quarta-feira, 17 de setembro de 2008
UMA MENTE BRILHANTE

A Beautiful Mind, 2001, 125 minutos, Drama.
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Eis um dos filmes que deveriam ser visto por qualquer admirador das artes cinematográficas. Não vou dizer que é um clássico, mas, com certeza, é um dos filmes mais densos ao qual já assisti. Somos apresentados a John Nash, ganhador do Prêmio Nobel em 1994. John Nash criou aos 21 anos uma teoria, que o lançava a genialidade; pouco a pouco, ao mesmo tempo em que se envolve com uma aluna sua, Nash tem sua esquizofrenia agravada.
O filme é uma obra das melhores. A direção do filme é muito boa e a atuação dos atores não decepciona em nenhum momento. O roteiro adaptado do filme é muito competente; somos capazes de compreender cada momento do filme, como compreender cada ponto de vista aparesentado. A isso se deve também a interpretação dos atores, que dão um show de talento; Russel Crowe como o complicado Nash e Jennifer Connely como a sensível Alicia.
O personagem Nash é um dos mais bem construído do cinema. Crowe fez um trabalho muito bom ao criar características muito próprias, principalmente considerando o fato de Nash realmente ter existido. O que há de mais marcante no personagem é a forma como ele interage com as pessoas, sem conseguir transportar qualquer vestígio de leveza em sua voz. Há um clima pesado e grosseiro nas coisas que diz, apesar de muito inteligente a forma como ele elabora o que diz. As tantas vezes em que o personagem deixa o seu olhar se perder no infinito e a maneira fria como ele fala com quem quer que seja é muito singular. Em contrapartida, está a personagem Alicia. Aluna de Nash, ela se envolve aos poucos com o professor de Física. E os dois se equibilibram, uma vez que há nela a maturidade de relacionamentos que falta a ele. No filme, há duas cenas muito bem criadas: já doente, Nash segura nos braços o filho que chora sem parar, a chupeta caída no chão, e ele sem qualquer reação diante do som angustiante do choro do filho; completamente equibilibrada e abrindo mão de sua felicidade para ficar com o homem que ela ama, Alicia se descontrola ao perceber o marido havia se tornado indiferente a ele e quebra um copo e um espelho no banheiro e chora com desespero. Há inúmeras outras cenas boas no filme, mas essas duas são as melhores.
Inquestionvalmente, Conelly mereceu o Oscar por sua atuação, apesar de poder ter sido mais bem explorada. As cenas em que aparecem são dramáticas e pesadas, seus diálogos são poderosos e o silêncio presente em algumas cenas são absurdamente dolorosos. Como eu disse, uma pena não aparecer tanto quanto deveria. Uma Mente Brilhante está entre os meus filmes de drama preferidos. Sem sombras de dúvida é recomendável. Para mim, este é um filme que deveria ser visto, assim como vários outros. Há uma beleza mórbida nesa produção, algo que não é tão fácil perceber se você não conseguir enxergar por trás de cada pequena situação e cada mínima fala que há durante o filme. Não percam a chance de assisti-lo.
Luís
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criado por LuÃs/Renan
20:44:20 — Arquivado em: 

Comentário por Gil — domingo, 15 de novembro de 2009 @ 23:52:33
Esse filme é um dos meus favoritos também! Gostei da análise viu… Postei no meu blog algumas das diferenças entre ele e o Nash de verdade, caso tenha curiosidade:
http://worldevolution.wordpress.com/2009/08/08/o-que-e-verdade-em-%E2%80%9Cuma-mente-brilhante%E2%80%9D/
Abraços