Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

UM JOGO DE VIDA OU MORTE

Sleuth, 86 minutos , 2007, Suspense

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Foi um dos filmes mais estranhos que já vi, mas estranhamente eu gostei bastante.
O que mais te chama a atenção é o fato de haverem apenas dois (ou três) atores no filme todo, o que é muito diferente dos filmes que vemos hoje, no qual até nos confundimos com tantos atores que entram e saem de cena. Nesse filme não há esse problema. O único problema que tive e ainda tenho é classificar o genero desse filme. Não é comédia, embora as vezes há cenas que lembrem esse genero. Há um pouco de ação, mas não se deve generalizar o filme por poucas cenas…enfim…

Gostei muito das atuações, e acho sinceramente que o velhiho deveria ter levado uma indicação ao Oscar, nunca vi nenhum filme com ele, mas gostei. Jude Law também está muito bem, meio gayzinho na maior parte do filme, [SPOILER] embora genial na cena do detetive, particularmente, a melhor do filme, é legal, pois você acredita que está chegando finalmente o terceiro personagem, e quando ele começa a tirar toda a maquiagem, que é extremamente bem feita. [FIM DO SPOILER] Gostei da tradução do filme para português, apesar de que se eu fosse a uma locadora, não o pegaria por esse titulo, mas ele condiz com o filme…todo o jogo que eles jogam, colocando lado a lado a vida e a morte, todas aquelas encenações de assaltos ficaram realmente muito boas, e me fizeram acreditar que els estavam falando a verdade…muito bom. Enfim, assitam, mas não esperem um filme como o que estamos acostumados a assistir.

Renan

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Assisti a esse filme que é dividido em três atos, tal como uma peça de teatro. Isso deve, eu acredito, ao filme ter sido uma peça antes de ser transformado num longa. Não o achei, porém, tão estranho quanto o Renan. Nem sequer o achei estranho. Depois de assistir filmes como o brasileiro Cama de Gato, e os americanos Antes do Amanhecer e Dogville. O filme brasileiro se caracteriza pela forma explícita como mostra tudo acontecendo; o segundo foi citado pelo roteiro que foca apenas os personagens principais e Dogville devido àsua ausência de cenário, se assimilando a um palco de teatro, com qualidade de uma longa-metragem. 

Entre os três filmes que citei, Um Jogo de Vida ou Morte se assemelha mais ao segundo, pois curiosamete há apenas dois atores contracenando ao longo de quase uma hora e meia. Michael Cane e Jude Law interpretam, respectivamente, um escritor de sucesso e um ator desempregado, que tem dormido com a esposa do escritor. Na tentativa de negociar o divórcio, Mile Tindle (Law) entra num jogo perigoso iniciado pelo outro. Como eu disse, o filme é basicamente dividido em três atos, que correspondem aos vencedores do jogo proposto, como se fosse uma partida melhor de três: no primeiro ato, um ganha; no segundo, o outro ganha; o terceiro é o desempate. Eu gostei da estrutura do filme, nesses três atos, mas acho que há mais fatores que comprometem o filme do que fatores que o elevam a uma categoria melhor.

Acho que o filme todo tenta representar de certa forma um clima claustrofóbico e isso é muito bem representado por três coisas: a escassez do elenco; a pouca variação das matizes, que quase sempre são as mesmas; e a pouca mobília numa casa absurdamente grande servem para esse clima claustrofóbico. No entanto, toda a tecnologia mostrada impede essa sensação, pois pensei que bastava apertar um botão qualquer que a casa desmontaria e qualquer um dos dois fugiria facilmente. Mesmo assim, o primeiro ato é muito bom. E a cena do último ato é surpreendente. Muito boa mesmo. Já o segundo ato começa não tão interessante, mas ainda começa manter um pouco do clima que havia no primeiro. Diferentemente do que o Renan disse, eu discordo em relação à maquiagem usada por Law; não há nada realmente bom ali. No entanto, pensamos que seja o mesmo ator interpretando um outro personagem, o que logo se mostra um pensamento errado. O terceiro e pior ato é bem medíocre.

Enfim, existe uma decadência no filme em relação ao interesse que ele proporciona; conforme o filme ia chegando próximo ao final, eu ficava cada vez mais cansado. Aquela brincadeira ilógica sobre a sexualidade dos personagens é extremamente maçante e desnecessária; tem muita lenga-lenga, muitos diálogos escrotos e realmente não sei o que passou pela cabeça do Renan ao disse na crítica dele que acha que Michael Cane merecia uma indicação ao Oscar! Não sei mesmo como ele pôde ter achado isso, considerando a limitada interpretação de Cane; como eu disse, o primeiro ato do filme é interessante, mas ele definha, de uma maneira geral, conforme se aproxima do final. Não recomendo, pois embora a estrutura seja interessante, o filme não o é.

Luís

criado por Luís/Renan    20:22:39 — Arquivado em: Filmes

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