Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A TROCA

Changeling, 2009, 141 minutos. Drama.

Indicado a 3 Academy Awards: Melhor Atriz (Angelina Jolie), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

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Mais um filme baseado em uma história real e ainda estrelado por Angelina Jolie. Não que os filmes que ela estrela sejam os meus preferidos, mas a oportunidade de vê-la sem mostrar suas tatuagens, sua sensualidade e sem usar revólveres é quase imperdível, então precisei conferir o filme. Após a sessão, não sabia o que dizer, mas sabia de uma coisa: o filme é ótimo e Jolie está irrepreensível no papel de Christine Colins! Duvido que fizessem escolha melhor ao chamar outra atriz.

O filme narra a história de Christine Collins, uma mulher que cria o filho de 9 anos sozinha, já que o marido a abandonou. Um dia, ao voltar do trabalho, percebe que seu filho desapareceu e comunica o fato à polícia, que promete ajudá-la. Meses depois, trazem o seu filho de volta, mas ela recorre à polícia mais uma vez, alegando não se tratar do seu filho o garoto que trouxeram para ela. Sua insistência em confrontar a polícia com suas alegações faz com que ela sofra árduas consequências, uma vez que mostrando o seu esplendor, não havia possibilidade de admitir um erro, como o que pode ter ocorrido no caso de Christine. O filme se passa em 1928 e retrata uma sociedde oprimida pela ação policial, que vive o seu auge; a narrativa do filme é lenta e intercala duas tramas paralelas, a segunda surgindo mais para o meio do filme. A primeira delas é a busca incansável de Christine pelo filho e a tentativa de convencer alguém de que o garoto de quem está cuidando não é o seu filho e a segunda é a história de um garoto no norte acusado de vandalismo e os segredos que ele tem pra revelar. As duas horas de filme passam lentamente, abordando bem os assuntos tratados no filme: a opressão causa pela polícia, a luta de uma mãe, a forma como os outros a ajudam, etc.

Quando disse no primeiro parágrafo que os filmes que Jolie protagoniza não são os meus favoritos, não quis dizer que ela seja uma má atriz. Pelo contrário. Gosto bastante de sua atuação, já que ela tem tudo a ver como velocidade (60 Segundos), luta (Sr. e Sra. Smith), aventura (Tomb Raider) e armas (O Procurado). Mas nesse filme, assim como já tinha feito em produções anteriores, como Gia e Garota, Interrompida, filme pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1999, Jolie prova sua capacidade ao atuar, seja em papéis que exijam mais do seu físico ou mais do seu psicológico e emocional. E não há como sugerir que não seja justa a indicação que ela recebeu por Changeling. Nesse filme, a única cena em que Jolie fica nua é deprimente e agoniante e chegamos a torcemos durante quase metade do filme para que ela espanque algumas pessoas, mas não é esse o comportamento de Christine, sua personagem, muito bem interpretada. Christine é batalhadora, mas sua arma é a moral e a oragem, não os punhos. E Jolie soube demonstrar isso muito bem; definitivamente, esse é um parágrafo para dizer o quão fantástica é a interpretação dessa atriz no filme. Quanto ao Oscar, não sei por quem torer, já que gosto de quase todas as atrizes indicadas (com exceção de Melisa Leo, pois nunca vi nenhum filme com ela) e acredite que todas tenham realmente merecido a indicação.

John Malkovich em uma participação pequena na trama, mas de fundamental significância. Ele dá rumo às intenções de Christine e a ajuda a se livrar de alguns problemas nos quais se envolveu por tentar dizer a verdade. Nada excepcional em sua atuação. O filme tem um clima pesado, agoniante, já que vemos a luta difícil de uma mulher desesperada para encontrar o filho sumido enquanto tudo parece ir contra as suas necessidades. A fotografia do filme é muito boa, assim como a direção do filme. O ponto alto do filme, sem dúvidas, é a atuação de Angelina Jolie, quese mostra realmente competente. Por cerca de vinte minutos, o filme perde o fôlego e começa a ir mais devagar, mas realmente é bom, o que faz com que esses vinte minutos passem mais rápido do que vinte minutos em um filme ruim. Eu realmente recomendo o filme, pois é um drama fabuloso. E o final, de maneira paradoxa, ainda deixa uma sutil leveza, ainda que o fardo da personagem seja bem grande. 

Luís

criado por Luís/Renan    15:11:05 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O APRENDIZ

Apt Pupil, 1998, 128 minutos. Drama.

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Nunca pensei que chegaria a assistir a esse filme. Ja o procurei em locadoras, mas todas só o tem em VSH ou mesmo nem sequer o tem para locar. Esse filme é baseado num conto de Stephen King, publicado no livro As Quatro Estações, sendo que cada conto representa uma estação da ano - Aluno Aplicado, título do conto, representa o Verão da Corrupção. A primeira coisa que tenho a dizer é: esse filme faz parte do seleto grupo de sucessos baseados nas obras de SK, diferentemente de bombas como Christine e o Apanhador de Sonhos. Aliás, acho que As Quatro Estações foi o livro que mais gerou filmes bons (Um Sonho de Liberdade e Conta Comigo).

O título é bem apropriado - o aprendiz - já que é isso que um garoto de 13 anos se torna quando descobre morar na mesma rua que um velho fugitivo por crimes de guerra, já que ele havia servido o regime nazista. Não contente em saber isso sobre Dussander, ex-torturador, Todd começa um jogo psicológico com o velho, forçando-o a relembrar e contar detalhes das mortes. É esse jogo doentio que o filme dá enfoque; pode-se perceber uma resistência grande de Dussander em relação ao garoto, que chegou determinado a descobrir os segredos mais escuros do nazismo e que seria capaz de qualquer coisa para conhecê-los. Não há dúvidas de que há nos dois - tanto em Dussander quanto em Todd - o desejo para reviver e presenciar, respectivamente, tudo aquilo que aconteceu há muito tempo atrás.

Apesar da resistência inicial, Dussander é um profundo adorador do regime nazista e embora limite suas narrações iniciais, há nelas contentamento disfarçado por tudo que ele fez. Ao mesmo tempo, Todd exige que o velho seja específico, contando cada detalhe e como se sentia a respeito do fazia. O jogo entre eles passa a se tornar bastante perigoso e obsessivo, e não resta dúvidas que de se envolvem mais do que dois vizinhos quaisquer e que o único elo entre eles é a vontade de “punir” os outros. Interessante a estretura psicológica do personagem Dussander, que contradiz ações e pensamentos, uma vez que evita contar as coisas pelas quais passou, mas ao mesmo tempo as adora; a cena em que Todd consegue um uniforme nazista e obriga Dussander a usá-lo é demais. Quer ver o velho marchar e o chantageia para que o faça, caso contrário ele o denunciará. Dussander começa a marchar, com má vontade, até que o garoto liberta algo preso no velho, fazendo com que marchasse com vitalidade e anseio e fazendo o garoto se amedrontar e perder totalmente o controle sobre o velho.

As atuações dos atores são fabulosas. Ian McKellen, mais conhecido como o Prof. Xavier, de X-Men, está fantástico interpretando o velho Dussander e a forma como ele conduz o personagem é conforme o que acontece no livro: vai da solidão deprimente à explosão de vontades e desejos, que não podem ser contidos. Brad Renfro também se mostra muito competente na arte de transformar o ingênuo Todd num ser humano corrompido pela obsessão pela tortura, mesmo que isso signifique que ele próprio venha a ofrer com as consequências disso, já que sua vida foi limitada a Dussander e às coisas que o velho tem a “ensinar”. O filme é bem adaptado e quase tudo acontece conforme é narrado no conto de Stephen King. Gostei do final do filme, que é diferente do livro; embora não goste quando eles mudem o original, gostei do tom que deram ao final do filme, sugerindo que, uma vez corrompido, não há como tornar-se inocente de novo.

Não há nada que atrapalhe o filme, nem mesmo seus 128 minutos (2h8min), já que a narrativa precisa daquela lentidão inicial para que o espectador possa compreender tudo que está ao redor dos personagens e todo o clima de corrupção em que eles vivem. Totalmente recomendável! Como disse, um bom filme baseado na obra de Stephen King.

Luís

criado por Luís/Renan    12:12:53 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Clique aqui para ver o trailer do filme.

The Curious Case of Benjamin Button, 2009, 166 minutos. Drama.

Indicado a 13 Academy Awards: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Taraji P. Henson), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.

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Se você de uma olhada nos indicados desse ano ao Oscar, você verá “O Curioso Caso de Benjamin Button” em diversas categorias. Ele é o filme mais indicado pela Academia, ou seja, antes de assistir já se pode esperar um grande filme. E é isso que os espera no cinema. Mais uma vez uma idéia relativamente simples: muitas pessoas já pensaram em como seria nascer velho e ir rejunvenescendo. Há até uma comunidade no Orkut com esse conteúdo.

Logo no começo vemos o nascimento de Benjamin, numa cena até que bem assustadora, pois o bebê é horrível, todo enrugado e com as doenças de um velho, fato esse que ajudou seu verdadeiro pai a abandoná-lo na casa de uma mulher que cuida de idosos. Logo percebemos que ao invés de envelhecer como todo mundo, ele rejuvenesce e é com seus 9 anos (ainda um velho), que ele conhece Daisy, uma garotinha (uma atriz linda, por sinal) e é nessa fase que eles contracenam em uma cena muito legal, o Luís achou a melhor cena do filme, não sei se é a melhor, mas é muito boa. Nessa cena eles estão embaixo de uma cama com apenas uma vela. É uma cena simples, mas que nos faz lembrar de nossa infancia, acho eu.

Também no começo, já se vê um filme bem feito. A maquiagem que possibilitou tansformar Daisy, jovem, em uma paciente em estado terminal é incrivel, muito real. Depois vemos um filme quase todo em flashback e com muitas partes narradas, diretamente lidas de um diário escrito pelo própio Benjamin. Aliás a maquiagem desse filme é impecável, acho que se tem um prêmio que eles mereçam ganhar, é esse. Quando eles se reencotram é incrível, parece que Brad Pitt acabou de vir de um show dos BackStreet Boys, ou alguma Boy Band qualquer, sendo que ele seria um dos cantores. Enquanto isso Cate Blanchett, uma senhora, está toda enrugada.

Duante boa parte do filme não ficamos triste nem nada, apenas acompanhamos a trajetória de Benjamin, seguindo sua vida, quando ainda não podia encontrar com Daisy por causa da idade. E até vemos ele se envolver com outras mulheres e não temos aquele sentimento de traição. Mas é no final que tudo começa a sair do controle. Benjamin, um adolescente e logo após um criança e um depois um bebê, começa a se esquecer de coisas, tem crises nervosas, como um velho. Ai também temos que parabenizar as crianças que o interpretam. [SPOILER] A cena em que o bebê olha Daisy nos olhos, como se a reconhcesse e morre é muito emocionante. [FIM DO SPOILER]

Com certeza é um filme macante. Bons atores (Brad Pitt está muito bem sem armas e sem violência, assim como sua mulher, Angelina Jolie, em “A Troca“), bom enredo, bons efeitos e etc. Bom? Não…Ótimo.

Renan

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Não há dúvidas de que o filme mereceu todas as indicações que recebeu. Todo o filme é embasado por uma qualidade técnica incrível, desde os efeitos de maquiagem, som, adaptação como o fato de as atuações serem fantásticas. Tudo no filme funciona bem e não há nada que pareça deslocado; considerando todos os aspectos de um filme e todas as etapas pelas quais ele passa, pode-se dizer que esse é um dos melhores filmes dos últimos tempos.

O Renan resumiu bem o enredo, portanto não o farei novamente. O filme está imerso em questionamentos filosóficos e até poéticos, sugerindo uma vida que começa de trás para a frente, a forma como as coisas são vistas a partir da ótica de uma pessoa que está num corpo que não acompanha o ritmo normal de sua idade e também as perspectivas dos outros em relação ao velho-que-não-é-velho. Isso é muito bem abordado na cena em que Benjamin e Daisy, ambos crianças (e ele em suas respectivas condições), conversam sob uma mesa, à luz de uma vela. É uma das melhores cenas do filme, como o Renan bem disse a minha opinião. Daisy consegue ver além das aparências e sente aquilo que Benjamin realmente: uma criança como ela.

As situações do filme são obviamente uma metáfora em relação às cenas iniciais, em que um homem constrói um relógio, cujos ponteiros giram no sentido anti-horário, para pôr na estação de trem sob o pensamento de que o relógio traria de volta aqueles que foram pra guerra, permitiria aos pais que revissem seus filhos, etc. Quanto ao roteiro, não creio que seja mal adaptado. Tudo parece tão lógico e real no filme, embora seja um paradoxo considerar real uma história assim. As duas horas e quarenta minutos do filme transcorrem de uma maneira eficiente e você não conseguirá ficar entediado; por um grande momento, percebemos que há trechos não tão necessários, mas que são importantes para o momento do reencontro de Daisy e Benjamin, já adultos, porém jovens.  Duas cenas que eu gostaria de destacar aqui a respeito dos momentos de reencontro dos dois são estas:

  1. quando Daisy dança para Benjamin sob um céu lindo e estrelado, justificando o porquê de o filme ser indicado a Melhor Fotografia (a cena por si própria já é bela e com todo aquele tom azul e a rápida demonstração de flexibilidade de Daisy fica linda!);
  2. quando Benjamin narra uma série de eventos importunos que se sucedem e, como consequência, impeça Daisy de se tornar uma grande bailarina.

O auge do filme, eu acredito, é visível a partir do momento em que Benjamin decide abandonar Daisy e Caroline, filha deles, afirmando que chegaria um momento em que ela não poderia tomar conta de duas crianças e ainda faz uma piada, dizendo que a filha precisava de um pai de verdade e não um coleguinha de infância. Portanto, o filme se torna excelente na hora final. Aliás, nem sequer sei como descrever o quanto de emoção há nos momentos finais do filme, quando Daisy reencontra um Benjamin-Backstreet-Boy, bem mais novo e se relaciona com ele uma última vez, deixando claro o que já havia sido mostrado antes: o motivo pelo qual recebeu uma indicação por melhor maquiagem. É incrível como fizeram Cate Blanchett envelhecer! Até acreditei que a atriz possa rever esse filme daqui a 30 anos e sentir que a aparência dela já havia sido prevista. Quanto à maquiagem, acho que os melhores efeitos foram vistos em Blanchett, já que ela ficou idêntica a uma velha (com exceção das cenas no leito de morte, já que é outra atriz que vive Daisy); quanto a Pitt, não há dúvidas que foi boa a maquiagem nele, mas são varios atores que interpretam o Benjamin-velho-que-é-novo.

[SOILER] E o que dizer das cenas finais? São belíssimas! A relação entre o casal principal é deprimente, pois vemos nos cuidado de Daisy o amor que ela sente por um homem, não por um “filho” ou “neto”, como praticamente se torna a relação entre os dois. A cena em que ela o beija - ela já idosa e ele com uns 3 anos - prooca sentimentos conflitantes em quem vê, pois os enxergamos como parentes próximos, fazendo com que a ação deles soe incestuosa. E mais tarde, quando o bebê Benjamin dá um último olhar para Daisy, como se a reconhecesse (temos que considerar que agora que é bebê, ele tem todas as doenças típicas da velhice e se esquece das coisas), e ela retribui o olhar, os dois já definhando, é extremamente triste. E como se não bastasse, tudo o que Benjamin fez para que não ficassem juntos é inválido, já que Daisy se torna a responsável por ele nos seus últimos anos de vida. [SPOILER]

Se depois de lerem tudo o que eu escrevi, alguém ainda tiver dúvidas sobre eu recomendar ou não esse filme, então minhas palavras terão sido inúteis. Assim como o Renan disse, eu concordo: o filme é ótimo! Como um conjunto, funciona muito bem e não há como não negar que Brad Pitt resolveu sair dos filminhos de mafiosos, bandidos, lutadores e gatões e caiu de cabeça numa produção que mostra sua capacidade como ator! Outro grande acerto são os atores mirins, que dão um show no filme. Não deixem de assisti-lo.

Luís

criado por Luís/Renan    11:09:00 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SAG Awards 2009 - 15ª Edição

O Screen Actors Guild é um prêmio concedido pelo sindicato dos atores aos próprios atores, ou seja, é uma festa idealizada para que os atores confraternizem e premiem aqueles que se destacaram no último ano. Tendo sido realizada na noite de 25 de janeiro de 2009, o SAG Awards, que também se mostrou uma prévia do Academy Awards (Oscar), classifica os prêmios em 15 categorias, listadas abaixo com destaque em negrito para o vencedor em casa categoria.

Assim como o Golden Globe, a premiação teve vários momentos interessantes e quantos aos atores que ganharam, o resultado foi bem semelhante ao resultado do prêmio anterior. Pela primeira vez em uma premiação, eu não sabia qual era a minha preferida para a categoria de Melhor Atriz, já que havia quatro atrizes cujos trabalhos eu conheço e gosto; Leonardo DiCaprio parece ter sido esquecido pela sua interpretação em Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road) e somente Winslet foi indicada. Essa, aliás, repetiu a conquista de duas indicações, embora não tenha conseguido a dupla conquista dos prêmios, como fez no Golden Globo. O Curioso Caso de Benjamin Button, um filme muito bem comentado, que concorreu a três prêmios, não ganhou nenhum. E Slumdog Milionaire, cujo título nacional é Quem Quer Ser um Milionário?, ganhou o principal prêmio da noite: o de melhor elenco.

O que houve de melhor:

  1. Kate Winslet recebendo o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por O Leitor. Definitivamente, 2009 é o ano da maravilhosa Kate, que há anos vê os prêmios sendo “roubados” de suas mãos; o seu discurso não foi tão eufórico quanto o que fez na premiação anterior e foi muito mais bonito (até porque ela não se arriscou a dizer os nomes de suas concorrentes e esquecer de Jolie novamente). Foi esse o único prêmi das duas indicações que conquistou.
  2. A reação de Meryl Streep quando seu nome foi anunciado como vencedora na categoria Melhor Atriz; a veterana ficou pasma, com os olhos arregalados e depois de cumprimentar seus colegas da mesa em que estava sentada, ela correu euforicamente para o palco, demonstrando clara alegria pelo prêmio. Acredito que tenha sido ela uma das que fizeram o discurso mais longo da cerimônia (uns 5 minutos); o mais engraçado, sem dúvida, foi quando ela parou, olhou pra todo mundo, apontou para as próprias roupas e dsse: “E eu nem comprei um vestido”, arrancando risos da platéia.
  3. Adivinhem quem foi o ganhador do SAG de Melhor Ator Coadjuvante? Óbvio que foi Heath Ledger! O ator conquistou o prêmio, que foi entregue sob aplausos em pé da platéia. Não sei se foi justo em relação à interpretação dos outros atores, porque ainda não assisti nenhum dos filmes que concorreram com O Cavaleiro das Trevas, mas foi um momento de emoção.
  4. Sally Field sem dúvida mereceu o SAG pela sua interretação como Nora Walker em Brothers & Sisters. Quanto a essa categoria, minhas favoritas eram Sally e Kyra Sedwick e fiquei feliz quando uma delas ganhou. Em seu discurso, Sally disse que estamos num momento em que precisamos de atores; eu concordo e acrescento: precisamos de atores bons, como ela.
  5. Laura Linney ao ser premiada, foi até o palco, pegou o prêmio nas mãos e disse num tom casual: “Meu marido sugeriu que se eu ganhasse o prêmio, não ficasse pegando muito nele. Então, vou deixar ele parado aqui do meu lado e vou ficar admirando-o”. Encarou o prêmio por uns dois segundos em silêncio, acompanhada pela platéia, antes de voltar a agradecer.
  6. O SAG Awards 2009 homenageou James Earl Jones, famoso pela sua voz, usada em muitos filmes, comerciais, sendo que o mais conhecido personagem a usar a voz de Jones é o Darth Vader. A Homenagem em si foi meio cansativa e longa demais, mas quando o ator subiu no palco, a platéia o aplaudiu incansavelmente, impedindo-o de falar por duas ou três vezes.
  7. Sean Penn foi aplaudido em pé pelos colegas por seu interpretação em Milk.

O que houve de pior:

  1. Eu fiquei pasmo quando Slumdog Milionaire ganhou o prêmio principal, de Melhor Elenco. O ponto questionável é: como um filme cujo elenco é todo desconhecido consegue roubar o prêmio de filmes como Doubt, cujos atores principais (Streep, Hoffman e Adams) já foram indicados ao Oscar e até o venceram, e Milk, que era um dos favoritos ao prêmio? Muito estranho.
  2. Uma cena do filme Doubt foi mostrada e o comentarista disse que não havia por que premiar Streep pelo filme, uma vez que sua interpretação estava exagerada, “como se podia ver pela cena”, segundo ele. A cena mostrava uma discussão entre Irmã Beauvier e Padre Brendan Flynn, papéis de Streep e Hoffman, respectivamente; detalhe: na cena, ambos os atores estavam ótimos.
  3. A contradição de 30 Rock me irrita: a série é boa e engraçada, tem atores bons, incrivelmente o público não se identifica com a série, mas essa não pára de ganhar prêmios! É o terceiro ano consecutivo que Tina Fey ganha prêmios por sua série.

Vamos agora começar a fazer nossas apostas para o Oscar!

:D

MELHOR ATOR

Richard Jenkins como Walter Vale - “The Visitor”
Frank Langella como Richard Nixon - “Frost/Nixon”
Sean Penn como Harvey Milk - “Milk”
Brad Pitt como Benjamin Button - “O Curioso Caso de Benjamin Button”
Mickey Rourke como Randy - “The Wrestler”

MELHOR ATRIZ

Anne Hathaway como Kym - “Rachel Getting Married”
Angelina Jolie como Christine Collins - “Changeling”
Melissa Leo como Ray Eddy - “Frozen River”
Meryl Streep como Irmã Aloysius Beauvier - “Doubt”
Kate Winslet como April Wheeler - “Revolutionary Road”

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Josh Brolin como Dan White - “Milk”
Robert Downey, Jr. como Kirk Lazarus - “Trovão Tropical”
Philip Seymour Hoffman como o Padre Brendan Flynn - “Doubt”
Heath Ledger como Coringa - “Batman – O Cavaleiro das Trevas”
Dev Patel como Jamal - “Slumdog Millionaire”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Amy Adams como Sister James - “Doubt”
Penélope Cruz como Maria Elena - “Vicky Cristina Barcelona”
Viola Davis como Sra. Miller - “Doubt”
Taraji P. Henson como Queenie - “O Curioso Caso de Benjamin Button”
Kate Winslet como Hanna Schmitz - “The Reader”

MELHOR ELENCO
Doubt
Frost/Nixon
Milk
Slumdog Millionaire
O Curioso Caso de Benjamin Button

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM FILME

Batman – O Cavaleiro das Trevas
Hellboy II: O Exército Dourado
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro
O Pocurado

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME

Ralph Fiennes como Bernard Lafferty - “Bernard And Doris”
Paul Giamatti como John Adams - “John Adams”
Kevin Spacey como Ron Klain - “Recount”
Kiefer Sutherland como Jack Bauer - “24: Redemption”
Tom Wilkinson como Benjamin Franklin - “John Adams”

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME

Dern como Katherine Harris - “Recount”
Laura Linney como Abigail Adams - “John Adams”
Shirley Maclaine como Coco Chanel - “Coco Chanel”
Phylicia Rashad como Lena Younger - “A Raisin In The Sun”
Susan Sarandon como Doris Duke - “Bernard And Doris”

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA

Michael C. Hall como Dexter Morgan - “Dexter”
Jon Hamm como Don Draper - “Mad Men”
Hugh Laurie como Gregory House - “House”
William Shatner como Denny Crane - “Boston Legal”
James Spader como Alan Shore - “Boston Legal”

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA

Sally Field como Nora Walker - “Brothers & Sisters”
Mariska Hargitay como Det. Olivia Benson - “Law & Order: Special Victims Unit”
Holly Hunter como Grace Hanadarko - “Saving Grace”
Elisabeth Moss como Peggy Olson - “Mad Men”
Kyra Sedgwick como Brenda Johnson - “The Closer”

MELHOR ATOR EM SÉRIE CÔMICA

Alec Baldwin como Jack Donaghy - “30 Rock”
Steve Carell como Michael Scott - “The Office”
David Duchovny como Hank Moody - “Californication”
Jeremy Piven como Ari Gold - “Entourage”
Tony Shalhoub como Adrian Monk - “Monk”

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE CÔMICA

Christina Applegate como Samantha Newly - “Samantha Who?”
America Ferrera como Betty Suarez - “Ugly Betty”
Tina Fey como Liz Lemon - “30 Rock”
Mary-Louise Parker como Nancy Botwin - “Weeds”
Tracey Ullman como Diversos Personagens - “Tracey Ullman’s State Of The Union”

MELHOR ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA

Boston Legal
Dexter
House
Mad Men
The Closer

MELHOR ELENCO EM SÉRIE CÔMICA

30 Rock
Desperate Housewives
Entourage
The Office
Weeds

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE

Friday Night Lights
Heroes
Prison Break
The Unit
The Closer

criado por Luís/Renan    15:45:12 — Arquivado em: Outros, Premiações

domingo, 25 de janeiro de 2009

A CABANA

The Shack, 2008, 240 páginas.

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Esse livro tem sido um fenômeno de vendas e todo mundo nos últimos meses parece já ter lido. Aonde quer que você vá, há pessoas comentando sobre como esse livro mudou a percepção em relação às coisas que acontecem; a própria vendedora da livraria sugere esse livro sob tais alegações. O livro se tornou modinha - coisa que eu detesto - , e talvez por isso mesmo resolvi lê-lo. Okay, eu admito que estava bastante curioso também.

William P. Young conta a história de Mackenzie, um homem cuja filha de 6 anos foi sequestrada e morta por um maníaco, que deixou vestígios dos últimos momentos de Missy numa velha cabana - uma mancha imensa de sangue no chão. Três anos depois, Mack vive sob o peso da culpa e aquilo que ele chama de A Grande Tristeza toma conta de sua vida. Recebe então uma carta assinada por Papai, nome carinhoso que a esposa Nan usa para nomear Deus; pensa tratar-se de uma brincadeira de mau gosto, mas mesmo assim vai para a cabana descobrir o que está por vir. Segundo Mackenzie, a história é real e ele mesmo pediu a William - chamado carinhosamente por ele de Willie - para escrever os acontecimentos pelos quais ele passou durante os supostos três dias em que passou com Deus.

Confesso que fiquei confuso após terminar de ler esse livro. Para fazer essa crítica parti do princípio de que os fatos realmente aconteceram, mas simplesmente não creio que tenham acontecido literalmente. Talvez um sonho bem realista… As primeiras 50 páginas do livro são parecidas com narrativas fictícias, como vários livros já comentados aqui. A partir daí, o livro ruma para um estilo auto-ajuda que me incomoda, sempre parecendo me convencer a pensar com um positivismo forçado. Não nego, porém, que o livro tenha mudado a minha forma de pensar: cada vez que penso que algo coisa não saiu como eu queria, penso que talvez eu esteja sendo injusto. Mas acredito que seja só uma fase pós-livro. Abordando o livro todo como fictício, eu tenho a dizer que gostei bastante da caracterização de Deus, já que todos O imaginamos um senhor barbado e de ar severo e no livro é mostrado primeiramente como uma mulher negra de aspectos sensuais, bem humorada e feliz. Além disso, há a descrição de que Deus não é apenas Deus, mas também Hesus e o Espírito Santo; nós sempre vemos a santa trindade, como o próprio nome sugere, como três seres distintos e cada um com sua função específica. No livro, os três são mostrados como um único - o que “realmente” é.

O grande problema do livro - e o problema nem sequer é do livro - é ser muito auto-ajuda. Não gosto desse estilo nem da forma como pareço induzido a pensar a todo instante que estou lendo. Sem contar que o livro se torna repetitivo a partir do momento em que Mack se encontra com Deus e juntos, os dois - ou os quatro - passam a interagir, sempre buscando a verdade soberana. Acho que o livro é mais um fonte religiosa do que auto-ajuda e, embora eu não seja tipicamente relogioso, o tema religião me agrada e houve momentos que gostei do livro, [SPOILER] como quando Mack é ensinado a agir como pensa que Deus age e a ele é dada a tarefa de escolher três dos seus filhos para ir para o céu e dois deles para ir para o inferno - já que ele pensa que é fácil para Deus escolher entre os Seus filhos - e quando Deus comenta sobre o pensamento humano de que recorrem a Jesus para as coisas boas e a Ele quando esperamos que alguém seja punido.

O livro, na minha opinião, é bom, mas eu não sou o leitor ideal para ele. Portanto, aos que gostam de leitura como essa, que envolve auto-ajuda e religião, o livro pode ser bom, mas definitivamente não será interessante para aqueles que, assim como eu, preferem uma boa ficção repleta de sentimentos, ação e mistério. Eu definitivamente não troco meus Stephen Kings da estante por livros do mesmo gênero que A Cabana.

Luís

criado por Luís/Renan    18:00:12 — Arquivado em: Livros

sábado, 24 de janeiro de 2009

Globo de Ouro 2009 - 66ª Edição

O Globo de Ouro é considerado uma prévia do Oscar. É um prêmio conferido pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood; aconteceu em Los Angeles e premiou atores e diretores, assim como filmes e minisséries em 25 categorias e ocorreu no dia 11 de Janeiro desse ano.

Não há como negar que a premiação teve altos e baixos durante todo o seu decorrer, masde uma maneira geral eu achei bastante interessante, além de justa! Não há como dizer que não houe justiça: Kate Winslet, uma ótima atriz que sempre perde os prêmios para outras atrizes cuja atuação chega a ser inferior, ganhou os dois Globos de Ouro aos quais concorreu. Venceu inclusive a talentosíssima Meryl Streep, recordista de indicações ao Oscar.

Numa cerimônia que durou umas três horas, mais ou menos, houve algumas surpresas, como a ganhadora Sally Hawskins, mas também houve ganhadores que já sabíamos que ganhariam, como é o caso de Tina Fey e as várias prêmiações que o show do qual ela é idealizadora, 30 Rock, ganhou. Interessante ver algumas estrelas como Jolie fora de um papel que misture tatuagens e armas; o resultado disso é a indicação ao Globo de Ouro por A Troca. Anna Paquim também venceu um Globo de Ouro; quem imagina que a limitada Rogue, de X-Men, ganharia um prêmio como esse? Pois bem, não é o primeiro que Anna Paquim recebe. Já ganhou até um Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante em O Piano.

O que houve de melhor:

  1. Kate Wislet concorrendo e ganhando os dois Globos de Ouro aos quais foi indicada. E como se não bastasse, ainda declarou com euforia e ênfase a seguinte frase enquanto ameaçava um choro: “Me desculpem, não estou acostumada a ganhar prêmios”. A atriz fez uma alusão às diversas vezes que foi indicada ao Globo de Ouro e também ao Oscar, já que em 2009 será a sua sexta indicação, embora até hoje não tenha ganhado nada. Winslet concorreu por O Leitor (The Reader) e também por Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road).
  2. O Globo de Ouro póstumo que Heath Ledger ganhou. Demi Moore deonstrou muito respeito ao anunciar o ator como vencedor e como se esperava, todos se levantaram e aplaudiram-no em pé, embora, por motivo óbvios, não tenha sido ele que foi buscar o prêmio.

O que houve de pior:

  1. Os Jonas Brothers apresentando uma categoria. QUEM SÃO ELES E O QUE ELES TÊM A VER COM O CINEMA PARA APRESENTAR UMA CATEGORIA? E como se não bastasse ainda fazem o seguinte comentário: “A gente nunca viu tanta celebridade num único lugar”. Patéticos.

Confira abaixo os indicados e os ganhadores do prêmio, mostrados em negrito.

Melhor Filme (Drama)
O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
Frost/Nixon (Frost/Nixon)
O Leitor (The Reader)
Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road)
Quem Quer Ser um Miionário? (Slumdog Millionaire)

Melhor Filme (Comédia ou Musical)
Queime Depois de Ler (Burn After Reading)
Happy-Go-Lucky
Na Mira do Chefe (In Bruges)
Mamma Mia! (Mamma Mia!)
Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)

Melhor Diretor
Danny Boyle, Slumdog Millionaire
Stephen Daldry, The Reader
David Fincher, The Curious Case of Benjamin Button
Ron Howard, Frost/Nixon
Sam Mendes, Revolutionary Road

Melhor Ator (Drama)
Leonardo DiCaprio, Revolutionary Road
Frank Langella, Frost/Nixon
Sean Penn, Milk
Brad Pitt, The Curious Case of Benjamin Button
Mickey Rourke, The Wrestler

Melhor Ator (Comédia ou Musical)
Colin Farrell, Na Mira do Chefe
Brendan Gleeson, Na Mira do Chefe
Dustin Hoffman, Last Chance Harvey
Javier Barden, Vicky Cristina Barcelona
James Franco, Segurando as Pontas

Melhor Ator Coadjuvante
Tom Cruise, Trovão Tropical
Robert Downey Jr. Trovão Tropical
Ralph Fiennes, A Duquesa
Phillip Seymour Hoffman, Doubt
Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz (Drama)
Anne Hathaway, Rachel Getting Married
Angelina Jolie, Changeling
Meryl Streep, Doubt
Kristin Scott-Thomas, I’ve Loved You So Long
Kate Winslet, Revolutionary Road

Melhor Atriz (Comédia ou Musical)
Rebecca Hall, Vicky Cristina Barcelona
Sally Hawskins, Happy-Go-Lucky
Frances McDormand, Queime Depois de Ler
Meryl Streep, Mamma Mia!
Emma Thompson, Last Chance Harvey

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, Doubt
Penelope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis, Doubt
Marisa Tomei The Wrestler
Kate Winslet, The Reader

Melhor Roteiro
The Curious Case of Benjamin Button
The Reader
Slumdog Millionaire
Doubt
Frost/Nixon

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat, The Curious Case of Benjamin Button
Clint Eastwood, Changeling
James Newton Howard, Defiance
A.R.Rahman – “Slumdog millionaire”
Hans Zimmer, Frost/Nixon

Melhor Canção Original
“Down to Earth” - Wall-E
“Gran Torino” - Gran Torino
“I Though I Lost You” - Bolt - Supercão
“Once in a Lifetime” - Cadillac Records
“The Wrestler” - The Wrestler

Melhor Filme de Animação
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-E

Melhor Filme Estrangeiro
Everlasting Moments
Gomorra
Walz With the Bashir  ( Israel)
I’ve Loved You So Long
The Baader Meinhof Complex

Melhor telessérie (drama)
Dexter
House
Em Terapia
Mad Men
True Blood

Melhor telessérie (comédia)
30 Rock
Californication
Entourage
The Office
Weeds

Melhor ator em telessérie (drama)
Gabriel Byrne (Em Terapia)
Michael C. Hall (Dexter)
Hugh Laurie (House)
Jonathan Rhys-Meyers (Os Tudors)
Jon Hamm (Mad Men)

Melhor atriz em telessérie (drama)
Sally Field (Brothers and Sisters)
Mariska Hargitay (Law and Order: Special Victims Unit)
January Jones (Mad Men)
Anna Paquin (True Blood)
Kyra Sedgwick (The Closer)

Melhor ator em telessérie (comédia)
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Kevin Connolly (Entourage)
David Duchovny (Californication)
Tony Shalhoub (Monk)

Melhor atriz em telessérie (comédia)
Christina Applegate (Samantha Who?)
America Ferrera (Ugly Betty)
Tina Fey (30 Rock)
Debra Messing (The Starter Wife)
Mary-Louise Parker (Weeds)

Melhor minissérie ou telefilme
A Raisin in the Sun
Bernard and Doris
Cranford
John Adams
Recount

Melhor ator em minissérie ou telefilme
Ralph Fiennes (Bernard and Doris)
Paul Giamatti (John Adams)
Kevin Spacey (Recount)
Kiefer Sutherland (24: Redenção)
Tom Wilkinson (Recount)

Melhor atriz em minissérie ou telefilme
Judi Dench (Cranford)
Catherine Keener (An American Crime)
Laura Linney (John Adams)
Shirley MacLaine (Coco Chanel)
Susan Sarandon (Bernard and Doris)

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Neil Patrick Harris (How I Met your Mother)
Denis Leary (Recount)
Jeremy Piven (Entourage)
Blair Underwood (Em Terapia)
Tom Wilkinson (John Adams)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Eileen Atkins (Crawford)
Laura Dern (Recount)
Melissa George (Em Terapia)
Rachel Griffiths (Brothers and Sisters)
Dianne Wiest (Em Terapia)

criado por Luís/Renan    22:00:38 — Arquivado em: Outros, Premiações

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

DANÇA COMIGO?

Shall We Dance?, 2004, 95 minutos. Drama / Musical.

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Eu realmente não entendo a participação de Jennifer Lopez nos filmes. O mundo cinematográfico não foi feito para ela; aliás, talvez nem um outro mundo seja, já que ela não atua bem, não canta bem, não parece ser simpática, não é bonita. Talvez fosse uma ótima dona de casa se soubesse limpar bem e cuidar de crianças, mas duvido que saiba… Enfim, quando vejo um filme com o nome dela, eu me desespero e evito, pois sei que há grandes - grandes mesmo! - probabilidades de ser ruim.

Curiosamente, não é o caso desse filme, que eu nem sequer sei resumir, de tão clichê que é. Mas é algo assim: Richard Gere está entendiado de sua vida monótona de advogado que prepara testamentos. Ama sua esposa Susan Sarandon, mas a rotina o incomoda a tal ponto que sempre quando volta para casa de trem fica observando Jennifer Lopez, que o vê pela janela do edifício onde leciona dança de salão, aulas nas quais Richard Gere se matricula secretamente. Nos minutos iniciais, já podemos saber o que vai acontecer no final do filme; o que nos resta, portanto, é assistir para ver os números de dança, já que as atuações dos atores inexistem, o roteiro talvez nem tenha sido escrito e a direção é nula, já que não há o que digirir.

Quando disse que esse filme não é ruim, não menti. O que há nele é falta de originalidade: está cheio de lugares-comuns, todo que acontece nós já vimos antes em outros filmes que envolvam dança. O ponto certo do filme está no fato de que Jennifer Lopez é praticamente coadjuvante em todo o filme, aparecendo de maneira efetiva em 20 minutos durante o filme de uma hora e meia. Aparece em uns três números musicais, sendo que o de mais destaque é mediano; aparece em umas três cenas com fala e em outras duas completamente muda. O resto cabe ao carisma de Gere e ao brilhantismo de Sarandon, totalmente desperdiçada nesse filme. Depois de vencer um Oscar e ser indicada a outros três, uma atriz do talento dela poderia estar numa superprodução onde sua capacidade artística seja realmente trabalhada. A atriz que interpreta Bobby, a dançarina que compete com Gere no concurso, é muito talentosa - pelo menos em relação à sua personagem no filme.

Encontrei esse filme descrito como drama, mas não há nada de drama aqui. Nõ sei se é certo chamar de musical também, porque não é como um filme musical. Existem poucas cenas de dança e com exceção de uns 15 segundos em que a professora canta a música Shall We Dance?, que dá título ao filme, nada mais é cantado. A cena que deveria ser o máximo - que é a dança de Lopez e Gere - é interessante, mas não chega perto de ser o que deveria ser (portanto discordo totalmente da opinião do Renan de que os números de dança são incríveis). Além do fato de que o clima se deve ao cenário - uma sala vazia, luzes baixas, som alto - e não especialmente à coreografia que os atores encenam.

Se o que vocês procuram é entretenimento fácil, sem grandes (ou nenhuma) pretensões, para aqueles dias em que você precisa de filmes leves, que não te façam pensar e que te causam uma leve animação, então esse filme serve. Caso queiram algo realmente interessante, optem por outros filmes, como Moulin Rouge, Chicago ou Mamma Mia!. Como eu disse, o que reamente salva o filme são os talentos de Gere e Sarandon… Dança Comigo? Não, eu não danço com você. ;)

Luís

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Sempre vi esse filme na locadora, mas ele nunca chamou minha atenção, até que a nossa querida Globo decide exibi-lo… e em um período de férias, qualquer filme é bem-vindo. Sobre uma visão geral, fico feliz que não tenha gastado dinheiro para alugá-lo, mas não pense que é um filme ruim, ao contrário… é bem legal (embora não o bastante para se tornar um motivo de desvio monetário).

Pra começar temos Richard Gere, que assim como Meryl Streep parece não envelhecer e temos também Jennifer Lopez que, como disse o Luís, não faz muita diferença no filme, e é isso que é estranho. Mesmo ela sendo meio mosca morta, ela é de extrema importância para o filme , embora tenha poucas cenas. Bom… acho que o mais interessante desse filme é que, nas partes em que se mostra ser um  musical, ele é diferente do que vemos. Não há adolescentes que conseguem por o pé na cabeça, apresentando coreografias incríveis, como “High School Musical”, ou o amor que vence tudo de “Moulin Rouge”. É apenas um drama (não tão dramático assim).

Richard Gere é um cinquentão, que é feliz com sua vida, tem uma familia feliz e tudo mais, mas sempre quando volta pra casa, vê Jennifer Lopez parada em cima de uma academia de dança, até que um dia resolve entrar. Nada muito original, mas o que mais me surpreendeu, foi não ter nenhuma relação amorosa entre os dois, o que os une é a amizade e a dança.

Mesmo sendo rotulado como musical…de musical tem pouco, como disse o Luís. Mas as cenas em que eles dançam são realmente incríveis. Dá até vontade de começar a fazer aulas de Dança de Salão. Principalmente quando eles já estão no festival… realmente muito boas.

Filme recomendável, embora apenas se passar na TV.

Renan

criado por Luís/Renan    18:42:21 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A MORTE LHE CAI BEM

Death Becomes Her, 1992, 103 minutos. Comédia.

Vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

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Fazia muito tempo que eu havia assistido esse filme. Uns dez anos, talvez. E nunca encontrei para alugar. Então, passou na TV e pude assisti-lo mais uma vez - na verdade, duas vezes! Algo interessante é notar como Meryl Streep é a mesma em 1992 e em 2008; o Renan comentou que parece que ela nunca envelhece e acho que ele tem razão. Talvez ela tenha mesmo encontrado por aí uma poçãozinha…

Madeline Ashton (Meryl Streep), famosa atriz, recebe um convite para o lançamento do livro “Eternamente Jovem” de Helen Sharp (Goldie Hawn) , escritora de quem Madeline roubou o noivo (Bruce Willis) há 14 anos. Ao chegar lá, esperando imaginar a outra gorda e feia, Madeline descobre que Helen está linda e jovem, apesar de já ter 50 anos! Desesperada, ela recorre a uma mulher que poderia ajudar-lhe a “combater” a velhice; bebe uma poção e depois descobre que há mais coisas além da própria velhice que a poção proporciona: imortalidade. E é nesse contexto que estão envolvidas as duas maravilhosas atrizes Streep e Hawn e o também bom Bruce Willis, que nesse filme não está tão duro de matar. Trocadilhos à parte, podemos perceber que Willis é um ator bastante versátil, já que em seu “currículo” estão os mais variados filmes, desde a famosa franquia que citei acima, como as ficções científicas Armaggedon e O Quinto Elemeto, o thriller O Sexto Sentido  também comédias como Meu Vizinho Mafioso.

Temos aí três atores talentosos, um roteiro interessante, maquiagem e efeitos excelentes, direção adequada e clima certo em todas as cenas: é óbvio que o filme funciona perfeitamente bem! Os atores dão um show; tanto Meryl como Goldie Hawn estão magníficas em suas atuações. Numa das cenas iniciais, após mostrar o resultado da depressão, Helen está obesa e obcecada pela destruição de Madeline; então se diverte assistindo repetidas vezes a cena de um filme em que a personagem de Madeline é morta estrangulada. É simplesente fantástico ver a realidade com a qual Hawn interpreta Helen - não há um excesso, não há um erro. Meryl Streep não se equivoca um único segundo e Madeline vira uma víbora traiçoeira completamente sarcástica que é capaz de qualquer coisa para ferir os sentimentos do marido e preservar o seu ego sempre inflado. O melhor da personagem é o humor negro e as piadinhas irônicas são sempre convenientes à situação, como quando diz que pode ver através de Helen (só porque a [ex] amiga tem um rombo na barriga) ou como quando diz que preferia dormir com os clientes do marido (porque eles são mortos e, consequentemente, ficam duros!). Willis tem seu papel significativo na história e atua bem, com muitos mometos engraçados, mas é óbvio que o brilho fica por conta das duas atrizes. Uma cena que eu adorei é quando as duas lutam com pás e Helen afunda a cabeça de Madeline em seu próprio pescoço após bater com a pá e continua discutindo com a outra; diz então que não continuará até que a outra arrume a cabeça, que fica caindo para frente o tempo todo, já que o pescoço ficou flácido. E isso tudo como se fosse muito natural numa conversa, considerando que uma está com um buraco na barriga e a outra com o pescoço fraturado - e ainda assim continuam vivas! Ou mortas, não sei… Porém, ainda em pé.

Quanto a roteiro, eu acredito que não tenha visto muitos filmes assim. Há inúmeros que retratem a imortalidade, mas não dessa maneira. É uma idéia original, portanto. Até porque Lisle (a tal feiticeira) é bem clara ao dizer que a poção retarda a velhice e sugere que Madeline tome muito cuidado com o seu corpo, pois passará um longo tempo com ele. Importante também ressaltar que nenhum dos que tomaram a poção e que estão na festa que Lisle promove estão mortos - apenas Madeline e Helen! As duas foram as únicas “descuidadas”, já que uma quebrou o pescoço e a outra levou um tiro, respectivamente. É engraçada também a cena da festa, já que vemos bastante celebridades que tomaram a poção - fazendo uma alusão a um conselho de Lisle - como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Ela diz que após um tempo, terão que fingir a própria morte e desaparecer; subentende-se o porquê: as pessoas acharão realmente estranho se alguém tiver 95 anos e continuar com a aparência de 25, além do fato de que a pessoa não vai morrer literalmente, como o resto do filme mostra!

O filme é totalmente recomendado! Há humor negro do começo ao fim e a maioria das cenas, até mesmo as cenas nas quais o humor não é o ponto fundamental são engraçadas. É mais do que justo o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, considerando os resultados positivos e cabíveis às situações pelas quais as personagens passam. É um filme que dá de 10 a 0 em muitas comediazinhas que são lançadas a cada ano. Corram alugá-lo, realmente vale a pena!

Luís

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Como disse ao Luís não é o melhor filme que eu assisti, mas também não é o pior, ao contrário, é bem satisfatório. Levando em conta de quando o filme foi lançado, podemos encará-lo com uma super-produção para a época, visto que os efeitos que são usados são melhores em muitos filmes que vemos hoje em dia.

Quanto aos atores, o trio é realmente muito bom e muito diferente do que eles aparentam ser hoje, apesar disso Meryl Streep, parece não ter mudado seu rosto desse filme até filmes mais recentes como O Diabo Veste Prada. Bruce Willis ao contrário parece ter mudado muito até chegar em filmes recentes como Duro de Matar 4.0, sinceramente tive dificuldades de reconhecê-lo com seus 30 anos, e fiquei feliz também por vê-lo em filmes de comédia, diferente do papéis que vemos fazê-lo atualmente. Nunca tinha visto um filme, ou reparado em filmes com Goldie Hawn, mas gostei dela.

Quanto à estória tenho que concordar que é muito boa, a idéia de juntar a beleza eterna e a os morto- vivos num só filme deu certo, e com isso temos a trama perfeita. Duas rivais se encontram depois de 14 anos (ou 12, segundo a fala do filme??), uma totalmente inteira e bem cuidada (Helen), e a outra já flácida por causa da idade (Madeline), é ai que Madeline vai a uma feiticeira e ela toma uma poção para a juventude eterna, mas quando chega em casa ela morre “por acidente”, caindo da escada e numa cena muito estranha ela se levanta toda torta e descobrimos que ela não pode morrer. Depois de um tempo descobre que sua rival também tomou a poção e também morre, numa cena exagerada porém muito engraçada, com um tiro dado po Madeline, causando um buraco enorme na barriga.

Como disse o Luís um ponto forte do filme é o humor negro, com a cena em que Madeline é colocada no necrotério, por uma enfermeira e o seu marido (Bruce) diz: “Ela vai ficar muito irritada”. Há também a cena que o Luís citou: quando Helen está gorda, assistindo um filme, em que Madeline morre, claramente se divertindo e voltando várias vezes no mesmo ponto do filme.

Filme Recomendável.

Renan

criado por Luís/Renan    17:36:20 — Arquivado em: Filmes

domingo, 18 de janeiro de 2009

8 MILE - RUA DAS ILUSÕES

Clique na imagem para ver o trailer (sem legendas).

8 Mile, 2002, 111 minutos. Drama.

Vencedor do Oscar de Melhor Canção Original (”Lose Yourself”)

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Não é incomum vermos cantores que se arriscam a entrar para o mundo do cinema e serem protagonistas de filmes que visam a auto-promoção; eu diria que o resultado dessas tentativas são desastrosas - curiosamente não é  que acontece com esse filme, protagonizado por Eminem. O estilo o filme decididamente não está entre os meus favoritos, porque eu realmente não consigo me identificar com o rap e as formas que os negros são rtratados nas “comunidades” em que vivem.

Rabbit (Eminem) está numa crise de identidade já que largou da namorada supostamente , voltou a morar com a mãe (Kim Basinger), que namora um garoto da idade dele, e começa a frequentar um clube onde ocorrem confrontos de rap. Em meio a isso, Rabbit ainda se vê iludido com as falsas promessas de um amigo de lhe arrumar uma gravadora e também começa a se envolver com Alex (Britanny Murphy), aspirante a modelo. Eu diria que o roteiro do filme é clichê puro, pois já vimos essas mesmas situações em inúmeros outros filmes; chega a ser tão previsível que sabemos o final do filme antes da primeira meia hora.

Eminem está bem no filme e não há como dizer que sua atuação seja ruim. Talvez o ambiente que o filme retrata seja tão semelhante às situações pelas quais o cantor já passou, que ele interpreta naturalmente. Kim Basinger mal aparece até metade do filme, fazendo-nos acreditar que sua participação se limita a uma cena em que aparece transando. Mas a partir da metade final, aparece de maneira mais efetiva e sua atuação é realmnte boa, no papel de uma mãe descontrolada e irritada com o filho, que é culpado pelos problemas amorosos dela. Acredito que os sejam os grandes responsáveis pela caracterização artística, no caso de Eminem, e dramática, do caso de Eminem e Basinger. Pela primeira vez, eu vi Brittany Murphy em um papel adulto. Nada de papéis de adolescente fajutas e medíocres, que são perseguidas por ser virgens, ou mudas, ou Pequena Mulher, ou revistando a Agenda Secreta do Namorado. Mas ahco que ela não acompanha o nível de atuação dos outros atores - nem mesmo do iniciante Eminem! Talvez ela seja ruim mesmo inapta para o papel…

Eu não o recomendo o filme para quem não gosta do ambiente do rap que é mostrado no filme. Porém, àqueles que gostam, eu recomendo, porque o filme é basicamente rap o tempo todo. A “tradução” do título é boa, apesar de eu não gostar muito de subtítulos. A “rua das ilusões” representa bem o que a 8 Mile é, segundo o filme. Embora seja compreensível que 8 Mile é o nome de uma rua, o subtítulo soa bem e se acrescentou bem ao título original que, ainda bem!, não foi traduzido, embora haja quem chame o filme de “Oito mile”. Enfim, se você gostar de rap, assista.

Luís

criado por Luís/Renan    20:55:37 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2005, 512 páginas.

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A primeira decepção que tive ao ver “Harry Potter e o enigma do príncipe” foi o tamanho. Com todos os outros, o número de páginas aumentava a cada livro. Pelo menos eu esperava que o sexto livro fosse um pouquinho maior.Mesmo assim, o livro é meio denso. Logo no começo,Harry tem que convencer Horace Slughorn a voltar a dar aulas em Hogwarts. Porém o professoar daria Poções, e Severo Snape finalmente teria chances de alcançar o cargo de  Defesa contra Artes das Trevas. Harry não pretendia continuar cursando poções devido a nota de seus NOM’s, não tinha material, e
recebe um livro muito misterioso, cheio de anotações, do tal “Príncipe”. A partir daí,Harry começa a se dar muito bem na matéria. Dumbledore começa a dar “aulas” para Harry sobre Voldemort, através das lembranças de algumas pessoas. Harry descobre que seu inimigo era quase imortal por causa das horcruxes,objetos que continham um pedaço da alma. Além disso,Draco Malfoy age muito estranho, e ninguém além de Harry parece acreditar que ele possa estar agindo sob as ordens do Lorde das Trevas. Harry descobre que gosta de Gina Weasley (finalmente) mas a garota já estava envolvida com outro. O tão esperado beijo acontece logo depois da final de quadribol, da qual Harry não participa por causa de uma detenção. Rony também se envolve amorosamente,mas com a melosa Lilá Brown. Eles se pegam em todos os cantos,literalmente. Para provocar ciúme, Hermione finge estar se envolvendo com Córmago Maclaggen, que é aficcionado por quadribol e inconformado por ter perdido a vaga de goleiro para Rony. Quando Dumbledore acha que descobriu uma horcrux,chama Harry para ir destruí-la com ele. Mas a “aventura” enfraquece o professor.

Quando retornam ao castelo,tomado por Malfoy, Snape que mata Dumbledore. Então Harry decide acabar com Gina,não voltar mais para a escola e sair em busca das horcruxes. Descobre que o Príncipe mestiço,dono do livro,era o próprio Snape. É legal ler esse livro por causa das insinuações. Tem também passagens engraçadas,como a parte que estão na sala de aula com o calderão de poção do amor, o aniversário do Rony e a aula em que Harry fala “não precisa me chamar de senhor, professor”. Eu particularmente não queria que Dumbledore tivesse morrido, mas o clímax da saga começa nesses últimos livros. O melhor é saber que “As relíquias da morte” tem muito mais suspresas. O filme está previsto para estrear dia 21 de novembro desse ano. Espero que seja melhor que o último.

Nivea

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Acho que juntamente com “HP e a Camara Secreta” e “HP e o Cálice de fogo” esse é o livro que eu mais gosto da série.
Nele não temos a enrolação que sem tem “A Ordem da Fenix”, Hary está mais adulto que os primeiros livros (obviamente), a história é muito boa, Há fatos muito importantes e por ae vai. Tudo que se precisa para um bom livro.

Uma das coisas mais legais desse livro é a iniciação deles no romance, seja ele forçado como foi no caso de Rony, ou por vingança, no caso de Hermione, ou verdadeiro e sincero no caso de Harry e Gina. O importante é que acontece e logo nos traz partes muito engraçadas como de costume.
Outra coisa legal do livro é que começamos a entender melho sobre o futuro de Harry, porque até o quinto tudo parecia descontrolado…ele enfrentava Voldemort, mas não sabia nem metade do que ele aprende nesse volume. Por exemplo: Começamos a ver sobe as Horcruxes, que eu particularmente gostei muito. A ideia de dividir a alma e ser praticamente imortal foi bem amarada no contexto todo.
Mas as partes mais legais do livro com toda a certeza são as memorias (o que deve ser bem usado no filme que sai no meio do ano), além delas serem extremamente educativas (Sobre a vida de Harry) elas são prazerosas de se ler. Paticularmente a que eu mais gosto é da visita de Dumbledore ao Orfanato de Tom Riddle, é estanhamente macabro, ao mesmo tempo que é emocionante e triste (além de ser uma das cenas mais fodas vista no trailer).
Nesse livo também temos a volta mais efetiva do quadribol, meio parado desde o 3º livro (visto que no 5º ele tem sua vassoura apreendida e talz), o que para mim foi bem legal.
Como ficou de costume depois do quinto volume J.K Rowling virou uma assassina então espere para ver mais uma morte, essa, talvez mais forte que todas as outras.

Bom…com certeza se você chegou até o 6º vai terminar de ler, mas saiba que vale muito a pena

Renan

criado por Luís/Renan    20:30:55 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros
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