Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sábado, 12 de julho de 2008

High School Musical 2

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Inquestionavelmente, o cinema aderiu à moda das trilogias. Na verdade, aderiu a moda das seqüências infindáveis, desde que um determinado filme renda bastante lucro. Como o primeiro filme deu bastante lucro e ainda fez com que uma legiõ de fãs surgissem, obrigatoriamente seria lançado um segundo filme. E também um terceiro. E como acontece na maioria das continuações, esta deixou a desejar.

 

A história do segundo filme é bem comum, considerando que o primeiro filme é uma sucessão absurda de clichês eu logo imaginei que esse também seria, mas seria oxigenado devido às várias cenas de música e dança, como aconteceu no primeiro. No entanto, os números musicais não são tão interessantes quanto os que há no primeiro. As músicas nem sequer são tão grudentas (e legais!) como são as músicas da primeira produção.

 

Uma das personagens que mais gosto não teve o destaque me merecia, assim como aconteceu no primeiro filme e Sharpay nem sequer participou decentemente do penúltimo número musical do filme. No entanto, uma das músicas de maior sucesso dessa segunda produção, You Are The Music in Me, ganhou um tom mais pop e menos melodramático ao ser interpretado por ela e Troy (embora ele, em ambos os filmes, seja totalmente desprezível!).

 

Gabriela, para a minha infelicidade, está mais dengosa nesse filme e também mais irritante. Os números musicais apresentados por ela não tão interessantes, mas Gotta Go My Own Way superou minha expectativas, afinal, ela parece muito natural ao interpretar a música junto com (urgh) Troy. Enfim, o que mais me assutou ao assistir a esse filme, foi o número musical apresentado por Sharpay e Ryan, que é absolutamente pavoroso. Quem viu sabe a qual número me refiro: àquele em que ela é uma princesa e cacareja uma sucessão horrenda de palavras em uma língua provavelmente inventada.

 

Apesar de todos esses contras, imagino que o terceiro filme será interessante e, portanto, o segundo deverá ser assistido. Logo, eu o recomendo, mas particularmente, não é um filme tão empolgante e a música final deixou muito a desejar em relação à famosa We’re All Together.

Luís

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Comparando High School Musical 2 com High School Musical, sem dúvida ficamos com o primeiro, não que o segundo seja ruim, mas parece algo feito para ganhar dinheiro já que o primeiro fez tanto sucesso.

Esse filme (suponho eu) é o meio do 3º para o 4º ano dos alunos, então eles estão de férias, só que mesmo morando em casas "humildes" eles precisam trabalhar para ajudar nas despesas da casa.
Sharpey que é dona ou sócia ou sei lá o que de um hotel ou algo do tipo, contrata Troy, tentando se aproximar dele, o fato é que ele arrasta todo mundo junto e fazem o que???Trabalham? Não, cantam.
Todos eles estão incertos do seu futuro, e Troy e Gabriella meio que se separam por essa indecisão e por "mancadas" do Troy.

Tratando-se de um musical temos que ver as musicas =D
A que eu mais gostei realmente é "Gotta go my own way", cantada por Gabriella quando se separa do Troy, outra bem legalzinha é "You are the music in me" (embora porcamente traduzida para o HSM: A seleção)
Por outro lado há umas bem chatinhas como "I don’t dance" e "Bet on it" e uma totalmente sem noção, talvez a mais dos tres filmes ( E olha que nem lançou o 3º) que é a que eles cantam algo muito bizarro que tem como refrão "Wakka wakka wakka niki pu pu pu" ou algo parecido com essa fonética.
Há também aquelas legaizinhas mas que ficam esquecidas como "Everyday", mas acho que (como disse o Luis) nenhuma substituiu "Were all in this together"

Quem está acompanhando a sequencia, assistam.

Renan

criado por Luís/Renan    23:51:13 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Poderosa 2

Poderosa 2, 2006, 148 páginas.

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Poderosa 2 é muito mais interessante que o primeiro. Embora os personagens sejam os mesmos, com o acréscimo de alguns poucos, porém importantes, a história foi oxigenada e está mais densa e divertida que a primeira parte da sequência. No segundo livro, Joana Dalva se depara com diversas questões que podem mudar-lhe a vida de alguma forma: a morte da avó e o surgimento de um homem misterioso; Danyelle, sua amiga, que está adoecendo pela obsessão pela magreza e um seqüestro resultante de uma aventura perigosa.

Embora esse livro seja menor que o primeiro, os personagens foram mais bem trabalhados e nós somos apresentados a problemas muito pessoais que cercam a vida de cada um. Além de o autor ter optado por um pouco mais de drama, ele criou situações de aventura que não existe no primeiro livro, fazendo com que a leitura seja mais fácil e mais divertida. Eu não consideraria esse livro como literatura, afinal, ele se assemelha ao livros que li da Bruna Surfistinha, no entanto, não há a pornografia contida no livro da autora (?!?) citada.

Sabe quando você terminou de ler um livro e está esperando pela chegada de um determinado livro na biblioteca? Então, nesse intervalo de tempo leia o primeiro e o segundo livros da série Poderosa.

Luís

criado por Luís/Renan    19:05:50 — Arquivado em: Livros

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Desventuras em Série - O Filme

Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events, 2004, 113 minutos.

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Nem de longe é um filme bem adaptado, não sei se o diretor imaginou que não faria sucesso e não haveria mais continuações ou sei lá o que, o filme abrange os 3 primeiros livros, mas não na ordem cronológica, e sim em uma inventada seguindo padrões para dar um desfecho no filme, sem margem para continuações.

Apesar de tudo isso, é um filme que eu gosto muito, o lado surrealista do filme, as atuações muito boas (exceto Jim Carrrey, que estragou o filme, não sei se era o que estava escrito no roteiro ou ele inventou e transformou o Conde Olaf em um vilão-palhaço), a mensagem (mesmo que não trasmita isso tão claramente nos livros) de união, tornaram desse um filme agradável.

Tia Josephine, junto com os três orfãos são os melhores atores, porque a sequência deles é fiel aos livros, além de ser muito engraçada, com as paranóias dela. Outro ponto positivo é a beleza dos Baudelaire, nunca imaginei que eles fossem bonitos, mas isso torna mais um atrativo, com atenção especial a Violet. Outro acerto foi começar com aquele elfo, que sintetiza toda a fala do autor de que "se querem ler uma história bonita troquem de livro" .

Lembrando que é a história dos três orfãos que passam de tutor para tutor, depois que seus pais morreram graças ao Conde Olaf que os persegue e quer a herança deles. Com certeza vale a pena ver, pois é um bom filme para quem não leu, e quem leu…tenha um pouco de vista grossa e tente captar o lado bom do filme.

Renan

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Fiquei três semanas indo à locadora a fim de pegar esse filme. A série de livros é muito boa, logo imaginei que o filme também o seria. Finalmente, consegui assisti-lo e cheguei a conclusões um pouco infelizes a respeito da produção.

 

Negativo: Acho que destruíram a magia que havia em imaginar os aspectos descritos no livro, afinal, eu jamais imaginei que a casa da Olaf fosse a mansão apresentada pelo filme. Tudo bem que a moradia do primeiro tutor é horrenda, mas mesmo assim luxuosa de alguma forma e diferente do que se pensa ao ler o livro. Eles parecem não aproveitar melhor a importância de cada personagem secundário, como a Juíza Strauss, que quase nem entendemos a função dela na história. Já personagens principais são tranformados em insignificantes, como Dr. Montgomery, segundo tutor legal dos Baudelaire. O personagem aparece e some em dez minutos e soa confuso em metade do tempo em que aparece. A fragmentação que fizeram ao cortar o primeiro filme, introduzir o segundo e terceiro entre a parte inicial e a parte final do primeiro livro foi infeliz, porque faz com que surja um situação que em momento algum acontece no livro e não acho legal essas modificações que os roteiristas fazem, a não ser que seja inviável a filmagem da forma como ela realmente é. Não é esse o caso, logo poderia ter sido fiel à obra original. Não gostei também das revelações que são mostradas no filme, como se aquelas coisas tivessem acontecido nos livros. O primeiro livro foi adaptado estranhamente, o segundo mais estranhamente ainda e, considerando o que eu estava achando sobre o filme até que começassem as cenas que equivalem ao terceiro volume, a adaptação do terceiro livro me impressionou.

 

Positivo: Gostei bastante da escolha dos atores que interpretariam os órfãos Baudelaire. Embora o livro sugira que Violet seja bonita, algumas poucas ilustrações que me faziam crer que ela dosse totalmente diferente do que é mostrada  no filme. Se era essa ou não a intenção do autor, eu não sei, mas eu gostei bastante. O ator que interpreta Klaus também não fica atrás e faz um trabalho agradável; a criança que interpreta Sunny é bem interessante e carismática, tal qual eu imaginava a órfã caçula. Talvez o excesso de caras-e-bocas exageradas que Jim Carey faça durante o filme seja conflitante com a descrição de Conde Olaf na série, afinal, ele é mostrado como irônico, não um palhaço; mas, de qualquer forma, achei divertido vê-lo como o arquiinimigo nas crianças. Não gostei muito da interpretação do ator que interpreta Montgomery, mas não posso culpá-lo pela falta de carisma, afinal, o segundo livro foi tão mal adaptado que o ator teria dificuldades de trabalhar melhor o seu personagem. O que dizer de Meryl Streep e sua Aunt Josephine? Esplêndida! Há em sua interpretação um quê de exagero, mas é exatamente assim que Tia Josephine é caracterizada na descrição do autor. Sem dúvida, a personagem que melhor se destaca na produção, além dos jovens Baudelaire. Em relação ao Sr. Poe…bem, este está tão chato no filme quanto nos livros, então imagino que a atuação do ator tenha sido boa.

 

Àqueles que nunca leram o livro, o filme pode parecer bom, mas não creio que o filme seja capaz de incentivar a leitura dos outros livros ainda não adaptados da série. Aos outros que leram e que, assim como eu, preferem que seja fiel à obra original (a não ser é claro que tenha intenção de melhorá-la de alguma forma), não gostarão muito do filme. Particularmente, achei um filme razoável e acho que seria um ótimo entretenimento para a Sessão da Tarde.

Luís

criado por Luís/Renan    21:36:42 — Arquivado em: Filmes

domingo, 6 de julho de 2008

A Bússola de Ouro

The Golden Compass, 2007, 113 minutos.

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Quando vemos o pôster do filme pensamos em algo no estilo Harry Potter/ Crônicas de Nárnia/O senhor dos anéis. E é bem isso mesmo, mexe com a fantasia. Conta a história de Lyra que é uma órfã que foi criada por uma universidade e tem como tutor ou algo assim Lorde Asriel. No mundo deles, todas as pessoas tem um daemon, um animal que representa seu humano em uma forma animal, ou seja, sofre como o seu dono, fica triste e um não vive sem o outro. Ela decide ir atrás de respostas, com a Bússola de ouro, um objeto que responde às perguntas de um modo subjetivo e cabe a Lyra interpretá-lo.

Lorde Asriel (o 007) não me parece muito importante como ator, é mais um personagem terciário. A garotinha atua bem, não em lembro de ter visto outro filme com ela. Já Nicole Kidman se saiu muito, muito bem como vilã. Os Efeitos Especias, algo que chama atenção para o filme são muito bem feitos, dignos de Senhor dos anéis.

Mesmo com tudo isso, acho que faltou algo a mais, não consegui me apegar aos personagens, não há uma quimica, mas temos que esperar para ver suas continuações. Mas sem duvida é um filme bom.

Renan

P.S: Lembrando que não li os livros, então não sei se é uma boa adaptação.

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Dentre os filmes que envolvem um mundo imaginário, assim como as séries As Crônicas de Nárnia e Harry Potter, a Bússola de Ouro foi um dos filmes que eu mais gostei. O filme, como um todo, é bem interessante; tanto a história (a forma como o roteiro foi feito) quanto o efeito causado pela boa produção do filme faz com que seja agradável assisti-lo. Sem dúvidas, é um filme totalmente recomendado.

Na minha opinião, um dos fatores inquestionáveis para o resultado final do filme, que é muito bom, foi a digitalização adequada dos dimons. Não há exageros; os animais até mesmos se parecem com animais verdadeiros e as tranformações de Pan, o dimon de Lyra, foram muito bem elaboradas. Em outras palavras, o filme não parece ser um poço de efeitos especiais pra lá de duvidosos.

Outra coisa que achei bem interessante foi a interpretação de Nicole Kidman: eu nunca a havia visto como vilã. E sua personagem não somente é perigosa como també é simpática. Não pude deixar de simpatizar com ela. Achei engraçado o fato de o seu dimon ser um macaco, porque o macaco possui os trejeitos vilanescos que a personagem não apresenta a maior parte do filme. Acho até que a melhor cena do filme é aquela que em ela aconselha Lyra a não desafiá-la e a garota faz exatamente o oposto. Ponto positivo para as intepretações agradáveis e convincentes de Nicole Kidman, como Mrs. Coulter, e a garota que interpreta Lyra.

O único erro foi ter transformado aquela voz do urso de armadura num trovão rouco, como se aquela voz lhe transmitisse bravura. Na minha opinião, aquilo foi ridículo. Mas passei a ignorar esse pateticismo depois que vi a segunda melhor cena do filme: a luta do Rei dos Ursos e Iorek. Vale muito a pena ver esse filme e eu espero ansioso pra ver Nicole Kidman arrasando de novo no próximo filme da série.

Luís

 

P.S.: Uma pergunta que não me saiu da cabeça: será que é verdade o que Marisa Coulter disse à Lyra sobre a sua mãe?

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criado por Luís/Renan    01:17:43 — Arquivado em: Filmes

sábado, 5 de julho de 2008

Agente 86

Get Smart, 2008, 110 minutos.

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Filme regular. De comédia, porém com poucas cenas engraçadas.
Entre as poucas, há uma muito boa: a do banheiro do avião e a da dança com a "gordinha".

É a história do CONTROLE (a organização "do bem"), que é atacado pela KAOS, uma "facção" que utiliza bombas radioativas; nesse ataque, os melhores agentes do CONTROLE são descobertos, então sobra para Smart, um analista que acabou de ser promovido a agente 86 e a agente 99, uma mulher que fez muitas plásticas e por isso tem o rosto desconhecido. Com pouca experiência, ele mais atrapalha que ajuda na missão de descobrir o que os líderes da KAOS pretendem.

Filme pouco recomendado, mas quando estiver sem nada pra fazer assista-o.

Curisosidade: Agente 86 foi uma série que teve 5 temporadas, e foi inspirada em um James Bond comico, já que naquela época 007 era febre.

Renan

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Sabe aquele filme que você olha pro pôster e tem a sensação de quem vale a pena?! Pois é, é este. Quando vi Anne Hathaway no pôster, logo deduzi que o filme seria interessante. Não que eu tenha visto grandes filmes com essa atriz, pelo contrário, apenas assisti ao O Diabo Veste Prada, mas sinto que ela escolhe bem as produções em que atua. Parece que acertei.

 

O filme começou sem muito ânimo, mas logo ficou interessante. A forma como ocorre a primeira interação entre 86 e 99 é engraçada e a sequência que a segue também. Carell não é um ator brilhante, mas fez um bom trabalho nessa produção; Anne Hathaway está fantástica. Acho que o que faz desse filme tão agradável é a química que há entre os atores; ambos têm olhares comunicativos, as cenas entre eles fluem com naturalidade, independentemente de ser engraçada ou não.

 

Não posso deixar de ressaltar as  melhores cenas do filme: a dança, em que 99 dança com o anfitrião, que é suspeito de crimes, enquanto 86 dança com um dócil moça tamanho EG (nesse cena, é possível se lembrar do famoso pulo de Baby, de Dirty Dancing); os raios laser, pelos quais 86 e 99 têm que passar. Há inúmeras outras cenas interessantes, mas essas são as melhores, na minha opinião. Apesar de ter quase 2h de filme, não nos cansamos em nenhum momento. Não posso me esquecer também de que a música 4 Minutes, da Madonna com o Justin, faz parte da trilha sonora do filme e é tocada duas vezes: uma em uma cena muito conveniente e nos créditos finais.

 

Não sei se o filme terá uma continuação, mas acho que não. Até espero que não, uma vez que esse filme seja bom e uma continuação poderia destruir a reputação desse primeiro. Ótima escolha transformar Get Smart em Agente 86; óbvio que não foi idéia dos tradutores, que provavelmente pegaram essa "tradução" do seriado que passava na TV e que já tinha "Agente 86" como título. Filme recomendável, para todas as idades, até porque, quando fomos ao cinema, havia algumas senhoras que assistiam ao filme, assim como jovens também. Como disse, Anne Hathaway está muito boa e esse filme me fez atentar mais para os próximos trabalhos dessa atriz.

Atentem: Quando digo que é o filme vale a pena, me refiro à diversão; não acredito que um filme como esse seja capaz de ganhar um Oscar, nem ao menos seria indicado ao prêmio.

Luís

criado por Luís/Renan    20:25:49 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Coração Ferido

Heartsick, 2007, 327 páginas.

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Livro muito bom. Bem escrito, uma narrativa que dá vontade de ler e principalmente descobrir que é o assassino. O livro conta a história de Archie, um policial que trabalhou 10 anos em uma força-tarefa para prender um serial-killer, no final ele que é capturado, caindo na sua armadilha, e também descobre que é uma serial-killer. Gretchen Lowell. Ela quase o mata fisicamente e psicologiacamente. Dois anos depois, já livre e com Gretchen na cadeia, outro serial killer está á solta, e Archie volta ao trabalho, com ajuda de Susan, uma reporter que investiga todo o caso. Como disse o Luis, a história dos 3 se unem.

Um ponto legal, é que não mostra apenas a perseguição de Archie, mas também relata como foi o cativeiro dele, então ora você quer saber quem é o assassino e quando você está lendo empolgado o capítulo acaba e mostra como ele sofreu nas mãos de Gretchen, daí você começa a ler, o capítulo acaba e mostra Susan ou novamente a perseguição, isso torna o livro bem mais emocionante, como uma novela. Esse livro é o primeiro de uma trilogia, mas ficaria satisfeito se esse fosse um livro único.

O nome é um pouco fraco, pois me lembra romances de padaria, e Gretchen também é horrivel (para os brasileiros), quando comecei a ler, me lembrei de "Conga, la conga…" Altamente recomendado.

Renan

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Coração Ferido é um livro bem interessante. Eu nunca havia ouvido falar na autora que o escreveu, mas gostei do seu estilo logo nas primeiras páginas. A narrativa é empolgante, mas talvez eu tenha gostado tanto quanto eu gostei pelo fato de curtir histórias que envolvam serial killers. E pelo pouco que pude ler na orelha desse livro, a história parecia ser bem legal. Comecei a lê-lo e me prolonguei na leitura por uma semana, devido aos fatores que insistiam em me impedir de ler. Interesante também é o fato de esse livro ter mais duas continuações, sendo, portanto, uma trilogia. Esse livro é altamente recomendável e eu não vejo a hora de chegar nas livrarias a segunda parte da saga de Archie.

Archie é um policial que tivera sua vida modificada após ter sido capturado por Gretchen Lowell, uma famosa serial killer que vinha agindo nos últimos 10 anos. Durante 10 dias, ela o torturou e depois o devolveu, entregando-se à polícia. Após dois anos desse episódio, Archie retoma a liderança de uma nova força-tarefa, a fim de solucionar o caso de um novo serial killer. Uma repórter, Susan Ward, é incumbida da tarefa de escrever uma matéria sobre Archie; para tal, ela passa a acompanhar o policial em suas buscas. Essa recente busca por um maníaco resulta no envolvimento de quatro personagens importantíssimos: Archie, Gretchen, Susan e "ele", o serial killer. Achei a narrativa muito bem estruturada; os flash-backs que intercalam a linha cronológica da obra são muito bem feitos. Há uma densisdade especial nesses momentos, já que o leitor é capaz de simpatizar com Gretchen, apesar de tudo o que ela faz a Archie. Entre esses intervalos, que são as lembranças de Archie, nós podemos nos entregar à dúvida: qual personagem é mais contraditório: Archie ou Gretchen? Que fim está reservado a eles?. Outro ponto muito positivo do livro são os outros personagens, secundários. Eles não são tão importantes para a trama, mas têm sua função fundamental e nós podemos facilmente identificá-los, sem confusões constantes. A personagem Gretchen Lowell é irrestível - apesar de estar na cadeia durante os eventos desse livro, ela é uma personagem absolutamente presente em toda a trama, talvez até mais presente que Susan ou mesmo Archie.

Há dois únicos pontos que achei infelizes no livro. Primeiro e mais importante: o título! Ao ver esse livro, o que me chamou a atenção foi a capa colorida. Sem antentar para o título, eu virei o livro e li um trecho que há atrás. Ainda sem atentar para o título, eu li a orelha; resolvi comprá-lo. Se eu tivesse lido esse título que mais parece ter vindo direto de uma novela mexicana exibida pelo SBT, eu provavelmente nem teria lido o que li, não o teria comprado e teria perdido uma história bem interessante. Não posso culpar o tradutor pela escolha do título, afinal, é uma tradução literal do original [Heartsick]. É nesses momentos que os brilhantes tradutores (sim, os mesmos que traduzem Pet Sematary para O Cemitério Maldito) deveriam pôr a criatividade em evidência e fazer do título algo menos medíocre. Segundo ponto negativo: o processo de contrução do vilão. Gretchen Lowell foi muito bem elaborado, mas o outro serial killer, ao ser descoberto, tem-se a impressão de que seu nome jamais fora citado durante toda a narrativa. E também é tudo muito rápido a forma como ele age próximo ao final do livro. Nós lemos o capítulo em que ele está prestes a fazer mais uma vítima e, de repente, acabou. Embora sejam curtos os momentos finais, eles foram bem desenvolvidos, o que salvaesse pequeno defeitinho.

Contraditoriamente, o que me fez gostar mais ainda do livro foi o final, mas não aquele que envolve o assassino, mas sim aquele que envolve Gretchen Lowell e Archie. Irrestivelmente surpreendente, embora já fosse possível perceber que tipo de relação havia entre os dois. Eu até que gostaria que esse livro fosse transformado em filme, porque seria uma ótima forma de levar às pessoas o conhecimento dessa obra. Penso também que, infelizmente, uma adaptação poderia ser desastrosa, assim como a maioria delas o são. Basta esperar…

Luís

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criado por Luís/Renan    23:05:54 — Arquivado em: Livros
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