Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sábado, 27 de setembro de 2008

OS SEM-FLORESTA

Eu (Renan), e minha irmã Flávia (7 anos) vamos comentar um filme que assistimos juntos =D

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Over the Hedge, 2006, 83 minutos, Animação

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Eu gostei do filme.
A parte que eu mais gostei foi quando os outros fizeram uma casa para o guaxinim.
Gostei do esquilo e também quando a gamba virou uma gata e enganou o gato.
O filme é muito legal.

Flávia

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Quando vemos aquela frase: Dos mesmos criadores de Shrek e Madagascar não pensamos duas vezes…os dois são ótimos (mas dos dois prefiro Madagascar) e esse não foge do padrão. Dos filmes infantis posso dizer que esse é um dos melhores, tanto para as crianças quanto para os adultos, pois a mensagem que ele passa fica bem melhor subentendida pelos adultos, como a cena em que o guaxinim abre o Doritos e se forma uma pequena "bomba atômica", fazendo referência a grande quantidade de substâncias químicas no salgadinho, e também todo o lado ambiental do filme, criticando a nossa vida atual, onde há muitos humanos e para abrigarmos todos, roubamos espaços naturais de outras espécies.

Para as crianças é diversão total…os animais foram muito bem feitos e tem aquela carinha de "fofinhos" que tanto adoramos,, onde o esquilinho se destaca, mas ainda acho qeu quiseram imitar o gato do Shrek em uma das cenas, pois os olhos do Hammy, ficam do mesmo jeito.
No meio há cenas de aventura quando Verne vai devolver a comida dos humanos e R.J tenta impedir e acontece tudo de errado.

Com certeza recomendável.

Renan

criado por Luís/Renan    15:33:08 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 23 de setembro de 2008

KILL BILL - VOLUME 1

Kill Bill  - volume 1, 2004, 100 minutos, Ação.

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A maioria das pessoas que conheço vêem esse filme cmo uma obra estúpida e bizarra de um filminho de luta. Eu já acho que esse é um dos filmes mais eficientes que já foram produzidos. Gosto do filme de uma maneia geral; da obra como um todo. Pode-se dizer que há exagero; sim, não ngo que há. Mas qual filme do Jackie Chan, Van Dame ou Schwarzenneggernão há? E, não posso me esquecer de dizer que nesse filme há a junção de três coisas que eu gosto muito: humor, mulheres lutando e um bom roteiro.

O filme já começa com ação. Somos apresentados a uma mulher que fica agoniando, toda mchucada, tentando falar algo, quando um homem atira em sua cabeça. Depois, numa linearidade inexistente, somos conduzidos à vingança da mulher que sobreviveu ao massacre ocorrido em seu casamento e que está determinada a matar o homem que usou atirar nela quando estava gávida: Bill. Então, a segunda cena do filme é uma sequência bem feita, misturando sangue, pancadaria e humor. E também já podemos perceber que o diretor ignora completamente a linearidade, quando vemos que a primeira pessoa a ser morta pela Noiva a verdade é a segunda na ordem cronológica.

Algo que gosto bastante no filme é o uso de efeitos especiais. A intenção do autor não transformar suas personagens em agentes do filme Matrix; quer apenas retratar com muita ênfase que aquelas são pessoas treinadas para o combate e que são capazes de tudo. O excesso também é fundamental para o humor do filme, assim como algumas situações bastante improváveis que são mostradas. A caracterização dos personagens também é bem feita, sendo que cada um é bom à sua maneira e todos são perigosíssimos, mesmo os que demonstram maior inocência.

Nesse primeiro volume, todos os personagens são bem elaborados, principalmente o de Uma Thurman, que está fantástica nesse filme. Sua interpretação é muito boa, dá ao personagem as características adequadas, nada muito exagerado, nada muito ínfimo. Interessante também é notar que os outros personagens aparecem somente quando estão prestes a morrer. O que quero dizer é: ocorre um desenvolvimento maior do personagem quando este está prestes a ser “mordido pela Mambra Negra”, único animal que, com certeza, te mata (isso é explicado no segundo filme). Há algums curiosidades, como um sonoro apito cada vez que alguém pronuncia o nome da A Noiva, nunca vemos o rosto do Bill. Nesse filme também ocorre uma sequência hitchcockiana, em que Elle Driver, a Cobra-Californiana, caminha pelo corredor de um hospital vestida de enfeimeira, com um tapa olho (que será explicado no segundo volume), assoviando uma música que ficará gravada em sua cabeça por muito tempo após ter terminado de assistir o filme.

É um filme cheio de ação, tem uma história interessante, vale a pena ser assistido. É claro que você tem qe estar com a cabeça aberta. Não espere um drama sério, não espere ver um filme com os do Chuck Norris. Aqui há espaço para a seriedade e para o humor ao mesmo tempo.

Luís

P.S.: Quando forem assistir, assistam o primeiro e segundo volumes de uma vez só, na sequência.

criado por Luís/Renan    23:48:33 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O NEVOEIRO

The Mist, 2007, 125 minutos, Terror.

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Gostei bastante desse filme, embora não seja muito fã de suspenses em que envolvam seres de outros planetas e de outras dimensões, como é o caso deste filme, prefiro com pessoas…mortas ou vivas.
Tenho que concordar com o que o Luís disse no cinema: "Esse é um dos filmes mais pessimistas que existem", tudo isso por causa do final que é surpreendente e terrivelmente triste, não sei o que faria se eu fosse o David, provavelmente me jogaria na frente daqueles tanques.

Todo o filme é muito bem elaborado, os efeitos especiais estão na medida certa (exceto quando eles focam mais de perto um dos bichos, meio besta), e as atuações são realmente boas, embora os personagens principais fiquem escondidos quando entra a Sra Commody pois ela rouba totalmente a cena, seja causando raiva (como no meu caso) ou cativando de um modo estranho (como no caso do Luís), [SPOILER ]e acho que todos, pelo menos no cinema, se sentiram recompensados quando o carinha do mercado deu os tiros nela [FIM DO SPOILER]. A velhinha é outra que garante seu lugar no filme, principalmente na cena da ervilha, que leva um pequeno tom de humor ao filme.
O jeito como as pessoas ficam "mumificadas" naquelas teias também ficou muito legal, e a parte em que mostra aquela mocinha com aquele pescoço inchado e estranho ficou muito bem feita
O título condiz bastante com o filme, embora eu não tenha gostado (pois aqui em Rio Claro, um dos candidatos a prefeito chama Nevoeiro) =D
Lembrando que é baseado em um livro do Stephen King

Recomendável

Renan

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Ao assistir esse filme comparei-o com o também bom A Dança da Morte, baseado em outra obra de Stephen King. Quando descubro uma nova produção baseada numa obra de SK, o primeiro pensamento é de que seja ruim, pois a maioria das adaptações não conseguem ser fiéis ao livro queas originou e, no fim, ficam entre o razoável e o abominável. Felizmente, esta produção foge à tendência dos filmes medianos.

Quanto ao roteiro do filme, é muito bom. Há uma linearidade que permite que o espectador compreenda cada acontecimento no filme, se se perder em flashbacks ou flashforwards. O filme tem uma estrutura interessante na caracterização dos personagens, principalmentese comparado a outras obras do autor. Não pude deixar de comparar com A Danaça da Morte. Pode parecer incoerente, mas apesar das diferenças, o filme em sua essência é praticamente igual. Em ambos os filmes, temos um grupo de pessoas que se vêem presos à uma situação da qual não podem escapar: em A Dança da Morte, as pessoas que sobreviveram ao um vírus perigosíssimo se dividem em dois os grupos, aqueles que vão ficar com a representante de Deus e os que ficarão com o representante do Diabo. Em O Nevoeiro, o mesmo acontece. Num grupo grande de pessoas reunidas num mesmo local, é comum haver uma variedade de personalidades, e é isso que ocorre nos dois filmes. Há o bom samaritano, a mocinha, o pai de família, a senhora simpática, a religiosa, o fortão, etc. E também o que há no nevoeiro é muito similar àquilo que já vimos em O Apanhador de Sonhos, também do SK, mas nenhuma estória limita a outra.

O grande diferencial das duas obras é o ponto de apoio que cada personagem toma. Em A Dança da Morte, a religiosa é a representação de Deus e todos querem estar ao seu lado; já em O Nevoeiro ela é a representação da loucura, insanidade e obsessão. Há, no entanto, aqueles que caem em tentação, e conforme o tempo passa e os personagens se vêem cada vez mais confinados àquele supermercado, alguns acabam se juntando à religiosa. Importante também notar que personagem semelhante à da atriz Marcia Gay Harden já foiv ista em outra estóra do autor, Carrie, mas cada personagem é diferente à sua maneira nas estórias. [SPOILER] O que achei mais interessante na narrativa é a forma como a estória brinca o espectador, fazendo com que fiquemos cada vez mais ao lado de David, o mocinho, e contra a religiosa fanática, que passa metade do filme proferindo palavras assustadoras e proféticas e ainda induz seus "seguidores" a atos violentos contra aqueles que não estão do seu lado. E após tudo isso, após ouviros tudo o que ela tem a dizer e sabermos que ela é louca, o final do livro nos faz perceber que nem sempre devemos deixar de dar ouvidos à insanidade, porque, às vezes, por mais horrendo que soa uma determinada afirmação, devemos ouvi-la com atenção. E o final revela exatamente o que mais temíamos: o mal tinha a razão.[SPOILER]

A atuação dos atores é boa, embora não ache que alguma delas seja digna de Oscar ou qualquer outro prêmio. A personagem que mais se aproxima da perfeição, num misto de insanidade e irritabilidade, é a religiosa que insiste em dizer que aquele é o juízo final e que a morte espera por eles. Mesmo assim, apesar do trabalho de Harden, nada no filme é premiável. Eu vi poucos finais tão perturbadores quanto esse. O filme tem quase dus horas de duração, mas isso parece passar tão rápido (ou será que era devido ao eu ter conversado durante parte do filme).

Recomendo que o assistam. Há cenas muito boas, dentre elas eu destaco três: 1) a cena em que uma mulher diz que deixou os filhos em casa e não poderia ficar no supermercado, pois a filha pequena não conseguiria cuidar do irmão menor. Sem saber ao certo o que enfrentará ao entrar no nevoeiro, a mulher some ao sair do supermercado e caminhar ir direção à sua casa. 2) a velha professora atira uma lata de ervilha na cabeça da religosa, quando essa proferia suas palavras ofensivas e 3) a cena final, com a câmera mostrando o carro e as luzes iluminando o interior do carro. O filme é um ótimo entretenimento; sugiro que o assistam acompanhados, à noite, numa chuva. Vale a ena.

Luís

criado por Luís/Renan    00:24:17 — Arquivado em: Filmes

domingo, 21 de setembro de 2008

MOULIN ROUGE

Moulin Rouge, 2001, 126 minutos, Musical.

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 Inegavelmente, 2001 foi o ano de Ncole Kidman. Tanto pelo belíssimo Moulin Rouge quanto pelo suspense Os Outros. Tanto em um quanto em outro, Nicole se destacou e fez sucesso com a crítica e o público. Moulin Rouge é um musical bem interessante, mas há diferença gritantes entre esse filme e alguns outros, como Chicago, em que as coreografias são bem mais técnicas, mais bem trabalhados no quesito dança. Mas falarei mais sobre isso abaixo.

 

Quanto aos atores protagoinstas, Kidman e McGregor, o trabalho é irrepreensível. As cenas entre os dois fluem com tanta naturalidade que parece que os dois esperavam por atuarem juntos há séculos. Cada mínima cena entre os dois é completo, nada ameno. Ou muito engraçada, ou muito romântica, ou muito dramática.  Todos em personagens que aparecem são de importância para a trama e os atores escalados para interretá-los fazem um bom trabalho, cada qual à sua maneira. Satine, personagem de Kidman, com certeza, é uma das criações cinematográficas das quais eu jamais me esquecerei, assim como Hilary Swank em Menina de Ouro ou Kate Winslet em Titanic. Não via McGregor como um ator tão amplo, mas após esse filme eu cheguei a conclusão (assistindo também a algumas outras obras das quais ele participa) que ele é muito bom.

 

Em relação ao figurino e maquiagem: magníficos. O filme representa bem a nossa idealização de cabaré de luxo. Muita dança, muita mulher bonita, muita dança e, principalmente, muito vermeho e sedução. As roupas são muito boas, chamativas como as roupas de prostitutas de filmes clássicos. A fotografia do filme também é bela e é compatível à atuação dos atores: não é amena. Ou é muito claro, ou muito escuro, ou muito vermelho. Veja, por exemplo, a cena musical do Elephant Love Medley, em que há tantas cores e em tonstão fortes que não sabemos se olhamos para os atores ou se prestamos atenção ao cenário. Sobre as músicas, essassão ótimas. O mais legal do filme não é criação de novas músicas, mas sim a reutilização de músicas já conhecidas, como Diamonds Are a Girl’s Best Friend, Material Girl e, numa das sequências mais belas do filme, I Will Always Love You. Essas músicas são mostradas com a mesma perspectiva, mas o timbre é diferente. Essa reciclagem serve para aprimorar as cenas já tão boas Atentem para a sequência O Tango de Roxanne e para a música Your Song.

 

Como disse acima, no primeiro parágrafo, sobre as danças não serem tã técnicas, quero dizer que em filmes como Chicago, eles valorizam a essência da dança, que são os passos bem marcados, o ritmo, a riqueza de passos (veja Cell Block Tango). Já em Moulin Rouge, o entretenimento ocorre com o humor e não com o impacto de uma boa sequênca de dança, como em Chicago. Isso signifca o quê, especificamente? Significa que as danças de Moulin Rouge são forçadas, às vezes, "zoadas", como Spetacular Spetacular. Mas isso não influencia em nada, pois um filme tão denso como ML precisa da descntração dessas coreografias para equilibrá-lo.

 

Moulin Rouge é o filme que deve ser visto. O filme é um conjunto do belo, do poético. [SPOILER] E o que mais gostei, embora seja muito triste, é o final. Já estamos tão acostumados aos finais felizes (ou meia-bocas) de Hollywood, que quando vemos uma obra terminando da maneira que essa termina, nós chegamos a nos revoltar. Mesmo que saibamos desde o começo sobre a doença de Satine, ainda esperamos que eles fiquem juntos…Mesmo com a morte dela, ainda é belo. [SPOILER] Corram as locadora para pegar esse filme, pois vale a pena, tanto pelo atores, quanto pelo roteiro, muito be escrito, por sinal; a fotorafia, as cenas, as danças, tudo vale a pena.

Luís

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Muito muito bom. Daqueles que dá pra assistir umas 10 vezes sem cansar.
O filme é muito bem produzido, as atuações são realmente boas e as musicas são lindas.
Uma das coisas que eu mais gostei no filme foi aquelas misturas com musicas famosas como "Like a Virgin" da Madonna "Smell like a tenn Spirit" do Nirvana, mas a que ficou melhor foi aquela música do filme "O guarda costas"… conseguiram transformar aquele "And IIIIIIII will always love you" muito chato e digno de video de formatura da 8º série em uma cena bonita e emocionante.

Como disse o Luís, Nicole Kidman está ótima, romantica (nas partes em que se precisa ser romantica), sensual e até comica como na cena em que o mocinho da estória encontra-se a sós com ela pela primeira vez, todos aqueles gemidos e "Não Pare, não pare", ficaram muito bom. Embora nunca tenha visto outro trabalho com o Ewan McGregor (pelo menos acho) gostei bastante dele e o casal deles ficou ótimo. Outro que se destaca é o Conde por sua burrice/inocencia.
Junto com tudo isso o filme consegue ter o lado triste, muito bem retratado com a doença de Satine, doença bem plausível, considerando o local que ela trabalha e sua profissão.

O filme também tem aquele lado psicodelico, que eu gostei bastante. O único problma que se pode destacar, é que algumas pessoas podem o achar meio barulhento, (não no meu caso)

Muito Recomendavel

Renan

criado por Luís/Renan    22:50:59 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

UMA MENTE BRILHANTE

A Beautiful Mind, 2001, 125 minutos, Drama.

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Eis um dos filmes que deveriam ser visto por qualquer admirador das artes cinematográficas. Não vou dizer que é um clássico, mas, com certeza, é um dos filmes mais densos ao qual já assisti. Somos apresentados a John Nash, ganhador do Prêmio Nobel em 1994. John Nash criou aos 21 anos uma teoria, que o lançava a genialidade; pouco a pouco, ao mesmo tempo em que se envolve com uma aluna sua, Nash tem sua esquizofrenia agravada.

 

O filme é uma obra das melhores. A direção do filme é muito boa e a atuação dos atores não decepciona em nenhum momento. O roteiro adaptado do filme é muito competente; somos capazes de compreender cada momento do filme, como compreender cada ponto de vista aparesentado. A isso se deve também a interpretação dos atores, que dão um show de talento; Russel Crowe como o complicado Nash e Jennifer Connely como a sensível Alicia.

 

O personagem Nash é um dos mais bem construído do cinema. Crowe fez um trabalho muito bom ao criar características muito próprias, principalmente considerando o fato de Nash realmente ter existido. O que há de mais marcante no personagem é a forma como ele interage com as pessoas, sem conseguir transportar qualquer vestígio de leveza em sua voz. Há um clima pesado e grosseiro nas coisas que diz, apesar de muito inteligente a forma como ele elabora o que diz. As tantas vezes em que o personagem deixa o seu olhar se perder no infinito e a maneira fria como ele fala com quem quer que seja é muito singular. Em contrapartida, está a personagem Alicia. Aluna de Nash, ela se envolve aos poucos com o professor de Física. E os dois se equibilibram, uma vez que há nela a maturidade de relacionamentos que falta a ele. No filme, há duas cenas muito bem criadas: já doente, Nash segura nos braços o filho que chora sem parar, a chupeta caída no chão, e ele sem qualquer reação diante do som angustiante do choro do filho; completamente equibilibrada e abrindo mão de sua felicidade para ficar com o homem que ela ama, Alicia se descontrola ao perceber o marido havia se tornado indiferente a ele e quebra um copo e um espelho no banheiro e chora com desespero. Há inúmeras outras cenas boas no filme, mas essas duas são as melhores.

 

Inquestionvalmente, Conelly mereceu o Oscar por sua atuação, apesar de poder ter sido mais bem explorada. As cenas em que aparecem são dramáticas e pesadas, seus diálogos são poderosos e o silêncio presente em algumas cenas são absurdamente dolorosos. Como eu disse, uma pena não aparecer tanto quanto deveria. Uma Mente Brilhante está entre os meus filmes de drama preferidos. Sem sombras de dúvida é recomendável. Para mim, este é um filme que deveria ser visto, assim como vários outros. Há uma beleza mórbida nesa produção, algo que não é tão fácil perceber se você não conseguir enxergar por trás de cada pequena situação e cada mínima fala que há durante o filme. Não percam a chance de assisti-lo.

Luís

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criado por Luís/Renan    20:44:20 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O SENHOR DA FOICE

Reaper Man, 2006, 285 páginas.

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Na "orelha" do livro está escrito a seguinte frase do autor:

"Fantasia é como o álcool - em excesso faz mal a você, ma um pouco torna o mundo um lugar melhor"

Preparem-se para ficarem bebado então…é preciso muita muita muita imaginação e fantasia para ler esse livro.
A estória é mais ou menos a seguinte: Morte (na maior parte do livro com o nome de José Porta, nome esse que ele próprio se deu) vai morrer, então o com o pouco tempo que ele tem, ele vai trabalhar em uma lavoura, atrelado a essa parte há também Windle Poons, um dos magos da Universidade que morre, ou melhor, não morre, poi Morte se "aposentou", então ele encontra o "Clube do Recomeço" onde muitos mortos vivos se encontram, nessa parte começa a aparecer estranhos objetos que com o tempo viram coisas vivas, mais ou menos como carriolas, e essa enrgia externa começa a dar vida a objetos como palavrões (que se transormam em "passarinhos" que bicam seus donos). Complicado não?!
É um livro muito subjetivo.

Mesmo assim você se aproxima dos personagens como no caso do Windle, em que você acaba tendo dó dele em certas partes ou dos outros magos da Universidade com suas maluquices, mas que rapidamente você acaba se apegando, ou até o José Porta (e eram essas as partes que eu mais gostava)
Recomendavel? Talvez…depende muito da pessoa.

Renan

criado por Luís/Renan    23:14:00 — Arquivado em: Livros

sábado, 13 de setembro de 2008

DESAPARECIDAS

Vanish, 2008, 380 páginas.

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Quando li a sinopse do livro, senti que algo me atraiu naquilo. Mas foi assim mesmo: uma espécie de atração. Embora estivesse determinado a comprar um livro, quando li a orelha desse, mudei de idéia. E só então percebi o comentário de Stephen King,que se referina à autora como leitura obrigatória em sua casa. E eu descobri que Tess Gerritsen se tornou uma leitura extremamente recomendável e seus livros devem agregar à minha estante.

 

Desaparecidas tem uma história bem interessante. Dra. Maura Isles está em sua sala de necropsia, quando descobre que uma paciente dada por morta ainda vive e como se isso não bastasse, a mulher está totalmente fora de controle. Levada para um hospital, lá a morta-viva mata um segurança e faz reféns e tudo parece conspirar para transformar a situação num caos profundo. Esse foi o primeiro livro da autora que li, portanto só conheci seus personagens nessa obra, embora os mesmos já viessem sendo trabalhados há algum tempo, quando outras obras foram lançadas e os personagens possuem características marcantes resultantes de episódios anteriores aos narrados em Desaparecidas.

 

A linha narrativa o livro é bem interessante, pois não entrega os fatos diretamente ao leitor nem cria situações hipotéticas exageradas (alguém já leu Juízo Final, do Sidney Sheldon?) nem fica enrolando durante 300 páginas para fazer uma revelação estúpida no final. E o melhor é que brinca com os personagens e o momento em que eles se encontram, já que ora acreditamos que X é tal pessoa, mas então descobrimos que na verdade é Y a pessoa sobre quem estamos curiosos e X está envolvido com isso tudo. Nada de reviravoltas incompreensíveis nem personagens-chave surgindo após terem sido apenas citado. Há um conexão entre cada personagem e jogo que a autora usa para enganar o leitor não é falho, pois serve para fazer com que nos apeguemos mais aos personagens, apesar de serem dúbios em alguns momentos.

 

O ponto alto do livro, com certeza, é a estrutura da narrativa, dividida em duas partes: os acontecimentos que envolvem a detetive Rizzoli e seu marido Gabriel e a patologista Maura Isles e a história de Mila e a vida que tinha. O interessante é ver como essas duas tramas paralelas se misturam e chegam a confundir o leitor, não negativamente, mas de uma forma positiva e necessária para a compreensão da história, que será mostrada no final. E os personagens são trabalhados de forma a atraírem o público, de forma que possamos ficar do lado deles e buscar entendê-los e até mesmos justificar cada ato vândalo deles. E quanto aos vilões, que ão sabemos ao certo se são mesmos vilões, nada fazemos a não ser ler impacientemente a fim de descobrir quais máscaras cairão no final, que foge à regra dos finais longos e eletrizantes, cheios de conspirações sendo reveladas; nesse livro, há as conspirações vão se dissolvendo até chegar a um final limpo.

 

Recomendo esse livro para qualquer pessoa, pois vale muito a pena. Eu sinceramente não pude relacionar a capa com a história, nem acho que o título nacional soe bem, considerando todo o conteúdo da história. Embora seja uma tradução literal, o título parece destoar do que a história apresenta e a capa é nada mais do que um belo marketing, afinal, nada acrescenta a nós, como muitas capas fazem (alguém já viu a capa de Desespero, de Stephen King?). Pois bem, esses são os únicos pontos negativos que há no livro, embora não interfiram em nada. Leiam-no, vale a pena.

Luís

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Puts…Gotei muito de Desaparecidas.

O primeiro capitulo já é muito legal, toda aquela aventura daquelas meninas perdidas, sem saber o que fazer cheia de esperanças falsas, e a parte da Van que é horrivel, e você se pega imaginando como seria aquele inferno.

O jeito como se narra a vida de Jane também é bem interessante, como ela se envolveu naquele caso e na vida de pessoas que ela nem conhecia e as partes que ela ve na filha um "problema" que a atrapalha no seu trabalho e depois na parte da floresta todo aquele amor reprimido. Junto a ela tem seu marido Gabriel se ve em um novo papel tentando proteger sua nova família. P.s: Achei Regina um nome muito feio.
Mas as melhores partes, também as mais curtas e mais tristes eram a que retratavam a casa de Ashburn, toda a vida sofrida delas (e daquela garotinha que devia ter uns 12 anos) era horrivel, mas o pior é pensar que aquilo pode ( e deve) acontecer com muita frequencia.
Você também acaba se apegando a Olena e Joe, embora no começo tive raiva deles, mas depois acabei acreditando neles e torcendo para que desse tudo certo.

Gostei, mas não muito, das partes da investigação e talz, não sei porque mais fiquei pensando que o "do mal" era aquela pessoa da metade do livro pra frente, e quando ele se revelou nao foi uma surpresa.
O final também é legal, embora gostaria de saber qual foi a história de Mila.

Com certeza recomendável.

Renan

criado por Luís/Renan    23:55:00 — Arquivado em: Livros

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

300

300, 2007, 117 minutos.

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Que filme ruimmm.

Sinceramente não acreditei que o Gerald Gerard Butler, que fez um filme tão bom quanto P.s: Eu te Amo, tenha feito parte de um filme tão besta, e o Rodrigo Santoro que tem toda aquela fama de um ator brasileiro bem sucedido (que na verdade é, não podemos negar que ele chegou bem lonhge até) fez um papel tão ridiculo como Xerxes que dá até vergonha…porque ele tem 2,5 metros de altura? E aquela cara de tarado sexual, muuuittoo sem noção.

É dificil pensar que um fato histórico tenha sido tão mal adaptado e de forma tão bizarra. Tenho muitas duvidas em relação ao filme…aqueles caras horriveis tarados por aquelas mulheres são muito idiotas e porque eles foram inseridos no filme? Será que naquela época existia algo tão bizarro??
Outra coisa que não ficou legal foi a forma da filmagem…é muito efeito especial, mas muito mesmo, parece falso, e aquela barriga super malhada…seria apologia ao uso de anabolizantes? E aquelas paradas estilo Matrix? E aqueles mostros que devem ter desaparecidos depois da Teoria da Evolução?
Acho que sou um acostumado com o típico filme americano e não estou aberto a novas opções, prefiro mil vezes, filmes clichês como Troia

Dado de uma irmã historiadora: "É nítido que é a guerra dos E.U.A retratada de forma que eles pareçam mocinhos, assim com em Pearl Harbor"

Filme Trash
Não recomendavel.

Renan

criado por Luís/Renan    22:41:44 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O AMOR É CEGO

Shallow Hal, 2001.

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No fundo, no fundo, este é só mais uma filme sessão-da-tarde melhorado. Nada novo, nada realmente extraordinário. Apenas uma estória interessante, atores divertidos e capazes e aquela sequência de cenas cujo final já conhecemos: os mocinhos ficam juntos em nome do amor. Clichê demais, mas nem por isso o final deveria deixar de ser visto.

 

Gwyneth Paltrow está muito bem nesse filme. Depois de seu Oscar por melhor atriz em 1998 não a vi fazendo grandes papéis dramáticos no cinema. E nesse filme, como previ, não há nenhuma atuação brilhante. Mas há o carisma da atriz, que faz com que estejamos do lado de sua personagem o tempo todo. Jack Black também está muito bem muito bem nessa produção. Seu personagem não é escancarado, com um humor forçado. Não há isso. Considerando que seja uma comédia romântica, o humor utilizado no filme é ideal. Não há o que tirar nem pôr. E eu gostei da combinação Paltrow-Black; são dois atores carismáticos que me agradam, embora eu realmente prefira os trabalhos dela e não tenha visto muitos filmes bons com ele. A química entre os dois eu acho que fez o filme mais interessante do que poderia ter sido.

 

Em relação ao roteiro do filme não posso dizer muito. Nós já vimos a mesma sequência de idéias apresentadas em inúmeros outros filmes. Como eu disse, nada realmente espetacular, no entanto, não há nada no filme que não valha a pena ser visto. Assistam-no. É uma boa diversão para aquelas noites de chuva, sabe? Você sozinho (ou acompanhado, talvez), sem ter o que fazer (isso não se aplica se estiver acompanhado), daí você assiste o filme.

Luís

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É…realmente é o tipico filme sessão da tarde.
Sabendo disso não se pode esperar uma história bem elaborada ou algo que uma criança de 7 anos não entenda.
Mesmo assim, como a maioria desse tipo de filme é super agradavel para um dia em que não tenha nada para se fazer, os personagens conseguem nos cativar e a dupla dos principais combinaram na medida certa.

A estória ainda nos traz a famosa moral: a verdadeira beleza é a interior, alem de ser "viajada", nos termos de não ser lógica, assim como "De Repente 30", já que conta a estória de um homem que escolhe mulheres por seu tipo físico, até ser hipnotizado por um cara que o faz ver apenas a beleza interior das pessoas (é ai que ele se paixona por uma mulher extremamente obesa, mas ele a ve como uma deusa), e ai está as partes engraçadas do filme, pois quando passa sob visão dele, as pessoas são lindas e depois mostra como elas realmente são, como na cena da balada.
Há outras cenas que marcam o filme também como a da piscina, em que Rosemary (aparentemente magra) pula do trampolim e espirra muita água como se fosse uma baleia saltando na piscina. Ou a do remo em que o personagem do Jack Black fica suspenso pelo peso da namorada.

Filme recomendavel, embora típico

Renan

 

criado por Luís/Renan    16:13:08 — Arquivado em: Filmes

domingo, 7 de setembro de 2008

UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL

Notting Hill, 1999, 122 minutos.

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 Julia Roberts faz filmes atuais. Quando faço essa afirmação não quero dizer que os tópicos debatidos nos filmes sejam os últimos acontecimentos; quero dizer que seus filmes nunca envelhecem e são sempre bons para se assistir, mesmo com 9 anos de idade, como esse, ou 17 anos, como Uma Linda Mulher. São filmes que buscam a essência do ser humano e as emoções que o envolvem, por isso são sempre modernos, por maior que seja o tempo desde o lançamento oficial.

 

Não vou fazer resumo do filme aqui; vou escrever apenas o slogan do filme, que eu achei muito questionador e chamativo, apesar de absurdamente simples: O que pode acontecer quando a maior estrela do cinema se apaixona por uma pessoa comum?. E não precisa dizer mais nada. Só por isso e pelo fato de ter Julia Roberts e o carismático Hugh Grant já soube que seria uma filme que valeria a pena de alguma forma. Julia é uma atriz ótima em comédias românticas, sua especialidade, embora tenha faturado a estatueta dourada pelo drama Erin Brokovich. Hugh é um ator que constrasta com a segurança e imponência de Julia, principalmente se estão atuando juntos, como é o caso.

 

O mais legal desse filme é que não nos identificamos sempre nem com o mocinho nem com a mocinha; os dois por vezes são mesquinhos, chatos, mas são sempre carismáticos e agradam o público, que, algumas vezes, questiona a atitude dos personagens. Chegamos a nos perguntar se, apesar de Ana Scott (Julia) ser a maior atriz do cinema, ela realmente deve agir como age em certos momentos e se Willian (Grant), um mero vendedor, deveria agir de forma tão submissa às vontades dela. É um filme bem clichê, pois sabemos que os dois terminarão juntos e felizes, afinal, isso é uma comédia romântica, no entanto, é possível filosofar um pouco durante o filme, até mesmo pensar que eles merecem ser felizes, embora não juntos.

 

É um filme recomendável, sim. Para os fãs de Julia (cujo cachê foi à altura de seu talento), esse fime é um entretenimento. Para os que não são, esse filme também é um entretenimento muito bom. Não posso me esquecer da trilha sonora belíssima. Cada música aumenta ainda mais a simpatia de cada momento em que os personagens aparecem. Não houve indicações ao Oscar, mas houve três ao Globo de Ouro. Definitivamente, é um filme que deve ser visto.

Luís

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Assim como "O Amor é Cego", "Um Lugar Chamado Notting Hills ", não passa de uma comédia romantica, um pouco mais elaborado, pois você tem que tentar enteder o lado de Anna (Julia Roberts) e com atores que acho melhores também, pois já vi bons trabalhos com os dois, como Letra e Música e esse filme.

A estória do filme nos faz pensar em vários de nossos sonhos, já que Anna, uma super-mega famosa acaba se apaixonando aos poucos por um cara normal (Will), dono de uma pequena livraria, e eu gostei bastante do poster, por passar muito bem essa mensagem.
Como toda comédia romantica, esta não traz grandes obstaculos para total compreensão do filme, com cenas bem legais, e se tratando de comédia, as partes comicas são ótimas, sem aquele exagero, sem piadinhas forçadas, sem cenas que possam te impedir de ver com uma criança do lado…é um filme light, porém muito bom.

Curiosidade: No filme Anna diz que recebeu 15 milhões para atuar no próximo filme e foi essa mesma quantia que Julia Roberts recebeu para atuar nesse filme

Recomendavel para um dia de chuva.

Renan

criado por Luís/Renan    11:17:07 — Arquivado em: Livros
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