Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FIM

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Tentarei fazer uma crítica impessoal do trabalho apresentado. Embora o nosso Blog seja voltado para filmes e livros, o teatro também é uma forma de tornar-se mais culto e também é uma arte que aprecio bastante, por isso acho que devemos dar espaço para comentários a respeito. Nunca havia vito nenhuma peça pessoalmente do Grupo de Teatro Incômodo, mas estudo com uma garota que integra o elenco do grupo Incômodo, que roteirizaram e apresentaram a peça intitulada FIM.

Com devem ter lido ao clicar na fotografia do convite, a peça enfoca uma situação que não parece cabível para o nosso mundo tão bem estruturado, tão tecnológico: e se o mundo acabasse? Como seria a reação das pessoas se fose hoje o último dia de vida? Enfim, a peça mostra situações que são cabíveis ao nosso cotidiano, o que me fez gostar ainda mais. Os personagens têm a oportunidade de fazer aquilo que querem sem se preocupar com as consequências, pois pelo que sabem o mundo terminará no dia seguinte. Nenhum personagem, no entanto, se esforça pra tentar chegar à lua; eles fazem o que é cabível à situação em qu vivem. Podem dar um último abraçar, rever um ente querido, dizer o que vem sendo sufocado, etc. Eis um dos pontos fortes da peça, embora nem de longe seja o melhor!

Sobre os atores, alguns apareceram mais que outros, mas isso em comum em uma peça de teatro. Acho que o grande acerto foi misturar humor com drama; apostando que todo o público fosse atingindo de alguma forma, alguns pelo risos, outros pelo choro. Costumo não achar graça em peças cômicas, porque o humor costuma ser muito parco; nessa peça, no entanto, o humor aconteceu na medida certa, sem grandes extravgâncias e sem muitas piadinhas internas e isso com certeza fez com que eugostasse mais ainda da peça. Vale realçar também o quanto foi engraçado os palhaços imitando a cena anterior, interpretada por um casal. A alternância entre o cômico e o trágico foi importante pra manter um clima equilibrado e suave, assim o público não se sente entorpecido por uma carga excessiva por muito tempo.

Quando disse sobre o grande ponto forte do espetáculo, me referia ao que vou comentar a seguir. Acho que o que mais me surpreendeu foi a última cena da peça, em que uma mulher se abraça a camisa do homem que ama e chora o fato de ele ter partido. Pela primeira vez em toda a peça, vemos “o fim do mundo” de uma forma muito subjetiva, o que, na minha opinião, fez de tudo muito mais legal. Nessa cena, o mundo não termina quando a vida toda na Terra deixa literalmente de existir, mas sim quando algo dentro de nós, aquilo que há de mais explêndido, desaparece. Esse é o fim do mundo da personagem, numa das cenas que achei mais bem trabalhadas durante o teatro e também a mais emocionante. [SPOILER] Outro ponto muito positivo é o fato de o fim do mundo sendo noticiado ser apenas um engano. Logo, quando percebem que o mundo não acabou, que podem fazer os personagens senão se questionar sobre aquilo que fizeram um dia antes, como o caso dos amigos que confessara se amar num dia para no outro sentirem vrgonha da confissão? [SPOILER] Depois de tudo que nós vemos, ficamos com uma dúvida que a peça sugere indiretamente: e se fizermos algo hoje e o amanhã incerto trazer consigo o peso das conseqüêncas desse nosso ato? Mas e se não fizermos hoje e o amanhã não existir?!

Eis o ponto negativo agora. Não é uma crítica à peça, mas sim ao público que insiste em se comportar inadequadamente durante a apresentação, como na cena em que os dois amigos confessam amar um o outro e alguns seres desprezíveis na platéia de manisfestaram de maneira imprópria, fazend barulho, dizendo ofensas, ruídos, etc. Qualquer pessoa que vá ver uma exibição desse nível intelectual deve estar com a mente aberta para as possíveis cenas que o tema possa sugerir e mesmo se acher desnecessário uma determinada cena, o que se deve fazer é manter-s calado, sem manifestações idiotas que atrapalham quem quer ouvir e principalmente quem está no palco atuando. O único momento em que o público tem direito à manifestação é no final, pra aplaudir enquanto os atores reverenciam. Enfim, de uma maneira geral, a peça é muito boa, sim. Pena que não vá sair pra exibição em outras cidades, porque tenho certeza de que muitos iriam gostar.

Luís

criado por Luís/Renan    21:08:45 — Arquivado em: Outros, Teatro

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MAMMA MIA

Mamma Mia, 108 minutos, 2008. Musical.

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O que devo dizer é que esse é o filme que todo mundo deveria assistir quando se sentir mal. É definitivamente um dos musicais mais divertidos e animadores que eu já assisti. O filme todo é uma composição muito bela e fantástica; os atores, as músicas, as danças se interligam em uma harmonia extasiante. E todo o roteiro assim como a fotografia e o misto de humor e dramaticidade que existem no filme servem apenas para ampliá-lo.

Primeiro, comentarei sobre o roteiro. Basicamente, conta a estória de uma garota que, na véspera de seu casamento, envia convites para três homens diferentes, que podem ser seus supostos pais. Isso faz com que a mãe se reencontre com os homens com quem se relacionou há vinte anos. O filme tem uma hora e cinquenta minutos e todos os acontecimentos se desenrolam em apenas dois dias: a véspera e o dia do casamento. O roteiro não se preocupa em desenvolver o passado dos personagens, então, nós os conhecemos a partir do momento em que eles chegam à ilha e Donna está fazendo a recepção dos convidados. Cada personagem relevante para a estória tem o seu momento musical de uma maneira muito peculiar, envolvendo uma característica do seu personagem, como Sophie, com toda a sua precipitação e alegria, cantando Honey Honey; Tanya e sua promiscuidade disfarçada, cantando Does Your Mother Know?, entre outros.

Quanto aos atores, acho que todas as escolhas foram bem feitas. Cada ator está ótimo em seu personagem e todos juntos constituem um elenco de primeira. Quando vi o pôster antes de assistir o filme, achei que Amanda Seyfried estaria abaixo do nível dos outros atores, mas me enganei. Das cenas em que ela participa, duas são muito legais. São elas a cena em que Sophie, sua personagem, está no barco com os seus três convidados e elas cantam Our Last Summer e na cena embalada pela música Slipping Through My Fingers, a qual é cantada por Meryl Streep. Quanto a essa atriz, não sei o que dizer: esse é mais um filme no qual ela se destaca e sua interpretação é fantástica! Cabe a ela duas das mais emocionantes cenas de todo o filme, que são as interpretações as canções SlippingThrough My Fingers e The Winner Takes it All. Não a imaginava num filme musical, mas percebi que ela tem talento não somente em dramas e em caricaturas, como sua personagem em O Diabo Veste Prada; ela também é uma cantora boa e a exploração do seu lado cômico é muito bem explorado nesse filme. Inegável que Pierce Brosnan é o ator que mais tem destaque entre os três possíveis pais de Sophie, mas não posso deixar de comentar que ele, apesar de ter certo destaque, desaparece quando Meryl Streep entra em cena. Para ser sincero, até a revelação Amanda Seyfried está muito mais expressiva que ele. Prefiro-o como James Bond mesmo.

Curti muito as canções, embora nenhuma tenha sido inédita. O fato é que todas fora muito bem interpretadas pelos atores, logo, a inovação aconteceu na forma como eles criaram a cena. Super Trouper é a canção mais divertida e a mais caricata do filme, com todo aquele figurino e a dancinha que remete aos anos 70. Achei a personagem de Julie Walters tão sem graça, que poderia ter sido dispensada, assim como o personagem Bill. No fundo, se mereciam mesmo.

Achei esse filme totalmente recomendável! Vai chega ao cinema de um jeito e sai feliz, querendo cantar e dançar. Quando o filme terminou e eu saía pelo corredor de saída, eu praticamente me sentia um rei dançante (entenderam a piadinha?). Até o pôster do filme eu peguei pra mim. É um realmente bom de se assistir, mas não acredito que vá concorrer a algum prêmio relativamene importante, como um Globo de Ouro. Mas mesmo assim, isso não desmerece a grandiosidade do filme, que é tão sutil mas realmente interessante.

Luís

criado por Luís/Renan    23:14:42 — Arquivado em: Filmes

PREMONIÇÃO

Final Destination, 2000, 98 minutos. Terror.

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 Acho que a virada do século trouxe consigo uma inovação nos filmes de terror e suspense. Os efeitos especiais tornaram-se presentes em filmes com Blade e as franquias Premonição. Acho que essa foi uma virada essencial para quebrar o clima de assassinos mascarados que a década de 90 fez ressurgir. Considero o filme Premonição como um filme muito inteligente, mas não uma obra-prima do horror.

 

Comentarei primeiro sobre as atuações. Esse poderia ser mais um filme de adolescentes chatos sendo mortos um a um; poderia ser mais um grupo imbecil que merece ser morto, mas não é! Os atores se esforçam para trazer realimos àquilo que estão vivendo em cena e por vezes chegamos a acreditar na dor que os personagens sentem, como nas cenas da morte da professora Lewis e o primeiro garoto. utro ponto bastante interessante é a forma como as pessoas morrem, sempre numa complexa sequência que leva a uma morte trágica. Interessante que ninguém morre de ataque cardíaco ou mortes naturais; eles sempre morrem violentamente, o que aumenta a tensão em cada cena e faz com que o espectador tente conectar cada elemento apresentado em cena com  morte em potencial de um personagem.

 

Acho que o grande triunfo desse filme é o roteiro! Os roteiristas foram muito criativos ao criarem essa situação que muitas pessoas questionam e até mesmo foi abordada em inúmeros outros filmes: é possível intervir no momento em que se deve morrer? A abordagem dessa pergunta é muito bem elaborada e muito bem trabalhada durante todo o filme. Fica claro que quando a pessoa não morre no exato momento em que deve morrer, tudo passa a conspirar para que isso aconteça o mais rápido possível. Criativo também o padrão que criaram para a forma como a morte age e as sequências de morte. Para mim, inquestionavelmente, a melhor cena do primeiro filme é a cena em que Lewis morre.

 

Essa é uma franquia que deve ser assistida. Acho, como eu disse, um filme inteligente e, portanto, merce ser visto. Confira a estruturação perfeita da cena em que o avião explode e todas as outras cenas de morte que seguem. Eu as chamaria de irrepreensíveis. O que as torna tão interessante é exatamente o exagero contido nelas. Sugiro que assistam a esse filme; provavelmente vão gostar.

Luís

criado por Luís/Renan    13:06:24 — Arquivado em: Filmes

domingo, 26 de outubro de 2008

HIGH SCHOOL MUSICAL 3 - ANO DE FORMATURA

High School Musical 3 - Senior Year, 112 minutos, 2008. Musical.

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Sem sombras de dúvida, esse é o melhor filme da série. Acredito que eles teham tido maior preocupação em transformá-lo nessa sequência irrestível de danças e músicas exatamente por ser o último filme e pelo fato de os atores não viverem esses personagens nessa mesma situação de novo. Logo, não posso deixar de dizer que esse filme deve ser visto: de todos os três filmes, esse é o melhor!

Quanto à história do filme, não me preocuparei em contá-la, pois é a mesma dos outros dois filmes. O grande diferencial dessa produção são as músicas e as sequências de dança. O Renan fez um comentário comigo uma vez e eu achei extremamente pertinente. Ele disse que músicas de filmes são muito comerciais; elas simplesmente não saem da sua cabeça. Nesse terceiro filme, é exatamente isso que acontece. No segundo número musical, a primeira música ainda está na sua cabeça; no terceiro número, as duas primeiras músicas persistem em ficar lá. Já no final, todas soam juntas, já que não conseguimos esquecê-las. E acho que não são apenas músicas comerciais, mas também músicas interessantes e dançantes, o que combina mais ainda com o filme.

Já as sequências de dança estão magníficas nesse filme. Não são como nos outros, que basicamente é um misto de passos fáceis num ritmo rápido; nesse filme, as coreografias têm um pouco de ballet, como na cena em que Troy e Gabriella dançam no telhado; têm um pouco de jazz, como na cena embalada pela canção A Night to Remember e também um pouco de street dance, como na cena em que Troy e Chad dançam no ferro-velho. Também não posso deixar de comentar as inúmeras referências a outros filmes, entre eles Chicago, numa sequência interessantíssima em que Sharpay e Ryan dançam a música I Want it All. É impossível não notar a semelhança entre a coreografia dançada pro Troy e Chad em The Boys Are Back e o clipe Thriller do Michael Jackson.

Não sei o que dizer quanto às atuações. Para mim, a melhor personagem continua sendo a Sharpay e a Ashley Tisdale é a atriz mais convincente no papel que lhe foi dado; Vanessa Hudgens está como esteve nos outros dois filmes. Zach Efron parece ter evoluído como dançarino, mas continua um ator muito insosso e dispensável. Gostaria de ressaltar que é dele uma das cenas mais criativas, que consiste num cenário que gira conforme o ator canta, fazendo com que ele escorregue a todo os instantes. Interessante a introdução da personagem Tiara e uma das cenas finais que a envolvem, mas, de uma forma geral, ela é dispensável para o filme.

Definitivamente, é um filme bem produzido. Eles não perdem tempo com o que é desnecessário e acredito que entre todos os filmes da série, esse é o que tem mais números musicais. E a forma como o filme termina me fez crer que essa não será uma espécie de trilogia falha, como Jogos Mortais, que atualmente está indo para a quinta produção. Aquele final, já num tom nostálgico, dá a entender que nesse terceiro flme encerrou-se toda a trama e, portanto, não haverá mais continuações. Eu realmente espero que assim seja assim, pois acho que a história e os personagens ficarão desgastados se isso se prolongar mais. Realmente, High School Musical 3 é um filme que deve ser alugado, assistido. Talvez deve ser assistido duas ou três vezes. No cinema, chegaram ao ponto de aplaudir o filme quando terminou…

Luís

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Hmmm…filme surpreendente.
Fui ao cinema meio que com vergonha de pedir entradas para assistir High School Musical 3 e medo de ser um filme tão comercial (uma sequencia desnecessária) como foi o 2º. Estava pronto para cuspir pra cima novamente.
É um filme 375 vezes melhor do que eu poderia esperar e eu fiquei 375 vezes mais triste do que eu poderia pensar com aquele final…tão definitvo. Tão final.
Com certeza é o melhor da trilogia com as melhores musicas e as melhores coreografias (seguido de perto pelo 1º filme). Acho que só agora agora os atores podem ser denominados atores verdadeiros.

Tudo que eles guardaram foi bem recompensado agora…os cenários estão deslumbrantes, a coreografia impecavel, as músicas, grudantes como sempre (aliás, estou digitando ouvindo uma delas), aquele lado subjetivo e psicodelico foi muito muito bem usado, como em "I Want it All" ou "Boys are Back" usando um cenário diferente da escola (essa foi uma das maiores surpresas, nunca esperei que somente os dois pudessem fazer algo tão legal, e aquelas crianças então…)
Mas com certeza a melhor é "A Night to Remenber"…muito boa, seguida da "Dança da Valsa"
A única que destoou um pouco foi a última (tudo bem que
é um fechamento) com aquele "…High School Musical…"
Sim…aplaudiram quando o filme terminou…

Sem vergonha, sem humilhação. Vá ao cinema

Renan

criado por Luís/Renan    11:08:58 — Arquivado em: Filmes

sábado, 11 de outubro de 2008

SUPER HERÓIS: A LIGA DA INJUSTIÇA

Disaster Movie, 90 minutos, 2008. Comédia.

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Esse definitivamente não é o filme mais divertido que já vi. Para ser sincero, esses filmes cuja intenção é fazer uma comédia escrachada normalmente tendem a ser chatos. Por isso opto pelas comédias românticas e comédias ao estilo American Pie (ressalva: só o primeiro e segundo filmes da série são assistíveis).

Não é o tipo e filme que recomendo para que pessoas que querem dar boas risadas, porque não há cenas realmente engraçadas. Há uma linearidade bastante interessante no filme: o filme mantém um nível de humor que não varia muito, ou seja, as cenas têm um humor muito bobo e prosseguem assim durante quase todo o filme. Em muitos outros filmes, essa linearidade não existe e acontece aquilo que se vê em Os Espartalhões: inúmeras cenas ruins e duas relativamente engraçadas. Em Super-Heróis, o humor existe, embora seja ressaltado apenas em algumas poucas cenas.

Dentre as cenas destacáveis, posso citar a imitação que fazem de High School Musical, que achei bem feita para uma paródia. Há também a cena de luta entre as duas mulheres num ringue. O engraçado da cena está no exagero descomunal (porém existente) que há nas lutas fakes norte-americanas (cujo nome eu não me lembro). Há algumas outras, como a Prineca Encatada comenando sobre a dificuldade de correr com sapatinhos de cristal; Alvin e os Esquilos, tão simpáticos e de repente monstruosos e algumas piadinhas inteligentes, como Juno perguntando à Encantada o nome do onto que ela vive.

De uma maneira geral, é um filme relativamente besta. Há algumas poucas cenas engraçadas, mas também há cenas bem entediantes, como quand o meteoro cai sobre Hanna Montana. É o tipo de filme que deve ser assistido com última opção (para o caso de se querer assistir uma comédia). Talvez, naquele dia em que qualquer coisa serve, essefilme é aconselhável.

Luís

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Como disse o Luís é mais uma comédia exagerada, parodiando filmes famosos. Com certeza as melhores cenas do filme são:
A princesa encantada sobre os sapatinhos de cristal (muito bizarro), os esquilinhos super macabros (chega a ser nojenta a cena em que eles comem a Juno, mas tinha esperança que eles comessem mais alguem), a Princesa falando que ela vivia no bueiro e só, apena isso mesmo, o que deve contar uns 10 minutos de filme.
Em contradição há cenas extremamente inúteis, como a que aparece o Batman, e aquele boneco sendo arrastado, o Hancock, o Huck, o Homem de Ferro e vários outros que passam e depois de 3 minutos você já esqueceu de que eles atuaram

Nesse filme tive dó de duas pessoa, a atriz que tenta imitar a Angelina Jolie em "Proucurado", pois é a mesma que fez "Os Espartalhões" me fazendo ver que ela é uma atriz "zuada" e se houver outro filme que ela atue, provavelmente será algo nesse estilo ou tipo American Pie, onde seu corpo será mais importante que o cerebro (Parecido com o que acontece com a Daniele Winnits) e também do ator que imita ele mesmo, o Principe Encantado (O que leva uma pessoa a zuar seu próprio trabalho?)

Nem sei porque fomos assistir esse filme
Não recomendavel.

Renan

criado por Luís/Renan    23:56:08 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O PROCURADO

Wanted, 105 minutos, 2008. Ação.

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Queria ir ao cinema assistir alguma coisa. Estava sem expectativas, nem sequer sabia o que estava passando. Então, vi esse filme e decidi assisti-lo. Era uma segunda-feira e tinha três pessoas na sala. Gostaria que elas não estivessem, assim poderia vibrar com toda a euforia que sentia com cada cena desse filme que, sem sombras de dúvida, foi um dos melhores que eu assisti esse ano!

 

Fala sobre um rapaz que tem uma vida medíocre, sendo sempre humilhado pela patroa e sendo traído pela namorada, que transa com seu melhor amigo. Um dia, no entanto, ele começa a ser perseguido e posteriormente descobre que seu pai, que ele nunca conheceu, trabalhava para uma fraternidade de assassinos profissionais e foi morto; agora, o homem que matou o seu pai pretende matá-lo também e ele é o único que pode detê-lo. Nessa linha narrativa, surgem as figuras sólidas dos personagens de Angelina Jolie e Morgan Freeman, que têm a intenção de transformar Wesley, o procurado, em um assassino tão habilidoso quanto o pai fora.

 

As interpretações dos atores são muito boas, destaque especial para James McAvoy, o fauno de As Crônicas de Nárnia. Sua interpretação é bastante significativa para a estória e equilibra bastante o filme, que é meio tenso e também conta com cenas de humor, sendo que boa parte delas vem do personagem Wesley, interpretado por McAvoy. Angelina Jolie também está muito à vontade em sua personagem Fox, demonstrado uma naturalidade incrível e muito mais segurança (e naturalidade) do que em Sr. e Sra. Smith, no qual também interpreta uma assassina. Morgan Freeman serve mais para conduzir a estória e costurar os pontos soltos, dando uma linha de continuidade mais inteligente às cenas. Quanto as interpretações, na minha opinião, estão na medida certa.

 

Os efeitos especiais são muito bons. Quase todas as cenas do filme merecem destaque quantos aos efeitos, sejam eles os mais bobos, como quando Wesley quebra o teclado na cara do melhor amigo, ou mais elaborados, como quando Wesley assassina um homem num carro blindado. Há também sequências muito bem realizadas, como o treinamento qu Fox aplica a Wesley sobre o trem e os dois correm para pegar uma fita presa e também as cenas que envolvem os tiros em curva foram bem interessantes, considerando o contexto do filme, é claro! Efeitos especiais: OK.

 

Quanto ao roteiro não tenho o que reclamar. Gostei da forma como o roteirista foi moldando os personagens desde o começo, quando demonstram ser de um jeito, até o final, quando mostram ser totalmente diferentes do que são. Gostei, principalmente, de uma alusão interessantíssima que existe no filme sobre [SPOILER] Sloan armar todo aquele treinamento a fim de que Wesley mate o próprio pai que, ao contrário do que disse Sloan no começo, continua vivo. É mostrado, então, que quem vem matando os membros da fraternidade é o pai de Wesley devido às mentiras que foram criadas por Sloan e na cena inicial é mostrado um homem sendo morto por ele. Já no final do filme, quando Sloan consegue fazer com que Wesley mate o próprio pai, Fox diz que eles o treinaram muito bem e já na úlima cena, é mostrada mais uma vez a cena inicial, sendo que desta vez é Sloan quem cai na armadilha de Wesley, sendo que a armadilha é a mesma que o pai de Wesley criou para matar um membro da fraternidade. A ironia está no fato de terem feito com que ele matasse o pai e ainda sim treiná-lo o suficiente para que ele se tornasse como o pai. [SPOILER] Roteiro: OK.

 

Se eu recomendo esse filme? Se sombras que dúvida que eu o recomendo. Vale muito a pena asssiti-lo. Mas devo fazer uma ressalva: para ver esse filme sem se incomodar com alguns absurdos, deve-se estar contextualizado com o filme: aqui, as balas fazem curvas indescritíveis, os tiros viajam quilômetros, as fraturas se curam em horas. Não achem um absurdo! Compreendam o contexto e com certeza curtirão bastante essa produção que, como eu disse, foi uma das mais surpreendentes que assisti esse ano.

Luís

criado por Luís/Renan    00:17:54 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

CAÇADORES DE MENTES

Mindhunters, 106 minutos, 2005, Suspense.

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Esse é o tipo de filme que prende o espectador. O mais interessante desse filme é ver Kathryn Morrins, a detetive Lilian Rush do seriado Cold Case, atuando em uma produção não-televisiva. Outro fator bem interessante que percebi durante o filme é uma sutil ligação com o livro And There Were None, da Agatha Christie, em que as pessoas vão morrendo conforme um padrão, que no caso do livro é um poema sobre dez negrinhos, que dá o título nacional ao livro. O filme mostra de estória de sete profilers que vão a uma ilha sob a supervisão de um oficial do FBI para um treinamento de análise de perfil. Chegando lá, o que deveria ser uma encenação se torna um crime de verdade e todos ficam sem poder sair, sob o controle do assassino, que nem eles mesmo conhecem.

Se vocês analisarem o filme, perceberão que ele remete a alguns dos clássicos do terror, como Sexta-feira 13 e Halloween por causa da otografia sempre escura e também por causa dos ângulos de filmagem, como na cena em que todo desmaiam após tomar o café. A estrutura do roteiro facilita a compreensão de quem assiste; não há reviravoltas mirabolantes feitas exatamente para confundir e eles criam um clima interesante ao mostrar a morte de cada personagem, até que restam três deles e ficamos realmente em dúvida a esses, pois nessa parte do filme começam algumas cenas implícitas e de mortes hipotéticas (às vezes, até demais!).

Há, no entanto, sérias restrições quando a algumas sequências, principalmente as que envolvem mortes premeditadas, porque podemos perceber que em nenhum momemto há certeza de que quem vá morrer é aquele que o assassino espera que morra. [SPOILER] Por exemplo, no caso do café, como o assassino tinha certeza de que todos tomariam o café e o sonífero agiria pela mesma quantidade de tempo em todos? Na primeira morte, como o assassino saberia que seria exatamente aquele que iria a frente dos outros?! [SPOILER] Embora no final seja explicado, é perceptível a qualquer pessoa que é um raciocínio infundado, uma vez que a personalidade da pessoa não garante que vá agir todas as vezes da mesma forma.

Interessante também atentar para a atuação dos atores. São interpretações cabíveis; nada espetacular, porém nada pobre. Quanto a Kathryn Morris, praticamente repetiu seu personagem pensativo de Cold Case. Val Kilmer numa partipação mínima e sem grande destaque. No entato há uma cena de grande intensidade, que é uma das cenas finais. Os espectadores mais espertos compreenderão. [SPOILER] O assassino diz que cada um morreu por causa de seu maior vício e quando está prestes a matar um personagem, descobre que o maior medo dele, na verdade, é o que o mantém mais vivo. [SPOILER]

Esse é um filme despretensioso. Se você assisti-lo ignorando o detalhe que eu disse acima, com certeza o achará divertido e até mesmo poderá assisti-lo mais vezes. Recomendável, sim. Não é um filme que concorrerá a prêmios, mas é um passatempo interessante. Importante ressaltar também que o filme não dá dicas de quem seja o assassino, portanto, não perca seu tempo analisando: o assassino pode ser qualquer um, com exceção dos que morrem. Ou seja, não é um filme feito para se pensar, apenas para curtir.

Luís

criado por Luís/Renan    23:39:36 — Arquivado em: Filmes

sábado, 4 de outubro de 2008

DUBLÊ DE CORPO

Body Double, 2004, 414 páginas, Romance Policial.

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 É o segundo livro de Tess que li. Gostei tanto quanto gostei de Desaparecidas.  Nesse romance, Tess nos conta uma história que envolve presente e passado da Dra. Maura Isles. Uma mulher é encontrada morta em frente à casa da doutora e acaba sendo confundida com ela tamanha a semelhança entre as duas. Para que não restasse dúvidas quanta aquela coincidência, o teste de DNA comprova que a mulher é irmã de Maura. E parece que não é somente uma irmã que deve ser assassinada, mas ambas.

Achei a história desse bem intressante. Mais interessante do que o livro anterior dela. As situações criadas e o paralelismo entre cada núcleo da trama é muito envolvente. Temos várias histórias acontecendo ao mesmo tempo, tudo numa agilidade tremenda, num misto de ação, romance e mortes. Destaque para a personagem Amalthea que, para mim, é muito trabalhada durante todo o decorrer da estória. Nada de mudanças bruscas no comportamento. Em compensação, a policial Jane Rizzoli me desinteressou totalmente nessa narrativa. Muitas mudanças de humor, ora interessante, ora sarcástica, às vezes evasiva. Totalmente instável!

Ao ler Desaparecidas, criei um estereótipo para Maura, tratada como fria e impessoal. Ao ler Dublê de Corpo o constraste com a personagem descrita e a que eu imaginei foi gritante. E eu realmente a preferia como a mulher fria do livro que li anteriormente. Acho que a psicóloga que faz o tratameno de Almathea deveria aparecer em outros livros, pois gostei bastante dela, apesar de sua função ser limitadíssima, porém importante para a trama.

Ainda assim, o que mais me impressionou foi  a co-relação entre as tramas, que se unem dando a entnder algo que não existe; interessante também que a autora não deixa isso em aberto, embora possa parecer caso você não atente para cada linha das páginas finais. Acho que teria amado o livro se fosse um misto entre esse e o primeiro que li dela. Queria ter visto a descrição dos personagens tal qual foi feita em Desaparecidas e uma trama como a que apresentada aqui. Sem sombras de dúvida, é um livro totalmente recomendado, mas eu sugiro que o leiam antes de ler Desaparecidas. Me tornei um fã em potencial de Tess Gerritsen. Logo, talvez, “ela se torna leitura obrigatória em minha casa também”.

Luís

criado por Luís/Renan    15:46:53 — Arquivado em: Livros

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O OLHO DO MAL

The Eye, 2008, 97 minutos, Terror

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Esse é mais um filme que os maericanos sentiram necessidade de adaptar para a sua cultura, tomando como base o ogirinal em japonês. Acho qu, às vezes, é útil essa modificação, pois estamos mais acostumados aos nomes americano em vez dos complicadíssimos nomes japoneses, assim como os atores americanos, que se diferem um dos outros de maneira fácil, diferentemente dos japoneses que se parecem bastante.

 

Gostei do começo do filme. Aliás, a primeira cena do filme, que mostra Sidney alertando um rapaz sobre o perigo de atravessar a rua, é bem inteligente e define bem a situação da personagem principal: ela é cega, mas iso não a imede de viver normalmente. Com o passar do filme, soms apresentados à sua história. Sidney ficou cega quando criança e tentou uma cirurgia, mas não conseguiu. Nessa segunda vez, obteve sucesso, mas os olhos que recebeu fazem com que ela tenha estranhas visões durante todo o tempo. Agora, disposta a encontrar o doador daueles órgãos, Sid conta com a ajuda de um médico que não acredita no que ela lhe conta.

 

Acho realmente que o filme seria um ótimo drama. Até porque é essa a sensação que tive durante a parte inicial do filme, em que a personagem tenta incansavelmente se adaptar ao novo mundo. A estrutura do filme é diferente de todos os filmes óbvios de terror, em que há sustos o tempo todo e incoerências por toda a parte. Há clichês? Sim. Há também alguns sustos fáceis, mas isso não transforma o filme num lixo. O que faz o filme ficar realmente desinteressante é a maneira como o roteiro envolve as cenas finais nos sonhos da personagens, fazendo com que fiquemos sem compreender nada até que chegam as cenas finais. Não são insinuações discretas, como acontece em A Chave Mestra, em que se pode chegar o final antes mesmo qe s partes eletrizantes cheguem.

 

Jessica Alba interpretou bem a personagem e é a única interpretação realmente notável no flme. Não é digna de prêmios, mas não há exageros nem apelos demais. Dentre as cenas ineressantes, destaque para  cena que itnroduz a condição da personagem, já citada acima; a cena em que Sidney vê pela primeira e enxerga um vulto ao fundo do quarto e a última cena, em que toca violino. Uma coisa definitivamente ruim no filme é o título nacional. Por que não traduzir o original americano  transformar em O Olho? O título nacional parece episódio de Power Rangers ou coisa do tipo.

 

Enfim, é um filme regular. Não é abominável como eu pensei que fosse ser, mas não é um filme bem trabalhado. Às vezes, o filme subestima a inteligência do espectador e dá de graça coisas que poderíamos pensar um pouco para deduzir. Previsível? Sim, muito. Mas é um passatempo interessante até, se você não tiver mais nada nteressante para assistir.

Luís

criado por Luís/Renan    12:45:42 — Arquivado em: Filmes
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