Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oscar 2009 - 81ª Edição

Melhor Filme

* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Frost/Nixon
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Milk - A Voz da Liberdade
* O Leitor

Melhor diretor

* David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Ron Howard - Frost/Nixon
* Gus Van Sant - Milk - A Voz da Liberdade
* Stephen Daldry - O Leitor
* Danny Boyle - Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor ator

* Mickey Rourke - O Lutador
* Sean Penn - Milk - A Voz da Liberdade
* Frank Langella – Frost/Nixon
* Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Richard Jenkins - The visitor

Melhor atriz

* Meryl Streep – Dúvida
* Kate Winslet – O Leitor
* Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
* Angelina Jolie – A Troca
* Melissa Leo - Rio Congelado

Melhor ator coadjuvante

* Heath Ledger - Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Josh Brolin - Milk - A Voz da Liberdade
* Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
* Philip Seymour Hoffman - Dúvida
* Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho

Melhor atriz coadjuvante

* Amy Adams - Dúvida
* Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
* Viola Davis - Dúvida
* Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
* Marisa Tomei - O Lutador

Melhor Animação Longa-Metragem

* Bolt - Supercão
* Kung Fu Panda
* Wall-E

Melhor Roteiro Adaptado

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Dúvida
* Fros/Nixon
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Roteiro Original

* Rio Congelado
* Simplesmente Feliz
* Na Mira do Chefe
* Milk - A Voz da Liberdade
* Wall-E

Melhor Direção de Arte

* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* A Duquesa
* Foi Apenas um Sonho

Melhor Fotografia

* A Troca
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* O Leitor
* Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Figurino

* Austrália
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* A Duquesa
* Milk - A Voz da Liberdade
* Foi Apenas um Sonho

Melhor Filme Estrangeiro

* The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
* Entre os Muros da Escola (Entre les Murs - França)
* Okuribito (Japão)
* Revanche (Áustria)
* Waltz with Bashir (Israel)

Melhor Documentário

* The Betrayal (Nerakhoon)
* Encounters at the End of the World
* The Garden
* Man on Wire
* Trouble the Water

Melhor Documentário Curta-Metragem

* The Conscience of Nhem En
* The Final Inch
* Smile Pinki
* The Witness - From the Balcony of Room 306

Melhor Montagem

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Frost/Nixon
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Maquiagem

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Hellboy II - O Exército Dourado

Trilha Sonora Original

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Defiance
* Milk - A Voz da Liberdade
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E

Melhor Canção Original

* “Down to Earth” - Wall-E
* “Jai Ho” - Quem Quer Ser Um Milionário?
* “O Saya” - Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Curta Animado

* La Maison en Petits Cubes
* Lavatory - Lovestory
* Oktapodi
* Presto
* This Way up

Melhor Curta Live-Action

* Auf Der Strecke (On the Line)
* Manon on the Asphalt
* New Boy
* The Pig
* Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som

* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Homem de Ferro
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E
* O Procurado

Melhor Mixagem de Som

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Quem Quer Ser Um Milionário?
* Wall-E
* O Procurado

Efeitos Especiais

* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
* Homem de Ferro

criado por Luís/Renan    19:02:15 — Arquivado em: Outros, Premiações

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Framboesa de Ouro - 28ª Edição

Pior Filme 

Super-heróis - A Liga da Injustiça (Disaster Movie) & Espartalhões (Meet the Spartans)   

O Guru do Amor (The Love Guru)

Fim dos Tempos (The Happening)   

The Hottie and the Nottie                                            

Em Nome do Rei (In the Name of the King: Dungeon Siege Tale)

 

Pior Diretor

Uwe Boll (Postal / Em Nome do Rei / 1968: Tunnel Rats)  

Jason Friedberg e Aaron Seltzer (Super-heróis - A Liga da Injustiça / Espartalhões)  

Tom Putnam (The Hottie and the Nottie)  

Marco Schnabel (O Guru do Amor)   

M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos)

 

Pior Ator

Larry the Cable Guy (Witless Protection)  

Eddie Murphy (O Grande Dave)  

Mike Myers (O Guru do Amor)  

Al Pacino (88 Minutos / As Duas Faces da Lei)  

Mark Wahlberg (Fim dos Tempos / Max Payne)

 

Pior Atriz 

Jessica Alba (O Guru do Amor / O Olho do Mal)  

Todo o elenco de Mulheres - O Sexo Forte  

Cameron Diaz (Jogo de Amor em Las Vegas)  

Paris Hilton (The Hottie and the Nottie)  

Kate Hudson (Um Amor de Tesouro / Amigos, Amigos, Mulheres à Parte)

 

Pior Ator Coadjuvante 

Uwe Boll (Postal)  

Pierce Brosnan (Mamma Mia! - O Filme)  

Ben Kingsley (O Guru do Amor / Doidão / War, Inc.)  

Burt Reynolds (Em Nome do Rei / Deal)  

Verne Troyer (O Guru do Amor / Postal)

 

Pior Atriz Coadjuvante 

Carmen Electra (Espartalhões / Super-heróis - A Liga da Injustiça)  

Paris Hilton (Repo: The Genetic Opera)  

Kim Kardashian (Super-heróis - A Liga da Injustiça)  

Jenny McCarthy (Witless Protection)  

Leelee Sobieski (88 Minutos / Em Nome do Rei)

 

Pior Roteiro

Jason Friedberg e Aaron Seltzer (Super-heróis - A Liga da Injustiça / Espartalhões)  

M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos)  

Heidi Ferrer (The Hottie and the Nottie)  

Doug Taylor (Em Nome do Rei)  

Graham Gordy e Mike Myers (O Guru do Amor)

 

Pior Dupla 

Uwe Boll e qualquer ator, câmera ou roteiro  

Cameron Diaz e Ashton Kutcher (Jogo de Amor em Las Vegas)  

Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore (The Hottie and the Nottie)  

Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy (Witless Protection)  

Eddie Murphy e Eddie Murphy (O Grande Dave)

 

Pior Remake, Sequência, Prelúdio ou Filme Derivado de Algo

O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood)  

Super-heróis - A Liga da Injustiça (Disaster Movie) e Espartalhões (Meet the Spartans)  

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)  

Speed Racer (Speed Racer)  

Star Wars - The Clone Wars (Star Wars: The Clone Wars)

 

Pior Carreira 

Uwe Boll

criado por Luís/Renan    19:00:55 — Arquivado em: Outros, Premiações

sábado, 21 de fevereiro de 2009

SE HOUVER AMANHÃ

If Tomorrow Comes, 1986, 402 páginas. Drama / Aventura.

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Quando postei aqui o livro Quem Tem Medo de Escuro?, eu disse que Sidney Sheldon era um dos meus autores preferidos e que era um mestre na arte de criar heroínas fantásticas. E em Se Houver Amanhã nós somos apresentados a Tracy Whitney, uma mulher cuja mãe se matou depois de um mafioso roubar a sua empresa, levá-la ao prejuízo e depois devolvê-la à pobre mulher. Numa tentativa frustrada de arrancar um confissão do mafioso, Tracy acaba sendo acusada de assalto a mão armada e roubo de um quadro no valor de meio milhão. Enganada pelo seu próprio advogado e julgada por um juiz corrupto, a bela jovem é mandada para a prisão, onde deverá ficar por 15 anos. Na prisão, sofre os abusos das outras presas, mas ao mesmo tempo começa a planejar a sua vingança contra todos que a puseram naquele lugar e todos aqueles que se negaram a ajudá-la, incluindo o ex-noivo. Após sair da prisão, Tracy tem que lidar com duas coisas importantes: sua vingança e recomeçar a sua vida. Sem dinheiro e em dificuldades, já que ninguém queria empregar um ex-presidiária, ela se sujeita a um roubo e logo se torna a ladra mais procurada do mundo, sendo perseguida inclusive pela Interpol.

Essa é uma obra de ficção, mas não pensamos em nenhum momento que não possa ser, ou que não tenha sido, uma história real. Da mesma forma que Eva Duarte, que viria a se tornar Eva Perón, saiu do nada e em apenas sete anos tornou-se primeira-dama argentina, líder espiritual e solidária à causa dos “descamisados”, Tracy Whitney fez o mesmo: a garota bonita foi pra prisão, permanecendo no anonimato, saiu de lá disposta a se vingar e meses depois já confrontava a polícia internacional com seus disfarces e técnicas de roubo. A única diferença entre elas é que a primeira realmente existiu. Apesar da atitude estúpida com a qual Tracy inicia o livro, não podemos deixar de ficar do seu lado e apoiá-la, e torcer por ela, e querer vê-la feliz. O que é realmente interessante nesse livro é a sua estrutura em relação à narrativa e à disposição dos personagens. Quanto a esses, são na maioria coadjuvantes; até mesmo Jeff Stevens, que virá a ter grande importância a partir do meio do livro, não aparece muito, embora haja alguns capítulos dedicados somente a ele. Personagens como Perry Pope, Juiz Lawrence, Tony Orsatti e Ernestine são figuras de extrema importância para a história, embora apareçam pouco também.

Quanto a estrutura do livro em relação à narrativa, o ponto mais acertado é o autor não focar todos os acontecimentos na vingança que Tracy planeja. Tanto é que antes da metade do livro, ela já se vingou de todos que queria se vingar e está preparada para a segunda coisa mais importante: recomeçar sua vida. E é a partir desse momento que Tracy tem que recorrer aos mais variados métodos para conseguir dinheiro, sendo quase sempre expulsa dos empregos pela seu passado. A única coisa que faz e que dá certo é cometer um roubo, que depois de quase sair errado, Tracy contorna o problema duas vezes e sai ilesa, causando nela a sensação de euforia que há muito não sentia. Percebe então um talento natural e começa a viajar o mundo cometendo crimes e quase sempre se deparando com Jeff Stevens, outro ladrão tão bom quanto ela. Rapidamente, surge entre os dois uma disputa que parece infindável, pois um precisa provar ao outro que é muito mais esperto em relação aos roubos que planejam. Os itens roubados não são os mais básicos; pelo contrário. Eles vão desde pequenas jóias de grande valor, são também diamantes bem protegidos e chegam a ser inclusiva quadros famosos nos museus mais bem preparados contra roubo. Em meio a tudo isso, temos a incansável perseguição de um detetive de aparência horrenda por Tracy Whitney. Ele está obsessivo por ela e se vê em pensamentos conflitantes, entre querer-lhe para o prazer e vê-la presa, o que também lhe causaria prazer.

Enfim, o livro é interessante do começo ao fim. Tracy é mais uma das fabulosas personagens que Sheldon escreveu e aposto que será lembrada sempre pelos leitores que são fãs das obras desse autor. A forma como ele a constrói impede que qualquer um que leia o livro se sinta pressionado a querer-lhe o mal, já que Tracy Whitney possa ser identificada em cada um de nós, como uma mulher que adora o desafio, é uma vítima do acaso e ainda assim dá a volta por cima, “corrigindo” alguns pequenos erros que há no mundo, unicamente em relação àqueles que têm muito e ainda assim querem mais. E apesar de já ser rica após alguns roubos, Tracy continua suas façanhas não pelo dinheiro, mas pelo prazer que cada momento em que ela tem que usar a inteligência proporciona a ela. Então, quem começa a ler Se Houver Amanhã só para quando o livro termina e ainda sente aquele gostinho de continuação (que infelizmente nunca virá) na boca. Eu sei que é patético e que a maioria das adaptações cinematográfica de obras acabam ficando aquém do esperado, mas esse é um livro que eu gostaria de ver nas telas do cinema. Até imagino a Jolie interpretando Tracy. Quanto ao ator que interpretaria Jeff Stevens, eu realmente não sei. Clive Owen, talvez. Mas, enfim, o livro é totalmente recomendável. Os personagens são adoráveis. As situações são as melhores. E o fim não deixa a desejar. O próprio título do livro, corretamente traduzido, é extremamente racional comparado a tudo que acontece no livro e a todo o perigo que os personagens se arriscam. Não há incoerências, o livro não perde o fôlego conforme chega ao final e é decididamente uma obra que vale a pena (e deve) ser lida.

Luís

criado por Luís/Renan    18:24:41 — Arquivado em: Livros — Tags:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN

 

Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, 2004, 139 minutos. Adaptado de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

 

Esse filme, para mim, é uma linha divisória na sequência cinematográfica de Harry Potter. Acho que muito disso deve-se ao fato de haver uma mudança de diretores, de Chris Columbus (Diretor dos dois primeiros filmes) para Afonso Cuaron. Com ele, a época infantil de Harry Potter acabou, ele deu a esse filme um tom muito mais sombrio e gótico, inserindo objetos como o enorme relógio e o seu pêndulo que balança, e também aquela ponte, de aparência meio frágil que não existia nos filmes anteriores (Não se pode negar que ela foi muito usada em HP e o Cálice de Fogo e HP e a Ordem da Fenix).

Outra mudança óbvia foi quanto aos personagens. Daniel Radcliffe (Harry) perdeu seu cabelo “tigelinha” e ganhou um corte arrepiado, dando um estilo mais jovem, o mesmo acontece com Rupert Grint (Rony). Emma Watson (Hermione) também foi agraciada com um cabelo menos rebelde e claramente mais louro (e consequentemente menos fiel ao livro). E obviamente a maior mudança foi a troca do pesonagem Dumbledore, de Richard Harris para Michael Gambom, já que Harris faleceu. Como disse a Joice, para quem não repara muito, nem dá pra perceber já que os dois se parecem muito, embora Gambom seja mais enérgico.

Quanto a história, acho que ela ficou bem sintetizada, se tratando de uma adaptação. Conhecemos Sirius, Lupin, Hagrid como professor, a professora Sibila Trelawney, Rabicho e etc. Personagens importantes que foram bem inseridos no contexto. Bom… como sempre você pode esperar efeitos bem feitos (com exceção ao cachorro) como os dementadores, o feitiço do Patrono entre outros.

A única coisa coisa ruim desse filme, para mim foi o final, e não digo final como o contexto qe encerra a história, mas sim a última cena. Além de deixa a Firebolt para o final, a cena que ele voa nela ficou meio “bestinha”.

Com certeza é recomendável.

Renan

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Eu acho que o filme teria sidor ealmente muito bom se houvesse a combinação de dois elementos dos quais gostei bastante:  a máxima fidelidade possível de Chris Columbus aos livros da série e o tom gótico e amadurecido que Cuarón deu ao filme. Como o Renan disse sobre a última, é exatamente isso que eu não gostei na direção desse terceiro filme, pois bastava deixar a ordem normal e modificar aquilo que era infilmável e também o que deixaria o filme muito extenso, como foi muito bem feito no 4º filme.

Nesse filme, os atores já não são mais criancinhas e é perceptível a maior qualidade de suas interpretações, talvez devido ao fato de estarem mais velhos ou talvez pelo pulso firme do diretor, mas sem dúvida estão bem melhores nesse do que nas duas primeiras produções. Eu acho que dentre os atores que dão vida aos alunos de Hogwarts, quem mais se destaca é Emma Watson, que em momento algum é mala, como o Rony tende a ficar ao longo da série; nem Daniel Radcliffe está tão bem sendo Harry Potter como Watson está sendo Hermione. Aliás, esse é o  filme que nós a vemos com uma participação mais efetiva, estando ao lado do Harry em grande parte do filme, principalmente na parte final.O ator que interpreta Remo Lupin também parece ter sido feito para o papel, já que eu pensei num lupin exatamente como ele enquanto lia o livro.

O que mais impressiona no filme são os efeitos gráficos, já que pela primeira vez vemos os dementadores, o hipoglifo, um patrono e um lobisomem. Aliás, o visual dos dementadores é realmente interessante, tendo levado meses para ser decidido. O resultado final foi bastante positivo, já que aquelas criaturas nos convencem do medo que exercem sobre os outros; quanto ao lobisomem, eu achei um pouco exagerado e escroto o visual de Lupin, mas talvez seja pelo fato de ele (o lobisomem) ser totalmente diferente do que eu imaginava e como eu não imaginava ao certo como é um dementador, foi mais fácil aceitá-lo. As cenas finais do filme são decididamente bastante emocionantes, pois toda a fotografia gótia proporciona o clima necessario para que nós nos sintamos como os personagens: preocupados. Maggie Smith para mim continua sendo a melhor atriz do filme, juntamente como Emma Watson, mas devo dizer que Emma Thompson fez um bom trabalho, principalmente na caracterização dos trejeitos de Trelawney. A morte de Richard Harris foi uma pena, porque o novo Dumbledore é um saco! Não se parece com o que é descrito nos livros, pois nunca fala conforme a autora descreve que Dumbledore fala. Parece que ele está sempre gritando, falando nervoso, agressivo. Enfim, foi uma grande perda… Aliás, foi uma dupla perda: tanto Richard Harris quanto sua ótima interpretação se foram.

E eu concordo com o Renan ao dizer que o filme é recomendável e não há dúvidas quanto a isso. Do começo ao fim, percebemos o amadurecimento do filme, seja nos aspectos técnicos quanto nos aspectos de entretenimentos. A fotografia do filme é excelente, sendo talvez um pouco inferior à fotografia do filme seguinte, mas ainda assim é muito boa! Assistam-no!

Luís

criado por Luís/Renan    20:57:09 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

DEPOIS DO FUNERAL

After the Funeral, 1953, 250 páginas. Romance policial.

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Desde que li o primeiro livro de Agatha, que eu nem sequer me lembro qual foi, comecei uma jornada pelo mundo dessa autora e suas mais diversas histórias: crimes por amor, por ódio, pela simples obessessão, pelo desafio, pela inveja, etc. Estórias boas, de uma maneira geral. E embora eu tenha me irritado com um ou dois livros dela, os outros são muito bons! Depois do Funeral, em suma, faz parte do grupo dos livros que valem a pena ser lidos.

Logo após o funeral, todos os parentes de Richard estão na sala reuindos, quando Cora, a irmã do falecido, prgunta infantilmente se ele não tinha sido assassinado. Todos pensam tratar-se de uma brincadeira, já que Cora sempre teve o hábito de falar bobagens fora de hora. É claro que a rase permanecena cabeça de todos e a sensação de que aquilo pudesse ser verdade se acentua quando Cora, no dia seguinte, é brutalmente assassinada a golpes de machadinha. E, então, que uma dúvida cruel do advogado da família coloca Poirot - o detetive belga - na história, para que ele possa dizer a todos o que realmente aconteceu.

Os personagens do livro são muito bem construídos, o que agra a quem lê. Os grandes fã de Poirot, que esperam 100% de participação do detetive, devem saber que ele não participa efetivamente da história, mas sua participação é extremamente importante, pois cabe a ele aquela explicação genial sobre tudo o que vínhamos lendo e que nos levaria a solução de um crime. Dentre todos os personagen, os que mais são carismáticos são Helen Abernethie, cunhada do morto; Susan, sobrinha do morto, com seu jeito jovial e suas palavras de impacto; Rosamund, outra sobinha, que se destaca na parte final do livro; srta. Gilchrist, senhora que acompanhava Cora até sua morte. Não há dúvidas de que o ponto alto do livro não são os personagens, e sim a trama que os envolve e, principalmente, a forma como tudo começa a se revelar. E também o livro relata muito bem a forma com certas características permanecem numa pessoa e como são capazes de marcá-las para sempre. Às vezes, uma pessoa não é reconhecível a não ser por pequenos atos ou maneirismos, que acabam precendo na lembrança.

Uma coisa, no entanto, me pareceu bastante falha na história, embora isso não comprometa a estrutura ou a sensação final que o livro proporciona. [SPOILER] No final, é revelado que srta. Gilchrist é a assassina e que ela se fez passar por Cora, que nunca esteve no funeral. Como todos não a viam há mais de 20 anos ninuém poderia saber com certeza como ela estava agora, o que possibilitou a Gilchrist vestir as roupas de Cora, usar uma franja falsa e se passar por ela, copiando os seus maneirimos. Quanto a isso não há nenhum problema. No entanto, quando “Cora” fez a tal pergunta constrangedora, Helen notou que havia algo errado e no fim é explicado que Cora sempre inclinava a cabeça para um lado, mas naquele momento, Cora inclinou para o outro lado. E Helen descobriu isso quando se olhava de frente para o espelho e se viu como se outra pessoa a estivesse olhando, considerando que é o acontece quado olhamos no espelho, que mostra o lado oposto. Concluiu, então, que Cora trocara uma característica que era sua desde pequena ou aquela mulher não era Cora. E Helen estava certa quanto a Cora não ser Cora. Mas se ela era tão capaz de se lembrar da outra, não é estranho que ela não conseguisse reconhecer um único traço do que Cora era antes, percebendo logo que aquela mulher era uma farsante? E mesmo não percebendo isso no começo, não deveria perceber assim que visse a srta. Gilchrist que ela tinha a mesma aparência da  que Helen vira no funeral? Convenhamos: uma franja e um vestido sobre alguns travesseiros para engordar não deixam uma pessoa irreconhecível! Helen, portanto, perceberia que Gilchrist ra extremamente parecida com Cora ou mesmo que Cora não era Cora rapidamente. Isso, obviamente, estragaria o final do livro. Então, Helen, uma mulher bastante astuta, foi capaz de se lembrar da cunhada pelos maneirismos e não por ela mesma. [FIM DO SPOILER]

Não há dúvidas de que eu recomende esse livro. São apenas 250 páginas e com uma trama muito boa, que prende o leitor ao livro. Eu mesmo o li em um dia, embora já o tivesse lido antes. Mas resolvi voltar a ler Agatha Christie. Saudade de tramas bem construídas como as que a autora proporciona aos leitores que gostam de romances policiais.

Luís

criado por Luís/Renan    22:21:51 — Arquivado em: Livros

domingo, 15 de fevereiro de 2009

CONTROLE ABSOLUTO

Eagle Eye, 2008, 118 miutos. Ação.

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Jerry Shaw e Rachel Holloman não se conhecem, até que um telefonema feito por uma mulher desconhecida os une. Ameaçando a vida de ambos e de suas famílias, a voz utiliza a tecnologia do dia-a-dia para rastrear e controlar todos os seus movimentos. Logo eles se tornam os fugitivos mais procurados do país, precisando se unir para descobrir o que realmente está ocorrendo. No fundo, esse é mais um filme de ação com tudo aquilo que já vimos em outros filmes e até já sabemos o final do filme, mas mesmo assim vale a pena assisti-lo.

Interessante que o filme reúne bons atores; Shia LaBeoulf obviamente não é nenhum superastro, mas com certeza se dá bem em filmes de ação/aventura, como pode ser visto em Transformers e Indiana Jones e o Reino da Caveira da Cristal. Michelle Monaghan esteve em vários filmes e também não é nenhuma estrela do cinema, embora já tenha participado de grandes filmes, como Sr. e Sra. Smith, Missão Impossível 3, A Supremacia Borne, mas de maneira efetiva, participou de Antes Só do Que Mal Casado. Há também Billy Bob Thorton, de A Última Ceia, e Rosario Dawson, de Sin City. E cada ator convence muito bem no seu papel, com exceção de Thorton, que não combina com esse tipo de filme. Enfim, são atores que defendem bem o seu personagem no filme.

A edição de som no filme é boa, afinal todo filme de ação, com explosões, tiros e perseguições tem que ter um ótimo desempenho nessa categoria. Mas o principal do filme, o mais interessante, é o computador Aria: tendo com base as próprias palavras da Constituição, o computador se voltou contra o próprio presidente, já que o mesmo não tomou a medida que deveria em relação ao que era esperado. Apesar de tudo o que Aria destruiu, suas intenções eram boas e aí se aplica o ditado “os fins justificam os meios”. Eu realmente não tenho dúvidas de que máquinas como Aria realmente existam e que sejamos contramos diariamente, 24 horas por dia, por redes altamente invasoras, capazes de conhecer toda a nossa intimidade. Interessante a perspectiva que o filme aborda mostrando uma sucessão de infortúnios que tem como base a solução do problema para várias pessoas. Interessante também que os atores fizeram eles mesmos as cenas, sem auxílios de dublês; não sei isso é bom, provando que são aotres de grande coragem, ou se é ruim, pois tiram o emprego dos dublês. Julianne Moore está fabulosa no filme - ela é (apenas) a voz de Aria - e pediu para que não fosse creditada. Que bobinha…

Enfim, eu recomendo esse filme, sim, pois é bastante interessante. E é bem divertido ver um filme como esse, cheio de ação, aventura, correrria, etc. Não são os meus filmes preferidos, mas sem dúvida são interessantes. E não ocorre exageros quando é explicado o porquê de tudo o que acontece; o filme poderia simplesmente dar uma resposta tosca e frustrar o espectador, mas não é isso que acontece. Vale a pena, portanto!

Luís

criado por Luís/Renan    13:15:04 — Arquivado em: Filmes

sábado, 14 de fevereiro de 2009

QUEM TEM MEDO DE ESCURO?

Are You Afraid of the Dark?, 2004, 375 páginas.

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Sidney Sheldon é um dos meus autores preferidos. A narrativa de sues livros me impressiona e faz com que eu seja um fã de suas obras, tendo inclusive lido quase todas as que foram publicadas. Em Quem Tem Medo de Escuro?, Sidney Sheldon nos apresenta quatro mortes misteriosas: uma mulher que se suicidou na banheira, um homem que pulou da Torre Eifel, um piloto cujo avião chocou-se contra uma montanha e outro homem que foi morto por mafiosos. Para Kelly Harris, mulher do homem que se jogou da Torre, e Diane Stevens, esposa do homem morto pela máfia, suas mortes são fatos muito estranhos, mas por sorte elas contam com a ajuda de Tanner Kingsley, dono da empresa para qual os seus maridos trabalhavam. Envolvidos num projeto secreto e altamente perigoso, as mortes pretendiam manter o silêncio, mas tudo muda quando Kelly e Diane descobrem que sabem mais do que deveriam.

Sidney Sheldon constrói mais duas grande heroínas para se juntar ao grande time de mulheres fortes, como Jennifer Parker, Tracy Whitney e Jill Castle. Não há dúvidas a respeito da sólida forma como as personagens Diane Stevens e Kelly Harris foram criadas; o leitor se apaixona por cada uma delas, seja pelo lado positivo ou pelo negativo, já que vemos que elas são quase opostos e ao mesmo tempo tão iguais. Uma é racional, fria e sarcástica, sempre muito lógica; a outra é mais sentimental, contagiante e mais preocupada com a situação, pendendo para um lado amoroso que se funde às suas crenças religiosas. Mas não há dúvidas de que as duas têm muita inteligência e são capazes de muitas coisas pelo instinto de sobrevivência. As páginas iniciais se preocupam em nos dar informações sobre as personagens para depois envolvê-las na ação; primeiro conhecemos a essência de cada uma, para depois vê-las como animais, fugindo de seringas hipodérmicas, explosões de carro, tiros, apartamentos-bomba entre outras coisas.

Li esse livro duas vezes. Na primeira achei meio estúpido o “projeto secreto”, [SPOILER] que consiste numa máquina superavançada capaz de controlar o clima em qualquer parte do mundo [SPOILER]. Mas é claro que não há nada estúpido nisso, considerando o que os supercomputadores são capazes de fazer e a forma como as potências mundiais os usam. Numa segunda leitura, percebi que é bastante coerente a situação em relação a todo o inferno pelo qual fazem Diane e Kelly passarem. E todos os personagens, bons ou maus, são bem construídos. Mas esse aspecto positivo não se limita aos personagens. A história em si é muito boa, com vários momentos de ação e vários outros em que vemos a densidade moral e psicológica de cada personagem; cada trecho é coerente, cada momento é único e no final, percebemos que não há ponto sem nó, tudo foi muito bem conectado. Temos, portanto, começo, meio e fim completamente sólidos. É um livro de ação como poucos conseguem ser, pois lê-lo é como assistir filmes como O Procurado ou Controle Absoluto.

É óbvio que recomendo esse livro, pois Sidney Sheldon se mostra realmente hábil ao conduzir essa história eletrizante de duas mulheres que se unem por acaso e que juntas precisam sobreviver até poder revelar o que vem acontecendo. Não há como ler e não gostar da história! Recomendo que leiam esse livro e vários outros de Sidney Sheldon.

Luís

criado por Luís/Renan    11:25:19 — Arquivado em: Livros

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

SUPERBAD - É HOJE

Superbad, 2007, 114 miutos. Comédia.

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Superbad: título auto-explicatvo. O filme é ruim; não só ruim, mas muito ruim. É um tipo de humor rasgado que não me fez rir em momento algum. Ac oisa toda é tão espontaneamente estúpida, que não sei como os roteiristas tiveram a coragem de dizer que desde os 13 anos vem escrevendo a estória desse filme. E também não entendo que tenha gastado dinheiro MAIS DE UMA VEZ indo ao cinema pra assistir a esse filme, que num sistema de pontução de 0 a 10, recebe 2! Isso porque eu sou justo e admito que há filmes piores.

Motivos pelos quais eu não gostei do filme:

  1. Não me identifiquei com nenhum dos atores, sejam eles Seth e Evan, ou o escrotinho, ou os policiais, ou as garotas; aliás, a única garota que gostei, eu acabei detestando por ela se interessar por alguém como Seth.
  2. Não me identifiquei com a amizade entre os personagens principais. Evan ainda tem um humor mais contido e é normal, mas aquela coisa obesa e tarada (Seth) é simplesmente irritante; o problema não é a amizade, mas a pessoa em si. Quem seria amigo de alguém como Seth?
  3. O roteiro do filme é muito tosco, qualquer pessoa com meio cérebro faz algo daquele jeito. Isso sem falar que não é tão original assim…
  4. O fime tem longos momentos chatíssimos e desnecessários; a cada dez minutos, surge um trecho de quinze minutos que o filme fica tosco.
  5. Os persoagens falam muitos palavrões. sso não é descontextualizado, considerando que os personagens (em sua maioria) são adolescentes, mas nenhum adolescente consegue compor uma oração de 10 palavras com 9 palavrões.
  6. O personagem Seth é extremamente irritante. Torci para que um dos dois policiais, que são bem irritantes também, desse um tiro na cara dele sem querer. O garoto é realmente chato! Não é como os outros adolescentes, que pensam em sexo, mas conseguem tratar de outros assuntos que não sejam xoxota, meter o pau, gozar gostoso, trepar sem parar enfiando até o talo. Moleque escroto!
  7. O outro garoto escroto que passa metade do filme com os policiais é realmente um estorvo para o filme; poderiam tê-lo tirado durante as filmagens, já que não acrescenta nada, é um boboca medroso, ri à toa e por muito tempo, fala chorando quase o filme todo e é o tipo de cara que “vira” gay porque assim será mais “fácil” conseguir uma trepada.
  8. O filme é logo pra caramba, considerando sua qualidade técnica e de entretenimento, que eu reamente considero nula.
  9. Tive que assisti-lo dublado, porque se o assistisse legendado, seria patético ouvir piadinhas americanas e ler piadas que façam sentido aqui no Brasil; tive, portanto, que aguentar bocas que mexem indiferentes ao som que produzem.
  10. O filme parece terminar com algum tipo de lição de moral que definitivamente não é cabível para um gênero tão infame quanto esse, talvez sirva em comédia românticas ou filmes de aventura, masnão numa comédia depravada (e olha que nem de longe isso se compara ao interessante American Pie).

Não sei se meus dez motivos foram suficientes para que você cheguem à conclusão de que não devem assistir a esse filme. Se não forem, sugiro que o assistam e se deliciem com essa obra, se é que isso é possível. Superbad é superbad; embora o trocadilho seja tosco, é mais engraçado que as quase duas horas de lixo que esse filme é.

Luís

criado por Luís/Renan    00:42:17 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

1º ano de BLOG!

Ontem, dia 10/02, o Blog Literatura e Cinema completou seu primeiro ano! E é óbvio que nós, Luís e Renan, os donos do Blog, estamos muito felizes com isso, considerando que a idéia de uma página destinada a exposição de nossas opiniões tenha dado certo. Até a data de ontem, foram feitas cento e setenta e uma críticas e estamos firmes, e estamos rumando para a 200º crítica aqui postada, seja ela de filme ou de livro.

Como eu disse no primeiro post que deixei, nós decidimos criar o Blog para que pudesse ajudar aqueles que procurassem pela opinião de alguém a respeito de algum filme ou livro; tendo em mente o quanto gostamos de literatura e também de cinema, criar um Blog sobre isso seria interessante; foi o que fizemos. É claro que para que cresçamos, precisamos da ajuda de vocês, leitores ou colaboradores do Blog. Por isso, então, no próximo parágrafo, quero fazer alguns agradecimentos.

Queremos agradecer ao Antonio que contribuiu dando a sua opinião sobre o livro A Sombra do Vento; à Nivea, que tem nos ajudado com a série Harry Potter; à Joice, irmã do Renan, que esteve presente aqui no Blog opinando em A Menina Que Roubava Livros e A Múmia: Tumba do Imperador DragãoRene esteve presente em As Crônicas de Nárnia e Valente; estiveram aqui também as queridas Ciça e Camila, comentando Celular e Crepúsculo, respectivamente. Tenho também agradecimentos a alguns leitores, que (ainda) não fizeram críticas aqui: Brean, que sempre sugere idéias ao nosso Blog; Rafael, dono do Solta o Lalai; Carlos, do Idéias Rasgadas e o Neto, pois sempre vem aqui quando há algum filme que tenha assistido. Obrigado a vocês e também àqueles que vêm aqui e nos lêem.

Enfim, esperamos que o Blog continue prosperando. E que venham mais anos pela frente!

Luís e Renan

criado por Luís/Renan    19:29:06 — Arquivado em: Outros

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

TROVÃO TROPICAL

Tropic Thunder, 2008, 107 minutos. Comédia/Ação.

Indicado ao Academy Awards de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Downey Jr.)

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Ben Stiller, Jack Black e Robert Downey Jr. não me parecem três atores que chegariam a atuar juntos, mas eis que surgem nesse filme que mostra o processo de filmagem de um filme; e os três atores interpretam três atores que estão trabalhando nas filmagens de um estória sobre a guerra do Vietnã. Trovão Tropical é o típico filme Ben Stiller: nada realmente interessante, nenhuma grande atuação, um roteiro que deixa a desejar, embora seja totalmente assistível.

O que mais me impressionou no filme foi a indicação de Downey Jr. a Melhor Ator Coadjuvante porque não consegui encontrar um único segundo de sua atuação efeitva no filme que valha uma indicação! Quando disse “atuação efetiva” me refiro ao Downey Jr. interpretando Kirk Lazarus como ator, pois no início do filme, temos uma prévia de cada ator (fictício) que participará do filme (fictício) sobre a guerra e vemos um trailer sobre um filme (fictício) que Kirk Lazarus, personagem de Downey Jr., participou junto com Tobey Maguire. Nessa trailer (fictício) que vemos, é engraçado, pois é realmente como se o filme existisse, já que o próprio Maguire faz uma participação e Kirk é mencionado como sendo cinco vezes ganhador do Oscar enquanto Tobey Maguire é mencionado como ganhador do MTV Movie Awards de Melhor Beijo. Sé se o indicaram por esse pseudo-trailer, porque pelo filme em si a indicação seria impossível.

O início do filme também é interessante, mostrando mais ou menos como sã os bastidores de uma filmagem de verdade, mas depois que os atores são soltos no meio do nada, não fica mais tão engraçado. O que é interessante são as alusões a outros filmes, como quando Kirk Lazarus explica a SpeedMan (Stiller) o porquê de ele não ter sido indicado ao Oscar no seu filme anterior, Simplesmente Jack, e comenta sobre outros atores (não-fictícios) que interpretaram doentes no cinema, como Tom Hanks (Forrest Gump) e Sean Penn (Lições da Vida); há também um ator do filme que se chama Alpa Chino (lembram-se de algum ator famoso?). Algumas piadinhas do filme são realmente forçadas, como quando Jeff Portnoy está amarrado a uma árvore e começa a propor uma troca, dizendo que se o cara soltar ele da árvore, ele “faz um boquete, lambe o pau todo, massageia as bolas e engole toda a porra”; definitivamente não é uma piadinha engraçada, considerando o contexto do filme naquele momento. O filme até que começabem, mas ruma ao ridículo e o final decididamente não me agradou.

Eu tinha ouvido falar que Tom Cruise participava do filme, mas não percebi que ele era o empresário gordo até ver os extras! Fui muito mongo. Mas de qualquer forma, os personagens de Tom Cruise e Matthew McGonaghey somem; não que os outros personagens sejam muito bem interpretados, mas é porque eles não têm espaço no filme mesmo. Enfim, não compreendi a tal indicação, não achei o filme uma maravilha, mas dá pra assistir mesmo assim. Prefiro Jack Back em comédias românticas, como em O Amor Não Tira Férias, e Downey Jr. em filmes de ação que envolvem heróis dos quadrinhos, como Hulk e Homem de Ferro. Não prefiro Ben Stiller de jeito nenhum. Mas acho que ele ainda conseguirá se envolver num filme que lhe renda algum prêmio de verdade em vez de continuar insistindo nas comédias bestinhas.

Luís

criado por Luís/Renan    03:06:51 — Arquivado em: Filmes
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