domingo, 27 de julho de 2008
PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO

Perfume/ The Story of a Murderer, 2006, 147 minutos.
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Conta a história de um cara obsessivo que vem ao mundo com um poder olfativo nunca visto, mas ele não quer perfumes comuns.
Podemos avaliar esse filme em três partes diferentes:
A primeira: abrange do começo até ele ir no laboratório do perfumista.
Não é bom, mas também não é ruim…é aquele período em que você tenta descobrir se vale a pena terminar de assistir. Não tem muitas partes importantes, exceto a morte da primeira mulher, que por sinal é bem idiota…o cara a mata sem querer o.O, e também, bem no comecinho, aquele bebe que cheira o dedo do menino, aquilo sim é tosco.
A segunda: Bom, a segunda é mais da metade do filme, e é realmente boa, e te faz pensar que seus minutos gastos podem valer a pena.
Nela inclui-se todas as mortes, você é mais apresentado ao personagem, e vai tendo idéia da loucura dele e do que ele quer.
A terceira: A parte infeliz do filme, nos ultimos 30 minutos ou menos, os diretores, produtores e todo o resto conseguem acabar com o filme. A parte em que você tem certeza que todo o tempo gasto assistindo o filme foi em vão e teria sido melhor aproveitado com outra coisa, qualquer outra. Aquele final…meu Deus…totalmente besta, aquela suruba, aquela luz que misteriosamente vem do perfume, e por final e nem menos triste, ao contrario, mais triste, a ultima cena.
Com certeza, não é um filme que valha a pena ser visto.
Renan
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O Renan fez uma ótima divisão do filme. Ao assisti-lo, realmente é possível percebê-lo em três partes distintas, bem definidas por ele. O filme é baseado na obra literária de um francês e demorou bons anos até ser liberada para uma versão cinematográfica; ocorreu então o que acontece de mais comum nas adaptações: uma tranformação ruim.
No entanto, não posso afirmar com exatidão se a adaptação foi boa ou ruim, já que não li o livro. Aliás, não sei qual o final do livro, uma vez que o final do filme simplesmente te decepciona e faz com que pense que um autor com metalidade sã seria incapaz de escrever algo cujas características são questionabilíssimas. O que quero dizer é o que o final do filme faz com que creiamos que ver o filme em suas mais de duas horas foi uma absoluta perda de tempo. Caso o final do livro seja idêntico ao do filme, então, a obra é parca; o filme, não.
Somos apresentados à história de um rapaz que veio ao mundo com uma sensibilidade incrível para cheiros - sua capacidade o permite diferenciar cheiros indistinguíveis a outros narizes - e a forma como ele se utiliza desse dom para construir uma vida que o guia para uma obsessão e uma seqüência de assassinatos. Capaz de reconhecer qualquer ingrediente de um perfume, Granouille fica abismado quando descobre não conseguir guardar os cheiros consigo. Ele descobre isso da maneira mais imprópria: matando uma mulher cujo cheiro o "enfeitiçara". A partir daí, começa a segunda parte (veja crítica do Renan) e Granouille finalmente descobre como fazer isso. É a partir daí que sua trajetória será marcada pela morte e o caos se estabelecerá pela França.
Em relação às interpretações, eu diria que são todas medianas. Nenhuma grande atuação, apenas atores e atrizes dando o mínimo deles, junto a roteiro bem elaborado. Acho inclusive que o roteiro é o salvador do filme. O personagem Granouille, num misto de surdo-mudo com um esquizofrênico, me incomodou a maior parte do tempo e as mulheres que ele matava deveriam mesmo ter sido mortas. Ponto positivo para o detalhe inteligente no final do filme - [spoiler] ele cria a décima terceira nota, capaz de encantar a todos e dominar o mundo [spoiler] -, mas o final é horrorosamente decepcionante. Bom, não sei se devo recomendá-lo. Se quiserem, assistam-no, mas saibam que o final consegue destruir o filme todo.
Luís
criado por LuÃs/Renan
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