Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

Harry Potter and the Chamber of Secrets, 161 minutos, 2002. Aventura.

Adaptado de Harry Potter e a Câmara Secreta.

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Eis a segunda adaptação da série Harry Potter. Um ano depois da primeira, é siginficativa a evolução, tantos dos atores como da direção. O filme é sem dúvida recomendável e eu também acho qe é um dos melhores no quesito "fidelidade ao livro", já que poucas coisas foram alteradas.

 

Não farei um resumo, isso pode ser visto na crítica do livro. Quanto às atuações ds atores, eu acho que são boas. É claro que não tão boas quanto nos filmes seguintes, mas são bem interessantes. Daniel Radcliffe e Rupert Grint atuam muito bem esde o começo do filme e as cenas até o momento que batem no Salgueiro Lutador são bastante fiéis ao livro. Há nos dois uma maturidade que com certeza não existe no primeiro filme e isso faz muita diferença nessefilme, principalmente nos momentos finais da adaptação. Emma Watson está magnífica nesse filme. Esse filme foi o passepara uma interpretação não só mais adulta, mas também mais convincente. O que dizer das cenas em que Hagrid a lamenta depois de ela ter sido chamada de "sangue-ruim" por Malfoy? Está magnífica! Aliás, Tom Feltom, intérprete de Draco, continua péssimo, assim como no primeiro (e em todos os outros) filme da série.

 

Gostei também de algumas adaptações que foram feitas, como a asuência de Pirraça, o poltergeist, e o fantasma do Prof. Binns, sendo que é este último que no livro conta a história para os estudantes sobre a lenda da Câmara Secreta. Já no filme, quem conta a história para eles é a Profª McGonagall; eu achei muito bom isso que fizeram. Evitam acrescentar personagens não muito importantes e dão mais espaço para o desenvolvimento de outros personagens como Minerva - que eu adoro! Gostei também da caracterização do elfo doméstico; era exatamente como eu imaginava que fosse. E interpretação de Jason Issacs, o Lúcio Malfoy, é idêntica à do livro.

 

Gostei muito das cenas finais. Daniel Radcliffe com certeza fez um bom trabalho como o Harry Potter confuso e amedrontado, diferentemente do ar altivo que o ator daria ao personagem nos próximos filmes da série. Gostei basante do basilisco e da fênix. Imaginei que fossem preferir uma caracterização grotesca dos dois animais, mas ambos saíram "reais", se é que se pode dizer isso. Apenas não gostei do Hagrid adolescente, porque obviamente se preocuparam em transformá-lo num ogro superalto, embora ele continue com a mesma altura adulto.

 

Recomendo o filme, sim. É bom, vale a pena, é divertido e as mais de duas horas - devido à promessa do diretor Chris Columbus de ser fiel ao livro - passam rapidamente e antes mesmo que você perceba o filme já acabou. Nesse segundo filme, temos duas despedidas tristes para fazer: ao ator Richard Harris, intérprete de Dumbledore, que faleceu durante a pós-produção do filme, e ao diretor Chris Columbus, que deixou a direção do filme, alegando não querer envolver-se apenas na série Harry Potter. Duas perdas significativas, eu diria.

Luís

criado por Luís/Renan    19:48:37 — Arquivado em: Filmes

domingo, 28 de dezembro de 2008

CORAÇÃO DE TINTA

Inkheart, 105 mnutos, 2008. Aventura.

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Sabe aqueles filmes que você assistia na sessão da tarde e que te deixavam entusiasmado com a história?! Então, eu sei que a comparação é medíocre, mas é mais ou menos assim que esse filme é. Um clássico melhorado da sessão da tarde. Confesso que achei que seria mais um filme chatinho, cheio de efeitos especiais e que mal se entende o que acontece. Me enganei.

Mo é um homem que tem um habilidade que faz com que crie problemas: cada vez que lê em voz alta alguma história, os personagens da história vêem parar no mundo real. Em compensação, alguém do mundo real, assume o lugar desse personagem. Ao mesmo tempo em que busca desesperadamente um livro em específico, Mo e sua família é perseguida por um grupo de bandidos que saiu de um livro que ele leu há muito tempo. Basicamente, é essa a história. Mas desde os minutos iniciais, já percebemos que há aventura. Antes da primeira meia hora, tanta coisa já aconteceu que ficamos cada vez mais entusiasmados.

Bredan Fraser parece ser o ator ideal para aventuras como essa. Depois de enfrentar três vezes uma múmia (sendo que a última delas é bastante infeliz), ele encabeça o elenco dessa aventura. Helen Mirren também é a típica atriz para filmes assim. Depois de vê-la em A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos, achei perfeita no papel de Eleonora, a tia-avó severa de Meggie e amante de livros. També, não posso deixar de dizer que ela é bastante ousada, como mostram as cenas em que ela enfrenta os bandidos com repreensões. O ator que interpreta Dedo Empoeirado também é bom assim como aquele ator que interpreta o personagem que saiu de Ali Babá e os 40 Ladrões. No entanto, a garota que interpreta Meggie é um pé no saco. Acho que deveria ter escolhido uma atriz melhor, como Dakota Fanning. É simplesmente insuportável vê-las nas cenas finais, [SPOILER] quando todos sabemos que ela deveria ler mais devagar, a fim de evitar que tudo aquilo acontecesse, mas mesmo ela insiste em falar rápido, como se para mostrar que sabe ler e herdou o dom do pai. [SPOILER]

O roteiro é bem desenvolvido, se bem que em parte se deve à qualidade do livro e não exatamente do roteirista, já que 3/4 do filme é baseado no livro e o resto deve ser inventado, como toda adaptação. Embora o filme seja legal, eu não tenho vontade de ler o livro. É interesante também alguns efeitos especiais, como quando o Sombra surge e bem legal a diferença mostrada entre um língua-encantada como Mo (Fraser), que traz os personagens ao nosso mundo de forma completa, e um língua-encantada como o que os bandidos usam, que traz os personagens parcialmente, fazendo com quem algo deles fique pra trás ou que saiam com as letras pelo corpo.

Recomendo esse filme, sim! Foi uma pena que eu estivesse misteriosamente com sono durante a sessão e que um casal atrás de mim não parasse de falar. Em compensação, foi tranquilo, já que havia pouquíssimas pessoas na sala (a maioria estava assistindo Crepúsculo). Sem sombras de dúvida esse filme é um bom entretenimento. Não ganhará prêmios significativos, mas mesmo assim vale a pena vê-lo.

Luís

criado por Luís/Renan    16:14:57 — Arquivado em: Filmes

sábado, 27 de dezembro de 2008

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

50 First Dates, 106 minutos, 2004. Comédia.

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Acho que só por conter Drew Barrymore o filme já pode dar certo. Não que ela seja uma atriz maravilhosa, mas ela sem dúvida nos traz certa simpatia e é engraçada, o que faz com que mesmo que nos irritemos com o filme, ainda encontremos algo positivo nele. O que acho mais injusto no caso de Como se Fosse a Primeira Vez é a junção dos atores Barrymore - Sandler, já que ele é patético demais para as atuações espontâneas de Drew.

Nesse filme, no entanto, a dupla deu certo e eles conduzem bem o filme, que é suave e divertido, sem rumar para a baixaria. A história de uma garota que repete todo dia os mesmos movimentos, como se fosse tudo novo, é interessante. Mas fica melhor quando surge um rapaz na vida dela que descobre que eve conquistá-la todos os dias, já que ela se esquece do que acontece cada vez que dorme. Não posso deixar de negar que um roteiro assim seria ótimo para um filme de drama, mas combina bem com essa comédia.

Eu diria que a interpretação de Drew é muito boa, mesmo que o roteiro não seja muito expansivo, já que consiste em repetir sempre e sempre a mesma coisa. A atriz, no entanto, convence no papel de alguém com trauma. Sandler não está muito diferente do que está nos filmes em que costuma atuar, mas nesse filme seu exagero é cabível. Num determinado momento, até gostei das caras e bocas dele. Quanto aos outros atores, são meio que dispensáveis para o filme; não que o realmente o sejam, mas aparecem tão pouco que eu não veria problema se os tirassem. Há outros atores bem interessantes no filmes, como os animais que Sandler trata no aquário; ouso dizer que depois de Drew, aquele bicho que imita a chaleira, manda beijo e dá tchau é o mais simpático.

A trilha sonora do filme é muito boa, principalmente a música Would It Be Nice, cantando várias vezes por Drew e Sandler. Algumas cenas do filme também são bastante bonitas, como umas das cenas iniciais em que o pai diz que o galpão está muito branco e pede a filha para pintá-lo. À noite, quando ela está dormindo, ele pinta de branco de novo, para poder dizer o mesmo para ela no dia seguinte. A cena final, em que ela descobre que tem uma filha, também é bastante bonita e até emocionante.

Embora seja uma comédia, é um filme que nos faz pensar um pouco. Recomendo-o, pois com certeza vocês vão se divertir assistindo a esse filme, que tem romance, diversão, emoção e animais interessantes fazendo coisas interessantes. Ah, tem também um personagem que não se sabe ao certo se é homem ou mulher.

Luís

criado por Luís/Renan    21:04:25 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

FIM DE ANO!

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Aeee….bom…chegamos ao nosso pimeiro fim de ano aqui no Blog, e acho que esse ano foi muito produtivo, tanto nas conquistas pessoais, como nas conquistas culturais.

Esse ano tivemos grandes produções como Homem de Ferro, Indiana Jones, Batman e tantos outros filmes. Quanto aos livros tivemos a explosão da séie Crepúsculo e suas sequencias, e também sucessos como O Vendedor de Sonhos e A Cabana.

O que desejamos a todos é o que todos sempe desejam: "Paz, saúde, dinheio (pra compra livros e ir ao cinema =D)" Gostariamos de agradecer também a todos que ajudaram, diretamente (como nós mesmos, todos que postaram no blog, ou os que deixaram nossas visitas a Siciliano mais divetidas)ou indiretamente (as pessoas que visitam o blog), ou ainda os que simplesmente não ajudaram (como a moça do cinema que tem cara de bosta)

Bom Natal e Feliz Ano Novo pra todo mundo!

Luís e Renan

criado por Luís/Renan    11:41:23 — Arquivado em: Outros

domingo, 21 de dezembro de 2008

CREPÚSCULO

Twilight, 125 minutos, 2008, Romance. Adaptação de Crepúsculo.

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Bom…aqui vamos nós com mais uma adaptação de livros ao cinema. Se você tem um pouco de experiencia com adaptações, sabe como são os trabalhos, e Crepúsculo não foi uma exceção. Pra começar escolhi um horário bem vazio, a primeira seção as 14:20 para assisti-lo, mas mesmo essas medidas não impediram de que as garotas-pop estilo sou-da-escola-particular-e-o-Edward-me-ama estivessem presentes, batendo palmas em horas impróprias, ou tendo qualquer atitude imprópria.

Bom, com relação ao filme, é mediano com cenas boas e cenas ruins. Como de costume, é um filme corrido, acho que o que mais gostei foi que eles usaram falas marcantes do livro como "O Leão se apaixonou pelo cordeiro" e gostei também da narração de Bella, que aproximou quem não leu o livro para o filme. Outro ponto bom foi o uso do prologo no começo e no meio do filme, assim como é feito nos livros.

Quanto ao enfoque, logicamente foi nos personagens principais (Bella e Edward), mas acho sinceramente que eles deveria dar uma ou duas cenas somente para os Cullen, já que esses pesonagens terão importancia nos filmes seguintes, e entre os secundarioas, a que mais se destacou foi Roselie, por seu ódio claro a Bella (algo não tão explicito no livro). Quanto a Jacob, posso realmente dizer que ele tem cara de cachorro e que apareceu na medida certa, tão pouco quanto no primeiro livro. Gostei do personagem Charlie, mas acho que um dos maiores acertos foi uma cena inventada: (algo que desprezo em adaptações) a cena a cozinha…realmente engraçada, e tornou o filme leve.

Bom…falando dos principais, acho que eles fizeram um bom trabalho, demonstrarm um romance nascendo. Achei a cena da clareira bem feita, tirando o fato que o começo (a ida) foi totalmente inventada, e o medo de como eles fariam Edward "brilhar" foi satisfatório. O filme é bom, bem melhor que outras adaptações, embora falta um pouco mais. Lua Nova e Eclipse já foram confirmados, o elenco também, e a direção irá mudar (será o meso que de "A Bússula de Ouro").

Assistam!

Renan

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Para assistir o filme, a Ciça e eu escolhemos a sessão mais medíocre, assim haveria menos pessoas e seria mais sossegado. Mas a sala estava cheia de garotinhas toscas que riam cada vez que o Edward surgia! Mas, enfim… Acho que existem poucos livros interessantes que, quando são adaptaos, ficam tão bons nas telas. Crepúsculo é um desses casos em que lê-lo é melhor do que assisti-lo; há algumas interferências estranhas que não há no livro, assim como algumas coisas parecem destoantes (como a beleza do Edward, segundo a Ciça). Enfim, esse é o tipo de adaptação que metade do que é bom no livro se perde ao ser passado para filme.

 

Bom, não o resumirei, pois é praticamente a estória do livro. Não posso dizer que é fiel, pois eles cortaram algumas coisas e introduziram outras que inexistem no livro, como as cenas dos três vampiros vilões atacando um pescador; no livro, isso não fica claro até o terço final, já que havia rumores de serem animais selvagens que estavam atacando as pessoas. No filme, fica claro que são vampiros nos primeiros dez minutos! Mas a fidelidade se garante por boa parte. O livro enfatiza mais o amor indondicional de Bella por Edward, no filme isso não acontece tão bem (eles se conhcem e se relacionam instantaneamente) e a Bella do filme, ainda bem!, não é uma enxedora de saco como ela é no livro e não fica o tempo todo resmungando que quer virar vampira.

 

Os efeitos especiais são um ponto positivo no filme. Achei que ia ser um show de efeitos especiais, mas isso não acontece. São bem controlados e quando acontecem, são bonitos. Imaginei que fariam o Edward explodir em raios quando saísse ao sol, mas pelo contrário, ele brilha bastante, mas de uma maneira bonita (embora nem um pouco humana) e isso foi sem dúvida satisfatório, já que os criadores não dera asas à imaginação e fizeram algo absurdo. Já as cenas que ele corre com Bella são bem bonitas, sendo a melhor dela aquela em que eles sobem no topo de uma árvora e ficam lá, observando a paisagem. Outra cena bastante divertida é o baseball dos vampiros: não há grandes exageros e acontece exatamente como eu imaginava que acontecia. Mas as melhores cenas, sem dúvida, são quando Edward impede que a van esmague Bella e a cena de luta final, quando há um confronto entre ele e James e Bella acaba toda machucada.

 

Quanto aos atores, eu gostei da escolha de Kristen Stewart para Bella; ela tem o perfil descrito da personagem. O tom da pele, o jeito calmo e desajeitado, quase nunca sorri. Escolha boa. Gostei também do ator que interpreta o Edward, mas devo ser honesto e dizer que ele não combina com o padrão de beleza incomum do personagem e eu não gostei daquela maquiagem de mímico, que deixava o rosto do ator extremamente branco enquanto o resto não era compatível. Eu imaginava Jacob exatamente como ele é no filme, com exceção daqueles dentes de vampiro que o ator tem; apenas não entendi por que Jacob aparece pouco no filme se ele tem uma importância significativa para a sequência e com certeza ele aparece muito mais no livro! O que significa aquela família do Edward? Tipicamente americanos, provavelmente viveriam num subúrbio em vez de num casarão como aquele. Os únicos que são de acordo com o que é descrito no livro são Emmet e Alice, porque a Rosalie parece uma cheerleader frustrada; Jasper parece um estilista super gay; Esme parece ter vindo diretamente de Desesperate Housewives. Carlisle ainda se assemelha, embora haja nele a mesma péssima maquiagem que há em Edward.

 

Eu realmente não achei que esse tenha sido uma adaptação fabulosa. Até Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban que foi totalmente transformado ao ser adaptado, ficou muito bom. Já esse, que é bastante fiel até, é meio enrolado. Para os que não leram o livro ainda e forem críticos, sugiro que leiam primeiro, depois assistam. De uma maneira geral, sugiro que o assistam. Não é um filme surpreendente, não vai concorrer a grandes prêmios, mas mesmo assim é entretenimento.

Luís

criado por Luís/Renan    22:59:48 — Arquivado em: Filmes

sábado, 20 de dezembro de 2008

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: O INÍCIO

The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

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Realmente não entendo o porquê de transformar um filme bom como O Massacre da Serra Elétrica original nessas franquias absurdas, como se o espectador precisasse conhecer passado, presente e futuro do monstro! Não há necessidade de aprensentar sua biografia em trinta filmes e começar a refilmá-los. Pois bem, esse filme, segundo a ordem cronológica, vem antes do filme lançado com o título O Massacre da Serra Elétrica, que por sua vez é refilmagem do filme de 1974.

Bom, quem assistiu a esse filme, provavelmente assistiu ao que veio antes dele, embora cronologicamente, aconteça depois desse. Ao que assistiram ao primeiro, assistirão exatamente a mesma coisa nesse segundo! O filme é idêntico, com exceção de de umas cenas que explicam o motivo das pernas amputadas do irmão da mãe do Xerife Hoyt. Aliás, nesse filme, também descobrimos como ele se tornou xerife: quando o xerife verdadeiro ameaçou com uma arma Leather Face, Hoyt o matou e roubou suas roupas, tornando-se assim o xerife da cidade, já que a cidade praticamente não tem habitantes e os que ali residem são mancomunados com a família maluca de Hoyt.

Quanto aos atores, são todos desconhecidos. Nenhum ator famoso e muito menos competente. Os tipos que aparecem no filme são bem comuns em filmes de terror: a garota que grita, a garota ousada, o rapaz atrapalhado, aquele que é bastante corajoso. Enfim, nada surpreende nesse filme, que é uma cópia do primeiro. A fotografia sombria continua, a correria, os gritos, a falsidade. Tudo igual. Com exceção do final, que me surpreendeu, já que nos filmes de terror há sempre uma pessoa, normalmente garota, que fica viva. Nesse, no entanto, isso não ocorre.

Bem, é um filme bastante repetitivo. Nem o recomendo nem deixo de recomendá-lo. Caso esteja passando na TV e você queria assisti-lo, vá em frente. Não é decepção total. Não é nada inovador também! Àqueles que assistiram ao primeiro filme, porém segundo cronologicamente, compreendam que isso não é uma sequência, já que vem antes do filme lançado em 2005!

Luís

criado por Luís/Renan    21:54:41 — Arquivado em: Filmes — Tags:

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

INSTINTO SELVAGEM

Basic Instinct, 128 minutos, 1992. Suspense.

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Na década de 90 surgiram os suspenses inteligentes, como O Silêncio dos Inocentes e Seven; não sei se é ousadia o que eu vou dizer, mas acredito que Instinto Selvagem é um suspenses bons lançados. Nesse filme você vê Michael Douglas com o mesmo tom admirável de Assédio Sexual e você também vê Sharon Stone muito nova e com uma atuação bem diferente dos lixos recentes que tem feito.

Um astro do rock morre e uma escritora é a principal suspeita do crime; ao investigar o caso, um detetive começa a se envolver cada vez mais com ela até perceber que ela apresenta muito mais riscos do que parece. Basicamente a estória é essa, mas se desenrola por quase duas horas se cansar o espectador, que vê cada cena achando tudo cada vez mais confuso e mais excitante também. Eu acho que a palavra que melhor define o filme é "dúbio" porque o filme inteiro você tem uma impressão, de repente essa impressão some, depois reaparece… E isso está presente em tudo: roteiro, atuação, fotografia, etc.

Sharon Stone está num dos seus melhores momentos, na minha opinião. Sinto que não havia necessidade de toda essa exposição, mas, decididamene, foi toda a nudez desse fime que a lançou para o estrelato. Cada cena da personagem Catherine Tramell é muito bem conduzida por Stone, que estava encarnando o tom inindentificável da personalidade da escritora; se sombras de dúvidas se deve a Stone grande parte do sucesso do filme, inclusive cabendo a ela a cena mais famosa, que é a cruzada de pernas reveladora. Mas seu corpo não é tudo, mas o seu comportamento, o jeito de olhar, a forma como atua e como se sente bem em cena, seja sussurrando, beijando umamulher ou transando. Já Michael Douglas não está muito excepcional; faz a linha tira briguento, que fala mais que a boca e acaba em enrascadas; pensa com acabeça de baixo e se deixa envolver facilmente com a suspeita. Sua atuação, enfim, é favorável a de Stone e juntos eles formam um casal simpático, porém bastante instável.

A atriz que interpreta a doutora Garner também é importante para o filme, mas acaba sumindo em comparação com as atuações dos outros dois atores; no entanto, se não fosse ela, o filme perderia o fôlego da metade pra frente, pois ela se envolve no mistério de uma forma que o espectador tende a desconfiar de todos, crendo que todos são suspeitos e todos são inocentes. As cenas de sexo são muito reais, mas para quem mostrou a genitália numa cena o que significa mostrar o resto do corpo, não é verdade?

Recomendo esse filme! Ver Sharon Stone numa fase não depreciativa e assistir a duas horas de uma sensação estranha que não passa tão rápido, mesmo quando acaba o filme, pois temos a certeza de que algo está inexplicado embora tenham explicado tudo, vale a pena! Para mim, a cena mais interessante, é quando ele desconfia dela e ela diz com tom seguro: "Está espionando minha vida, é? E eu disse Hoberman, não Oberman!". E também não posso deixar de dizer que, para mim, a frase do filme é "Alguém tem que morrer no final", dia por Catherine Tramell.

Luís

criado por Luís/Renan    16:30:01 — Arquivado em: Filmes

domingo, 14 de dezembro de 2008

MAX PAYNE

Max Payne, 100 minutos, 2008. Ação.

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Nunca havia ouvido falar de Max Payne, nem sobre ele ser personagem de Video game ou coisa parecida, também nem sabia que esse personagem teria um filme, e não fazia a minima ideia de que ele tinha estreiado, até que o Luis propos que fossemos assisti-lo.

Mesmo ão sabendo a história, a vida e não conhecendo o universo do filme, posso dizer que gostei do filme. Claro…não é aquele filme que você diz "Preciso assisti-lo de qualquer forma!!!", mas pode se tornar um estretenimento bom, caso não haja nehum filme melhor em exibição.
Gostei também dos personagens…o ator que interpreta MAx Payne fez um bom trabalho, realmente parecendo um cara vingativo que sofreu muito em sua vida. Personagens secundarios também se destacam como a irmã da garota que morre (a que ajuda Max em diversas partes).
Fiquei extremamente feliz com a estória, já que quando o Luis me disse que ele era um personagem de Video Game, logo pensei que a estória viria acompanhada de cenas "pouco comuns",como acontece em filmes como Resident Evil (Não criticando, assisti algumas cenas de um só filme), mas a narrativa é totalmente condizente e até bem original. [SPOILER] Gostei do uso das asas, do uso da mitologia Nórdica e do efeito que o remédio traz [FIM DO SPOILER]

Bom…é isso.
Assistam, vale a pena, porém olhe as outras alternativas no cinema/locadora

Renan

criado por Luís/Renan    22:03:43 — Arquivado em: Filmes

sábado, 13 de dezembro de 2008

[REC]

[REC], 85 minutos, 2008. Terror.

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 Acho que todo mundo precisa de um pouco de cinema diferente do hollywoodiano, principalmente no quesito "suspense", já que os estadounidenses adoram sustos fáceis, efeitos especiais, barulhos exageradamente ato enquanto as pessoas falam exageradamente baixo além de uma maquiagem que transforma um zumbi numa ameaça biológica que é capaz de devorar o mundo, tamanha o excesso da aparência. Os espanhóis, não.

Uma repórter e seu cameraman passam uma noite junto com o corpo de bombeiros, para ver como é a rotina deles. Após receber uma chamada, eles vão até um prédio e tentam um resgate, que termina em sangue. Pouco depois, descobrem que foram trancados no prédio pela vigilância sanitária, que os impede de sair. Esse resumo pode te fazer pensar que o filme não valha a pena, mas não se limitem aos resumos bobos como este que fiz. O que mais impressiona no filme é a realidade apresentada pelos atores, roteiro, edição e verossimilhanças das imagens que o que se supõe que seja mostrado.

Partindo do princípio que tudo que é mostrado pela câmera do cameraman, percebemos que o filme é bem semelhante ao famoso A Bruxa de Balir; no entanto, a imagem é boa, pois uma vez que a estória tem a ver com uma equipe de reportagem, pressupõe-se que a câmera seja profissional. Um prédio não é tão espaçoso como uma floresta e é exatamente por isso que se torna muito mais interessante: é claustrofóbico; se no térreo tem infectados, para onde você vai? Não há onde ir e o espaço, por maior que possa parecer, não o é. Outro ponto interessantíssimo é o fato de que, como tudo que vemos está na câmera do operador, quando ele locomove rapidamente a câmera vemos tudo fora de ângulo e há ângulos estanhos quando ele a coloca no chão.

O roteiro é bastante interessante, conduz bem a história sem que deixe o espectador se sentir com sono ou se deixe entreter por outra coisa que não seja o filme. Não foge muito à regra dos mortos-vivos: se tem dez pessoas, o filme prossegue até que no máximo duas fiquem vivas e imunes e a regra primordial é a que diz que "se for mordido ou arranhado, estará infectado". Mas essa falta de inovação não prejudica em nada o filme, que se supera a cada minuto que passa. As interpretações são bastante convincentes, principalmente a da repórter, com característica típicas daqueles que "devem levar as notícias às pessoas" e estão prontos para defenderem seu trabalho até o fim, mesmo quando estão diante de um perigo visível. A maquiagem convence perfeitamente, sem aquele exagero das peles desmanchando, corpos mutilados, entre outras coisas tipicamente norte-americanas.

Os pontos mais altos do filme são: a explicação para a forma de contágio e a caracterização dos infectados. [SPOILER] Não é tão corriqueiro como nos outros filmes em que as coisas não são explicadas; nem tudo aqui é explicado, no entanto. Sabemos num momento que um cão fora trazido para o prédio contaminado e, mais tarde, já no final do filme, sabemos que o Vaticano investigava um caso de possessão, que na verdade pode ter sido o inicío dessa doença. Já os infectados não são mostrados como zumbis devoradores de cérebro; são pessoas reanimadas que se tornaram extremamente agressivas, que tendem aos movimentos menos complexos, como morder, arranhar, agarrar. [SPOILER]

 

Recomendo o filme totalmente. Esse é o tipo de filme que é invejado, tanto que acabou ganhando um remake que foi feito praticamente durante a pós-produção desse filme. Pela primeira vez, original e remake são lançados quase simultaneamente. Se há algo no filme que não gostei, foi o final muito hollywoodiano, que acha que o espectador não tem o direito de saber o que acontece e simplesmente acaba do nada. O filme também é muito curto, mas é melhor do que uma prolongação desnecessária! Vale a pena; confiram-no!

Luís

criado por Luís/Renan    16:38:51 — Arquivado em: Filmes

domingo, 7 de dezembro de 2008

UM JOGO DE VIDA OU MORTE

Sleuth, 86 minutos , 2007, Suspense

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Foi um dos filmes mais estranhos que já vi, mas estranhamente eu gostei bastante.
O que mais te chama a atenção é o fato de haverem apenas dois (ou três) atores no filme todo, o que é muito diferente dos filmes que vemos hoje, no qual até nos confundimos com tantos atores que entram e saem de cena. Nesse filme não há esse problema. O único problema que tive e ainda tenho é classificar o genero desse filme. Não é comédia, embora as vezes há cenas que lembrem esse genero. Há um pouco de ação, mas não se deve generalizar o filme por poucas cenas…enfim…

Gostei muito das atuações, e acho sinceramente que o velhiho deveria ter levado uma indicação ao Oscar, nunca vi nenhum filme com ele, mas gostei. Jude Law também está muito bem, meio gayzinho na maior parte do filme, [SPOILER] embora genial na cena do detetive, particularmente, a melhor do filme, é legal, pois você acredita que está chegando finalmente o terceiro personagem, e quando ele começa a tirar toda a maquiagem, que é extremamente bem feita. [FIM DO SPOILER] Gostei da tradução do filme para português, apesar de que se eu fosse a uma locadora, não o pegaria por esse titulo, mas ele condiz com o filme…todo o jogo que eles jogam, colocando lado a lado a vida e a morte, todas aquelas encenações de assaltos ficaram realmente muito boas, e me fizeram acreditar que els estavam falando a verdade…muito bom. Enfim, assitam, mas não esperem um filme como o que estamos acostumados a assistir.

Renan

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Assisti a esse filme que é dividido em três atos, tal como uma peça de teatro. Isso deve, eu acredito, ao filme ter sido uma peça antes de ser transformado num longa. Não o achei, porém, tão estranho quanto o Renan. Nem sequer o achei estranho. Depois de assistir filmes como o brasileiro Cama de Gato, e os americanos Antes do Amanhecer e Dogville. O filme brasileiro se caracteriza pela forma explícita como mostra tudo acontecendo; o segundo foi citado pelo roteiro que foca apenas os personagens principais e Dogville devido àsua ausência de cenário, se assimilando a um palco de teatro, com qualidade de uma longa-metragem. 

Entre os três filmes que citei, Um Jogo de Vida ou Morte se assemelha mais ao segundo, pois curiosamete há apenas dois atores contracenando ao longo de quase uma hora e meia. Michael Cane e Jude Law interpretam, respectivamente, um escritor de sucesso e um ator desempregado, que tem dormido com a esposa do escritor. Na tentativa de negociar o divórcio, Mile Tindle (Law) entra num jogo perigoso iniciado pelo outro. Como eu disse, o filme é basicamente dividido em três atos, que correspondem aos vencedores do jogo proposto, como se fosse uma partida melhor de três: no primeiro ato, um ganha; no segundo, o outro ganha; o terceiro é o desempate. Eu gostei da estrutura do filme, nesses três atos, mas acho que há mais fatores que comprometem o filme do que fatores que o elevam a uma categoria melhor.

Acho que o filme todo tenta representar de certa forma um clima claustrofóbico e isso é muito bem representado por três coisas: a escassez do elenco; a pouca variação das matizes, que quase sempre são as mesmas; e a pouca mobília numa casa absurdamente grande servem para esse clima claustrofóbico. No entanto, toda a tecnologia mostrada impede essa sensação, pois pensei que bastava apertar um botão qualquer que a casa desmontaria e qualquer um dos dois fugiria facilmente. Mesmo assim, o primeiro ato é muito bom. E a cena do último ato é surpreendente. Muito boa mesmo. Já o segundo ato começa não tão interessante, mas ainda começa manter um pouco do clima que havia no primeiro. Diferentemente do que o Renan disse, eu discordo em relação à maquiagem usada por Law; não há nada realmente bom ali. No entanto, pensamos que seja o mesmo ator interpretando um outro personagem, o que logo se mostra um pensamento errado. O terceiro e pior ato é bem medíocre.

Enfim, existe uma decadência no filme em relação ao interesse que ele proporciona; conforme o filme ia chegando próximo ao final, eu ficava cada vez mais cansado. Aquela brincadeira ilógica sobre a sexualidade dos personagens é extremamente maçante e desnecessária; tem muita lenga-lenga, muitos diálogos escrotos e realmente não sei o que passou pela cabeça do Renan ao disse na crítica dele que acha que Michael Cane merecia uma indicação ao Oscar! Não sei mesmo como ele pôde ter achado isso, considerando a limitada interpretação de Cane; como eu disse, o primeiro ato do filme é interessante, mas ele definha, de uma maneira geral, conforme se aproxima do final. Não recomendo, pois embora a estrutura seja interessante, o filme não o é.

Luís

criado por Luís/Renan    20:22:39 — Arquivado em: Filmes
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