Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TRANSAMÉRICA

Clique na imagem para ver o trailer do filme (sem legendas).

Transamerica, 2005, 103 minutos. Drama.

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Este sem dúvida é um dos filmes mais legais que já assisti. Não há dúvidas de que tudo nesse filme funciona: elenco, direção, fotografia, roteiro, trilha sonora. Desde os minutos iciais dá pra perceber o cuidado técnico que existe no filme e isso segue até o final do filme, sem oscilações no quesito qualidade. Qualidade, porém não é tudo e o principalmente objetivo de um filme é atingir o público-alvo.

Eu acredito que Transamérica cumpre o seu objetivo, sendo portanto um entretenimento muito bom. O filme conta a história de Bree, uma transsexual que está prestes a fazer uma cirurgia para se tornar definitivamente mulher quando recebe uma chamada de Nova Iorque sobre um suposto filho que está preso; decide então visitar o rapaz, fruto da única experiência heterossexual de Bree, quando ainda atendia pelo nome de Stanley. E na esperança de entregar o garoto a um resposável sem ter que confessar que é o seu pai, Bree e o jovem começam uma viagem junto pelos Estados Unidos, de forma que ela possa deixá-lo onde ele consiga se virar por conta própria. A primeira coisa que quero dizer é um recado para os homofóbicos e escrotos em geral: o filme não é um debate sobre a sexualidade, nem faz apologia à homossexualidade; o foco do filme não está na opção (ou condição) sexual de Bree, mas foca as relações humanas que se estabelecem entre ela e o filho e como eles são capazes de mudar e se adaptar à convivência com o outro.

Vou começar pelo roteiro, que achei bastante interessante. Desde o começo já temos especificadas as situações dos personagens e sabemos à primeira vista a forma como se enquadram na sociedade. Bree (Felicity Huffman) obviamente se encontra numa situação de separação em relação à sociedade, já que todos a olham de maneira acusativa e se mantem à distância, como se ela fosse doente. Toby (Kevin Zegers), filho de Bree, é um adolescente transtornado e sem grandes expectativas, que se prostitui e está envolvido com drogas, sempre tendo como base para o futuro a expectativa de encontrar o pai rico e ir morar com ele. É nesse ambiente abafado, em que nenhum dos dois tem um espaço entre os outros, que se conhecem, mentindo um para o outro e tentando um relacionamento estável ao mesmo tempo. O ponto alto do roteiro é explorar a carência de cada personagem, cada um à sua maneira e a forma como foram corrompidos e impedidos de serem eles mesmos por causa da ausência de afeto. E a tendência natural de duas pessoas carentes que passam muito tempo juntas se mostra presente e os dois se vêem mais positivamente, conforme o filme prossegue. Outro ponto bem explorado é o que cada um é capaz de fazer pelo outro e o quão capazes são de abrir mão das coisas que querem em função do outro, promovendo assim um auxílio mútuo. Toas as situações são bem postas no roteiro, nada parece perdido e as emoções de Bree e Toby se mostram presentes nos momentos certos e são perfeitamente compreensíveis.

Os elogios aos atores do filme são inquestionáveis. Acho que várias atrizes seriam capazes de interpretar bem a personagem Bree; grandes nomes, como Meryl Streep, estariam bem como a transsexual protagonista do filme. No entanto, eu não troco a atuação de nenhuma atriz pela atuação de Felicity Huffman. Ela simplesmente criou uma personagem completamente humana, com todos os pensamentos que sabemos que sentimos; a transformação não é só física, como percebendo vendo os extras, que ela tingiu o cabelo, foi envelhecida, baixou em algumas oitavas o tom de voz para se assemelhar à voz de um homem com voz levemente afeminada. A transformação foi principalmente psicológica e a caracterização de seu personagem é sem dúvida premiável; tanto é que Felicity foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. As cenas iniciais e as primeiras quando conhece o filho, mostram uma Bree completamente egoísta, focada na sua cirurgia e nas suas perspectivas de vida futuras; aos poucos ela cede conforme vai conhecendo melhor o filho e compreendendo as situações pelas quais ele foi obrigado a passar. Interessante também notar que apesar da transsexualidade e os aspectos religiosos e comportamentais que isso sugere, Felicity faz de Bree uma personagem conservadora e preservada, sempre impondo os bons modos e culta em relação às coisas ao redor. Kevin Zegers, um ator novo, também se mostrou bastante competente sendo o contra-peso, sendo o oposto do que Bree é: revoltado e temperamental, o garoto leva uma vida auto-suficiente, com visões limitadas do próprio futuro, embora para ele seus sonhos sejam promissores. O ar selvagem e sujo iniciais se perdem conforme o filme passa e cabe a Kevin interpretar duas das três melhores cenas do filme, que é a revelação do abuso que sofria pelo padrasto e a forma como ele “vende a droga” que carregava no bolso para ajudar Bree a conseguir dinheiro e voltar para Los Angeles antes da data da cirurgia dela. A integração dos atores é excelente e podemos ver que estão em sintonia, seja nas cenas complicadas e de forte tensão emocional, ou nas cenas de relação estável e agradável. Destaque para a cena do carro, em que Bree começa a brincar com Toby de lutinha. A direção de Duncan Tucker também é muito boa e é um fator fundamental para que toda a densidade das cenas seja mostrada como é.

Existem alguns poucos exageros, como toda a participação da atriz que interpreta a mãe de Bree, e alguns clichês, mas nenhum filme está livre de falhas, mesmo que elas sejam grandes, como a maldita mulher que insiste e gritar o tempo todo em vez de atuar decentemente. Mas é um filme muito bom e eu o recomendo totalmente. Eu o asssitiria de novo e de novo, se cansar. Tem gente por aí que pensa que o título sugere a pornografia que o filme apresentará; enganam-se e entenderão rapidamente a polissemia do “trans”. Alguns podem simplesmente não gostar desse filme, que se mostra um road-movie fabuloso, mas eu sugiro que o assistam, mesmo que haja quem não o recomende. Esse é o tipo de filme que não se pode tomar base base apenas a opinião de alguém; deve ser visto e analisado para somente depois ser “julgado”. Não acredito que esse seja um filme do tipo família, por causa da densidade de algumas cenas e também umas poucas cenas de nudez, embora essas revelem menos do que as novelas das oito.

Luís

criado por Luís/Renan    14:27:31 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

TERRA FRIA

North Country, 2005, 126 minutos. Drama.

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Não há dúvidas de que Charlize Theron se mostra magníica em filmes que relatam a história de vida de mulheres reais, que passaram por situações complicadas e se transformaram, por um motivo ou outro, em figuras históricas. Seu talento já havia sido mostrado em outra produção também baseada em fatos reais, chamada Monster, pela qual Charlize foi indicada e ganhou o Oscar de Melhor Atriz.

Nesse filme, Charlize interpreta uma mulher que está cansada de viver sob as agressões do marido, então decide mudar de cidade e começa a trabalhar numa mineradora onde os homens reinam imponentes, mesmo aqueles cujas funções sejam as mesmas que as das mulheres. Então, depois de reclamar diversas vezes sem conseguir qualquer resultado, ela decide mover uma ação judicial contra a empresa. Decididamente, o filme narra uma boa história e por ser baseado em fatos reais, dá mais credibilidade inclusive as atuações dos atores. O elenco é bem selecionado e entre os atores estão, em atuações muito boas, a já citada Theron e também Sissy Spacek e Frances McDormand, sendo que esta foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

As atuações que mais se destacam, recebendo indacações justas, são as de Theron e McDormand. Acho inclusive que McDormand, mesmo sendo coadjuvante, supera em muitos aspectos a atuação da protagonista, embora cada uma tenha suas partes importantes. As cenas de maior impacto é a cena em que Sherry é derrubada dentro de um banheiro, daqueles que são postos em lugares abertos, cabines azuis ou verdes. Mas as cenas do do julgamento também são bastante emocionantes, revelando uma frieza inquestionável dosempregadores em rlação a seus empregados. E fica extremamente claro a relação desconfortável que os homens insistem em criar, colocando-se como superiores às mulheres.

Recomendo o filme. Aos desavisados, isto é um drama, não é um filme sobre julgamento que termina em vingança e o que se segue é uma sequência dramática, não é um filme de luta.

Luís

criado por Luís/Renan    21:30:36 — Arquivado em: Filmes

domingo, 11 de janeiro de 2009

VIOLÊNCIA GRATUITA

Clique na imagem para ver o trailer do filme.

Funny Games, 2008, 106 minutos. Suspense.

 

 

Esse filme é uma regravação do filme hômonimo, de 1997. Não acho que onze anos faça um filme velho demais a ponto de merecer uma atualizada, mas o fato em questão não é a idade do filme; provavelmente é a ausência de estórias novas que possam ser apresentadas, fazendo com que remakes sejam necessários para manter a cota de filmes e manter a indústria cinematográfica lucrando. O primeiro Funny Games é uma produção austríaca falada em alemão e conquistou a crítica, embora não tenha atingido o público alvo, fazendo com que o filme fosse exibido por aí como mostra artística.

O filme fala sobre uma família - pai, mãe, um filho e o cachorro - que vai passar uma temporada durante as férias afastada da vida urbana. Logo no primeiro dia que chegam a casa e estão arrumando as coisas para o tempo que ficarão lá, eles conhecem dois rapazes (os que aparecem no pôster) e a família se vê dominada pelas brincadeiras engraçadas dos dois, que de engraçadas não tem nada! O que se segue é pouco mais de uma hora e meia de tortura psicológica, que incomodam os espectadores e mais ainda os personagens da trama. Segundo li, Violência Gratuita é uma refilmagem quadro a quadro do original, tanto é que até os mesmos ângulos e mesmos gestos podem ser vistos no remake. O que muda na recriação em relação ao original é apenas o elenco.

A respeito deles, gostei da escolha. Naomi Watts transmite com sinceridade a perturbação mental que os dois jovens provocam no casal e cabe a ela duas das melhores cenas do filme, mesmo que uma delas seja modificada logo em seguida. Tim Roth, intérprete de George, marido de Ann, personagem de Naomi, praticamente desaparece em relação à interpretação da atriz. O ponto mais certo do filme, e esse meu elogio vai para a criação original, é o contraste entre os dois assassinos, sendo que os dois matam por prazer, embora percebamos que um domina mais o outro, mas os dois se divertem da mesma maneira e, inclusive, se perdem em divagações e discussões até nos momentos em que estão realizando a tortura psicológica nos personagens. Muito bem elaborada também a falsa preocupação que eles parecem ter pela família, já que evitam que o menino olhe quando obrigam a mãe dele a tirar a roupa, só porque eles querem constatar se ela tem ou não pneuzinhos.

Outra coisa que gostei bastante foi alguns ângulos de câmera e esse é outro ponto certo do filme. Às vezes, um único personagem fica focado, porém não é ele o principal da cena, [SPOILER] como quando Peter atira em Georgie, filho do casal, e a cena seguinte se mantém por causa cinco minutos seguidos na tentativa de Ann para se levantar do chão, já que está amarrada [SPOILER]. É importante notar que, embora o filme faça uma alusão à violência barata, mostrando os jovens maníacos que falam coisas absurdas, assim como agem absurdamente e matam quaisquer pessoas pelo simples prazer de matar violentamente, o filme mesmo não mostra uma única cena explícita de morte. Ouvimos tiros, vemos os corpos largados, quase se fundindo ao cenário; deduzimos o que acontece, mas não vemos o sangue que a cena sugere que tenha havido nem a violência usada pelos dois. A única morte que vemos de fato acontecer, não é nem um pouco violenta, embora também não seja agadável! Outra coisa que gostei foi o tom asséptico da fotografia: tudo muito branco, muito claro, desde as roupas dos malucos até os móveis da casa do família. Não existe contraste de cores; ou é tudo muito branco, como as cenas na cozinha, ou é tudo na penumbra, como nas outras cenas.

Agora vem a única coisa que me desagradou totalmente no filme: [SPOLER] em um determinado momento, Ann consegue pegar a arma e matar Peter, um dos malucos. Paul pega o controle da TV e volta a cena para o momento antes de ela atirar no amigo dele e a impede de fazer o que ela já tinha feito [SPOILER]. A partir desse momento, eu achei quase impossível levar o filme a sério, já que a onda de irrealidade foi tão assustadora que eu simplesmente tardei a acreditar que todo o processo de caracterização da perturbação dramática dos personagens tenha valido a pena. A partir desse momento, achei que ficou super sem graça. Quando o filme terminou, eu ainda o achava sem graça, mesmo com o final que vai contra as expectativas do espectador (que provavelmente já sumiram) e se revela bem interessante. SIM! É um final contraditório, porém óbvio; o que ele contradiz, na verdade, é a mania de hollywood nos fazer acreditar que tudo possa terminar bem.

 Hnnnm… Não sei ao certo o que dizer. Não sei se o recomendo ou não. Leiam acima e concluam por si mesmos, levand em consideração o que eu disse: o filme tem atuações boas, uma bela direção, filmagem e fotografia bem elaboradas e e grande parte coerente; há também, no entanto, uma única cena que parece pôr tudo isso a perder.

Luís

criado por Luís/Renan    18:18:27 — Arquivado em: Filmes — Tags:

sábado, 10 de janeiro de 2009

ANTES DO AMANHECER

Before Sunrise, 1995, 105 minutos. Romance.

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Se tem uma palavra que eu usaria para definir esse filme seria “simplicidade”. Pois o filme todo é muito básico, bem simples e gira em torno de situações tão amplas e comuns do dia-a-dia, que não enxergamos nada diferente no fime. Não há aventuras nem grandes relacionamentos amorosos; então aqueles que procuram isso vão se decepcionar. 

Eu defini o filme como “simples” no parágrafo acima e ele realmente o é. Esse é o ponto alto do filme, é isso que faz com que seja tão bom quanto é. Não há aventuras, nem correria, nem ações bruscas e desesperadas por amor; há a sutileza do cotidiano e como as coisas comum influenciam um casal que acabou de se conhecer. Antes do Amanhecer conta a história de Jesse, um americano, e Celine, uma francesa, que se encontram num trem enquanto cada um volta para o seu respectivo país. Ele, prestes a descer, sugere que ela desça com ele e sugere que passem um dia juntos, antes de cada um ir embora. Não pensem, porém, que o filme começa a partir do momento que eles descem do trem! O filme já começou enquanto eles estão no trem, conversando sobre alguns episódios de suas vidas, suas perspectivas sobre vida e morte, amor e família. Quando eles descem do trem e começam a caminhar pela cidade, já são quase seis da tarde.

 Eles têm então até o amanhecer para se conhecer melhor e também se despedir; a partir desse momento, o meio externo interfere nos assuntos do casal, que cada vez mais se aprofunda nos tópicos, falando sobre quase tudo que é possível se imaginar num filme. Como eu disse, o ponto alto do filme é a simplicidade! Com as conversas do casal, podemos descobrir bastante sobre os personagens e não me refiro a dados superficiais e objetivos, como nomes, idades e estados civis; nós podemos descobrir como eles são, como pensam e como agem segundo a própria forma de pensar. Ao espectador é permitido entrar na mente de cada um, analisá-los e compreendê-los. Num certo momento do filme, nós temos a impressão de conhecer muito bem os dois e não somos capazes de julgá-los, tamanha a sensibilidade com a qual os dois se tratam e a forma como se abrem um para o outro. Quando Jesse conta a Celine que sua viagem se deve ao fato de problemas com a namorada, não conseguimos nos opor à sua situação (uma suposta infidelidade), pois já foi definido o que um significa para o outro.

Outro ponto bem mostrado no filme são as perspectivas pelas quais os dois enxergam a vida: enquanto Celine tem um lado mais psicológico mais amplo, Jesse é mais prático, embora os dois tenham muitos pontos em comum, como a forma como vêem a vida e a morte, sendo que uma das partes mais bonitas dos diálogos entre os dois ocorre quando Celine o leva o um cemitério onde as pessoas não identificadas são enterradas e fala como se sentiu quando visitou o lugar pela primeira vez e descobriu que uma garota que morreu tinha a mesma idade que ela à época e que para sempre teria treze anos; outro momento bem bonito e quando cada um simula uma ligação para um amigo, comentando sobre a viagem em que um conheceu o outro. O que mais gostei foram as nuances sobre a religião, cada hora comentada por um dos dois, sendo que às vezes, Celine se fixa no dogma, enquanto outras vezes é menos crente; o mesmo acontece a Jesse, que mostra um lado teológico bastante apurado, mas ao mesmo tempo é científico e pragmático.

Tudo o que eles vêem pela cidade serve apenas para aumentar o que existe entre os dois e a partir de um momento nós começamos a achar bonitas quaisquer coisas que aconteçam, pois passamos a enxergar também com os mesmos pontos de vista que os personagens. Então, cenas como a da cigana, a do vinho, a do fliperama se mostram grandiosas e eficiente em seus objetivos, que é mostrar ao espectador a aproximação de Jesse e Celine. Quando a ser previsível, eu discordo de quem acha que seja, pois sendo um romance como o deles não há como saber o que pode acontecer mais entre os dois, embora saibamos desde o começo que existe uma atração. Isso é a única coisa que sabemos.

Enfim, o filme é recomendável. Durante uma hora e meia nós presenciamos dois desconhecidos que se encontraram por acaso e assim como eles, nós também acabamos envolvidos, sabendo sobre os sentimentos mais pessoais dos personagens; sentimo-nos quase íntimos em relação a eles, que vão se conhecendo, se descobrindo e vivendo o que podem até que o dia amanheça. Eu recomendo o filme por não ter um tom de romance apelativo no roteiro, pois nós sabemos que o que começou ao entardecer acabará assim que chegue a manhã e não somos surpreendidos como finais misteriosos, medíocres e que tentem nos arrancar lágrimas. Por isso o filme tem qualidade superior a qualquer romancezinho gravado por aí, como Um Amor pra Recordar, entre tantos outros.

Luís

criado por Luís/Renan    13:02:56 — Arquivado em: Filmes — Tags:

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

SE EU FOSSE VOCÊ

Se Eu Fosse Você, 2006, 108 minutos, Comédia Nacional.

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Esse foi o filme nacional mais visto em 2006. Não é pra menos! Esse é um filme totalmente diferentes do padrão normal brasileiro, que consiste em mostrar palavrões em excesso e violência gratuita, sob a justificativa de “mostrar a realidade”. Enfim, quando nos deparamos com uma obra nacional sem grandes pretensões, que traz humor na medida certa, atores desempenhando bem seus papéis e você sabe que vai se divertir, vai acabar chamando os seus amigos e voltar pro cinema.

Não posso dizer que o roteiro é original, afinal, quantos filmes já vimos em que marido e mulher, mãe e filha, pai e filho, etc., trocam de corpos depois de conflitos? Mas, mesmo assim, Tony Ramos e Gloria Pires fazem um ótimo trabalho aí. Os outros atores, que aparecem bem pouco, contribuem para o filme, embora não signifiquem tanto quanto o casal principal. Eu achei que Gloria Pires intepreta muito melhor um homem do que Tony Ramos representa uma mulher. Isso, eu acredito, acontece porque é incômodo ver um homem com aparência de Tony Ramos se comportando como uma mulher. É imporante ressaltar também que ele não se comporta como um homossexual afeminado - o corpo dele adquire as característica de Helena, sua esposa. O mesmo acontece com ela.

Mas o grande destaque sem dúvida é Glória Pires: ela interpreta muito bem o papel de Helena e também o papel de Claúdio, o seu marido. Destaque para as cenas em que ela conta piada para os amigos do escritório de Claúdio - que naquele momento é ela. A cena mais patética e mais desnecessária, com certeza, é aquela em que Helena, no corpo de Cláudio, nada enquanto todos o observam pasmos. Outra grande cena, na minha opinião, acontece por causa de uma expressão muito convincente de impaciência; isso acontece quando vão a um místico para ele lhes falar sobre como podem trocar de corpos.

Ah, eu recomendo esse filme. Não é o melhor que eu já assisti, mas gostei desse. Divertido, simples e consegue aquilo que quer. Sugiro que vejam os extras do DVD, que mostram Gloria Pires rindo em várias cenas. Enfim é isso.

Luís

criado por Luís/Renan    11:52:55 — Arquivado em: Filmes — Tags:

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CRIANÇA 44

Child 44,2008, 428 páginas. Romance Policial.

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Quando fui a livraria, não pensava em comprá-lo, mas como não havia as minhas 2 primeiras opções (A Cabana ou a A Chave de Sarah) acabei comprando Criança 44, pois também abrangia tipos de livro que gosto muito, um romance histórico (Assim como “A menina que Roubava Livros”). Não me arrependi. Pra começar, a capa já é muito instigante, além de bonita, e o primeiro capitulo me lembrou muito o primeiro capitulo de “Dublê de Corpo”, um acontecimento que só será revelado mais pro meio do livro.

O livro nos leva a uma União Soviética (hoje Rússia) socialista, marcada pela força de Stalin, onde pessoas passam fome, frio, são torturadas, são mortas por crimes que nem sempre elas fizeram. Lá também não se acreditava muito em assassinatos, e sim “acidentes”, o que explicava a baixa taxa de mortalidade, já que se as pessoas são iguais, não há necessidade de matar por coisas inúteis. Mas um menino morre de forma muito suspeita, Arkadi é encontrado nu, com a boca toda suja, e sem o estômago, é ai que aparece Liev, nosso personagem principal, agente de um orção muito importante do governo, a MGB. Depois de descobrir outros assasinatos parecidos e que pra ele há ligações, ele vai em busca do assassino.

O mais legal do livro é que Liev não está sempre com o poder, e é o herói, com tudo na mão, ele é rebaixado do seu posto, também passa fome e frio, é torturado, tudo isso por continuar a seguir seu objetivo. Gostei também da personagem Raissa, mulher de Liev, que em certas horas, você tem vontade de que ela morra, mas ela se mostra digna de atenção. Vassíli, o vilão (não é o assassino) também se mostra muito…hmmm…carismático, pois sua necessidade de vingança, ou pelo prazer de ver Liev sofrer, se tornam interessantes e importantes para a estória, como se mostra nas paginas 364/365. Outros personagens vão e vem, e todos deixam um pouco de si na estória: Nádia, Nesterov, Fiodor e até Maria, a garotinha do primeiro capítulo.

Agora é esperar o filme que será lançado. Os direitos de adaptação para o cinema foram comprados pelo cineasta Ridley Scott (Blade Runner e Gladiador). Gostei muito, vale muito a pena.

Renan

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Primeiro, vou começar concordando com o Renan: a capa do livro é realmente muito bonita. Num belo exeplo de sinestesia, é mais bonita ainda quando a tocamos; o vermelho do sangue contrastando com o branco geral da capa realmente impressiona e eu quis comprar esse livro assim que ele foi lançado. No entanto, todas as vezes que ia à livraria, comprava outro livro, deixando esse para trás. Até que finalmente resolvi comprá-lo.

Emora minha vontade de lê-lo fosse grande, eu demorei muito na leitura. Aos poucos, fui me questionando a respeito do que teria feito do livro um sucesso entre os leitores, pois não havia nada de surpreendente ou realmente inédito em sua estrutura. Como o Renan mesmo citou, o começo lembra o estilo de Tess Gerritsen ao escrever Dublê de Corpo, e antes dela muitos outros já haviam usado o mesmo esquema. Logo no começo, quando percebemos a ruptura da narrativa de uma época para outra, podemos perceber que mais para a frente o passado se fundirá ao presente e teremos uma revelação interessante. Vocês podem pensar, pela minha análise, que eu não gostei do livro, mas eu gostei, sim. Apenas não entendi o que o tornou a febre que é com tantas pessoas que falam bem a respeito dele. É só mais um livro sem grandes diferenciais em relação a outros livros já publicados. Isso é ruim? Não, não é. Sidney Sheldon, Agatha Christie e Dan Brown, por exemplo, se repetem sempre e sempre, mas ainda assim apresentam algo inédito ou curioso, seja mais uma heroína fabulosa, uma nova informação sobre veneno letais ou mais teorias conspiratórias. Criança 44, no entanto, não apresenta nada novo, com exceção de apresentar aos leitores um pouco sobre a União Soviética Mas se a pessoa que for ler o livro esperar conhecer cultura de outro país, sugiro que leia então A Cidade do Sol.

Pois bem, eu não diria que os personagens desse livro sejam realmente interessantes. Não o são; para ser sincero, são facilmente esquecíveis. Só me lembro de seus nomes porque o li recentemente, senão provavelmente eu já teria me esquecido. Só me lembro realmente dos nomes de três prsonagens, que são Liev, Raíssa e Vassíli. Alguns outros eu só me lembrei porque os li na crítica acima. O auge do livro, sem sombras de dúvida, não é o final, mas sim a retomada ao trecho inicial, que conta sobre o gato fugindo, uma garota morrendo, dois irmãos saindo pra caçar o gato. Achei realmente que essa estratégia foi muito boa, porque surpreende o leitor. Isso se limita a um capítulo, dois no máximo Então, o livro chega à reta final: ruindo. Quando conhecemos os motivos, as razões, concluímos que o autor teve a maior preguiça ao criar um final decente; por um instante, ele acreditou que qualquer babaquice que pusesse, os leitores simplesmente adorariam. As últimas páginas pareciam não ser as últimas, final, a tosquice foi tão grande ali que, embora o final seja rápido, parece ser longo. Eu realmente não entendi o que levou o autor a simplesmente escrever aquilo tudo, pois é tão ridículo que eu mesmo não consigo encontrar palavras que descrevam com eficiência o que o final realmente representa. Não posso me esquecer, no entanto, que sempre existem alguns leitores como o rapaz aí de cima que gostam de um jeito meia-boca de conduzir o que deveria ser o ápice da história.

Quanto a recomendá-lo ou não, eu sugiro que vocês leiam a minha opinião e a do Renan e escolha entre uma delas para acreditar. Pode achar que o livro é fantástico ou podem achar que o livro não chga nem perto de ser uma obra-prima, embora seja razoável para um entretenimento bem audacioso. Audacioso porque você gastará dias lendo para se ver em frente a um final completamente besta, que desmerece o que foi escrito anteriormente. Pois é isso, decidam.

Luís

criado por Luís/Renan    14:22:12 — Arquivado em: Livros — Tags:

ERAGON

Eragon, 2002, 466 páginas. Aventura.

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Quando ganhei o livro não fiquei tão animado para lê-lo, pois tinha acabado de sair de séries que gostei muito (Harry Potter e Crepúsculo), mas agora estou bem animado para terminar de ler os outros 2 livros. Bom… Eragon é uma aventura épica, parecido com o que se desmontra nos filmes da também trilogia “Senhor dos Anéis”, sabendo disso você pode esperar duendes, elfos, e claro: Dragões.

Não consegui não evitar comparações entre Eragon e Harry Potter, não sobre a história (que tem alguns pontos em comum, como o uso de Magia), mas sobre a construção do personagem, além de ser garotos jovens, os dois entram num “mundo” até então desconhecido (nem tanto para Eragon), os dois tem que lidar com perdas de pessoas que o ajudaram, são orfãos, são “especiais”, eles também têm pessoas mais velhas que os coloca mais a fundo nesse mundo (Brom para Eragon e Dumbledore para Harry) e por aí vai. Embora isso ocorra, a literatura é muito diferente.

Eragon vive num mundo bem diferente do que narram as lendas sobre os Cavaleiros que um dia habitaram seu mundo, mas uma coisa muda quando ele encontra uma estranha pedra, que mais tarde descobre ser o ovo de um dragão, raça essa extinta pelo atual rei, Galbatorix, um homem poderoso, que não quer perder seu poder, mesmo que para isso mate todos que o impeça. E é nesse ritmo que o primeiro livro da trilogia narra a viagem de Eragon, Saphira, Brom e Mustagh, buscando a verdade, que mais tarde os leva aos Varden. 90% da história é a viagem deles.

Quanto aos personagens…aprendi a gostar de Eragon e Saphira, tanto quanto de Brom e Mustagh (embora fiquei desconfiado dele desde o começo). Mas também há outros marcantes como Angela, o Menino-Gato e Arya. Agora é esperar para ler Eldest e Brisingr.

Com certeza vale a pena ler
“Que suas espadas permaneçam afiadas” =D

Renan

criado por Luís/Renan    14:12:11 — Arquivado em: Livros — Tags:

domingo, 4 de janeiro de 2009

O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN

Brokeback Mountain, 134 minutos, 2005. Drama.

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Antes mesmo de o filme surgir, não rolavam boatos sobre ele. Talvez isso tenha criado uma expectativa maior em relação ao filme. Eu não esperava um filme com forte teor sexual; esperava mais ver os conflitos de um relacionamento mal visto pela sociedade do que ver cenas espantosas de sexo homossexual. Depois de assisti-lo, cheguei à conclusão que mesmo se essas cenas fossem abordadas de maneiras mais explícitas, como em Meninos Não Choram, o diretor Ang Lee teria feito um trabalho impressionamente emotivo do mesmo jeito.

O meu primeiro elogio vai à escolha dos atores: Heath Ledger e Jake Gyllenhall. Acho que os dois eram os personagens transcritos, uma vez que aparentam um ar rústico de vaqueiros, não parecem gays e tem semblantes que nos remetem a duas pessoas que parecem grandes amigos, fazendo com que já simpatizemos desde o começo do filme com eles. Quanto à escolha, também não posso deixar de dizer que é bem feita, uma vez que os atores conseguem passar bem o carinho e emoção que sentem um pelo outro, mesmo nas cenas em que ainda não se consumou ainda o ato sexual e eles ainda parecem constrangidos em relação àquilo que irão enfrentar. Basicamente, o que quero dizer é que eles têm química.

Acho que o mais marcante no filme é o momento de ruptura entre o pensar, o querer e o fazer; esse é o momento em que eles deixam de lado preconceitos e se relacionam de maneira brusca e furiosa, sem nenhum sentimento aparente que não seja a vontade de transar, ainda que percebamos um Jack Twist mais compulsivo inicialmente, deixando o outro comandar logo em seguida. A partir dessa cena, o relacionamento entre os dois está livre das proibições deles próprios e flui facilmente. Os momentos anteriores a essa ruptura que citei, no entanto, são bastante sutis, fazendo com o que primeiro o espectador goste de cada personagem supostamente heteressoxual pelo que ele é, sem poder construir uma imagem preconceituosa a respeito de cada um; depois da ruptura, passamos a vê-los como um casal, independentemente do fato de que sejam dois homens. A cena citada acima, no entanto, me pareceu meio forçada quando a vi: não esperava gentilezas, não num momento impulsivo como aquele, mas achei meio exagerado a facilidade com que acontece, uma vez que quase não vemos desenvolvimento, apenas um abaixar-calças-cuspir-na-mão-e-tudo-pra-dentro. Mas, enfim, foi bastante útil na sua intenção de expressar o que queira.

O filme, no entanto, não gira apenas em torno de Ennis Del Mar e Jack Twist. e isso foi um fator bastante interessante a ser mostrado: a omissão para fugir do preconceito de assumir uma relação que vai contras os príncipios morais e que a sociedade não aceita. Logo, os personagens acima precisão de esposas! E é nesse contexto que entram as atrizes Anne Hathaway e Michelle Willians e participações bastante significativas, sendo que a segunda inclusive foi indicada ao Oscar. Outra cena bastante pesada do filme, não pelas cenas mostradas, mas pelo que se subentende que a esposa de Del Mar sinta, é quando os dois se reencontrão após Jack mandar-lhe um postal e os dois, mais uma vez impulsivamente, só que desta vez pela saudade, se beijam e a esposa os vê. Impressionada, ela ainda age normalmente, embora o casamento não possa durar assim. Já Anne Hathaway está muito boa nesse filme, tanto quanto esteve em todos os outros filmes que eu assisti com ela, sendo o de maior destaque O Diabo Veste Prada. A seleção dessas duas atrizes foi bastante essencial para o resultado final da obra.

Outra coisa que gosto também no filme, além da sutilidade das cenas, beleza e complicação nos relacionamentos, é a fotografia bucólica das cenas da montanha, cenário do envolvimento de Ennis e Jack. Confesso que não esperava menos de Ang Lee, uma vez que ele é bastante bom ao passar do roteiro para as telas relacionamento densos, visto que foi ele o diretor de Razão e Sensibilidade. Porém, acho que há um pequeno defeito no filme: aquelas repetições dos encontros dos rapazes na montanha. Isso apenas prolonga o filme e não acrescenta muito, uma vez que o essencial para embasar o que pensamos sobre os dois já foi mostrado até metate do filme, inclusive a forma como tentam “escapar” dos olhos da sociedade. As mais de duas horas de fillme são desnecessárias e cansa um pouco quem assiste, mas o filme contorna a situação. A narrativa lenta contribui para nos afeiçoarmos às personagens no início, depois se torna bastante infeliz.

Não comprendi o motivo pelo qual ao nome original foi acrescentado o medíocre “O Segredo de”. Bastava traduzi-lo literalmente ou mantê-lo como no original, uma vez que sabemos a importância da montanha para a consumação da relação. Mas isso não é culpa dos atores, diretor ou produtores; isso é culpa dos brasileiros escrotos que acham mais interessante contar o filme no título ou inventar acréscimos bizarros a algo compreensível. Recomendo o filme totalmente, porque tudo no filme parece funcionar: o quarteto de atores, que dão um show; o roteiro, que se preocupa em não abichanar os gays, tornando o relacionamento deles bonito; o diretor, que dá enfoque necessário no que é preciso. Enfim, assistam-no.

Luís

P.S.:  Não se deixe levar pelo pensamento estúpido de que só porque conta a estória de homossexuais que o filme é vulgar.

criado por Luís/Renan    18:03:19 — Arquivado em: Filmes — Tags:

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009

 

 O ano de 2009 acaba de começar e junto com ele estão todas as nossas expectativas em relação aos filmes e livros que serão lançados nesse ano. O que é bastante questionável é a qualidade de que aquilo que será lançado, uma vez que a grande moda são os remakes, filmes baseados em outros que fizeram sucesso anos atrás, e as adaptações de livros, que têm se tornado bastante comuns ultimamente.

Dois mil e oito veio e se foi, trazendo consigo, para prazer ou horror apaixonados por livros e filmes, algumas obras que foram lidas e assistidas vorazmente. Vimos a continuação do interessante A Lenda do Tesouro Perdido e a quinta continuação da série Jogos Mortais; assistimos a filmes indicados ao Oscar, como Juno e Sweeney Todd. Enfrentamos uma sala cheia para assistir Batman - O Cavaleiro das Trevas, ficamos pasmos ao presenciar o exército de chocolate de A Múmia - Tumba do Imperador Dragão e, com desânimo no meu caso, assistimos O Gângster Americano, Max Payne e Eu Sou a Lenda. Houve grandes obras também: O Procurado, High School Musical 3 - O Ano da Formatura, Mamma Mia, Um Segredo Entre Nós, entre outros. Eu realmente gostei do resultado final do filme [REC], fugindo do padrão holyywoodiano. Quanto às adaptações, essas já estavam em alta, então surgiram Crepúsculo, O Nevoeiro e Ensaio Sobre a Cegueira.

Quanto aos livros, acredito que não acompanhamos muito as novidades do ano que passou, mas com certeza lemos aqueles que se tornaram febre, como Crepúsculo e sua continuação, e Desaparecidas. Alguns livros lançados no ano passado, como Criança 44 e A Cabana, serão postados este ano! Lemos, no entanto, vários livros bastante interessantes: Dublê de Corpo, O Diabo Veste Prada, O Senhor da Foice. Nos decepcionamos com alguns, é claro! Entre eles, Love me deixou irritadíssimo e O Homem Errado perde o fôlego nos momentos finais. Coração Ferido, A Estrada da Noite e A Cidade do Sol.

Dois mil e nove mal chegou, mas já vem com promessas: os remakes desnecessários de Sexta-Feira 13 e [REC]; o lançamento do próximo filme do SuperMan; assim como o lançamento do sexto e penúltimo filme da série Harry Potter; não posso me esquecer, no entanto, da adaptação de O Menino do Pijama Listrado, livro de sucesso que foi transformado em livro. Não sabemo ao certo quando serão lançados os remakes de O Brinquedo Assassino e A Colheita Maldita, mas, se tivermos sorte ou azar, pode acabar sendo em 2009!

Esperamo, é claro!, que esse novo ano seja muito melhor do que ano que passou e que os filmes e livros realmente bons! Ah, também esperamos algumas decepcões. Não podeos deixar de comentar que o mundo cinematográfico anda meio estranho, sem criatividade e apelamos para as novidades, mas se elas não vieram, que venham pelo menos adaptações boas, fazendo com que assim surja o interesse pelos livros! Vamos tentar deixar o Blog mais interessante, mas nós, Luís e Renan, ainda precisamos conversar e decidir o que faremos para torná-lo mais atrativo para os que nos lêem. Queremos também agradecer a todos que nos ajudaram, sendo eles aqueles que fizeram críticas para o nosso Blog ou aqueles que vieram aqui para ler e comentar.Basicamente, é isso!

Luís e Renan

criado por Luís/Renan    18:43:01 — Arquivado em: Outros
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