terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON
Clique aqui para ver o trailer do filme.
The Curious Case of Benjamin Button, 2009, 166 minutos. Drama.
Indicado a 13 Academy Awards: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Taraji P. Henson), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.
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Se você de uma olhada nos indicados desse ano ao Oscar, você verá “O Curioso Caso de Benjamin Button” em diversas categorias. Ele é o filme mais indicado pela Academia, ou seja, antes de assistir já se pode esperar um grande filme. E é isso que os espera no cinema. Mais uma vez uma idéia relativamente simples: muitas pessoas já pensaram em como seria nascer velho e ir rejunvenescendo. Há até uma comunidade no Orkut com esse conteúdo.
Logo no começo vemos o nascimento de Benjamin, numa cena até que bem assustadora, pois o bebê é horrível, todo enrugado e com as doenças de um velho, fato esse que ajudou seu verdadeiro pai a abandoná-lo na casa de uma mulher que cuida de idosos. Logo percebemos que ao invés de envelhecer como todo mundo, ele rejuvenesce e é com seus 9 anos (ainda um velho), que ele conhece Daisy, uma garotinha (uma atriz linda, por sinal) e é nessa fase que eles contracenam em uma cena muito legal, o Luís achou a melhor cena do filme, não sei se é a melhor, mas é muito boa. Nessa cena eles estão embaixo de uma cama com apenas uma vela. É uma cena simples, mas que nos faz lembrar de nossa infancia, acho eu.
Também no começo, já se vê um filme bem feito. A maquiagem que possibilitou tansformar Daisy, jovem, em uma paciente em estado terminal é incrivel, muito real. Depois vemos um filme quase todo em flashback e com muitas partes narradas, diretamente lidas de um diário escrito pelo própio Benjamin. Aliás a maquiagem desse filme é impecável, acho que se tem um prêmio que eles mereçam ganhar, é esse. Quando eles se reencotram é incrível, parece que Brad Pitt acabou de vir de um show dos BackStreet Boys, ou alguma Boy Band qualquer, sendo que ele seria um dos cantores. Enquanto isso Cate Blanchett, uma senhora, está toda enrugada.
Duante boa parte do filme não ficamos triste nem nada, apenas acompanhamos a trajetória de Benjamin, seguindo sua vida, quando ainda não podia encontrar com Daisy por causa da idade. E até vemos ele se envolver com outras mulheres e não temos aquele sentimento de traição. Mas é no final que tudo começa a sair do controle. Benjamin, um adolescente e logo após um criança e um depois um bebê, começa a se esquecer de coisas, tem crises nervosas, como um velho. Ai também temos que parabenizar as crianças que o interpretam. [SPOILER] A cena em que o bebê olha Daisy nos olhos, como se a reconhcesse e morre é muito emocionante. [FIM DO SPOILER]
Com certeza é um filme macante. Bons atores (Brad Pitt está muito bem sem armas e sem violência, assim como sua mulher, Angelina Jolie, em “A Troca“), bom enredo, bons efeitos e etc. Bom? Não…Ótimo.
Renan
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Não há dúvidas de que o filme mereceu todas as indicações que recebeu. Todo o filme é embasado por uma qualidade técnica incrível, desde os efeitos de maquiagem, som, adaptação como o fato de as atuações serem fantásticas. Tudo no filme funciona bem e não há nada que pareça deslocado; considerando todos os aspectos de um filme e todas as etapas pelas quais ele passa, pode-se dizer que esse é um dos melhores filmes dos últimos tempos.
O Renan resumiu bem o enredo, portanto não o farei novamente. O filme está imerso em questionamentos filosóficos e até poéticos, sugerindo uma vida que começa de trás para a frente, a forma como as coisas são vistas a partir da ótica de uma pessoa que está num corpo que não acompanha o ritmo normal de sua idade e também as perspectivas dos outros em relação ao velho-que-não-é-velho. Isso é muito bem abordado na cena em que Benjamin e Daisy, ambos crianças (e ele em suas respectivas condições), conversam sob uma mesa, à luz de uma vela. É uma das melhores cenas do filme, como o Renan bem disse a minha opinião. Daisy consegue ver além das aparências e sente aquilo que Benjamin realmente: uma criança como ela.
As situações do filme são obviamente uma metáfora em relação às cenas iniciais, em que um homem constrói um relógio, cujos ponteiros giram no sentido anti-horário, para pôr na estação de trem sob o pensamento de que o relógio traria de volta aqueles que foram pra guerra, permitiria aos pais que revissem seus filhos, etc. Quanto ao roteiro, não creio que seja mal adaptado. Tudo parece tão lógico e real no filme, embora seja um paradoxo considerar real uma história assim. As duas horas e quarenta minutos do filme transcorrem de uma maneira eficiente e você não conseguirá ficar entediado; por um grande momento, percebemos que há trechos não tão necessários, mas que são importantes para o momento do reencontro de Daisy e Benjamin, já adultos, porém jovens. Duas cenas que eu gostaria de destacar aqui a respeito dos momentos de reencontro dos dois são estas:
- quando Daisy dança para Benjamin sob um céu lindo e estrelado, justificando o porquê de o filme ser indicado a Melhor Fotografia (a cena por si própria já é bela e com todo aquele tom azul e a rápida demonstração de flexibilidade de Daisy fica linda!);
- quando Benjamin narra uma série de eventos importunos que se sucedem e, como consequência, impeça Daisy de se tornar uma grande bailarina.
O auge do filme, eu acredito, é visível a partir do momento em que Benjamin decide abandonar Daisy e Caroline, filha deles, afirmando que chegaria um momento em que ela não poderia tomar conta de duas crianças e ainda faz uma piada, dizendo que a filha precisava de um pai de verdade e não um coleguinha de infância. Portanto, o filme se torna excelente na hora final. Aliás, nem sequer sei como descrever o quanto de emoção há nos momentos finais do filme, quando Daisy reencontra um Benjamin-Backstreet-Boy, bem mais novo e se relaciona com ele uma última vez, deixando claro o que já havia sido mostrado antes: o motivo pelo qual recebeu uma indicação por melhor maquiagem. É incrível como fizeram Cate Blanchett envelhecer! Até acreditei que a atriz possa rever esse filme daqui a 30 anos e sentir que a aparência dela já havia sido prevista. Quanto à maquiagem, acho que os melhores efeitos foram vistos em Blanchett, já que ela ficou idêntica a uma velha (com exceção das cenas no leito de morte, já que é outra atriz que vive Daisy); quanto a Pitt, não há dúvidas que foi boa a maquiagem nele, mas são varios atores que interpretam o Benjamin-velho-que-é-novo.
[SOILER] E o que dizer das cenas finais? São belíssimas! A relação entre o casal principal é deprimente, pois vemos nos cuidado de Daisy o amor que ela sente por um homem, não por um “filho” ou “neto”, como praticamente se torna a relação entre os dois. A cena em que ela o beija - ela já idosa e ele com uns 3 anos - prooca sentimentos conflitantes em quem vê, pois os enxergamos como parentes próximos, fazendo com que a ação deles soe incestuosa. E mais tarde, quando o bebê Benjamin dá um último olhar para Daisy, como se a reconhecesse (temos que considerar que agora que é bebê, ele tem todas as doenças típicas da velhice e se esquece das coisas), e ela retribui o olhar, os dois já definhando, é extremamente triste. E como se não bastasse, tudo o que Benjamin fez para que não ficassem juntos é inválido, já que Daisy se torna a responsável por ele nos seus últimos anos de vida. [SPOILER]
Se depois de lerem tudo o que eu escrevi, alguém ainda tiver dúvidas sobre eu recomendar ou não esse filme, então minhas palavras terão sido inúteis. Assim como o Renan disse, eu concordo: o filme é ótimo! Como um conjunto, funciona muito bem e não há como não negar que Brad Pitt resolveu sair dos filminhos de mafiosos, bandidos, lutadores e gatões e caiu de cabeça numa produção que mostra sua capacidade como ator! Outro grande acerto são os atores mirins, que dão um show no filme. Não deixem de assisti-lo.
Luís

criado por Luís/Renan
11:09:00 — Arquivado em: 

Comentário por Carlos — terça-feira, 27 de janeiro de 2009 @ 21:47:45
Eu fui no cinema assistir esse filme. Gostei muito. Fazia muito tempo que eu não assistia um filme tão bom!
Vocês deviam comentar aqui Seven e Clube da Luta - dois filmes bons com Brad Pitt.
Comentário por Rafael — terça-feira, 27 de janeiro de 2009 @ 23:03:47
Hun…Não gosto do Brad Bitt.
Prefiro Tom Cruise.
Comentário por Débora — quinta-feira, 23 de julho de 2009 @ 14:57:17
Quando me contaram que o filme tratava de um romance no qual o protagonista nascia velho eu imaginei:” Esse filme tem tudo para ser uma bela porcaria!” porém mesmo assim fui ao cinema, e lá tive uma agradável surpresa! “O Curioso Caso de Benjamim Button” é um filme bom, que relata um amor que luta contra o tempo; inovador em todas as suas faces….em todos os seus detalhes…em cada dança, em cada canção, em cada olhar, em todas as lembranças Adorei o filme;e eu, que acredito que todos sonham viver um grande amor, não despreguei por um segundo os olhos da tela…chorei, sorri, e fiquei sensibilizada em várias cenas.Nunca havia visto nada igual,muito recomendável! AMEI!!!