terça-feira, 17 de março de 2009
AS RUÍNAS
The Ruins, 2008, 91 minutos. Terror.
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Quando o filme chegou até mim, sendo ele da Débora, que o emprestou ao Renan, eu o assisti vorazmente, afoito para saber o motivo de algumas pessoas estarem confundindo o filme com algum baseado na obra de Stephen King. A própria Débora havia me dito que era do SK! Ao assisti-lo, não pude deixar de notar semelhanças com uma obra que realmente é do Stephen King e que chegou a ser adaptada para o cinema. Mas falemos disso mais tarde…
Quatro jovens americanos estão de férias no México e lá encontram um outro rapaz e um grupo de amigos dele; esse rapaz então propõe que eles visitem umas ruínas que estavam sendo exploradas pelo irmão dele, que já deveria ter voltado, mas que ainda estava lá. Considerando as aventuras às quais podiam se entregar e também a emoção de ver parte do passado, os turistas decidem ir conhecer aquela regiao maia. A trilha até as ruínas é meio confusa e escondida e quando finalmente chegam ao lugar, um grupo de pessoas chega perto deles e o diálogo se torna impraticável, já que eles nao falam a mesma língua; esses homens não deixam que eles saiam do lugar e quando um dos “desbravadores” tenta se aproximar, é morto com uma flechada e um tiro. Os outros cinco, sem opções, sobem até o topo do templo e lá tentam encontrar uma maneira de sair, mas acabam descobrindo, da pior maneira, que os homens lá embaixo não são o único problema que eles terão que enfrentar.
Basicamente, resume-se o filme a isso. O outro problema que eles enfrentarão é uma espécie maluca de planta, algo como um trepadeira, que tem uma tendência a comer carne. Podemos perceber que o problema está naquelas plantas logo no começo do filme, quando Amy está pisando sobre ela e fotografando os mexicanos enfurecidos. Assim que Dimitri pega a câmera da mão dela - pisando nas plantas também - e se aproxima para entregar aos homens, eles o matam. Percebemos então que tem algo a ver com aquilo, pois embora a moça também estivesse tocando nas vinhas, ela não fez menção d se aproximar. O que é realmente interessante no filme é a forma como foi conduzido: as plantas não são simplesmente devoradoras de carne, há algo a mais nelas e definitivamente há algo a mais na forma como as pessoas enxergam essas plantas. É quase religiosa a maneira como os mexicanos veem aquilo que cresce em torno das ruínas! Meu pai, depois de assistir o filme, comentou que seria muito mais fácil eles incendiarem aquelas vinhas em vez de ficar matando todo mundo que as toca; o problema é que ele (o meu pai) não entendeu a essência das plantas: elas são malignas! Em vez de ser como as outras plantas, aquelas podem ser heterótrofas, o que biologicamente transformaria os acontecimentos vistos em reais e racionais, mas aos nossos olhos as plantas são tidas como a encarnação de algum mal, logo quem iria atentar contra o mal que está contido naquelas plantas? Essa é a essência, por isso seria irracional tentar queimar ou destruir as plantas.
Outro aspecto positivo do filme é a eficiênca em provocar sensações incômodas no espectador. É angustiante assistir ao filme, principalmente se nos pusermos no lugar do personagens e as situações pelas quais eles passam. As cenas iniciais, quando Henrich cai da corda e quebra a coluna e as duas moças têm que descer para ajudá-lo causa uma sensação claustrofóbica no espectador. Outro momento bastante intenso no quesito sensações desagradáveis é quando as duas moças estão sendo cercadas por paredes daquela planta, logo após elas teremd escoberto o corpo putrefado do irmão do rapaz que quebrou a coluna. Os atores do filme não são rostos conhecidos do cinema e isso poderia resultar numa caricatura patética de situações já bem batidas; felizmente os atores são competentes em suas funções e representam muito bem cada situação pela qual eles passam, o que certamente constitui mais um elemento positivo para o filme. Mais um ponto para a produção: o diretor não teve medo de mostrar cenas de forte impacto, como quando um deles tem a perna decepada por uma pedra e logo depois cauterizada por uma frigideira e também cenas onde uma moça tem pernas e costas cortadas para retirar um caule da vinha que invadiu seu corpo através de um corte na perna. E também retratam bem o americano estúpido, assim como foi feito em O Albergue; em As Ruínas, um rapaz comenta que “quatro americanos em férias não podem sumir misteriosamente”. Há de se considerar essa auto-retrato (o diretor é americano) como um aspecto bem interessante.
Quando disse que senti uma semelhança entre esse e um filme baseado numa obra do King, me referia ao filme Creepshow, no qual são mostrados três contos, sendo que o segundo deles foi escrito por SK. No conto chamado A Balsa, quatro jovens pegam uma balsa e no meio da travessia, desobrem uma estranha mancha na água. Não tarda para que a tal mahca devore um deles, deixando os outros desesperados para sair da balsa o mais rápido possível. No fundo, as situações se equivalem: tanto em um filme quanto em outro, os jovens estão cercados por um agente perigoso (as plntas e a mancha) e encontram dificuldade para sair do lugar vivo (os mexicanos enraivecidos e o imenso mar que separa o ponto onde a balsa está e a praia). As semelhanças são essas, assim como as sensações também se assemleham, mas são obras diferentes, de autores diferentes. Aliás, o próprio autor do livro que oiriginou o filme As Ruínas escreveu o roteiro, mudando coisas de seu próprio livro! Curioso, hein?
Não há como não recomendar o filme, pois realmente vale a pena. Certamente não é nenhuma obra-prima do medo, mas rende bons momentos e desperta emoções conflitantes em quem o assiste. Eu mesmo me senti nauseado e

criado por Luís/Renan
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Comentário por Débora — quinta-feira, 16 de julho de 2009 @ 15:21:33
Eu sempre sinto receio de acabar vendo uma coisa patética quando pego um filme de terror para assistir. Ao comprar “As Ruínas”, acreditando ser uma adaptação de SK, imaginei que a história fosse boa, porém, “paguei” para ver a atuação das personagens (que tem o poder de acabar com qualquer boa história de terror! ), fiquei agradavelmente surpresa!A história foi interpretada com maestria e prendeu a minha atenção nos 91 min de filme!.Já recomendei esse filme para várias pessoas, e continuo recomendando!
Comentário por morte — segunda-feira, 7 de setembro de 2009 @ 01:21:57
aadorei o filme um terror meio suspence adorei as paisagens maia s que o produtor coloco esses mexicanos desgraçados que nao querem que eles saiam dali porque se nao iram se espalhar outro eu so tipo mum adorador de filmes de terror nesses filmes que aparecem jacares como esse plantas insetos gigantes amo olhar filmes com uma pipoca com um lanche fim de semana ha tambem quem quise me add no msn meu msn e esse thomazsilva@msn.com vlw !!!!!!!!!
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