Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

terça-feira, 3 de março de 2009

GULA - O CLUBE DOS ANJOS

O Clube dos Anjos, 1998, 132 páginas. Coleção Plenos Pecados.

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Esse é o terceiro livro publicado da coleção Plenos Pecados, que é uma série em que reúne obras de autores convidados a escrever sobre os pecados capitais. Coincidentemente, esse também foi o terceiro livro que li, sendo o primeiro sobre a Inveja e o segundo sobre a Luxúria. O que diferente entre esse livro e os dois primeiros da série é o estilo; O Clube dos Anjos é uma narrativa fictícia.

Um grupo de homens tem se reunido nos último 21 anos, uma vez a cada mês, para que pudesse degustar de seus pratos preferidos num jantar organizado pelo responsável do mês. As sensações, no entanto, já não são como eram quando se reuniam durante a juventude; as mulheres foram introduzidas nesses eventos sociais, eles pareciam ter perdido o apetite e já não se davam bem desde que um deles havia morrido. Num dado momento, Lucídio aparece na vida deles: através de Daniel, o narrador, o homem misterioso consegue reunir os dez integrantes do Clude dos Anjos à mesa, presenteando a cada mês com os seus pratos preferidos, um apetite voraz, felicidade. E também com a morte.

Em relação à minha satisfação do livro, eu diria que foi razoável. O livro não se trata de uma coletânea de casos provavelmente verídicos como é narrado por Zuenir Ventura em Inveja ou João Ubaldo Ribeiro em Luxúria. Isso faz com que percamos parte do interesse pela obra, pois nada se encerra de concreto na gula mostra por Luís Fernando Veríssimo. Não nego que como escritor, ele é bom. Quanto a isso, não posso reclamar. Mas comparado aos outros, torna-se fraco. Não é tão envolvente como “arquivo” de fatos, mas como ficção é bastante interessante, principalmente ao focar um momento eufórico, de extrema felicidade (para os personagens) com uma punição da qual eles não escapam e nem sequer tentam escapar. Como o próprio autor disse ao lançar o livro, a gula talvez seja o pecado que mais causa problemas às pessoas, competindo apenas com a luxúria, se praticada sem camisinha. São interessantes as diversas relações existentes nos livros, principalmente aquelas que misturam a literatura com a gula; para exemplificar, pode-se ver a situação daqueles homens, todos compulsivos e irracionais, comendo pelo prazer incomparado de sentir-se saciado e as diversas citações durante o livro, sendo mais eficaz ao meu exemplo, a frase “O homem é homem porque quer mais”, de Shakespear.

Digo, porém, que omo literaturade suspense, a narrativa fica aquém do esperado. Tudo é tão óbvio que a única coisa que por momentos nos deixa pensativos é o fato de todos os dez homens se entregarem tão deliciosamente à morte sem esboçar qualquer vontade de viver. Não há desenvolvimentos fabulosos nem grandes inesvtigações; a coisa está tão explícita que, curiosamente, foge de qualquer clichê que vimos. Isso não significa que o livro seja muito bom; significa apenas que é um entretenimento interesante, principalmente se você pretende ler todos os livros da série sobre os pecados capitais.

Luís

criado por Luís/Renan    06:55:37 — Arquivado em: Livros — Tags:

domingo, 1 de março de 2009

MADAGASCAR 2 - A GRANDE ESCAPADA

Madagascar 2: Escape Africa, 89 minutos, 2008, Animação.

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Quando um filme faz sucesso, as chances de se fazer uma continação são grandes, e é isso ocorreu com Madagascar 2. Como sempre podemos adiantar que é um filme pra toda a familia.

O filme se baseia na volta dos animais para Nova York, mas um problema acontece e eles caem no coração africano, com savanas e outros animais de suas especies, isso acontece quando o avião que eles constroem cai, por falar nisso a cena que eles decolam é muito muito engraçada. Novamente podemos esperar cenas muito bem feitas, como no primeiro filme, embora seja melhor (o primeiro), o segundo o completa de uma forma muito legal, como temos o exemplo da primeira cena:  como Alex foi parar em Nova York, que ficou, de certa forma emocionante. Apesar de que ele quando bebê parecia ter retardo mental. Quanto ao cenário, ele foi muito bem feito, totalmente diferente do primeiro filme, onde eles viviam em um selva fechada…nesse filme vemos um ambiente tipico das savanas africanas com sua imensidão de terras que nos remete mais a filmes como “Rei Leão”. Também tivemos a revelação de amores secretos com cenas muito boas. E uns que chamaram a atenção foram os macacos com a sua discussão por direitos como a licença maternirdade, embora eles sejam machos.

Outro fato legal foi a introdução de humanos no filme, sobrevivendo a selva, mesmo que para isso eles tenham que alterar todo um ciclo natural (mais um aviso ecologico), sendo que a velhinha do primeiro filme rouba totalmente a atenção, e a cena em que ela apanha dos pinguins, além de ser engraçada, nos tras um sentimento de vingança.

Se estiver com vontade de assistir a uma animação, esse filme com certeza é uma boa escolha.

Renan

criado por Luís/Renan    22:18:31 — Arquivado em: Filmes
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