Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO

Fantastic Four : The Rise of the Silver Surfer, 2007, 92 minutos.

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Quando fui assistir esse filme no cinema pensei que seria mais um filme de Super-heróis, com vários efeitos e etc…E é isso mesmo, mas sempre falamos isso e sempre a Marvel nos surpreende.

A estória é basicamente a de um ser de outro planeta, o Surfista Prateado, que veio destruir a Terra a mando de seu mestre, mas para fazer isso terá que enfrentar o Quarteto Fantastico. (Para quem não assistiu o primeiro ou nunca ouviu falar. Quarteto Fantástico = Homen Elastico, Homem Tocha, Mulher Invisil e O Coisa)
As atuações são todas boas, apenas o Homem Tocha sempre me dá a sensação de não ter cérebro, e o pouco que tenha tenha fluiu para os braços (Mas acho que era essa a ideia, então suponho que ele esteja bem)
Assim como em Trasformers, Homem Aranha e tantos outros filmes, esse se encaixa no "Alegria Momentanea", ótimo como um filme de entretenimento para assistir com colegas onde ninguem nunca presta muita atenção e a atenção também não precisa ser constante, pois não se perde tanto deixando de assistir certas partes. O humor também está presente nesse filme, como está também no primeiro onde o Homem Tocha se destaca.

Filme de certa forma recomendavel

Renan

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criado por Luís/Renan    20:11:30 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

APRISIONADOS

House of  Nine, 2005, 94 minutos.

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Depois de Jogos Mortais, virou mania dos produtores americanos de criar filmes cuja sinopse seja basicamente essa: "X desconhecidos acordam num casa presos, sem ter para onde ir. Fazem parte do jogo de um maníaco, que está disposto a fazer com que eles vão até as últimas consequências para sobreviverem. Mas…até que ponto uma pessoa é capaz de agir a fim de se manter viva? Seria capaz de matar outra pessoa?". No caso de Aprisionados, a situação é mais ou menos a mesma e se não lermos a sinopse com muita atenção, poderíamos facilmente confundi-la com a de outros filmes.

Nove pessoas sem nenhum tipo de ligação entre si são presas numa casa totalmente lacrada, sem escapatória. Um sadista diz a eles por intermédio de um sistema de comunicação que ganhará U$5.000.000,00 aquele que sair vivo. Importante: só um pode sair vivo. Esse filme lembra muito a segunda sequência de Jogos Mortais, mas se difere em inúmeros outros pontos. Se assistíssemos adiantando o filme, notaríamos que as situações são praticamente as mesmas, assim como o caráter de alguns personagens. No entanto, há uma grande diferença entre as duas produção: Aprisionados vale a pena se assistir.

Não comentarei sobre a história, porque essa todos já conhecem. Comentarei sobre o roteiro e um detalhe no roteiro que faz com que o filme seja interessante. Eles não tem um prazo a cumprir, apenas têm que matar uns aos outros; isso fica bem claro numa das melhores cenas do filme, que é quando os aprisionados resolvem encontrar um meio alternativo de lidar com a dificuldade da situação e tentam se entreter bebendo, cantando, dançando e ouvindo música, embora em nenhum momento se possa perceber uma felicidade realmente óbvia, uma vez que eles estejam tensos por causa do lugar em que se encontram e por estarem sob o controle de um desconhecido. É, então, em meio à tentativa de descontração, que uma morte provoca o alvoroço e faz tudo se desestabilizar.

Podemos perceber também nesse filme que não há nenhum personagem como o Xavier, de Jogos Mortais II, que mataria todos se possível em três segundos. Os personagens de Aprisionados são bem trabalhados; alguns são vingativos, mas o que mais apresenta essa característica tem razões para agir assim. Os outros ponderam entre a insustentabilidade de viver na casa e talvez morrer de fome e a sensação de que a qualquer momento pode ser morto por aquele com quem mais fala dentro da casa. É esse clima de conspiração que se vê durante o filme, nada de gente correndo, gritando, caindo (como sempre acontece em filmes do gêneros) e um festival de sangue.Muito pelo contrário. Em Aprisionados, se ninguém matassse ninguém, eles morreriam de fome, de tédio, de cansaço ou se suicidariam; não há intervenções externas.

Destaque também para a forma como o roteiro aborda os personagens, demonstrando que eles não são os heróis super-resistentes como são os personagens de filmes como Jogos Mortais, Grito de Pânico, Jogos Sangrentos (os dois últimos muito ruins, por sinal), entre outros. Existe um momento que em as emoções desaparecem, os objetivos os abandonam e nada resta a eles senão matar um ao outro ou esperar pra morrer. E a narrativa também é interessante; não há flashbacks incovenientes tentando explicar aquilo que durante o filme não foi possível, não há moralismo em excesso e os personagens são todos principais, afinal, quando pensamos que aquele é principal, o roteiro dá enfoque pra outro personagem, voltando depois para aquele primeiro, que morre. E assim vai, fazendo com o que espectador conheça um pouco (porém suficiente) de cada um dentro da casa. As interpretações não são exageradas e os atores realmente convencem considerando a situação em que estão inseridos.

Aprisionados não é um filme que pode ganhar prêmios, definitivamente. É um filme para se divertir assistindo numa noite chuvosa (com trovões, se possível, pra entrar mais no clima de suspense e insegurança) com alguém do seu lado que esteja disposto a, assim como você, manter os olhos fixos nos acontecimentos. Eu achei o filme interessante e acredito que valha a pena, apesar de o final ser imbecil, sugerindo um continuação (e que, consequentemente, percebemos que não tem fim). Se você encarar o filme como um entretenimento, com certeza vai gostar. Se quiser achar que verá alguma grande obra ganhadora de Oscar… esqueça, filme errado.

Luís

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criado por Luís/Renan    17:39:02 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

LOVE

Lisey’s Story, 2008, 543 páginas.

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Já li diversos livros de SK e levaria certo tempo para enumerar os pontos interessantes da obra desse autor. Esse livro, contudo, não me agradou e lê-lo tornou-se uma tortura ultra-entediante. É um livro cheio de altos e baixos; mais baixos que altos, infelizmente. A sinopse pareceu bem interessante e por isso o comprei, mas com o decorrer da leitura, percebi que estava enganado.

 

Após a morte de seu marido, Lisey se entrega a uma aventura no mundo em que Scott vivia assim como se depara com a situação estressante de estar com manuscritos inéditos em sua casa, o que a torna alvo dos fãs obsessivos dos livros de seu marido morto. Lisey, então, começa a descobrir os segredos mais ocultos de Scott numa viagem incrível e aterrorizante. A história parece ser legal, mas nas primeiras páginas eu já me deparei com uma monotonia horrível na narrativa, que é dividida basicamente em passado e presente. Há muito passado e pouco presente, quando o presente é que realmente é interessante.

 

Como se tudo isso não fosse o suficiente, eu ainda não consegui simpatizar com os personagens. Demorei muito até que eu entendesse a cronologia da trama e quando eu consegui esse feito, simplesmente não consegui relacionar todos aqueles acontecimentos à mulher de cinquentas que é protagonista da trama. E falta mais densidade de sentimentos. Aliás, falta sentimento. Porque a trama toda é baseada num único sentimento, que é o de tristeza pela perda, no caso de Lisey em relação a Scott.

 

Não há o terror ou suspense que costuma haver nas obras de SK. Há apenas um prolongamento desnecessário de situações que poderiam ser resumidas o máximo possível. Somente cheguei ao final do livro porque eu tinha certeza de que algo grandioso me espararia nas últimas páginas, mas, mais uma vez, me enganei. Muito insosso, muito lento, muito comprido para uma história como a que nos é apresentada. Enfim, não recomendo.

Luís

criado por Luís/Renan    23:15:15 — Arquivado em: Livros
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