Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

ABISMO DO MEDO

The Descent, 2005, 99 minutos. Terror.

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Eis um filme de terror que poderia facilmente passar despercebido e acabar caindo no esquecimento nas locadoras; sorte que o assisti antes que isso pudesse vir a acontecer. O filme narra a história de seis mulheres que se reúnem um ano apos um trágico acidente envolvendo uma delas, no qual seu marido e filho morreram; juntas, elas vão exlorar uma caverna, mas uma das entradas pela qual elas passam acaba fechada após um desmoronamento, obrigando-as a procurar outro meio para sair ao mesmo tempo em que descobrem que não são as únicas dentro da caverna.

Muitos filmes de terror simlesmente escolhem um ponto qualquer da ciência ou mesmo da imaginação e transforma em uma hora e meia de lenga-lenga e chatice, incomodando o espectador, que acaba por se sentir ofendido com tamanha bobagem sendo exibida. Nesse filme, felizmente, tudo é conduzido de maneira racional e extremamente crível (mais tarde exlicarei o porque dessa minha opinião). O roteiro e sua linearidade deixa o filme bastante simles, portanto o espectador apenas tem que assisti-lo e compreender as situações pelas quais passam as personagens. As atrizes são desconhecidas, embora todas sejam bastante eficientes em suas interpretações com destaque a personagem Juno, muito bem conduzida. Aliás, Juno é a personagem mais bem desenvolvida de todo o elenco, embora ela não seja a principal. Não é só uma personagem física, cuja função é correr de um lado pro outro gritando sem parar. A personagem tem um ótimo desenvolvimento psicológico e suas ações derivam da sua maneira de pensar e da sua forma impulsiva de agir, o que resulta em grande momentos nesse filme. O melhor de tudo é o efeito de ação e reação que é mostrado.

Sabe aqueles filmes de terror em que o personagem caminha numa pseudo-escuridão? O espectador enxerga tudo, mas o personagem parece estar misteriosamente envolto por um breu apocalíptico! E não há como não dizer que isso não seja irritante! Nesse filmes, esses aspectos patéticos e infames que os filmes gostam de nos mostrar são completamete ignorados, assim como aquela infinita sucessão de sustos fáceis (que acontecem com a elevação exagerada do som ou um grito de outro personagem). Nesse filme, o espectador se sente envolvido pelo clima e (quase) se sente no filme. Nada de muita luz e atores fingindo que não enxergam, há escuridão mesmo! E isso é muito bom, porque permite que quem esteja assistindo possa imaginar muito do que realmente acontece. Outro coisa bem elaborada foi a caracterização dos seres que vivem dentro da caverna. Achei realmente inteligente criarem espécies humanóides cegas, porém bem desenvolvidas.

Há um único ponto do filme que eu realmente não gostei, pois não gosto dessas tentativas falhas e irritantes de enganar o espectador com um falso final, para depois descobrirmos que aquilo que vimos não é exatamente o que aconteceu. Mas, de uma maneira geral, o filme é bem interessante e entretem a quem o assiste. O resultado final certamente é positivo…

Luís

criado por Luís/Renan    00:51:08 — Arquivado em: Filmes

1 Comentário »

  1. Comentário por Rafael — sexta-feira, 13 de março de 2009 @ 01:48:12

    Adorei a narração fanha da crítica.
    Eu gosto de filmes de terror, mas eles me deixam acordado à noite. Tipo minha vida, ultimamente.
    Bom, eles têm que mexer com a imaginação, ou então não tem graça. E se for pra me assustar mesmo, tem que ter palhaços.

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