Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

OS NORMAIS

Pepinos

Os Normais - O Filme, 2003, 88 minutos. Comédia nacional.

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Eu era um tremendo fã do seriado; acho inclusive que foi um dos melhores seriados nacionais que já assisti. Gosto do humor inteligente com o qual o seriado era guiado e também das perfomances bastantes realistas - e bem-humoradas! - dos atores principais. O seriado teve (apenas) 72 episódios, mas certamente todos fram bem engraçadas e eficientes na sua intenção de divertir o público. Então, em 2003, surge o filme que narra os acontecimentos anteriores ao noivado de Rui e Vani, interpretados pelos bons Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres.

O filme começa de trás para a frente, com os personagens indo à igreja onde se casaram e pedindo para o padre que faça o cancelamento da cerimônia ralizada no dia anterior. A partir de então começa um flash-back, interessantemente enitulado “mini flash-back gigante“, pois tomará praticamente todo o filme, mostrando o desenrolar das situações que levaram os dois - Rui e Vani - a querer se separar dos seus cônjuges, respectivamente Martha e Sérgio, interpretados por Marisa Orth e Evandro Mesquita; essa, já experiente em seriados, uma vez que já havia participado de outros, como Sai de Baixo e, portanto, está muito bem à vontade ao interpretar uma Martha hipócrita, que por vezes é fria e por vezes é interesseira. Evandro Mesquita está meio exagerado, mas acho que minha opinião não é muito imparcial, porque já não gosto do ator e num filme onde todos os outros estão nivelados, ele parece absurdamente fora de tom em relação aos outros, que dão um show.

O filme não economiza nos palavrões, mas ao contrário do que acontece com a maioria dos filmes nacionais, o excesso de palavrões apenas acentua o humor que eles querem criar e, embora baixos e batante vulgares, eles só nos fazem rir ainda mais. Certamente, o filme não deve ser assistido por crianças e muito menos em família, caso ela seja muito conservadora e rígida. Para os padrões cinematográficos, eu consideraria esse filme como um episódio extendido, uma vez que as estruturas são as mesmas e tudo acontece conforme aconteceria num episódio; nada realmente diferente nem nada surpreendemente incomum. Por ser um filme, é inclusive bastante simples.

Certamente eu recomendo esse filme para todos aqueles que quiserem se divertir e dar boas risadas com os inúmeros absurdos que são ditos no filme além das mais variadas divagações apresentadas. A melhor, sem dúvida, é quando Vani diz que teve um “piripaque”, o padre com o qual Vani e Rui estão conversando não entendem e cada um tenta explicar o significado da palavra - ele dizendo que é “peripaque”, porque vem d tupi e significa “ataque de Peri” e ela dizendo que é “pitypack”, porque vem do inglês e significa “pacote de pena”. É simplesmente absurdo de tão engraçado! Inúmeros outos momentos também são demais, como o resultado do moderador de apetite que Martha dá pra Vani dizendo que é um calmante; Vani completamente louca exigindo verdades e destruindo metade a sala do apartamento no qual ela e Sérgio vão morar e, é claro!, as clássicas cenas do arroz (que os convidados não param de jogar) e Vani sendo chamada de “piranha” enquanto atravessa a avenida numa carruagem. Assistam, sim! Vale a pena. :D

Luís

criado por Luís/Renan    08:02:14 — Arquivado em: Filmes

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