domingo, 10 de agosto de 2008
PECADOS ÍNTIMOS

Little Children, 2006, 130 minutos
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Filme bem legal.
Gostei bastante da atuação de todos os personagens…Kate Winslet, do "affair" dela, do qual não me lembro o nome, das 3 vizinhas fofoqueiras, do cara pedófilo, da mãe dele, até das crianças que fizeram seu papel com naturalidade.
O poster do filme pode te fazer pensar em um filme que contenha muita pornografia, e contem, mas é uma pornografia…hmmm…dramatica (não sei nomear essa pornografia, mas é diferente)
Achei também que a frase usada no poster("Neste mundo perfeito os segredos são ainda mais obscuros do que aparentam" )ficou bem legal e resumiu bastantes o filme, já que trata dos pecados intimos de várias pessoas, gostei bastante da parte que aquele policial aposentado salva o pedófilo depois de transformar a vida dele num inferno, gostei da cena em que o pedófilo entra na piscina, gostei de quando os dois principais estão no parquinho e eles se beijam, e etc.
Acho que a coisa mais ruim é a duração, 2h10min, não que seja muito, mas em um filme dramatico, o enredo é lento e te faz ter sono.
Muito recomendável, a não ser que seja noite e você esteja com um pouco de sono.
Renan
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Esse é um filme que vale a pena ser visto. O que há nessa produção é um conjunto de bom roteiro, boa direção e grandes interpretações. O filme ainda consta com nomes de peso, como Kate Winslet e Jennifer Connely, duas grandes atrizes. E "Pecados Íntimos" ainda foi indicado a três Oscar: Melhor Atriz (Kate Winslet), Melhor Ator Coadjuvante (Jackie Earle Haley) e Melhor Roteiro Adaptado.
O fio condutor desse drama é a frustração. Cada personagem tem um problema que o impede de ser totalmente feliz e busca nos outros uma forma de atenuar os seus desgostos com a vida. Há uma escritora cuja vida é limitada devido à filha pequena ao mesmo tempo em que seu marido recorre à internet para poder se satisfazer sexualmente; um outro casal se vê em uma desagradável situação, já que a esposa, fotógrafa, se esforça para poder manter a família, pois seu marido constantemente fracassa nos exames de direito; um policial persegue um ex-presidiário, condenado por pedofilia. Nesse enredo, os personagens acabam se juntando, se conhecendo, se envolvendo e, principalmente, se revelando.
O roteiro do filme é digno de uma indicação ao Oscar mesmo. Bem adaptado, cada situção acontece paralelamente a outra, sem causar confusão. A forma lenta da narrativa permite que nós simpatizemos com cada personagem, sendo eles instáveis, porque definitivamente todos o são em algum momento da narrativa. Em relação às interpretações, podería dizer que são muito boas. Kate Winslet realmente mereceu a indicação, porque faz com que sua personagem, Sarah Pierce, que se vê presa num relacionamento inconsolável, tenha uma presença admirável. Jennifer Conelly também se mostra muito bem nessa produção; Patrick Wilson, no primeiro filme a que asissto com esse ator, revelou-se numa interpretação boa.
As cenas que mostram o pedófilo são as mais ácidas: nelas há o drama de uma pessoa que enfrenta não somente o preconceito de toda uma cidade, mas também a forma infeliz que o desejo domina a sua vida, incapacitando-o de ter qualquer caso normal, sem que uma criança lhe venha à mente. Sua relação com a mãe, que o protege sempre das agressões de um policial, é muito falha, já que a mesma o ama absurdamente mesmo ele fazendo o que faz e ele não consegue retribuir da mesma maneira. Já Sarah e Brad se envolvem em promessas que são incapazes de cumprir, uma vez que tem a ideologia de uma vida melhor, mas não são capazes de abrir mão de suas vidas por algo que afeta as pessoas ao redor. Não conseguem, portanto, abrir mão da rotina em função da felicidade.
As cenas de pornografia que há nesse filme são cuidadosas. Não há vulgariadade, não há exposição desnecessária de corpos nem cenas pudicas, até porque as mesmas não cabem nesse filme. As cenas são bem trabalhadas e o longo período de tempo da produção é o suficiente para que que a trama se finalize sem exageros e sem faltar pedaços. O Renan destacou duas cenas; eu destacaria muitas outras, mas não o farei para não ficar muito extenso. Esse é um filme cuja essência é densa, não há espaços para perda de tempo nem conflitos supérfluos. Cada ator faz sua parte, sem exageros, na medida certa, e a escolha por centrar toda a estória num subúrbio, onde as pessoas não são tão ricas nem tão pobres, faz com que nós sintamos que temos um ligeiro conhecimento da situação de vivência de cada um.
Acho que o título nacional tem a ver com a estória dessas pessoas, mas o título original é mais subjetivo e muito mais interessante. Little Children, ou "Pequenas Crianças", brinca com a situção da vida de casa personagem: todos, em algum momento, se comportam como crianças, ou mesmo estão ligados a uma criança, como é o caso de Sara e Brad (que se encontram por levar seus filhos pequenos para brincar no parque); o pedófilo e a mãe (que o trata como trataria uma criança); o marido de Sarah, que não é maduro o suficiente para se abrir para a esposa, etc. Cada personagem, na verdade, é uma pequena criança, incapaz de amadurecer mentalmente, sofrendo então por causa disso. Não acredito, contudo, que "Pequenas Crianças" seja um título impactante, portanto, a escolha pela adaptação do original foi bem feita. Assistam-no. Vocês não vão se arrepender, mesmo o filme sendo um pouco longo. Não o assistam se estiverem com sono, pois podem acabar dormindo (não que seja culpa do roteiro) e perder um ótimo filme!
Luís
criado por Luís/Renan
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