Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

DANÇA COMIGO?

Shall We Dance?, 2004, 95 minutos. Drama / Musical.

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Eu realmente não entendo a participação de Jennifer Lopez nos filmes. O mundo cinematográfico não foi feito para ela; aliás, talvez nem um outro mundo seja, já que ela não atua bem, não canta bem, não parece ser simpática, não é bonita. Talvez fosse uma ótima dona de casa se soubesse limpar bem e cuidar de crianças, mas duvido que saiba… Enfim, quando vejo um filme com o nome dela, eu me desespero e evito, pois sei que há grandes - grandes mesmo! - probabilidades de ser ruim.

Curiosamente, não é o caso desse filme, que eu nem sequer sei resumir, de tão clichê que é. Mas é algo assim: Richard Gere está entendiado de sua vida monótona de advogado que prepara testamentos. Ama sua esposa Susan Sarandon, mas a rotina o incomoda a tal ponto que sempre quando volta para casa de trem fica observando Jennifer Lopez, que o vê pela janela do edifício onde leciona dança de salão, aulas nas quais Richard Gere se matricula secretamente. Nos minutos iniciais, já podemos saber o que vai acontecer no final do filme; o que nos resta, portanto, é assistir para ver os números de dança, já que as atuações dos atores inexistem, o roteiro talvez nem tenha sido escrito e a direção é nula, já que não há o que digirir.

Quando disse que esse filme não é ruim, não menti. O que há nele é falta de originalidade: está cheio de lugares-comuns, todo que acontece nós já vimos antes em outros filmes que envolvam dança. O ponto certo do filme está no fato de que Jennifer Lopez é praticamente coadjuvante em todo o filme, aparecendo de maneira efetiva em 20 minutos durante o filme de uma hora e meia. Aparece em uns três números musicais, sendo que o de mais destaque é mediano; aparece em umas três cenas com fala e em outras duas completamente muda. O resto cabe ao carisma de Gere e ao brilhantismo de Sarandon, totalmente desperdiçada nesse filme. Depois de vencer um Oscar e ser indicada a outros três, uma atriz do talento dela poderia estar numa superprodução onde sua capacidade artística seja realmente trabalhada. A atriz que interpreta Bobby, a dançarina que compete com Gere no concurso, é muito talentosa - pelo menos em relação à sua personagem no filme.

Encontrei esse filme descrito como drama, mas não há nada de drama aqui. Nõ sei se é certo chamar de musical também, porque não é como um filme musical. Existem poucas cenas de dança e com exceção de uns 15 segundos em que a professora canta a música Shall We Dance?, que dá título ao filme, nada mais é cantado. A cena que deveria ser o máximo - que é a dança de Lopez e Gere - é interessante, mas não chega perto de ser o que deveria ser (portanto discordo totalmente da opinião do Renan de que os números de dança são incríveis). Além do fato de que o clima se deve ao cenário - uma sala vazia, luzes baixas, som alto - e não especialmente à coreografia que os atores encenam.

Se o que vocês procuram é entretenimento fácil, sem grandes (ou nenhuma) pretensões, para aqueles dias em que você precisa de filmes leves, que não te façam pensar e que te causam uma leve animação, então esse filme serve. Caso queiram algo realmente interessante, optem por outros filmes, como Moulin Rouge, Chicago ou Mamma Mia!. Como eu disse, o que reamente salva o filme são os talentos de Gere e Sarandon… Dança Comigo? Não, eu não danço com você. ;)

Luís

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Sempre vi esse filme na locadora, mas ele nunca chamou minha atenção, até que a nossa querida Globo decide exibi-lo… e em um período de férias, qualquer filme é bem-vindo. Sobre uma visão geral, fico feliz que não tenha gastado dinheiro para alugá-lo, mas não pense que é um filme ruim, ao contrário… é bem legal (embora não o bastante para se tornar um motivo de desvio monetário).

Pra começar temos Richard Gere, que assim como Meryl Streep parece não envelhecer e temos também Jennifer Lopez que, como disse o Luís, não faz muita diferença no filme, e é isso que é estranho. Mesmo ela sendo meio mosca morta, ela é de extrema importância para o filme , embora tenha poucas cenas. Bom… acho que o mais interessante desse filme é que, nas partes em que se mostra ser um  musical, ele é diferente do que vemos. Não há adolescentes que conseguem por o pé na cabeça, apresentando coreografias incríveis, como “High School Musical”, ou o amor que vence tudo de “Moulin Rouge”. É apenas um drama (não tão dramático assim).

Richard Gere é um cinquentão, que é feliz com sua vida, tem uma familia feliz e tudo mais, mas sempre quando volta pra casa, vê Jennifer Lopez parada em cima de uma academia de dança, até que um dia resolve entrar. Nada muito original, mas o que mais me surpreendeu, foi não ter nenhuma relação amorosa entre os dois, o que os une é a amizade e a dança.

Mesmo sendo rotulado como musical…de musical tem pouco, como disse o Luís. Mas as cenas em que eles dançam são realmente incríveis. Dá até vontade de começar a fazer aulas de Dança de Salão. Principalmente quando eles já estão no festival… realmente muito boas.

Filme recomendável, embora apenas se passar na TV.

Renan

criado por Luís/Renan    18:42:21 — Arquivado em: Filmes

4 Comentários »

  1. Comentário por Jessica Daiane — domingo, 25 de janeiro de 2009 @ 20:48:47

    Eu gosto da Atuação de Jennifer!
    E tbm aaaaaaaaaadoro Chicago, Mamma Mia, e principalmente Mouling Rouge…Seja menos exigente Luis!

  2. Comentário por Rafael — terça-feira, 27 de janeiro de 2009 @ 23:20:00

    Gosto de moulin rouge porque a moça morre no final.
    Não gosto desse tio e gostaria que ele fosse a merda.

  3. Comentário por Igor — quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 @ 13:53:38

    A Jennifer Lopez naum eh bonita Luís?!!

    Não neh.. vc q eh lindo!! ¬¬

    Mas eh verdade q ela não deveria atuar de maneira alguma.. no MAXIMO uma árvore em algum espetaculo infantil! hhahaha

  4. Comentário por Luís/Renan — quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 @ 15:07:03

    Não acho a J-Lo bonita. Tem o rosto bem comum… Se ela estivesse no Brasil e não nos EUA, onde todo mundo é branquinho e meio gordo, ela seria só mais uma pessoa pelas ruas.

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