Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA

Stardust, 2007. Aventura.

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Eu já estava com saudades de filmes como esse. Acho que o último desse gênero, que apesar de sutil é capaz de passar um ensinamento, que eu assisti foi Ponte para Terabítia. É um filme suave, para se assistido com a família, também é bastante divertido e conta com nomes de peso no elenco. O filme certamente cumpre o seu propósito, que é agradar o espectador.

Victoria está prestes a se casar com um homem, mas Tristan lhe diz que seria capaz de buscar a estrela cadente que acabara de cair em troca da mão dela; ela aceita a proposta, lhe dá um prazo e ele parte em busca da estrela, que ao cair se transformou numa garota. O problema é que há mais pessoas interessadas na estrela: a bruxa Lamia, que pretende roubar o coração da estrela para recuperar a juventude e os filhos do falecido rei de Stormhold, que precisam do colar que a estrela usa para conquistarem o trono. Lendo essa sinopse, já podemos perceber que é um filme cheio de fantasia, alguns efeitos especiais e também bastante diversão, como costumam ser os filmes desse gênero. A jornada de Tristan em busca da estrela, que se chama Yvaine, é bem rápida, o que dá agilidade à linha narrativa do filme, que não fica monótono em nenhum momento.

Gostei da escolha do elenco, já que todos estão muito bem em seus papéis, com destaque especial para Michelle Pfeifer, cuja aparência parece ser a mesma de quando interpretou a felina Selina Kyle, dezoito anos antes. Gostei realmente de sua personagem no filme, assim como as atrizes Claire Danes e Sienna Miller, embora essa última apareça pouquíssimo em todo o filme, mas sua participação como Victoria é bm interessante. É apenas o segundo filme com Claire Danes que assisto - o anterior e primeiro foi O Exterminador do Futuro 3. Prefiro-a assim, como Yvaine, num papel suave e sutilmente romântico. Robert De Niro, indicado 6 vezes ao Oscar e ganhador de 2, vive um papel dúbio: o Capitão Shakespeare, um homem rude e violento, mas que adora travestir-se e é um sábio cabelereiro e maquiador; seu papel é realente engraçado, assim como o de Michelle Pfeifer, outra atriz já indicada ao Oscar. Charlie Cox, ator que interpreta Tristan é bastante talentoso, pelo menos no gênero aventura. Não sei dizer se seria tão bom assim em outros gêneros, porque nunca vi nenhum outro filme com ele. Mas gostei dele nesse filme, assim como gostei do elenco todo.

O roteiro é ágil e foca a vinda para a casa, já que Tristan encontra Yvaine nos minutos iniciais do filme. É durante a vinda para casa que os dois começam a se entender e também a se aprofundar num relacionamento intenso.  E tudo isso enquanto tentam se esconder do filho do rei, que quer roubar a pedra de Yvaine e da feiticeira, que quer comer o coração dela. Atenção especial também para a maquiagem, que deixa Michele Pfeifer muito velha e ajuda a realçar o exagero da idade da feiticeira que ela interpreta. O conjunto do fime é bem interessante, considerando atuação, direção e aspectos técnicos. A única coisa tosca é o título nacional, pois esse conjunto “título-original-mais-subtítulo-nacional” é bem patética; bastava “O Mistério da Estrela”, já que uma tradução literal não seria um título comercial. Mas isso obviamente não é culpa dos produtores do filme e sim dos seres maravilhosamente ineligentes que escolhem os nomes nacionais dos filmes internacionais.

O filme é totalmente recomendável, principalmente se a intenção for assistir com a família toda. Não é uma obra excepcional, mas é entretenimento certo e bastante útil. Não há dúvidas de que quem o assistir irá gostar, pois o filme é envolvente. E tamém tem aquela famosa lição de moral no final do filme, o que dá um aspecto mais engrandecedor à obra. Assistam-no e confiram. Chama a galera pra assistir também…

Luís

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Apenas peço uma coisa antes de descartar esse filme: Não se deixe julgar pelo título.

Sério…esse filme foi uma surpresa para mim, sendo que eu não estava com a menor vontade de assisti-lo e já fui reclamando quando a Carol e a Marina o trouxeream. Pra começar temos alguns famosos como Ben Barnes (As Cronicas de Nárnia e o Principe Caspian), que faz uma pequena aparição no filme e também Robet De Niro (O Amigo Oculto) que aparece muito diferente com cenas bem engraçadas.

O filme é no estilo épico, mais ou menos com O Senhor dos Aneis (logicamente sem todo o glamour de uma super produção) e possui aquelas locações lindas e com cenas aéreas em campos abertos que dão ao filme aquela beleza que só pensamos ver em filmes grandiosos. Os melhores pontos do filme para mim foram a maquiagem, extremamente bem feita e digna de pelo menos uma indicação ao Oscar. Quando vemos a transformação daquela bruxa extremamente velha, em uma mulher nova e depois ve-la novamente se deteriorando percebemos quanto o filme é bom (com atenção a cena em que ela começa a perder o cabelo) e outro ponto são os efeitos especiais, muito bem feitos também (claro que há muitos filmes com efeitos especiais melhores, mas eles me surpreenderam), como as tansformações das pessoas em animais pelas feiticeiras.

Quanto as atuações não podemos esperar muito do casal principal (a estrela é realmente bonita e o carinha de nome estranho tem cara de retardado em boa parte do filme), mas eles fazem seu trabalho bem feito e conseguem passar a mensagem de casal apaixonado (melhor que muitos casais famosos em filmes famosos)

Muitissimo recomendavel

Renan

criado por Luís/Renan    06:47:57 — Arquivado em: Filmes

domingo, 8 de fevereiro de 2009

People’s Choice Awards - 35ª Edição

O Prêmio People’s Choice, como o próprio nome diz, é dado segundo a escolha das pessoas, sendo que os diversos filmes, séries de TV, artistas em geral, são votados pelo público pela internet, de forma que consigam os três melhores e dentre esses três saia o vencedor. Como o Renan disse, é interessante esse prêmio porque permite que algus atores consigam ser premiados, já que como o público não é tão crítico quanto à crítica; atores que provavelmente não concorreriam ao Academy Awards acabam concorrendo ao People’s Choice e até ganhando! Não pensem, porém, que há apenas atores iniciantes e não tão famosos concorrendo ao prêmio - em algumas categorias, ganhadores do Oscar, como Reese Whiterspoon, Angelina Jolie e Meryl Streep, concorrem também!

A apresentação da trigésima quinta edição do People’s Choice ficou por conta de Queen Latifah, bastante carismática. As piadinhas dela eram engraçadas, mas algun atores pareciam não favorecer, como Robin Williams, forçando um sotaque que provavelmente nunca teve e baixando a voz em algumas oitavas, deixando-a bem tosca. Óbvio que alguns ganhadoes foram completamente estranhos, principalmente quando consideramos que Mamma Mia! e Vestida pra Casar competiram e o segundo ganhou. Não podemos, no entanto, nos esquecer de que é a escolha do povo e o povo gosta de filme bobinho, divertido, típico da sessão da tarde. Tendo isso em vista, não podemos esperar que filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button, A Troca ou qualquer outro de grande complexidade dramática esteja envolvido. O Cavaleiro das Trevas arrebatou 5 prêmios na noite e pelo que eu entendi, foi uma votação unânime, pois ele não tinha concorrentes.

Houve altos e baixos durante a premiação. Queen Latifah como apresentadora sem dúvida foi certo, mas Robbin Willians foi um pé no saco; Kate Hudson parecia bêbada lá na frente, enquanto pegava o seu prêmio e tentava discursar, não olhava para nenhum lugar em específico, falava arrastando e sorria de maneira anormal, mas isso foi engraçado. Muito engraçado! A premiação se dividiu em três partes: CINEMA, TV e MÚSICA. Confira abaixo os indicados e, em negrito, os ganhadores.

CINEMA

Filme
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro

Filme para a família
As Crônicas de Narnia: Príncipe Caspian
Kung Fu Panda
WALL-E

Filme de ação
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro

Filme de comédia
Vestida para Casar
Agente 86
Mamma Mia!

Filme de drama
Quebrando a Banca
Controle Absoluto
A Vida Secreta das Abelhas

Filme independente
A Duquesa
A Vida Num Só Dia
A Vida Secreta das Abelhas

Elenco de filme
Batman – O Cavaleiro das Trevas ( Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal)
Mamma Mia! ( Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgard, Colin Firth)
Sex and the City – o filme ( Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon, Chris Noth)

Ator de cinema
Robert Downey Jr.
Harrison Ford
Will Smith

Protagonista masculino
Christian Bale
Brad Pitt
Mark Wahlberg

Ator de filme de ação
Christian Bale
Robert Downey Jr.
Will Smith

Atriz de cinema
Angelina Jolie
Keira Knightley
Reese Witherspoon

Protagonista feminia
Anne Hathaway
Kate Hudson
Queen Latifah

Atriz de filme de ação
Cate Blanchett
Anne Hathaway
Angelina Jolie

Dupla nas telas
Christian Bale & Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas )
Tina Fey & Amy Poehler ( Baby Mama)
Harrison Ford & Shia LaBeouf (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal )

Super-herói
Christian Bale como Bruce Wayne/Batman
Robert Downey Jr. como Tony Stark/Homem de Ferro
Will Smith como John Hancock

(mais…)

criado por Luís/Renan    16:15:31 — Arquivado em: Outros, Premiações

ECLIPSE

Eclipse, 446 páginas, 2009. Romance.

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Bom…depois que teminei de ler Lua Nova, aproveitei e comecei a ler Eclipse e Amanhecer (Breaking Dawn) na versão PDF mesmo, mas isso não foi obstáculo para que lê-lo novamente. Novamente começamos pela capa, que apesar de ser a mais simples da série é tão bonita quanto as outras. Mais uma vez Stephenie Meyer não muda muito sua narrativa, continuando no mesmo estilo de Crepúsculo e Lua Nova, deixando toda a parte de ação para o final e durante todo o livro temos o romance meloso entre Edward e Bella, mas que todo mundo gosta.

Apesar disso Eclipse é um dos melhores livro da série (talvez perdendo apenas para “Amanhecer”), é nele que vemos muito mais o âamoroso entre Edward, Bella e Jacob, com muitas reviravoltas mas não com indecisões. Voltamos a ver Victoria  (mais efetiva dessa vez) e junto com ela um exército de recém-nascidos e também uma pequena parte dos Volturi, que fazem uma pequena aparição. Tudo isso junto traz muito mais conteúdo e deixa a estória mais excitante, fazendo que nós, mais uma vez “devoremos” o livro.

Outra coisa interessante são que as histórias de Rosalie e Jasper são contadas por eles mesmos, mostrando aos leitores mundos e épocas diferentes nas quais eles viveram. Apesar da história de Rosalie ser bem triste, é a mais legal também e faz com que o leitor consiga entender um pouco mais porque ela tem tanto “receio” de Bella. [SPOILER] É nesse volume que Bella começa a amadurecer para a vida sexual (Obs: Eles não fazem nada de mais) e para os desejos que certamente um (a) adolescente tem, e eu senti pena dela na hora em que é rejeitada. É aqui também que ela aceita o pedido de casamento de Edwad mostrado no 4º livro. [FIM DO SPOILER] Só achei uma coisa estranha: não traduziam “impriting” (para impressão como fizeram em PDF) E como nos outros também há o primeiro capítulo do próximo livro.

Do resto você pode esperar mais ou menos a mesma fórmula dos outros: bastante romance, juras de amor e etc, que para mim foi o elemento principal para o sucesso do livro. Bom… o filme também já foi confirmado e deve sair em 2011 ou 2012. Leia. Vale muito a pena.

Renan

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criado por Luís/Renan    07:20:11 — Arquivado em: Livros

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A SOGRA

Monster-in-law, 2005, 95 minutos. Comédia.

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Jennifer Lopez num dos papéis principais: motivo para se preocupar, pois o filme provavelmente é escroto. E esse não foge à regra! Tanto é que foi indicado ao constrangedor Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz, mas Lopez não o ganhou, pois Jenny McCarthy conseguiu a proeza de ser pior do que ea. Há apenas duas coisas interessantes no filme e isso não faz com que seja prazeroso assisti-lo. Acredito que Jennifer Lopez não receba cachê; aposto que é ela quem paga para estar num filme. Pois bem, vou dizer o que achei do filme…

Se quiserem ler um resumo, leiam a crítica do Renan. Não perderei tempo resumindo esse filme. Enfim, Jennifer Lopez está em mais uma de duas atuações - se é que se pode chamar de atuações - patéticas, em que você não consegue simpatizar com a personagem, pois há uma gritante ausência de definição em Charlie, personagem que Lopez interpreta. Quanto ao ator, intérprete do futuro marido deCharlie, nem sei o que dizer; aparece pouco no filme e não é importante, afinal seu nome nem está nos pôsteres do filme, sejam eles nacionais ou originais. A única pessoa que de fato interpreta é Jane Fonda, que é divertida e dá uma bela ajuda no filme, embora não consiga torná-lo divertido. Há um desequilíbrio infernal no filme, pois colocaram uma monstra do cinema (me refiro a Jane Fonda) atuando com outra monstra do cinema (dessa vez me refiro a incapacidade de Jennifer Lopez), então obviamente que Lopez desaparece cada vez que está em cena ao lado de Fonda.

Quanto ao roteiro do filme, não é grandioso. É bem regular, afinal isso é uma comédia romântica, então a principal intenção é a diversão sutil, que, no caso desse filme, passa bem longe. O filme todo consiste basicamente em duas partes: Charlie se dando bem e Charlie se ferrando e é óbvio que a história realmente começa quando Charlie começa a se ferrar, já que Viola, sua sogra, começa a mostrar um lado doentio. Jane Fonda surpreende, pois depois de 15 anos sem estrelar nenhum filme, ela volta em boa forma e até arranca alguns risinhos dos espectadores, mas é difícil para uma única atriz transformar um filme como esse em algo realmente divertido. E em pensar que quando fez o filme, Fonda já estava beirando os 70 anos… Nem parece!

Não sei se recomendo ou não, pois não é bom, mas muitas pessoas devem adorar esse gênero Jennifer-Lopez-de-fazer-filme. Esse gênero ao qual me referi consiste basicamente no filme que você assiste porque não tem nada melhor pra fazer; no meu caso, eu o assisti porque estava com problemas no computador e não conseguia ligá-lo. Quanto às duas coisas interessantes que citei no primeiro parágrafo, aqui estão elas: o título original, que faz uma piada em relação à sonoridade de duas palavras (que são “mother” e”monster”) e o valor que elas assumem se comparadas, já que a sogras sempre são tidas como “monstros” e a segunda coisa é a risada de Viola, que é sem dúvida muito boa! A gente até consegue rir junto cada vez que ela dá uma de suas gargalhadas… O filme é bem mediano e definitivamente não é o tipo de filme que se assiste no cinema, embora sempre haja aqueles que se arriscam. E, às vezes, mais de uma vez! Espero que isso seja citado na crítica abaixo.

Luís

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Bom…vamos ao que interessa. Sim, eu fui assisti-lo duas vezes no cinema e depois aluguei ele. Mas não fiz isso porque amei o filme, mas sim pelas companhias que não tinham assistido ainda, e como é um filme “legalzinho” assisti mais de uma vez.

Mas não há como negar que há cenas engrassadissimas nesse filme. Um exemplo é quando Charlie está dormindo no sofá e sua sogra aparece na sua frente com aquela fantasia, ou também quando uma enfia a cara da outra no bolo (o que se torna mais engraçado quando se ve que se trata de um sonho).

Quanto as atuações. Fonda está realmente muito boa, acho que não vi nenhum flme com ela, ou se vi, ela nunca se destacou. Em comédias geralmente se vêem atores novos e ver uma atriz experiente tão engraçada, é muito legal. O filho dela, noivo de Charlie, é um personagem quase que esquecido, apenas um motivo pelo tema real do filme, nem há como avaliar suas cenas, uma vez que até os cachorros que Charlie sai para passear aparecem mais que ele. Quanto a Jennifer Lopez…a querida Lopez do Luis, realmente não vi nada de novo. Apenas uma atriz razoavel, para um papel razoavel, num filme razoavel…só não a achei tão ruim quanto tantos outros falam.Se você fosse ao cinema assistir um filme que se chama “A Sogra” você esperaria o que? Atores ganhadores de vários e vários prêmios, atuações fantásticas, um enredo lindo? Não…você iria apenas pra passar um tempo assistindo um filme leve, onde poderia rir em algumas partes…só isso. Não podemos esperar grande coisa de filmes que nao podem oferecer grande coisa

Pra um filme leve e pra descontrair? Recomendavel.

Renan

criado por Luís/Renan    00:13:44 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MANDANDO BALA

Shoot'em Up

Shoot ‘Em Up, 2007, 86 minutos. Ação.

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Embora os dramas sejam os meus filmes preferidos, filme como Mandando Bala me agradam. Gosto de pessoas com uma extrema capacidade de matar, que conseguem se livrar de 50 pessoas com uma arma que só dispara seis vezes, ter alguns ossos quebrados, ser espancado, sangrar pra caramba e ainda ter força o suficiente para destruir o vilão no final do filme. Isso sem mencionar aquela peculiar habilidade de fazer algo praticamente impossível, mas que sempre existem nesses filmes.

Smith (Clive Owen) está sentado tranquilamente quando vê uma mulher grávida em perigo, pois um homem ameaça matá-la; ele resolve ajudar. E logo nos primeiros 3 minutos de filme, mata pelo menos uns 20 homens armados. A moça morre pouco depois de dar o parto e Smith tem de recorrer a uma ama-de-leite nada convecional: uma prostituta (Monica Bellucci) que pariu recentemente. Mas a perseguição continua e o bebê parece ser o alvo. Esse é basicamente o roteiro do filme e o enfoque que é dado às cenas; salvar o bebê, embora os dois nem saibam o porquê, é o principal objetivo deles assim como matá-lo é o principal objetivo dos outros. Obviamente que há no filme aquele tom de exagero, pois sabemos que pouquíssimas pessoas, talvez nenhuma, sejam tão eficientes quanto Smith no quesito “salvar vidas”. Smith, aliás, é quase tudo que sabemos sobre o personagem, além de algumas poucas insinuações que surgem com o passar do filme.

Smith é o tipo de cara com quem não se deve arrumar briga. E a aparência de Clive Owen combina bastante com o personagem que ele interpreta: aparentemente pacato, meio desleixado, extremamente hábil. Para aqueles que já assistiram Kill Bill, Smith se assemelha um pouco à Noiva, já que parece conseguir fazer o que quiser, seja dar saltos e voadoras a cinco metros de distância (no caso dela) ou dar tiros repetidos num gira-gira para mantê-lo girando (no caso dele). Quanto as atuações, não sei como avaliá-las, uma vez que em filmes desse gênero é mais visível a desenvoltura comporal dos atores do que suas expressões; se Clive Owen fez todas as cenas do filme, ele é realmente bom. Monica Bellucci não está surpreendente nesse filme, mas, de qualquer maneira, nunca esteve em nenhum outro. Sua intenção é regular e cabível às situações que lhe ocorrem durante a quase hora e meia de filme. Acho que o ponto certo do filme é combinar o humor com a ação, sem ficar monótono ou entendiante; algumas situações inusitadas, como quando Smith coloca balas entre os dedos e põe a mão na lareira, usando-a como revólver, criam um humor assim como algumas piadinhas bem colocadas durante as falas. O único real exagero do filme é mostrar um recém-nascido que é absurdamente resistente a quedas, tiros, saltos, etc. Em nenhum momento a criança se machuca (ou mesmo morre), mesmo com 50 homens atirando em sua direção. Outro exagero também é o personagem que persegue Smith, que não consegue dar um tiro certeiro, mesmo estando a um metro de distância e disparar doze vezes seguidas.

Eu recomendo o filme, sim. É o tipo de entretenimento qe não acrescentará muito à sua vida, mas assistir ao filme vale a pena; aos tarados, vale pena cena de 30 segundos em que Monica Bellucci fica nua, embora não se veja nada! Gostei do título nacional, que é praticamente uma tradução e combina bem com o filme. Assistam-no.

Luís

P.S.: Chamei o Richard para fazer uma crítica desse filme comigo, mas ele recusou. Escroto!

criado por Luís/Renan    00:00:49 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS

The Memories Keeper

Memories Keeper’s Daughter, 2007, 368 páginas.

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Quando minha tia me emprestou ele, ela já avisou que ela nem sua filha (minha prima) haviam gostado, por isso já comecei a le com um pouco de receio.
Realmente…no começo tive muitos problemas com o livro, e em uma semana consegui ler apenas 100 páginas, número esse que eu consigo ler em 1 ou 2 dias em periodo de férias. Mas depois, comecei a le-lo com mais afinco e descobri que gostava do enredo e dos personagens. Qualquer um que leia a contra-capa ou as “orelhas” do livro podem fazer imediata ligação com a novela global “Páginas da Vida”, e não há de se negar que as semelhanças são muitas. Pra vocês entenderem melhor vou fazer um breve resumo do livro.

Norah, numa noite de nevasca, deu a luz a gêmeos. Um, saudavel (Paul) e a garota, com sindrome de Down (Phoebe). David, o pai das cianças, resolve poupar Norah da dor de ter uma filha doente e diz a enfermeira, Caroline, para envia-la à uma instituição.David diz para a esposa que a criança era natimorta. É ai que Carolline não tem coragem de fazer isso, e foge com Phoebe para morar em outra cidade e cria-la como filha legitima. Como David e Caroline sabiam do fato, a vida dos dois e todos que os cercam nunca mais foi a mesma.

Mais um drama. Mais um livro que é feito para que as pessoas tenham dó dos personagens. Mas as escolhas dos personagens fazem toda a diferença nesse livro, tornando-os assim, mais humanos. Gostei bastante dos personagens Norah, David, Paul e Caroline. Principalmente de Paul, e sua escolha final de ficar em Pittshburg. Como disse Norah, ele não tinha nenhuma responsabilidade de ir pra lá, mas me pondo no lugar dele, essa seria minha opção também. Outra coisa boa do livro é que ele é narrado em vários anos, desde 1964 até 1989, exatos 25 anos, o que nos dá uma noção inteira da vida dos personagens principais, dos erros e dos acertos e de atitudes que podem parecer pequenas hoje, mas que causam grandes mudanças no futuro.

Gostei do titulo também. Subjetivo, como diz o Luis. Um homem que guardou tantos fatos impotantes, tantas memórias que poderiam mudar o mundo ao seu redor. E que qual aparelho melhor representaria isso? Uma máquina fotografica.

Depois de ler e pensar, posso dizer que é recomendavel sim.

Renan

criado por Luís/Renan    00:00:32 — Arquivado em: Livros

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A LIÇÃO FINAL

The Last Lecture, 249 páginas, 2008, Auto-ajuda.

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Resumidamente: Randy Pausch, professor da Carnegie Mellow, está prestes a morrer, por causa de um cancêr no pâncreas. Por isso ele resolve fazer uma palestra de despedida, onde fala sobre toda sua vida como herança para seus filhos.

Quando peguei esse livro emprestado, não esperava realmente que fosse terminar de le-lo, mas consegui, embora não seja muito fã desse tipo de literatura. Como pensei inicialmente, há partes do livro que você acaba de ler e nem se lembra do que leu, mas isso não é um motivo válido para voltar e ler de novo. Contrapondo com isso, há partes que realmente são interessantes, duas em especiais, e uma como é pequena, resolvi coloca-la aqui. Trata-se de “desculpas”, usadas por nós diariamente:

Desculpas ruins:
1. “Sinto muito se você se ofendeu com o que eu fiz”(Trata-se de uma tentativa de aplicar um bálsamo emocional, mas é obvio que você não que remediar a ferida)
2. “Peço desculpas pelo que fiz, mas você também precisa se desculpar pelo que fez” (Você não está pedindo desculpas, e sim sugerindo que a outra pessoa lhe peça)

Desculpas adequadas possuem três partes:
1. O que fiz de errado
2. Sinto muito te-lo ofendido
3. Como posso melhorar a situação?

A outra é a parte final do livro intitulada “Comentários Finais”, e acho realmente que todos deveriam ler esse capítulo.

O mais interessante é o tom de “diário” que o livro toma e todos os fatos de uma vida moldada com esforço, felicidade e amor. Outra coisa legal são as empresas que ele trabalhou, que estranhamente fazem o livro parece mais real e mais próximo do leitor. Entre as citadas estão: EA (Eletronic Arts), Google, Adobe, e Walt Disney Imagineering. Em todo o livro nunca sentimos dó ou pena de Randy (e sim, as vezes de sua mulher Jai e de seus três filhos), e sim aprendemos com ele.

Recomendável, quando lido de graça.

Renan

criado por Luís/Renan    22:22:43 — Arquivado em: Livros
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