Man, 2007, 438 páginas.

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Quando li a sinopse do livro, acheia-a bem interessante. Logo pensei que o livro também o seria, mas, em partes, me enganei. Não sei se sugiro ou não a vocês que se deixem enganar pelo que está escrito na contra-capa. O Homem Errado basicamente conta a história de uma única noite de sexo e bebida que engrenou uma série de perseguições; Michael O’Connel amou Ashley desde a primeira vez que a vira e passou a fazer de tudo para estar em seu caminho, até que uma noite ambos se encontraram e, após muitos drinques, relacionaram-se. Ele então deixa claro que ninguém a ama mais do que ele e que está disposto a qualquer coisa para tê-la.

Nunca tinha ouvido falar de John Katzenbach antes de ler esse livro e mesmo assim não procurei por mais informações a respeito dele. Gostei da narrativa e daforma envolvente como o autor narra cada episódio acontecido a a forma inteligente como fez os personagens se embramarem num teia super confusa e excitante de acontecimentos perigosos. A Narrativa começa lenta e meio confusa, mas logo a trama se desenrola e faz com que o leitor queira devorar cada página. Um ponto interessantíssimo da trama e a abordagem da homossexualidade feminina de uma forma "carinhosa" e tão sutil, que isso só dá mais dramaticidade a cada episódio que envolve as personagens Sally e Hope, sendo a primeira mãe de Ashley. É possível para o leitor sentir os confrontos internos que sente Scott, pai de Ashley, quando se vê obrigado a sentardiante da ex-esposa e sua companheira para traçarem o plano que irá tirar O’Connel de suas vidas.

No começo da crítica, disse que em partes o livro é legal… o que quero dizer que é podemos perder o fôlego de duas formas: a primeira é quando a trama desencadeia uma série de confusões e o leitor mal pode esperar pela próxima página; a segunda é quando o leitor chega às páginas finais e descobre que há muito desenvolvimento e pouca conclusão.É como se o autor simplesmente tivesse tido preguiça de escrever e achasse melhor resumir todo o final que havia planejado para algumas poucas páginas.Não posso deixar de dizer também que a letra é menor que os outros livros, o que cansa muitas vezes. Devido a esses fatores, não sei se sugiro a vocês que leiam ou não. Se sentirem vontade, leia-o. Se não sentir, não leia.

Luís

criado por Luís/Renan    00:04:25 — Arquivado em: Livros

domingo, 8 de junho de 2008

As Crônicas de Nárnia: O Príncipe Caspian

The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, 2008, 147 minutos.

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Nesse filme, os irmãos Pervensie voltam magicamente a Nárnia, chamados por Caspian que precisa da ajuda de alguém, pois seu tio está tentando dominar Nárnia, lembrando que se passaram 1300 anos em Nárnia e ela foi invadida por telmarinos, que quase extinguiram com os narnianos.
Bom…é o segundo filme da série, embora seja o quarto livro.
Quando eu li "O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa", adorei, embora só tenha lido para assitir o filme. Mas o filme me surprendeu muito mais, por ser até hoje a melhor adaptção de livros que eu já vi. Uns 3 anos depois, lança-se "O Principe Caspian", que eu, Luís e Andrey fomos ver.
É um filme bom, mas em relação ao primeiro é um pouco decepcionante, a história tem aventura, embora seja cansativa em 50% do tempo; outro ponto fraco, pelo menos aqui, é que não havia filmes legendados, e o som e a dublagem são ruins, aquela voz da Lúcia já cansou um pouco. O que continua sendo um ponto forte são os efeitos, o principal é aquele ‘protetor’ do rio (se há um nome, não me lembro), as árvores vivas e as dríades (acho que era esse o nome das flores que dançam). Pra quem gosta da série vale a pena ver, mas particularmente não espere algo ótimo.  Agora é esperar "A Viagem do Peregrino a Alvorada" =D

Renan

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Inquestionavelmente, o primeiro filme é melhor que o segundo. Os personagens são os mesmos, apenas há o acréscimo de alguns novos, como os telmarinos e a exclusão de outros, como a Feiticeira. Não posso negar que fui preparado para ver algo mais interessante que o primeiro filme e, em partes, fiquei meio decepcionado.

Sem sombras de dúvida, há mais aventura nesse filme do que no primeiro, mas mesmo assim, a história narrada no primeiro surpreende mais. Os personagens não são tão apáticos como os personagens desse filme. Duas personagens que eu achei muito interessante no primeiro filme, que são Susan e Jadis, não existem nesse filme; a feiticeira foi morta por Aslam, já Susan continua apagada na história, tal qual no primeiro filme. A única coisa diferente é que nessa produção ela usa com mais freqüência o arco e flecha que ganhou.

O  personagem Peter piorou horrendamente doa primeiro para o segundo filme: ficou chato, heróico demais e quase intragável. Já Edmund melhorou bastante, talvez tenham dado um ar mais maduro ao personagem. Lucy continua tão bem quanto no primeiro filme. Senti falta dos castores, que para mim, foram os melhores personagens da primeira produção. No entanto, há nesse filme o Ratinho "Robin Hood", que é engraçado e dá humor ao filme. Caspian é um mongo, aparece de forma tão mal aproveitada quanto Susan.

Fico feliz que eu tenha entendido algumas partes do filme graças às explicações do Renan, que comentava algumas partes importantes que não foram postas no filme (muito rotineiro isso, não é?). Infelizmente, tivemos que assistir ao filme dublado, o que dificultava bastante em alguns momentos devido à dublagem e ao barulho usado como efeito sonoro. Como o Andrey disse, o Aslam tá muito zoado nesse filme, embora eu tenha a impressão de que os efeitos visuais tenham melhorado significativamente de uma produção para a outra. Recomendo já que faz parte de uma série, mas se for por si só, como uma obra individual, seria apenas digno de noites de sextas-feiras chuvosas em companhia de algum colega. Nada muito inspirador ou realmente interessante.

Luís

criado por Luís/Renan    17:08:52 — Arquivado em: Filmes

sábado, 7 de junho de 2008

Monster - Desejo Assassino

 Monster, 2003, 109 minutos.

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Aileen Wuornos é lésbica, prostituta e serial killer. Talvez isso já te faça pensar duas vezes antes de assistir a esse filme. Caso o pensamento de repúdio passar pela sua cabeça uma vez que estiver em frente a esse filme na locadora, ignore-o e pegue esse filme, porque vale muito a pena. Aileen é considerada a primeira mulher serial killer norte-americana.

Aileen após tentar se suicidar acaba encontrado uma jovem lésbica, com quem passa a relacionar-se. As duas fogem, já que a família com quem Selby mora recusam a idéia de que uma completa desconhecida dormiu em sua casa e ainda pode estar se relacionando com a jovem agregada. As duas abrigam-se num hotelzinho e nas beiras de estrada, Aileen recomeça a se prostituir. Num dos programas, um cliente começa a agredi-la e ela o acaba matando. Após isso, Wuornos torna-se uma serial killer.

Esse filme pode ser um pouco cansativo, mas sem sombras de dúvida é muito bom. Quando vi a capa do filme com o nome das atrizes, imediatamente reconheci Christina Ricci, que aqui faz um ótimo papel, demonstrando muito bem suas capacidades como atriz; o mesmo não aconteceu quando li o nome de Charlize Theron e a imagem feia em que a havia transformado. As duas atrizes dão um show de interpretação nesse filme; tanto Charlize quanto Christina estão irrepreensíveis com suas personagens: a primeira tão preocupada em relação à Selby e a segunda demonstrando uma bondade quase cruel em relação à amante.

Não se pode dizer que o filme é imparcial, porque não é. Estamos propensos a pensar que Aileen de fato foi uma vítima de sua própria vida, enquanto Selby abrigou-se em seu próprio medo de que lhe acontecesse o mesmo que ocorreu à amante ao final do filme. A diretora do filme optou por transformar a Aileen de Charlize Theron em uma personagem submissa às suas condições de vida em vez de torná-la uma mulher cruel e impiedosa, como muito diretores poderiam ter feito. Acho que esse é o diferencial do filme, talvez por isso ele seja tão bom quanto é. O Oscar que Charlize ganhou por esse filme foi merecido, embora, na minha opinião, houvesse uma outra grande concorrente ao prêmio, que foi Naomi Watts por 21 Gramas. Não sei ao certo para qual delas eu daria o prêmio, mas independentemente de quem tenha ganhado, foi merecidamente. Assistam-no!

Luís

criado por Luís/Renan    22:51:11 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter and the Sorcerer Stone, 2001, 152 minutos.

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criado por Luís/Renan    00:04:47 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 3 de junho de 2008

(Nárnia) O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

 

The Narnia Chronicles: the Lion, the Witch and the Wardrobe, 2005, 140 minutos.

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Bom…A melhor adaptação de livro para o cinema é esse filme. Ele é o segundo livro da série, embora o primeiro filme (pois eles fazem os filmes na ordem que o autor escreveu).

Como o Luís disse aí em baixo, temos que lembrar que que Nárnia é uma série, mas não uma série como Harry Potter que conta a história de Harry, As Crônicas de Nárnia conta a história de um mundo inteiro (e sim, é explicado porque o guarda roupa leva à Nárnia) .

Nele, se passa uma guerra, e é por causa dessa guerra que os quatro irmãos Pervensie são levados a casa de um velho professor bem longe do tumulto e é lá que está o guarda-roupa. O guarda-roupa é uma passagem desconhecida por quase todos para Nárnia, uma terra mágica, com animais falantes, árvores que dançam e etc. Depois de um tempo todos os irmãos vão juntos para lá e descobrem que eles são os verdadeiros reis de Nárnia e não Jades, a feiticeira, que transformou Nárnia numa terra onde só se vê gelo, com a ajuda de um fauno, castores e de Aslam, o Leão, eles vão a luta pela liberdade de Nárnia.

O filme é muito bom, talvez as pessoa que não leram os livros achem meio viajado, mas não é, pois o autor escreveu a série para ilustrar a Bíblia para suas sobrinhas ou filhas (prestem atenção e perceberão). Bora assisti =]

Renan

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Infelizmente, não li o livro, portanto não posso dizer o quão boa ficou a adaptação. O filme é bem legal, um ótimo passatempo. Há muitas coisas que não são explicadas nesse filme, mas não podemos nos esquecer de que, assim como Harry Potter, As Crônicas de Nárnia são uma série com sete volumes, logo, tudo aquilo que não foi explicado (como o porquê de aquele guarda-roupa levar à Nárnia) será explicado nos próximos filmes da série.

 

Eu achei interessante a história; esse contexto de um guarda-roupa que leva você para um mundo diferente é bem legal. A escolha dos atores foi bem feita, já que acho que os jovens atores interpretam bem seus personagens, sem parecer pedantes ou qualquer coisa do tipo. Tilda Swinton esá magnífica como Jadis e sua crueldade implícita e as cenas que remetem à rainha do gelo sao muio bem feitas. Ponto positivo para o seu castelo, muito bem elaborado pelos produtores do filme. Alguns efeitos ficaram muito bem feitos, como a mistura de personagens reais com personagens computadorizados (veja a cena em que as crianças conversam com os esquilos, que, de longe, são os melhores atores do filme).

 

O filme é recomendável, sim, porque é divertido e faz o tempo passar. As mais de duas horas de filme passam tão rápido quanto se fosse apenas uma hora. A história se desenrola lentamente, sem muitas aventuras, mas do meio pro final fica bem mais interessante, embora o filme todo valha a pena. Não acredito que se tornará um clássico, tampouco penso que seja, mas com certeza é uma boa produção.

Luís

criado por Luís/Renan    23:57:41 — Arquivado em: Filmes

domingo, 1 de junho de 2008

Desventuras em Série: A Cidade Sinistra dos Corvos

A Series of Unfortunate Events - The Vile Village, 2001, 256 páginas.

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Bom… o sétimo livro da série
Nele os orfãos ficam a cuidado de uma cidade inteira cheia de regras escrotas que todos seguem, a C.S.C (cidade sinitra dos corvos).
Conde Olaf como sempre está presente, disfarçado de um detetive. Os três tem que decifrar mensagens que são enviadas pelos quagmire, por meio dos corvos, e juntando essas pistas, eles descobrem onde os trigemeos estão escondidos.

Eles tambem são acusados de um assassinato, e tem que convencer toda a cidade que não foram eles, do outro lado Olaf joga os moradores todos em cima deles (metaforicamente) =D

Uma parte que lembro ate hoje é bem no começo, quando eles chegam na cidade de onibus, e o autor cita as vantagens e desvantagens de se sentar em cada lugar no onibus, te faz pensar no quanto as crinças sofrem, é engraçado mas é triste.

Bom, quem começou a ler a série, saiba que este livro é muito legal, e quem não começou leia as criticas dos outros e comece a ler.
=DD

Renan

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Nada melhor do que uma cidade para educar as crianças. Sob essa perspectiva, sr. Poe inscreve os órfãos Baudelaire num programa em que uma cidade toda fica responsável pela educação das crianças. E é claro que há uma série de aventuras - ou melhor, desventuras -, Conde Olaf e suas maldades, muitos corvos e regras intermináveis.

Na cidade de C.S.C, para onde os órfãos são enviados, os corvos dominam as ruas e o órfãos passam pelo Conselho dos Anciões, que determinam que os jovens terão de fazer todos os serviços domésticos de todos os cidadãos. Os Anciões comunicam os jovens sobre as inúmeram regras que regem as atitudes dos cidadãos de C.S.C.; aquele que quebra uma regra é queimado na fogueira. Como se não bastasse as incoerências das regras da cidade, os Baudelaire ainda têm que encontrar onde estão os órfãos Quagmire, que estão escondido na cidade e conversam com os Baudelaire por dísticos, que são escritos por Isadora.

Esse livro é mais interessante que o sexto, já que envolve um assassinato, uma prisão, uma fuga, pessoas furiosas, um plano secreto, Conde Olaf e uma revelação: seu namoro com Esmé (lembram-se do sexto livro? Ela é a sexta consultora mais famosa). Definitivamente, o sexto e o sétimo livro são muito bons e a leitura é extremamente rápida, já que queremos saber logo o que acontece para começar a devorar o próximo livro da série. Sem sombras de dúvida é recomendável, isto é, se você já leu os seis primeiros.

Luís

criado por Luís/Renan    23:03:09 — Arquivado em: Livros
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