domingo, 15 de março de 2009
CORRIDA MORTAL
Death Race, 2008, 105 minutos. Ação.
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Sabe o que realmente me deixou interessado nesse filme? Quando eu vi uma série de entrevista sobre filme recentes na TV e Joan Allen, intérprete de Hannessey, comentava sobre o que a levou a aceitar participar do filme, os desafios que o personagem a proporcionou, etc. Então, pensei: “Uma atriz do porte de Allen está no filme; a produção no mÃnimo deve ser ousada”. Pensamento que obviamente não faz sentido, uma vez que conheço inúmeros casos de atrizes/atores ganhadores do Academy que acabaram se envolvendo em verdadeiros absurdos cinematográficos.
Um homem é condenado à prisão depois que sua esposa é assassinada e a culpa é atribuÃda a ele que coincidentemente foi m ex-piloto, o que é extremamente conveiente à Hennessey, diretora do presÃdio, que organiza corridas no qual só o vencedor sai vivo. O filme acontece em 2012, uma época em que as prisões foram privatizadas, a barbárie dominou a sociedade, fazendo com que o Ãndice de criminalidade aumentasse muito. Isso é dito no começo do filme, numa introdução bastante interessante, que mostra um tom apocalÃptico da sociedade na qual estão inseridos os personagens. Todo esse prólogo interessante e as possÃveis direções que tal situação poderia fazer com que surgisse são simplesmente ignoradas e o filme. O filme, aliás, é um remake do original de 1975, chamado Corrida Mortal -Ano 2000. Cheguei no começo a pensar que podria haver algo de novo ali, mas parece que Hollywood desistiu das novidades e estão apostando cada vez mais nas adaptações e remakes!
Esse é o tÃpico filme de ação que os pais - homens de meia-idade cuja adolescência foi representada por Ãcones da selvageria, como Stallone em séries como Rambo - gostam, pois não há desenvolvimento de nada; apenas explosões, tiros, carros capotam, velocidade ao extremo e luta! Como eu disse, o tom apocalÃptico é totalmente ignorado e nada é completamente desenvolvido a não ser as cenas que definem bem o gênero ação. Jason Statham, que interpreta Jensen Ames, está bem à vontade no papel do injustiçado e batalhador prisioneiro, até porque é difÃcil assimilá-lo a outro gênero que não a ação. Joan Allen tambem está bem, embora obviamente não haja grande desenvolvimento de sua personagem, que se limita a usar um tom de voz que é extremamente conveniente para o perfil austero da personagem. Sua caracterização é bastante eficiente, pois não há como não se sentir levemente intimidado pela mulher que Hennessey representa. Há algumas personagens se que é se pode chamá-las assim femininas, mas essas não significam nada, afinal, só aparecem naquelas passagens que os diretores adoram: câmera lenta, vento agitando os cabelos, salto alto, decote generoso, bunda empinadinha, etc. Isso claro que não acrescenta nada ao filme, mas certaente é curtição para homens que vivem batendo punheta de filminhos quaisquer e adolescentes que batem mais punheta ainda viciados em filminhos pornôs.
De uma maneira geral, há bastante entretenimento no filme, porque é possÃvel ao espectador curtir a estória que o filme mostra. Nada espetacular, nenhuma obra-prima e um filme totalmente esquecÃvel, mas que entretém enquanto está sendo visto. Mas rende bons momentos enqanto nós assistimos. Eu recomendo esse filme, sim, porque vale a pena, são momentos interessantes de diversão.
LuÃs

criado por LuÃs/Renan
18:15:48 — Arquivado em: 

Comentário por Rafael — domingo, 15 de março de 2009 @ 19:05:56
É um filme que realmente me interessou. Gosto de explosões e prisões, pois rola sexo anal bem selvagem mesmo, como eu gosto. E eu imagino Jason Statham fazendo um filme diferente de ação. Assim: ele engravida depois de participar de uma experiência médica. O filme ia desenrolar sobre as peripécias do homem pra ter seu filho e ser feliz.
Curtiu? vamos trabalhar a idéia.