Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

COMEMORAÇÃO - 100º CRÍTICA

Bom…Chegamos a 100º crítica =D

Mas não fizemos isso sozinhos, tivemos muitas ajudas como Nivea, Rene, Camila, Antônio e Joice, e gostariamos de agradecer a todos.
O nosso intuito como disse o Luis uma vez é ajudar pessoas a escolher livros e filmes, analisando e tendo dois pontos de vista (nem sempre foi possivel pelo “periodo de abandono do blog” da parte do Renan), e novamente gostariamos de agradecer a nós mesmos, pelo esforço quase sempre constante, pelo apoio de nossos amigos, e pelas pessoas que visitam nosso Blog. 

Nosso Blog ainda vai ser um sucesso!

Vlw

Renan e Luís

criado por Luís/Renan    23:30:59 — Arquivado em: Outros

domingo, 27 de julho de 2008

PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO

Perfume/ The Story of a Murderer, 2006, 147 minutos.

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Conta a história de um cara obsessivo que vem ao mundo com um poder olfativo nunca visto, mas ele não quer perfumes comuns.
Podemos avaliar esse filme em três partes diferentes:

A primeira: abrange do começo até ele ir no laboratório do perfumista.
Não é bom, mas também não é ruim…é aquele período em que você tenta descobrir se vale a pena terminar de assistir. Não tem muitas partes importantes, exceto a morte da primeira mulher, que por sinal é bem idiota…o cara a mata sem querer o.O, e também, bem no comecinho, aquele bebe que cheira o dedo do menino, aquilo sim é tosco.

A segunda: Bom, a segunda é mais da metade do filme, e é realmente boa, e te faz pensar que seus minutos gastos podem valer a pena.
Nela inclui-se todas as mortes, você é mais apresentado ao personagem, e vai tendo idéia da loucura dele e do que ele quer.

A terceira: A parte infeliz do filme, nos ultimos 30 minutos ou menos, os diretores, produtores e todo o resto conseguem acabar com o filme. A parte em que você tem certeza que todo o tempo gasto assistindo o filme foi em vão e teria sido melhor aproveitado com outra coisa, qualquer outra. Aquele final…meu Deus…totalmente besta, aquela suruba, aquela luz que misteriosamente vem do perfume, e por final e nem menos triste, ao contrario, mais triste, a ultima cena.

Com certeza, não é um filme que valha a pena ser visto.

Renan

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O Renan fez uma ótima divisão do filme. Ao assisti-lo, realmente é possível percebê-lo em três partes distintas, bem definidas por ele. O filme é baseado na obra literária de um francês e demorou bons anos até ser liberada para uma versão cinematográfica; ocorreu então o que acontece de mais comum nas adaptações: uma tranformação ruim.

No entanto, não posso afirmar com exatidão se a adaptação foi boa ou ruim, já que não li o livro. Aliás, não sei qual o final do livro, uma vez que o final do filme simplesmente te decepciona e faz com que pense que um autor com metalidade sã seria incapaz de escrever algo cujas características são questionabilíssimas. O que quero dizer é o que o final do filme faz com que creiamos que ver o filme em suas mais de duas horas foi uma absoluta perda de tempo. Caso o final do livro seja idêntico ao do filme, então, a obra é parca; o filme, não.

Somos apresentados à história de um rapaz que veio ao mundo com uma sensibilidade incrível para cheiros - sua capacidade o permite diferenciar cheiros indistinguíveis a outros narizes - e a forma como ele se utiliza desse dom para construir uma vida que o guia para uma obsessão e uma seqüência de assassinatos. Capaz de reconhecer qualquer ingrediente de um perfume, Granouille fica abismado quando descobre não conseguir guardar os cheiros consigo. Ele descobre isso da maneira mais imprópria: matando uma mulher cujo cheiro o "enfeitiçara". A partir daí, começa a segunda parte (veja crítica do Renan) e Granouille finalmente descobre como fazer isso. É a partir daí que sua trajetória será marcada pela morte e o caos se estabelecerá pela França.

Em relação às interpretações, eu diria que são todas medianas. Nenhuma grande atuação, apenas atores e atrizes dando o mínimo deles, junto a roteiro bem elaborado. Acho inclusive que o roteiro é o salvador do filme. O personagem Granouille, num misto de surdo-mudo com um esquizofrênico, me incomodou a maior parte do tempo e as mulheres que ele matava deveriam mesmo ter sido mortas. Ponto positivo para o detalhe inteligente no final do filme - [spoiler] ele cria a décima terceira nota, capaz de encantar a todos e dominar o mundo [spoiler] -, mas o final é horrorosamente decepcionante. Bom, não sei se devo recomendá-lo. Se quiserem, assistam-no, mas saibam que o final consegue destruir o filme todo.

Luís

criado por Luís/Renan    16:08:41 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 25 de julho de 2008

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS

The Dark Knight, 2008, 142 minutos.

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Sou um total leigo ao que se trata de Batman, mas fui assisti-lo com promessas de ser o melhor filme do ano.

É um filme em que a história, o enredo é secundário, o que realmente está em jogo são as cenas marcantes, que são muitas. Pelo menos eu torcia pra ver as cenas entre Coringa e Batman, ou um solo de Coringa, ou Batman.
Entre as melhores cenas estão:
*A primeira…em que um palhaço mata o outro
*A do Coringa no hospital (macabramente engraçada)
*Aquela peseguição, onde Batman está na moto e o Coringa no caminhão
*A dos dois barcos
Entre várias. Os roteiristas fizeram um ótimo trabalho, ao fazer as falas dos personagens, pois eles tem aquela "classe" no estilo Homem de Ferro.

Heart Ledger (que Deus o tenha =D) estava muito, muito bem, ele fez um Coringa meio maniaco, com aquela maquiagem desarrumada, aquele "tique" de ficar passando a lingua em volta da boca, todas suas histórias de como ganhou as cicatrizes e aquela fala totalmente macabra: "Why so serious?". Com certeza ele foi a revelação. Deveria ganhar um Oscar póstumo.

A coisa mais besta que tem no filme é aquela voz quando Bruce Wayne vira Batman. Sem necessidade. Se vale a pena ver?? Corre pro cinema!

Renan

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Não tenho nenhum herói nos quadrinhos que me agrade tanto a ponto de me fazer saber tudo sobre ele; vejo, no entanto, os diversos filmes que lançam no cinema sobre heróis das HQs. E acompanho a trajetória do Batman desde o primeiro filme - com Jack Nicholson no papel de Coringa e Michael Keaton como Batman - e achei que esse filme deu uma guinada necessária pra série.

A sequência era até boa, então veio o desastroso (em termos de bilheteria) Batman e Robin e a série acabou soterrada. Anos depois, surgiu Batman Begins e o herói pôde respirar novamente. Nesse filme, O Cavaleiro das Trevas, o herói não somente combate o crime como quase faz parte dele.

Nessa produção, há algo muito bom: Batman não é mostrado como um herói incorruptível. Ele não é o símbolo da perfeição e tem sentimentos mesquinhos, assim como algumas de suas atitudes também o são. Não tão bonzinho como nos outros filmes, às vezes até egoísta, o Batman desse filme é bem humano (a não ser a sua voz, num pavoroso efeito sonoro).Os outros personagens também estão bem elaborados e o que me agradou bastante nessa produção foi a mudança sutil que vai ocorrendo durante o filme no perfil dos personagens; os bons podem ter sua perspectiva alteradas ou até mesmo ficarem maus. Em alguns personagens, essa mudança é muito sutil, porém perceptível.

Inquestionavelmente, quem roubou a cena e as atenções foi o personagem Coringa, interpretado brilhantemente pelo falecido Heath Ledger. O ator transmitiu ao personagem o tom certo de deboche e sadismo, fazendo com que mesmo tão cruel o vilão pudesse provocar risos e angústia, ao mesmo tempo. Diferentemente do primeiro Coringa do cinema - Jack Nicholson - , este tem a maquiagem toda desmanchada, a tinta derretendo pela pele; uma escolha acertada do diretor, pois isso contribuiu bastante para a impressão de loucura que se tem ao ver aquela face, destruída tanto pela pintura quanto pelas cicatrizes. Por falar nelas, cenas grandiosas se devem à explicação do Coringa sobre como ele as conseguiu, cada vez sendo uma história diferente.

As atuações são boas e os atores não deixam a desejar. Há cenas de romance, drama, suspense, babaquice (afinal, todo filme tem isso, né!), etc. Enfim, achei O Cavaleiro das Trevas um filme bem interessante e apesar das 2h30 de filme, parece que estamos no cinema há pouquíssimo tempo e ainda queremos mais quando a última cena é mostrada. Não há efeitos especiais exagerados, não há uma sucessão de cenas estúpidas e o filme mantém o ritmo, do começo ao fim.

Sim, corram para o cinema!

Luís

criado por Luís/Renan    14:44:14 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 23 de julho de 2008

GAIJIN - AMA-ME COMO SOU

Gaijin, 2002, 130 minutos, Brasil/Japão.

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Hmm…filme estranho.
A história seria muito legal. Tratar da imigração japonesa, contar a história de 4 gerações de mulheres começada por Batiã que vem ao Brasil em busca de uma vida melhor, mas para isso precisa casar, e seu marido morre, já com uma filha ela vai para Londrina, sua filha cresce, se apaixona por um professor, tem uma filha, mas depois ele morre, sua filha se apaixona por ukm Gaijin (Estrangeiro) que perde todo o negócio da familia e foge para o Japão, e assim por diante.

O triste do filme é a falta de tecnologia e a falta de atores bons. Não se iluda por ter o nome de Mariana Ximenes e Dado Dollabela, pois eles aparecem emnos que Gisele Bündchen em "O Diabo veste Prada"
O filme parece feito para ser exibido em fitas do telecurso 2000, os atores são muito roboticos (Preste atenção na fala: eu não gosto…DE SORVETE. =D) e parece ser filmado com filmadoras antigas.

Não vale a pena ser alugado, mas se você tiver que assistir algum pra aula de história…assista esse.

Renan

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Como todo típico filme de história, Gaijin - Ama-me como Sou é longo, um pouco confuso, cheio de personagens e um pouco cansativo. O roteiro nos apresenta um mar de confusões, sejam elas provindas dos personagens ou das situações. É a continuação do filme Gaijin - Os Caminhos da Liberdade, lançado na década de 80.

O roteiro nos apresenta a quatro gerações de mulheres, sendo a primeira delas uma japonesa nata, que casou e veio pro Brasil e aqui criou sua família. As outras três gerações, nipo-brasileiras, viveram cada época de uma forma diferente, sendo que sobre uma havia os costumes típicos japoneses, a outra era um meio-termo e a quarta geração totalmente abrasileirada.

O título do filme soa superestranho, até porque o gaijin que surge na história aparece somente no meio da produção e se envolve com a terceira geração, sendo que a história entres eles - mais especificaente ele - não é bem desenvolvida, ainda mais para sugerir que ele seja o foco de todo o filme. Os atores são na maioria desconhecidos; há alguns rostos famosos, como Mariana Ximenez (numa pequena participação) e Dado Dolabella (numa participação detestabilíssima). As interpretações são estranhas e a maioria dos atores deixa a desejar; o destaque é maior para a neta da mulher que veio pro Brasil, ou seja, a terceira geração e incrivelmente é ela a pior atriz. Se pussessem um manequim e o dublassem em vez de usá-la como atriz principal, o resultado seria equivalente. (Realmente, a cena do "sorvete" merece atenção).

Bem, apesar de ser um filme assistível, eu não o recomendaria. É longo e cansativo, muitas vezes confuso e se você não for um bom observador, começará a confundir os vários (e inúteis) personagens existentes. É uma aula de história, sim. Podemos ver o passar do tempo e os costumes e tradições, mas definitivamente isso não é suficiente para enfrentar as mais de duas horas do longa. Assista-o somente se for absolutamente necessário.

Luís

criado por Luís/Renan    18:22:47 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 21 de julho de 2008

AS PANTERAS

Charlie’s Angels, 2000, 100 minutos.

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Alguns filmes parecem reunir os requisitos básicos para o divertimento: boas lutas, alguns efeitos especiais e mulheres perigosas. É claro que não me refiro às lutas toscas, como aquelas dos filmes do Jackie Chan (que são lutas normais simulando efeito especial), mas sim àquelas apresentadas em filmes como Kill Bill, Mortal Kombat, DOA, etc.

O que transformou a produção As Panteras num filme tão divertido como é foi o humor usado em cada cena; desde os disfarces delas até as cenas de luta, há muito humor assim como há zoação com todos aqueles efeitos, por vezes exagerados, por vezes supercômicos. Em relação ao roteiro do filme, não há como analisá-lo severamente, afinal, ele é quase inexistente; o que torn o filme assistível é a atuação das atrizes mais o festival de risos e situações inusitadas que nos fazem rir feito bobos.

Sobre as atrizes, posso dizer que estão bem em seus papéis e demonstram naturalidade aos interpretar as agentes Alex, Natalie e Dylan. Cameron Diaz não podia estar ruim e uma comédia, já que sua carreira é repleta de filmes de comédia, gênero em que a atriz é veterana. Lucy Liu está boa também em seu personagem, Alex, com uma devidosa inocência e ingenuidade engraçadas. Drew Barrymore, bem…não vi muitos filmes com ela, mas acho que ela fez uma boa atuação nesse filme, apesar de estar inferior às outras duas panteras.

Interessante a "tradução" feita, transformando "Os Anjos da Charlie" em "As Panteras", mas é claro que isso se deve à tradução da série na qual esse filme de 2000 foi baseado. O filme é recomendável e engraçado até, apesar de não haver um roteiro denso nem interpretações dignas de Oscar.

Luís

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Filme muito legal.
Bom…acho que todos os programas que contém 3 mulheres que saibam lutar e sejam heroinas são baseados em "As Panteras", como "As Espiãs" o desenho "Três espiãs demais".
Conta a história de 3 amigas que foram reunidas por suas habilidades e tem que "combater o mal" em vários planos de vilões. Vendo assim parece um daqueles milhares de filmes bestas que parecem se tratar desse mesmo assunto, mas não é.

Uma coisa legal desse filme é a variação das três, todas são diferentes, pra começar fisicamente, com três cabelos de cores diferentes, mas também psicologicamente. Outra também e aquela apresentação de cada uma, parecido com a de D.O.A.
Como todo filme do estilo "espionagem" temos cenas de lutas fantásticas, bem elaboradas, sem efeitos desnecessários que podem acabar com um filme…Aquelas cenas que você ve e tenta fazer igual depois.
Outro ponto positivo do filme, como disse o Luís é o lado comico, são cenas legais, de fácil compreensão e leves. Eles também não apelaram muito para as cenas de nudez, o que o torna um filme bem família.

Com certeza recomendável.

Renan

criado por Luís/Renan    22:43:20 — Arquivado em: Filmes

domingo, 20 de julho de 2008

DOA - VIVO OU MORTO

DOA - Dead or Alive, 2006, 87 minutos.

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Filme…hmmm….legalzinho. É baseado em um jogo (que nunca joguei), e conta a história de um "programa" que só entram nele, os melhores lutadores de sua modalidade, por tras existe todo um plano e talz, e eles em um relogio que aparece com quem eles devem lutar.

Bom…tendo ciencia de que é um filme adaptado para um jogo, assim como Residente Evil, você pode prever que haverá montantes e montantes de efeitos, muitas lutas e tudo mais. Entre as lutas, a que eu achei mais legal é a a da loirinha que luta luta livre (Tina) e seu pai, quando ele chega no quarto, as regras que eles criaram, e etc.

Não vi utilidade naquela garota de cabelo roxo, muito tosca ela, acho que ela não merecia ser uma das principais. Se você não tem nada, mas nada de melhor pra ver, assista, mas se tiver Rei Leão ai, fique com Rei Leão.

Renan

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Algo que o Renan disse é muito certo: se já sabemos que é baseado em jogo de videogame, podemos esperar muitos efeitos especiais e ação, já que o filme tem que fazer jus às sequências quase sempre extraordinárias que são possíveis de se realizar no videogame. Eu realmente gosto de filmes baseados em jogos, como Resident Evil e Mortal Kombat, e também gosto de filmes que envolvam pancadaria, como Kill Bill. Portanto, ao ver o comercial, logo me interessei por esse filme (até porque há mulheres liderando o elenco e lutas de mulheres são sempre melhores).

 

Uma rápida e bem interessante introdução nos apresenta cada personagem principal - Tina, Christie e Kasumi - e nós começamos a gostar do filme, somente pelas cenas iniciais. Então, o filme definitivamente começa e tudo é apresentado aos espectadores. Percebemos que não há de fato uma lógica naquilo que é apresentado; os personagens simplesmente existem porque há necessidade de lutarem e, consequentemente, os produtores poderem mostrar um pouco de alguns efeitos especiais. Há três personagens que são bem desenvolvidas na medida do possível, que são as três principais. Os outros simplesmente co-existem e não acrescentam nada à trama.

 

Quanto às lutas, há apenas uma que eu realmente gostei (Tina e o negro que a assedia), embora os efeitos especiais usados no filme não sejam exagerados nem ridículos demais, mas mesmo assim, uma ausência de roteiro concreto faz com que o filme pareça uma exibição de mulheres bonitas saltitando para lá e para cá. Ponto positivo pelo fato de não ser uma produção severa em relação ao gênero - há luta, há comédia, há algum drama. Há também, claro!, falta de lógica em algumas cenas e, principalmente, falta de sangue!

 

E também não há como comentar sobre a atuação dos atores, já que nenhum (a não ser a japinha, já que toda japa convence como ninja) convence em seus papéis. Não falta somente roteiro, como também um pouco mais de empenho por partes dos atores. Dentre todos, a mais inexpressiva é a ninja-americana-de-cabelo-roxo cuja função é…hnm..realmente não descobri exatamente, mas imagino que seja para que houvesse alguém no fina do filme para aparecer e fazer o que ela faz. A parte boa é que essa ausência de interpretação decente chega a ser até engraçado (não se esqueça: as atrizes são bonitas! Você acaba influenciado).

 

O Renan disse que entre DOA e Rei Leão, é preferível o segundo. Eu discordo, já que DOA pode ser um bom passatempo se você tiver em casa com um colega, sem ter o que fazer numa noite de chuva. Então, vocês podem recorrer a esse filme e se divirtirão, mas numa escala de 0 a 10, minha nota para esse filme é 6! Razoável.

 

Luís

criado por Luís/Renan    22:40:04 — Arquivado em: Filmes

sábado, 19 de julho de 2008

DESVENTURAS EM SÉRIE - O ESCORREGADOR DE GELO

The Slippery Slope, 2003, 337 páginas.

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A partir do 10º livro da série, cada narrativa fica mais e mais interessante. Nesse volume, devido às perfídias do Conde Olaf, os três Baudelaire são forçosamente separados. Sunny fica sob as garras de Esmé e Olaf e os outros dois Baudelaire são lançados à própria sorte - expressão que aqui significa "jogados despenhadeiro abaixo" - e cada um à sua maneira tem de encontrar um jeito para ficarem juntos novamente e derrotarem Conde Olaf.

O que torna esse volume bem instigante é a apresentação de novos personagens (o homem com barba sem cabelo e a mulher com cabelo sem barba) assim como o retorno de alguns personagens que passaram pela série como personagens efetivos (Carmelita Spats) ou aqueles que foram citados. Há também duas personagens que deixam a série (no entanto, eu nunca as vi como personaens realmente). É claro que a irreverência de Esmé Squalor não pode deixar de ser citada, já que há uma descrição engraçadíssima da obsessão dela pelo que é in e pelo que é out.

Nesse volume, é apresentado aos leitores um mistério que persistirá até o último volume da série - o açucareiro. Há outros mistérios também que estão presentes nesse livro, que com certeza, é recomendável, embora já estejamos imaginando que com a quantidade de mistérios que surgem teria de haver um livro todo somente para explicá-los.

Luís

criado por Luís/Renan    01:46:18 — Arquivado em: Livros

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Harry Potter e a Ordem da Fênix

A nossa contribuinte Nívea vem mais uma vez ao nosso Blog para fazer uma crítica do quinto livro da série Harry Potter.

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Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2003.

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Harry Potter e a Ordem da Fênix, para minha felicidade, é o livro mais comprido da série, e deve ser o maior que eu já li. Acredito que seja por isso que a adaptação para as telas não tenha ficado boa. Ficou legal, mas não ficou ótima.Dobby, o elfo doméstico e quem realmente fala da Sala Precisa é substituído por Neville (é, de novo). Há algumas partes engraçadas, que as pessoas do cinema riram. Digo desde já que se você tiver que escolher entre o filme e o livro, por favor escolha o livro!!!
Logo no começo, Duda é atacado por dementadores, Harry sai de casa sem que os tios saibam e conhece o largo Grimmald, casa de Sirius Black [spoiler] e que herdaria futuramente com o Monstro depois da morte do padrinho [fim do spoiler].

No seu quinto ano em Hogwarts Harry consegue, finalmente,"pegar" alguém. A sortuda/sem-noção é Cho Chang. Harry já estava "de olho" nela desde O prisioneiro de Azkaban, quando jogaram uma partida de quadribol. A melhor parte do livro nem é o beijo em si, mas a conversa que Harry tem com Ron e Hermione depois do ocorrido. Além de tudo, Harry começa a dar aulas de defesa para alguns alunos, na chamada Armada de Dumbledore.

Mais uma pessoa morre nessa história, e reparei que depois do quarto livro JK. Rowling tem que matar pelo menos uma pessoa todo ano. Muita coisa acontece, como a intervenção do Ministério na escola através da Umbridge, a fuga dos gêmeos Weasley, a batalha no prédio ministerial, o ataque a Arthur Weasley… Na volta para casa, no Expresso de Hogwarts, há uma pequena insinuação sobre o futuro amoroso de Harry. Chega a ser imperceptível, mas os viciados em HP já sabiam disso desde o primeiro livro.

Nivea

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criado por Luís/Renan    23:05:21 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ela Dança, Eu Danço

Step Up, 2006, 98 minutos.

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Filme bem legal. Fácil compreensão, bons personagens, coreografias muito bem feitas e uma história agradável. Não é um filme muito conhecido, nem lembro se foi ao cinema, e se foi com certeza não teve bom público. Não posso culpar os atores, e diretores, que fizeram um bom trabalho, mas sim os tradutores que traduziram "Step Up" para "Ela dança, eu danço", um titulo sem noção, pobre comercialmente, e que nos faz lembrar da música abominável "Se ela dança, eu danço" do Mc Leozinho que deve ter tido seu auge quando o filme lançou.

Voltando ao filme…ele mexe com a divisão de classes sociais, onde um garoto pobre e "marginal" (Tyler) arromba uma escola de arte, quebra tudo, é flagrado por policiais e tem que cumprir 200 horas de serviço no local do delito, lá ele encontra a garota rica (Nora) que está fazendo uma dança para sua conclusão de curso, seu parceiro se machuca e tem que ser substituído, o problema é que nenhum aluno consegue fazer. Então Tyler se prontifica, consegue, daí pra frente é o mesmo esquema das comédias românticas (só que sem muita comédia), seguindo esse raciocínio você pode concluir o meio e o final do filme.

Uma coisa chama a atenção é a realidade das quedas, pois não parece algo ensaiado. A garotinha das aulas de balé também é uma personagem agradável e engraçada com suas caras de bravas e seus "pssiiiiuuuuuu", o triste é que ela aparece apenas em uma ou duas cenas.

A personagem principal parece que realmente sabe dançar, como dito lá em cima as danças e coreografias são muito legais a não ser é claro que seja uma dublê. A dança de conclusão do curso (a última) ficou muito boa, eles conseguiram misturar os dois estilos sem que parecesse um trabalho sujo.

Sem dúvida é um filme recomendável a não ser que você esteja afim de assistir algo mais complexo.

Renan

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Por motivos particulares, sempre procuro assistir ao filmes que envolvam danças, de alguma maneira, como Sob a Luz da Fama, No Balanço do Amor e No Poder do Ritmo. Ao ver esse filme na prateleira da locadora, senti náusea ao ver o título do filme (referência bizarra à música de MC Leozinho que fazia muito sucesso na época); li, então, a sinopse e não me surpreendi com nada, afinal, já tinha visto aquela mesma sinopse em dezenas de outros filmes e realmente não havia nada que me incentivasse a pegá-lo. Mas, acreditando que poderia haver algo que pudesse me surpreender, acabei pegando o filme.

 

Ao terminar de assistir o filme, cheguei à conclusão de que eu estava certo: não havia um mínimo de originalidade no filme. Nada. Nada mesmo! Isso não significou, no entanto, uma total perda de tempo. Houve dois pontos muito positivos no filme: 1) a atriz principal e 2) as coreografias. Com esse filme, eu descobri que a atriz principal, que é a mesma atriz de Tamara, não é tão tosca como Tamara sugere que seja. Ela é simpática e acho que boa parte de Ela Dança, Eu Danço se deve ao positivismo das cenas interpretadas pela atriz, que é bem aproveitada, apesar de ser deixada de lado em muitas partes do filme, que dá mais enfoque ao personagem masculino.

 

As coreografias apresentas no filme são muito interessantes. Algumas dela são street dance misturadas com hip hop, outras são um mix de ballet contemporâneo com o clássico. E como se não bastasse, há ainda naturalidade em todas as cenas dos atores e não havia cenas com exibições exageradas, todas era na medida certa.Os atores principais já tinham um experiência na carreira da dança, uma vez que não são tão conhecidos do público e não é um filme de grande orçamento, logo não haveria motivos para eles contratarem atores e dublês para os números de dança. A apresentação de conclusão de curso, umas das cenas com mais clímax do filme, é simplesmente extraordinária, considerando todo o resto da produção.

 

Bem, esse é o típico filme em que os jovens se conhecem, ambos se detestam, se afastam, mas, por um motivo muito especial, acabam se unindo e se apaixonando.Ou seja, nada do que vocês já não viram em filmes do gênero. Apesar disso, eu o recomendo, porque é um bom passatempo. E uma oportunidade interessante de ver a Jenna Dawson em um filme que é ao menos regular.

Luís

criado por Luís/Renan    21:30:03 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 14 de julho de 2008

TITANIC

Titanic, 1997, 194 minutos.

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Putz…filme clássico.
Ganhou 11 Oscars (merecidos), até hoje, depois de 9 ou 10 anos, é o filme com maior bilheteria no mundo todo (sim, pois acho que todos os países viram esse filme, que inclusive é citado no livro “A Cidade do Sol” já criticado aqui).

As atuações são muito boas, você entra no clima e acredita piamente no amor que Jack (Leonardo di Caprio) e Rose (Kate Wislet) tentam passar, fica emocionado com aquela velhinha simpática contando a sua história, quase morre de raiva quando o “cara que não lembro o nome” prende Jack e quase deixa com que ele morra, torce para Rose conseguir quabrar as algemas, e claro, torce para que Jack sobreviva naquela porta ou placa de madeira.

 Acho que mesmo com os atores principais fazendo outros filmes de sucesso como “O Aviador” e “Pecados Íntimos”, eles serão sempre lembrados como o casal de Titanic, não que isso seja uma coisa boa. Bom, quanto aos efeitos, eles não perdem em nada para os que vemos hoje, pois as cenas são muito reais, na verdade diria que é muito melhor do que algumas coisas atuais.

Um filme de sucesso, talvez o de mais sucesso, que emociona e prende a atenção não pela simplicidade, mas pela grandiosidade. Recomendável? Sim. Para qualquer momento? Não.

Renan

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 Inquestionavelmente, esse filme produzido em 1997, pode ser considerado um clássico. Não somente pela preocupação com detalhes e todo o tom épico interessantíssimo dado à história, mas também pelo filme em si e pelo impacto que ele causou ao ser lançado. E ainda hoje, 11 anos após seu lançamento oficial, Titanic é passado todos os anos na televisão aberta, como um ritual.

Bom, não comentarei a história do filme, uma vez que a maioria das pessoas (98%?) já o assistiu. Mas, basicamente, é a história de um romance cujo cenário exótico é um transatlântico, “o navio dos sonhos”, que está fadado à tragédia. O filme mistura realidade e ficção ao sugerir uma busca no fundo do oceano pelo Titanic ao mesmo tempo em que uma senhora revela aos poucos todas as suas memórias daquela viagem. Como em todos os filmes, há os mocinhos, os vilões e todos os personagens que sabemos que existem em filmes. A diferença, no entanto, está na atuação dos atores, a preocupação da direção com os detalhes mínimos e o roteiro que se desenvolve lentamente, porém de forma convincente e predendo o espectador a cada acontecimento.

Kate Winslet já havia aparecido em obras premiadas, como Razão e Sensibilidade, mas é com Titanic que ela ganha destaque no mundo cinematográfico. O mesmo ocorre com Leonardo diCaprio; ambos os atores imortalizaram os personagens Jack e Rose nas telas assim como serão para sempre lembrados por esse filme. Embora o Renan tenha dito que ser remetido a um filme sempre pode ser ruim, eu acredito que, no caso deles, é bom, já que foram indicados a vários prêmios, inclusive Oscar. Como citei o tópico prêmios, não posso deixar de comentar sobre os 11 Oscar que Titanic ganhou. Não ganhou os prêmios de melhor ator e melhor atriz, embora os atores principais tenham feito um ótimo trabalho. Os prêmios técnicos foram merecidíssimos já que o som, a fotografia, a edição e os efeitos especiais são muito bons (não podemos nos esquecer de que nessa época os efeitos por computador ainda estavam sendo aprimorados).

Há cenas memoráveis e inesquecíveis, como o navio nos momentos finais, a velha Rose jogando no oceano sua jóia, Jack pintando o desenho de Rose. O final do filme, é claro!, foi feito com intenção de registrar de uma forma mais forte o quanto muitos perderam naquela tragédia, afinal, se Jack não tivesse morrido, não teríamos sentido tanto o quanto todo o evento foi triste, já que não tínhamos simpatizados com outro personagem que não a Rose. Uma estratégia inteligente, mas totalmente ridícula, já que eu tenho cetreza de que ambos poderiam ter sobrevivido se ela não tivesse sido egoísta a ponto de ficar sobre a tábua enquanto o rapaz congelava (e por que será que só o corpo de Jack foi sugado pela água enquanto mesmo havendo inúmeros outros corpos congelados?).

Enfim, esse filme merecidamente é reprisado todos os anos e deve continuar assim por mais um longo tempo. É totalmente recomendável e deve ser assistido, pelo menos, duas vezes, sendo que a primeira é pra se impressionar e a segunda para se envolver de fato com cada situação proposta pelo roteiro do filme.

Luís

criado por Luís/Renan    18:12:59 — Arquivado em: Filmes
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