Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

CAÇADORES DE MENTES

Mindhunters, 106 minutos, 2005, Suspense.

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Esse é o tipo de filme que prende o espectador. O mais interessante desse filme é ver Kathryn Morrins, a detetive Lilian Rush do seriado Cold Case, atuando em uma produção não-televisiva. Outro fator bem interessante que percebi durante o filme é uma sutil ligação com o livro And There Were None, da Agatha Christie, em que as pessoas vão morrendo conforme um padrão, que no caso do livro é um poema sobre dez negrinhos, que dá o título nacional ao livro. O filme mostra de estória de sete profilers que vão a uma ilha sob a supervisão de um oficial do FBI para um treinamento de análise de perfil. Chegando lá, o que deveria ser uma encenação se torna um crime de verdade e todos ficam sem poder sair, sob o controle do assassino, que nem eles mesmo conhecem.

Se vocês analisarem o filme, perceberão que ele remete a alguns dos clássicos do terror, como Sexta-feira 13 e Halloween por causa da otografia sempre escura e também por causa dos ângulos de filmagem, como na cena em que todo desmaiam após tomar o café. A estrutura do roteiro facilita a compreensão de quem assiste; não há reviravoltas mirabolantes feitas exatamente para confundir e eles criam um clima interesante ao mostrar a morte de cada personagem, até que restam três deles e ficamos realmente em dúvida a esses, pois nessa parte do filme começam algumas cenas implícitas e de mortes hipotéticas (às vezes, até demais!).

Há, no entanto, sérias restrições quando a algumas sequências, principalmente as que envolvem mortes premeditadas, porque podemos perceber que em nenhum momemto há certeza de que quem vá morrer é aquele que o assassino espera que morra. [SPOILER] Por exemplo, no caso do café, como o assassino tinha certeza de que todos tomariam o café e o sonífero agiria pela mesma quantidade de tempo em todos? Na primeira morte, como o assassino saberia que seria exatamente aquele que iria a frente dos outros?! [SPOILER] Embora no final seja explicado, é perceptível a qualquer pessoa que é um raciocínio infundado, uma vez que a personalidade da pessoa não garante que vá agir todas as vezes da mesma forma.

Interessante também atentar para a atuação dos atores. São interpretações cabíveis; nada espetacular, porém nada pobre. Quanto a Kathryn Morris, praticamente repetiu seu personagem pensativo de Cold Case. Val Kilmer numa partipação mínima e sem grande destaque. No entato há uma cena de grande intensidade, que é uma das cenas finais. Os espectadores mais espertos compreenderão. [SPOILER] O assassino diz que cada um morreu por causa de seu maior vício e quando está prestes a matar um personagem, descobre que o maior medo dele, na verdade, é o que o mantém mais vivo. [SPOILER]

Esse é um filme despretensioso. Se você assisti-lo ignorando o detalhe que eu disse acima, com certeza o achará divertido e até mesmo poderá assisti-lo mais vezes. Recomendável, sim. Não é um filme que concorrerá a prêmios, mas é um passatempo interessante. Importante ressaltar também que o filme não dá dicas de quem seja o assassino, portanto, não perca seu tempo analisando: o assassino pode ser qualquer um, com exceção dos que morrem. Ou seja, não é um filme feito para se pensar, apenas para curtir.

Luís

criado por Luís/Renan    23:39:36 — Arquivado em: Filmes

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