Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O SOM DO CORAÇÃO

August Rush, 2007, 100 minutos, drama.

Indicação ao Oscar de Melhor Canção Original (Raise it Up).

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O Bruno Bolaxa me indicou esse filme, dizendo se tratar de um filme muito bonito e emocionante. Embora e SEMPRE desconfie dos filmes que ele indica, resolvi assistir a esse e ver se era bom mesmo. Gostei da sinopse que li e soube que chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Canção, então logo concluí qe o filme ao menos merecia ser conferido. Enfim, no final, acabei frustrado: é só mais um filme bobinho com algumas cenas interessantes.

Uma violoncelista se envolve por uma noite com um vocalista de uma banda e descobre que ele é o homem de sua vida. O pai dela, no entanto, a obriga a se mudar e posteriormente faz com que o filho que ela teve seja dado como morto, embora a criança tenha sido doada pra um orfanato. Lá, a criança sabe que o talento de ouvir os sons com afinco o aproximará de sua mãe e seu pai. Basicamente, essa é a história. Nos primeiros minutos de fime, na transição do passado para o presente, eu não consegui identificarexatamente o momento em que o passado deixou de ser passado para a atriz que interpreta a violoncelista, porque ela parece não ter envelhecido os tantos anos que o filme sugere que tenha passado. Eu estava pensndo que as cenas mostradas com o garoto acontecem simultaneamente às cenas posteriores a que ela perde o bebê, mas na verdade, aquilo acontece uns 11 anos depois. Enfim, esse começo é superestranho por causa da maquiagem da atriz e porque parece uma sequência ininterrupta, embora não seja.

Quanto as atuações, não há nada espantosamente brilhante ali. É um filme com alguns atores da Sessão da Tarde fazendo expressões um pouco mais convincentes; nem o Robbin Williams está bem em seu papel, com toda aquela variação de humor e encenações exageradas e caricatas. Dos coadjuvantes, quem se destaca mais no filme é o intérprete do pai do garoto, que realmente parece ser um astro do rock depressivo e que ainda se sente apaixonado pela garota com quem saiu uma única vez - até essa paixonite é meio clichê. O garoto que interpreta August Rush é um misto de Haley Joel-Osment com as expressões carismáticas da Dakota Fanning, mas por ser um mix do dois e não ter nada próprio, acaba se tornando chatinho.

O que há de melhor no filme são algumas cenas de música envolvendo o pai de August Rush e o quarto final do filme, em que o garoto é conidado pela Juiliard para participar de um conserto cujo maestro é ele mesmo. [SPOILER] E, como sabemos desde o princípio que ia acontecer, todo mundo se reencontra num final pra lá de estranho e exagerado, assim como todo o começo do filme sugeria. [SPOILER] Nem sequer sei em que momento toca a música que foi indicada ao Oscar. E mais exagerado do que qualquer coisa que há nas cenas que envolvem emoção, é o que acontece nas cenas artísticas em que o garoto toca violão das maneiras mais diversas e todas são pra lá de anormais.

Enfim, é o tipo de filme que eu tive que me esforçar um pouquinho pra assistir. Não vi nada de espetacular, nada que valha a pena gastar dinheiro para locá-lo. Então, vocês decidem se querem assisti-lo ou não. Nem recomendo nem deixo de recomendar.

Luís

criado por Luís/Renan    22:28:10 — Arquivado em: Filmes

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