Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sábado, 29 de novembro de 2008

MALDITA SORTE

Good Luck Chuck, 101 minutos, 207, comédia.

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Já o vi algumas vezes na locadora, mas nunca o peguei. Então, um colega me emprestou e numanoite em que eu imaginava que nada me divertiria, eu comecei a assisti-lo. E morri de rir durante o filme. Não vou deixar de dizer que é um filme muito clichê; você descobre o final nos primeiros minutos de filme, mas mesmo assim vale a pena, pois é engraçado.

Não vou resumi-lo. Nunca imaginei Jessica Alba num filme com tanta insinuação a sexo, mas em momento algum ela está vulgar na produção. O trecho introdutório do filme, que mostra a fama que Charlie tem de ser um amuleto-casamenteiro é genial, realmente engraçada. O mais interessante na cen é a naturalidade das expressões dos atores principais, mesmo em diálogos absurdos, como Jessica Alba justificando o fato de ter saído uma vez com a noiva. Algumas cenas no decorrer do filme são superexageradas, como o episódio que acontece no consultório de Charlie, em que Cam (Jessica Alba) arremessa utensílios de dentista nas costas de Charlie, furando-o. Outras são bem normais e convencionai, embora engraçadas. Engraçado também o mosaico de aventuras sexuais estrelaas por Charlie, numa cena bem longa e engraçada, mesmo que após três minutos se torne um pouco cansativa.

Quanto ao roteiro, este é tudo aquilo que você já viu anteriormente. Nada novo, tudo previsível. Ainda que Jessica Alba tenha feito um bom papel, eu acho que Jennifer Love-Hewitt combina mais com a personagem e ela sim teria feita uma ótima interpretação, embora Alba não tenha deixado a desejar. Já Dane Cook, que nunca vi em nenhum outro filme, fez tudo aquilo que se esperava de alguém cujo personagem fosse igual ao dele e também não deixou a desejar. Discordo da indicação de Jessica Alba ao Framboesa de Ouro e não achei tão ruim a dupla feita pelos intérpretes de Cam e Charlie.

Recomendo o filme, mas aviso desde já que é um filme típico de comédia. Alguns risos bobos, outros momenos vão te fazer rir bastante, mas nada mais. Nenhum grande momento, nenhuma cena marcante. Nenhuma indicação a prêmio nem nada do tipo. Mas, mesmo assim, assistam-no!

Luís

criado por Luís/Renan    20:44:52 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 25 de novembro de 2008

LUA NOVA

New Moon, 2008, 448 páginas.

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Não há como negar que essa é uma série de sucesso. Antes mesmo que o livro fosse publicado, inúmeras pessoas já o haviam lido pela internet e outros tantos comprado o livro em inglês mesmo. Na minha opinião, esse segundo livro é mais bem trabalhado e mais interessante que o primeiro, embora não haja nada inovador na forma como a autora narra. Se recomendo? Sim, recomendo esse livro, mas primeiro leiam Crepúsculo!

Logo no começo do livro, Edward rompe com Bella, pois, segundo ele, inúmeros perigos a cercam caso eles fiquem juntos. Sem nada o que fazer, Bella vê o namorado desaparecer e passa os próximos meses alheia a todas as coisas, vivendo sem ânimo. E quando se dedica a explorar mlhor seu amigo Jacob, descobre coisas que mudam repentinamente o seu jeito insosso pós-Edward. O que eu achei de melhor nesse livro é sem dúvidas o fato de a autora ter optado por trabalhar personagens diferentes do que ela havia desenvolvido no livro de estréia da série. Se no primeiro Edward e Bella são as figuras principais para o desenvolvimento da série, nesse segundo livro, Edward fica 3/4 do livro sem aparecer, dando espaço ao desenvolvimento do personagem de Jacob, parte importante para a série agora.

Outro ponto positivo é o fato de não termos que ler, ler e ler aquelas descrições melosas e cansativas dos encontro de Edward e Bella; há uma narração mais descritiva da personagem e das coisas que aconteceram com ela apos o rompimento, fazendo que surje uma brecha que a amizade dela e de Jacob se torne mais intensa e também que outros personagens de importância sejam acrescentados à trama, embora eu não tenha gosado muito disso. É extremamente interessante sabermos como é a vida de Isabella Swan sem o namorado-vampiro por perto, mesmo que a todo tempo ela relembre e o cite.

[SPOILER] O que achei meio chatinho nesse segundo livro foi a junção de uma trama vampiresca com personagns lobisomens; me remeteu às estórias como Anjos da Noite, mas, embora o filme seja legal, não esperava que o livro seguisse por esse rumo. Gostei do entrosamento entre Bella e Jacob, mas preferia que ele tivesse continuado como um humano simplesmente. Achei meio perdido o núcleo dos lobisomens nessa estória, por isso não gostei tanto da inclusão feita. [SPOILER] De uma maneira geral, eu gostei mais desse livro do que de Crepúsculo. Achei-o melhor trabalhado. Recomendo-o, mas sugiro veemente que leiam o primeiro livro da série antes.

Luís

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Bom….O Luís disse que eu não ia postar "Lua Nova", poque não quis postar "Cepúsculo", e fiz duras criticas, quando ele comprou Crepusculo, mas agora, gosto muito da série.

Lua Nova é o segundo livro da série, e posso garantir que é o mais chatinho da série também (aproveitei e li os dois últimos no PC mesmo =D). Gostei bastante do titulo, bem subjetivo, representando a escuridão que ficou a vida de Bella.
Hmm…daqui pa fresnte é tudo SPOILER, então, caso queiram surpresa…não leiam!
Nesse livro, Edward aparece pouco, já que ele abandona Bella depois do episódio que acontece no anivesário dela, pois acha que é muito perigoso pra ela ficar ao lado dele. O jeito que ele a deixa é realmente bem convincente, isso acontece no começo do livro e ele só volta a aparecer no final. Bella fica desesperada, já que Edwad é a vida dela, e esse é o momento zumbi dela, como ficou claro nas paginas, que só tem os nomens dos meses. E é ai que entra Jacob Black, preenchendo um lugar no coração dela, como melhor amigo (como ela vê, pelo menos)
E é essa a maior parte do livro, e é estranho, pois mesmo ele ajudando Bella, você sente falta do Edward de alguma forma, como se o Jake tivesse roubando ela dele.

Outra novidade do livro, é que ficamos sabendo que não há só os vampiros como criaturas mágicas, mas alguns Quileutes, também são capazas de se trasnformar em lobisomens. Assim pode parecer meio besta, mas no contexto do livro e nas continuações ficou bem legal.
Assim como em Crepusculo, a autora deixa a ação somente para o final, que é quando ela tem que ir a Itália salva Edward de um mal entendido, no estilo Romeu e Julieta.
Falando por mim, gosto da série, e Lua Nova é essencial para livros bem mais legais como Eclipse.
Como disse o Luís, se você gostou, leia primeiro Crepusculo =D

Leiam, vale a pena!

Renan

criado por Luís/Renan    23:18:58 — Arquivado em: Livros

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O SOM DO CORAÇÃO

August Rush, 2007, 100 minutos, drama.

Indicação ao Oscar de Melhor Canção Original (Raise it Up).

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O Bruno Bolaxa me indicou esse filme, dizendo se tratar de um filme muito bonito e emocionante. Embora e SEMPRE desconfie dos filmes que ele indica, resolvi assistir a esse e ver se era bom mesmo. Gostei da sinopse que li e soube que chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Canção, então logo concluí qe o filme ao menos merecia ser conferido. Enfim, no final, acabei frustrado: é só mais um filme bobinho com algumas cenas interessantes.

Uma violoncelista se envolve por uma noite com um vocalista de uma banda e descobre que ele é o homem de sua vida. O pai dela, no entanto, a obriga a se mudar e posteriormente faz com que o filho que ela teve seja dado como morto, embora a criança tenha sido doada pra um orfanato. Lá, a criança sabe que o talento de ouvir os sons com afinco o aproximará de sua mãe e seu pai. Basicamente, essa é a história. Nos primeiros minutos de fime, na transição do passado para o presente, eu não consegui identificarexatamente o momento em que o passado deixou de ser passado para a atriz que interpreta a violoncelista, porque ela parece não ter envelhecido os tantos anos que o filme sugere que tenha passado. Eu estava pensndo que as cenas mostradas com o garoto acontecem simultaneamente às cenas posteriores a que ela perde o bebê, mas na verdade, aquilo acontece uns 11 anos depois. Enfim, esse começo é superestranho por causa da maquiagem da atriz e porque parece uma sequência ininterrupta, embora não seja.

Quanto as atuações, não há nada espantosamente brilhante ali. É um filme com alguns atores da Sessão da Tarde fazendo expressões um pouco mais convincentes; nem o Robbin Williams está bem em seu papel, com toda aquela variação de humor e encenações exageradas e caricatas. Dos coadjuvantes, quem se destaca mais no filme é o intérprete do pai do garoto, que realmente parece ser um astro do rock depressivo e que ainda se sente apaixonado pela garota com quem saiu uma única vez - até essa paixonite é meio clichê. O garoto que interpreta August Rush é um misto de Haley Joel-Osment com as expressões carismáticas da Dakota Fanning, mas por ser um mix do dois e não ter nada próprio, acaba se tornando chatinho.

O que há de melhor no filme são algumas cenas de música envolvendo o pai de August Rush e o quarto final do filme, em que o garoto é conidado pela Juiliard para participar de um conserto cujo maestro é ele mesmo. [SPOILER] E, como sabemos desde o princípio que ia acontecer, todo mundo se reencontra num final pra lá de estranho e exagerado, assim como todo o começo do filme sugeria. [SPOILER] Nem sequer sei em que momento toca a música que foi indicada ao Oscar. E mais exagerado do que qualquer coisa que há nas cenas que envolvem emoção, é o que acontece nas cenas artísticas em que o garoto toca violão das maneiras mais diversas e todas são pra lá de anormais.

Enfim, é o tipo de filme que eu tive que me esforçar um pouquinho pra assistir. Não vi nada de espetacular, nada que valha a pena gastar dinheiro para locá-lo. Então, vocês decidem se querem assisti-lo ou não. Nem recomendo nem deixo de recomendar.

Luís

criado por Luís/Renan    22:28:10 — Arquivado em: Filmes

sábado, 22 de novembro de 2008

UM SEGREDO ENTRE NÓS

Fireflies in the Garden, 99 minutos, 2008, drama.

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 Não há como negar que esse filme foi uma grane surpresa para mim. Quando fui assisti-lo, pensei a princípio tratar-se de um filme relativamente comum; depois pensei que fosse um filme forte, como Erin Brockovich. O mais surpreendente é que o filme é um misto dos dois, embora ainda assim, seja muito maior do que qualquer um deles.

O filme começa com umacena no passado, em que percebemos o relacionamento conturbado do pai e filho e a forma como a mãe tenta amenizar os ânimos entre eles. Vinte anos mais tarde, um acidente faz com que Lisa, a mãe da cena incial, morra; todaa família se une para o seu enterro e aí surgem situações extremamente complicadas com as quais eles têm que lidar. Acho que o grande positivo do filme é o roteiro, que mostra um pouco do passado e um pouco do presente, tecendo assim uma história infinitamente emocionante; quando vemos as atitudes dos personagens nos dias atuais, chegamos a achar um pouco esquisitas, mas o passado faz com que entendamos o porquê de cada atitude. As sequências de flashbacks foram muitobem construídas e tão bem encaixadas na produção que tudo flui sem qualquer perda de emoção por parte do espectador e a cmpreenao acontece naturalmente. Ao contrário do que possa parecer, aquilo que sentimos durante a projeção do filme não corresponde somente à cena que acabamos de ver; ela corresponde a tudo aquilo que vem sendo mostrado desde a primeira cena, que, embora não traga um choque emocional muito grande, vai introduzindo as nossas primeiras impressões sobre o filme.

Insisto que o grande trunfo do filme é o roteiro, que segue uma linha narrativa que mexe com o espectador e faz com que ele queira que o filme dure mais. O mais importante e positivo na obra é o jeito que os sentimentos de cada personagem é tratado no filme. O que choca o espectador é a forma cruel, porém absurdamente realista, como o filme retrata a vida diante de situações complicadas, como o garoto que deve conviver com a culpa de ter sido o responsável pela morte da própria tia, o filho de Lisa, morta no acidente de carro, que tenta mostrar ao primo que as oisas nem sempre são como parecem. Entre outros, há o desagrado da tia, que durante a adolescência morou na casa da irmã, que agora recebe o cunhado em sua casa. As relações humanas são priorizadas nesse filme e toda ação tem característica muito singular de cada personagem envolvida.

Quanto às atuações, eu diria que beiram o brilhantismo. Cada ator mergulhou de cabeça no perfil de seu personagem e não há como negar que eles fizeram um excelente trabalho. Julia Roberts, apesar de ser o foco do filme, não participa ativamente dele; de 99 minutos, ela aparece em uns 20 minutos. Mas mesmo assim, sua participação é realmente marcante. Para mim, os líderes do elenco são Ryan Reynolds e Emily Watson, que roubam a cena interpretando tia e sorinho numa relação incomum, que ora beira uma amizade gigantesca, ora beira o incestuoso. Inquestionavelmente, a afinidade entre os atores faz com que eles se sintam bem em cena e passe essa naturalidade para o espectador, que tenta descobrir o que há com o passado deles. Cabe aos intérpretes desses mesmos personagens quando jovens uma das cenas mais interessantes, que envolve um ato solidário de Jane, a tia, que tenta fazer o sobrinho comer. Gostei muito de ver Hayden Pannetiere em um personagem mais denso do que Claire, de Heroes. E uma grande revelação, para mim, foi Carrie-Anne Moss, a já conhecida atriz que interpretou Trinity na trilogia Matrix. Embora sua participação seja quase tão breve durante a projeção como a de Julia Roberts, a atriz se mostrou muito mais bem cuidadosa como um ex-alcoólica apaixonada do que como uma lutadora do mundo virtual. Os atores mirins també têm peso importante para a trama e destaco três cenas muito inteligentes: Michael (Ryan Reynolds) conversando com sua prima sobre a morte; o garoto chorando e correndo pela estrada e o jovem Michael, depois de agredir o pai. Eu realmente acho que esse filme pode ser um ganhador em potencial de um Oscar nas categorias Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante, para Ryan Reynolds e Emily Watson, respectivamente.

Vocês devem assistir esse filme! O filme é todo muito bom, bem pensado e há sempre um conectivo que traz uma situação complicada. não posso deixar de dizer que o filme não vai responder a todas as suas perguntas, mas é a dúvida que faz da produção tão inteligente. É esse ato de mostrar sem deixar claro, de fazer com que fique subentendido… Quanto ao título nacional, achei muito bem escolhido e a cena em que mostra Michael e seus dois primos, filho de sua tia Jane, brincando no jardim enquanto os vaga-lumes voam é uma ótima referência ao título original. Se sombras de dúvidas, é recomendável!

Luís

criado por Luís/Renan    17:41:17 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

JOGOS MORTAIS

Saw, 2004, 102 minutos, terror.

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Jogos Mortais, desde que surgiu, tem se tornado uma das franquias mais lucrativas. A legião de fãs que tem conquistado é tão grande que se percebe o esforço dos produtores para que a cada ano um novo filme seja lançado e renda muito em bilheteria. Segundo os produtores, tudo terminará no sexto filme, mas eu tenho dúvidas em relação a isso; acredito que se tornará uma franquia do tipo Sexta-feira 13, em que começam a surgir sequências absurdas que nem sequer podem ser chamadas de "sequências".

Acho que o que há de mais interessante no filme é a relatividade que ele apresenta: apesar de as pessoas serem submetidas a jogos sádicos que envolvem sua vida, o principal objetivo é se tornarem mais fortes e aprenderem o real valor da vida. Isso, no entanto, vai sumindo conforme passa o filme, pois as pessoas sempre querem achar uma segunda opção além da qual já foi dada pelo assassino e, por causa disso, acabam morrendo. O ambiente claustrofóbico que esse filme impõe aos personagens é outro ponto positivo no começo do filme, somos apresentados a dois personagens presos dentro de um banheiro; cada um recebe a intrução para matar o outro. Enquanto isso, outros personagens são intruduzidos à estória e vemos que realmente não há escapatória!

No começo, parece haver várias tramas paralelas, mas aos poucos elas vão se encaixando e nós percebemos que Jigsaw, o responsável pelos jogos mortais, não falha ao criar os seus esquemas. Quanto a esse primeiro, embora saibamos pelo final que haverá um próximo, temos a imrpessão de que todas as peças do quebra-cabeça estão montadas e nã há nada a acrescentar, mas esse pensamento se mostra errado quando assistimos os próximos filmes da série e percebemos que há sempre mais um pouco para ser acrescentado e compreendido. O que eu achei muit exagerado são as armadilhas feita pelo assassino, que chegam a ser absurdas de tão complexas. Chego a pensar que ele não poderia matar tanta gente como mata, uma vez que o processo para criação das armadilhas demoraria muito mais tempo do que as pessoas levam para morrer. No filme, dá a impressão que a todo instante, há alguém morrendo, mas a linha cronólogica permite que haja um certo espaço de tempo entre uma morte e outra.

[SPOILER] Acho que o que há de mais marcante no filme não são as engenhocas mortíferas que Jigsaw cria, mas sim a surpresa do espectador ao perceber que o assassino estava o tempo todo diante dos nossos olhos e dos olhos dos personagens, embora não tenhamos consciência disso. O ápice do filme acontece quando o indíviduo até então morto se levanta, revelando que caso tivesse seguido as ordens dadas, um deles ficaria vivo pelo menos. [SPOILER]

Eu recomendo esse filme, principalmente para que as pessoas se interessem pela série, sendo a única que parece melhorar em vez de decair, como é usual. Esse primeiro filme não exige muito de inteligência; você precisa de mais frieza e mais prazer em vez o sadismo existente do que capacidade de compreender a ordem cronológica. Mas não se deixe enganar, pensando que esse é uma série fácil, pois realmente não é! E esse primeiro filme é apenas uma preliminar…

Luís

criado por Luís/Renan    17:12:53 — Arquivado em: Filmes

domingo, 16 de novembro de 2008

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Blindness, 120 minutos, 2008. Drama.

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Não sei exatamente o que me chamou a atenção para esse filme. Não me lembro se primeiro vi o livro e me interessei pelo livro, optando por lê-lo antes, ou se primeiro li sobre o filme e me interessei pelo livro. Mas independente de qual tenha sido a situação, foi em válida, pois tanto um quanto o outro é muito bom.

O filme, baseado no livro homônimo, conta a estória de pessoas que subitamente ficam cegas, com os olhos cobertos por uma névoa leitosa, primeiro caso conhecido em que a cegueira é descrita como branca, não negra. Aos poucos, toda a nação está contaminada e na medidado possível as pessoas vão sendo jogadas em um manicômio a fim de que não entrem em contato com quem ainda não está cego. Uma única pessoa fica fica imune a isso: a mulher do médico, que praticamente se torna repsonsável por todos os outros.

Um ponto interessantissimo do filme foi a escalação dos atores, que são muito bons. Cada um à sua maneira traz à produção um toque daquilo que foi necessário para a construção do clima do filme; o mais surpreendente é o realismo descabido existente nas cenas e talvez isso se deva mais ao perfil dos atores do que à forma como o filme foi dirigido ou como o roteiro foi feito. Não é tão comum ver em cenas atores de etnias e aparências físicas tão diferentes. Neste, há japoneses, espanhóis, brasileiros, brancos, negros, magros, gordos, etc. Isso ajuda tanto para descaracterizar um determinado país, já que pela sua população não podemos defini-lo com exatidão e também se deve ao pedido do autor para que o efeito de "país desconhecido" fosse conseguido.

Outra coisa boa no filme é a escolha pela cor branca, que faz referência o tempo todo à cegueira com a qual todos ali convivem. Às vezes, durante uma cena ou outra, vemos através de vidros, o que faz ficar meio embaçado; há também cenas em que a luz é usada em abundância, fazendo com quem assista se incomode, relacionando essa sensação à dos cegos trancados. As cena claras e escuras foram muito bem realizadas e muito bem postas: as primeiras nos remetem à sensação do incômodo e as outras à sensação de dor edesespero, como nas cenas em que as mulheres são forçadas a se relacionar com os outros cegos em troca da comida.

O grande destaque, no entanto, é Julianne Moore, que está muito boa nessa produção. O cuidado com o qual atua, respeitando sempre os limites da personagem criada por Saramago é brilhante. Não vemos uma mulher magnífica, mas a vemos humana e vamos nos apegando a ela de tal forma que no final do filme, quase sentimos uma leveza no espírito quando a vemos sorrindo feliz. Li num artigo sobre uma possível indicação de Julianne aoOscar de Melhor Atriz. Acho justa a indicação, principalmente pelo desenvolvimento que deu à sua personagem, já bastante trabalhada no roteiro e também no livro do autor.

Recomendo esse filme. Algumas cenas têm forte teor dramático e outras foram modificadas em relação ao livro, mas a adaptação é boa e o filme vale a pena ser visto. Ótimos trabalhos das atrizes Julianne Moore e Alice Braga, uma brasileira que merece mais destaque no mercado cinematográfico internacional, devido ao seu talento já vistos em outros filmes.

Luís

criado por Luís/Renan    10:52:23 — Arquivado em: Filmes

sábado, 15 de novembro de 2008

O JARDINEIRO FIEL

The Constant Gardener, 129 minutos, 2005, Drama

Ganhador do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Rachel Weisz)

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Filme foda!
Esse filme contem tudo que um bom filme precisa, atores bons (Rachel Weisz - A múmia e Ralph Fiennes - Harry Potter), história envolvente, romance, e etc
Pra termos ideia, Rachel Weisz ganhou o Oscar e o Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante.

A maior parte da história se passa no Quenia onde Tessa, é encontrada morta, seu marido que sempre achou que ela o traia vai em busca da verdade.
É um daqueles filmes que são um soco na nossa cara, mostrando a realidade em países pobres como os africanos, e toda uma máfia capitalista que busca o dinheiro acima de vidas, todas aquelas imagens de pessoas tão necessitadas e cenas tão marcantes nos fazem pensar, pelo menos em 2 horas, o quão mesquinho e individualista a maioria de nós é.

Um ponto a mais é sabermos que Fernando Meirelles é o diretos, dando a nós mesmos uma esperança de que brasileiros podem ter filmes bons, longe da violencia, cenas de sexo praticamente explicito, palavrões, que tanto vemos em filmes como Tropa de Elite, mesmo que esses filmes bons só estejam em outros países =/
Não é aquele filme pra se assistir em grupo, a não ser que todos consigam se concentrar e entender o filme.

Bom, é isso.
Assistam!

Renan

criado por Luís/Renan    17:35:38 — Arquivado em: Filmes
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