Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

INSTINTO SELVAGEM

Basic Instinct, 128 minutos, 1992. Suspense.

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Na década de 90 surgiram os suspenses inteligentes, como O Silêncio dos Inocentes e Seven; não sei se é ousadia o que eu vou dizer, mas acredito que Instinto Selvagem é um suspenses bons lançados. Nesse filme você vê Michael Douglas com o mesmo tom admirável de Assédio Sexual e você também vê Sharon Stone muito nova e com uma atuação bem diferente dos lixos recentes que tem feito.

Um astro do rock morre e uma escritora é a principal suspeita do crime; ao investigar o caso, um detetive começa a se envolver cada vez mais com ela até perceber que ela apresenta muito mais riscos do que parece. Basicamente a estória é essa, mas se desenrola por quase duas horas se cansar o espectador, que vê cada cena achando tudo cada vez mais confuso e mais excitante também. Eu acho que a palavra que melhor define o filme é "dúbio" porque o filme inteiro você tem uma impressão, de repente essa impressão some, depois reaparece… E isso está presente em tudo: roteiro, atuação, fotografia, etc.

Sharon Stone está num dos seus melhores momentos, na minha opinião. Sinto que não havia necessidade de toda essa exposição, mas, decididamene, foi toda a nudez desse fime que a lançou para o estrelato. Cada cena da personagem Catherine Tramell é muito bem conduzida por Stone, que estava encarnando o tom inindentificável da personalidade da escritora; se sombras de dúvidas se deve a Stone grande parte do sucesso do filme, inclusive cabendo a ela a cena mais famosa, que é a cruzada de pernas reveladora. Mas seu corpo não é tudo, mas o seu comportamento, o jeito de olhar, a forma como atua e como se sente bem em cena, seja sussurrando, beijando umamulher ou transando. Já Michael Douglas não está muito excepcional; faz a linha tira briguento, que fala mais que a boca e acaba em enrascadas; pensa com acabeça de baixo e se deixa envolver facilmente com a suspeita. Sua atuação, enfim, é favorável a de Stone e juntos eles formam um casal simpático, porém bastante instável.

A atriz que interpreta a doutora Garner também é importante para o filme, mas acaba sumindo em comparação com as atuações dos outros dois atores; no entanto, se não fosse ela, o filme perderia o fôlego da metade pra frente, pois ela se envolve no mistério de uma forma que o espectador tende a desconfiar de todos, crendo que todos são suspeitos e todos são inocentes. As cenas de sexo são muito reais, mas para quem mostrou a genitália numa cena o que significa mostrar o resto do corpo, não é verdade?

Recomendo esse filme! Ver Sharon Stone numa fase não depreciativa e assistir a duas horas de uma sensação estranha que não passa tão rápido, mesmo quando acaba o filme, pois temos a certeza de que algo está inexplicado embora tenham explicado tudo, vale a pena! Para mim, a cena mais interessante, é quando ele desconfia dela e ela diz com tom seguro: "Está espionando minha vida, é? E eu disse Hoberman, não Oberman!". E também não posso deixar de dizer que, para mim, a frase do filme é "Alguém tem que morrer no final", dia por Catherine Tramell.

Luís

criado por Luís/Renan    16:30:01 — Arquivado em: Filmes

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