sábado, 13 de setembro de 2008
DESAPARECIDAS

Vanish, 2008, 380 páginas.
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Quando li a sinopse do livro, senti que algo me atraiu naquilo. Mas foi assim mesmo: uma espécie de atração. Embora estivesse determinado a comprar um livro, quando li a orelha desse, mudei de idéia. E só então percebi o comentário de Stephen King,que se referina à autora como leitura obrigatória em sua casa. E eu descobri que Tess Gerritsen se tornou uma leitura extremamente recomendável e seus livros devem agregar à minha estante.
Desaparecidas tem uma história bem interessante. Dra. Maura Isles está em sua sala de necropsia, quando descobre que uma paciente dada por morta ainda vive e como se isso não bastasse, a mulher está totalmente fora de controle. Levada para um hospital, lá a morta-viva mata um segurança e faz reféns e tudo parece conspirar para transformar a situação num caos profundo. Esse foi o primeiro livro da autora que li, portanto só conheci seus personagens nessa obra, embora os mesmos já viessem sendo trabalhados há algum tempo, quando outras obras foram lançadas e os personagens possuem características marcantes resultantes de episódios anteriores aos narrados em Desaparecidas.
A linha narrativa o livro é bem interessante, pois não entrega os fatos diretamente ao leitor nem cria situações hipotéticas exageradas (alguém já leu Juízo Final, do Sidney Sheldon?) nem fica enrolando durante 300 páginas para fazer uma revelação estúpida no final. E o melhor é que brinca com os personagens e o momento em que eles se encontram, já que ora acreditamos que X é tal pessoa, mas então descobrimos que na verdade é Y a pessoa sobre quem estamos curiosos e X está envolvido com isso tudo. Nada de reviravoltas incompreensíveis nem personagens-chave surgindo após terem sido apenas citado. Há um conexão entre cada personagem e jogo que a autora usa para enganar o leitor não é falho, pois serve para fazer com que nos apeguemos mais aos personagens, apesar de serem dúbios em alguns momentos.
O ponto alto do livro, com certeza, é a estrutura da narrativa, dividida em duas partes: os acontecimentos que envolvem a detetive Rizzoli e seu marido Gabriel e a patologista Maura Isles e a história de Mila e a vida que tinha. O interessante é ver como essas duas tramas paralelas se misturam e chegam a confundir o leitor, não negativamente, mas de uma forma positiva e necessária para a compreensão da história, que será mostrada no final. E os personagens são trabalhados de forma a atraírem o público, de forma que possamos ficar do lado deles e buscar entendê-los e até mesmos justificar cada ato vândalo deles. E quanto aos vilões, que ão sabemos ao certo se são mesmos vilões, nada fazemos a não ser ler impacientemente a fim de descobrir quais máscaras cairão no final, que foge à regra dos finais longos e eletrizantes, cheios de conspirações sendo reveladas; nesse livro, há as conspirações vão se dissolvendo até chegar a um final limpo.
Recomendo esse livro para qualquer pessoa, pois vale muito a pena. Eu sinceramente não pude relacionar a capa com a história, nem acho que o título nacional soe bem, considerando todo o conteúdo da história. Embora seja uma tradução literal, o título parece destoar do que a história apresenta e a capa é nada mais do que um belo marketing, afinal, nada acrescenta a nós, como muitas capas fazem (alguém já viu a capa de Desespero, de Stephen King?). Pois bem, esses são os únicos pontos negativos que há no livro, embora não interfiram em nada. Leiam-no, vale a pena.
Luís
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Puts…Gotei muito de Desaparecidas.
O primeiro capitulo já é muito legal, toda aquela aventura daquelas meninas perdidas, sem saber o que fazer cheia de esperanças falsas, e a parte da Van que é horrivel, e você se pega imaginando como seria aquele inferno.
O jeito como se narra a vida de Jane também é bem interessante, como ela se envolveu naquele caso e na vida de pessoas que ela nem conhecia e as partes que ela ve na filha um "problema" que a atrapalha no seu trabalho e depois na parte da floresta todo aquele amor reprimido. Junto a ela tem seu marido Gabriel se ve em um novo papel tentando proteger sua nova família. P.s: Achei Regina um nome muito feio.
Mas as melhores partes, também as mais curtas e mais tristes eram a que retratavam a casa de Ashburn, toda a vida sofrida delas (e daquela garotinha que devia ter uns 12 anos) era horrivel, mas o pior é pensar que aquilo pode ( e deve) acontecer com muita frequencia.
Você também acaba se apegando a Olena e Joe, embora no começo tive raiva deles, mas depois acabei acreditando neles e torcendo para que desse tudo certo.
Gostei, mas não muito, das partes da investigação e talz, não sei porque mais fiquei pensando que o "do mal" era aquela pessoa da metade do livro pra frente, e quando ele se revelou nao foi uma surpresa.
O final também é legal, embora gostaria de saber qual foi a história de Mila.
Com certeza recomendável.
Renan
criado por LuÃs/Renan
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