sexta-feira, 10 de abril de 2009
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE
Pois bem: chegamos ao final das críticas a respeito dos livros da série Harry Potter. E para isso, a Nivea nos ajudará mais uma vez opinando sobre o que achou do último livro.
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Harry Potter and the Deathly Hallows, 2007, 590 páginas.
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Harry Potter e as relíquias da morte é um livro bem interessante. Em primeiro lugar, dá uma sensação estranha quando se lê, porque é o último livro; mais estranho é ver como tudo se desenrola de um jeito estranho, quando todos estão fora do castelo. Harry tem que sair de casa, e o episódio seria engraçado se a situação não fosse meio caótica. Gui e Fleur se casam e Harry recebe um presente de aniversário especial… Rony, Harry e Hermione têm a amizade e a capacidade testadas; discussões e separações são inevitáveis. Tem um pouco de romance e, óbvio, revelações que certas pessoas nem poderiam imaginar. [SPOILER] As especulações de que Dumbledore voltaria e de que Harry morreria não se tornam exatamente realidade. Depois da tal última batalha, J.K. Rowling fez o favor de matar mais alguns personagens queridos. Resumindo, digamos que o bem prevalece. Talvez você se assuste com o final. Sempre se espera que a frase “alguns anos depois” apareça, mas não que “alguns anos” sejam tantos![FIM DO SPOILER]. Se você estiver lendo o livro pela primeira vez, não leia com a mesma pressa que eu li. Vá com calma, aprecie os detalhes. O fim até que é previsível, mas o desenrolar da história é o que importa.
Nivea
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Ao começar a ler esse livro, é impossível não se sentir tentado a dar umas olhadinhas nas páginas finais ou mesmo querer devorá-lo em apenas um dia a fim de conhecer logo como J.K. Rowling conclui a saga do bruxo mais famoso do mundo. Em contrapartida, dá vontade de lê-lo calmamente, para que cada momento seja absorvido com eficácia e nós possamos prolongar um pouco mais a sutil alegria de lê-lo, uma vez que lido, saberemos que é decididamente o fim. Entre devorá-lo e apreciá-lo, optei pelo segundo e fui lendo parte a parte, com calma, compreendo cada situação exibida. Aos que não leram o livro, atenção: há muitas revelações contidas nos próximos parágrafos.
Não há dúvidas de que esse é o livro mais adulto da série; não me refiro unicamente aos fatores óbvios, como o fato de os personagens estarem literalmente mais velhos. Refiro-me às situações pelas quais eles passam, pelas provações e pelos sentimentos realmente dolorosos postos em frente aos seus olhos. Uma grande amostra do quanto as escolhas deles são significativas, posso citar a opção de Hermione, aluna extremamente fiel e que põe os estudos a frente de tudo, que desiste de Hogwarts para seguir com Harry numa jornada de descobertas e emoções que certamente interfere em cada segundo de suas vidas. Outro exemplo é a desgastante relação entre o trio principal, que resulta num rompimento brusco; estando sozinhos e com um a menos, Harry e Hermione dependem um do outro para seguir em frente e concluir a promessa que Harry fizera a Dumbledore no livro anterior. Certamente, esse é um livro sobre revelações e relações humanas, apesar de todo o mundo mágico no qual os personagens estão inseridos. É perceptível, por exemplo, a angústia de uma mãe que por anos seguiu um caminho duvidoso, mas que não deseja o mesmo para o filho, como é o caso de Narcisa; vemos uma relação intra-específica de afeto, como é o caso de Dobby e do gigante meio-irmão de Hagrid; é mostrada para nós a resistência daqueles que ficaram e resolveram combater Lord Voldemort de outra maneira e também a relação de fidelidade entre todos aqueles que partilhavam do companheirismo dentro do castelo de Hogwarts.
Acredito que esta seja a terceira vez durante a série que os personagens e, consequentemente os leitores, são postos diantes da morte em si. Embora saibamos que os pais de Harry tenham sucumbido à ira de Lord Voldemort, isso é um fato passado que aconteceu antes de a série se iniciar, cronologicamente (dentro da série) em 1980. A primeira morte que testemunhamos e que afeta diretamente os alunos no tempo em que vivem ocorre no quarto livro, com a morte de Cedrico. No ano seguinte, é a vez de Sirius Black se despedir da série. No entanto, no último ano, inúmeros personagens morrem enquanto outros são gravemente feridos; a respeito de alguns, sabemos o que aconteceu, sobre outros temos que imaginar. Dentre os personagens, pode-se destacar alguns de fundamental importância para a trama, como o trio principal, Luna Lovegood, Ninfadora Tonks, Remo Lupin, as famílias Weasley, Malfoy, Lestrange, os professores de Hogwarts. A respeitos dos últimos, não posso deixar de destacar a minha simpatia por McGonagall que representa o estilo de professor que Hogwarts tem perante uma situação não correspondente às expectativas da escola. No final do livro, ela não somente age com indiferença em relação a influência dos Comensais da Morte Aleto e Amico como também executa feitiços que ajudam os outros a se defender do mal que rodeia a escola. Num dos melhores momentos, Miverna diz ao professor Slughorn (antigo diretor da Sonserina) que os sonserinos precisam se decidir de qual lado estão e caso estejam do lado oposto ao lado em que Hogwarts está, então estaria declarada a guerra. Eu particularmente não vejo a hora de ver esse trecho sendo adaptado e Maggie Smith (intérprete de McGonagall) pronunciando o diálogo com o seu tom austero e firme. Torçamos para que a atriz não morra até o fim da série!!
Acredito que o único ponto negativo de todo o livro é o final. Não me refiro ao final revelador, que mostra aos leitores todas as verdades por trás das ações (e posso caracterizá-lo também como final previsível, concordando com a Nivea); refiro-me aos dezenove anos que se passam desde o fim da guerra mostrada. Além de totalmente desnecessário, é meio frustrante ler o que aconteceu com os personagens; se tivesse terminado antes, nós teríamos chegado à conclusão de que tudo tinha acontecido como é mostrado, ou seja, a forma explícita como está no livro é meio cansativo. Isso sem contar na mexicanização dos nomes dos filhos dos personagens, que soa quase absurdo.
Enfim, o livro é muito interessante. Se você chegou aqui sem entender que o meu ponto de vista é totalmente a favor do livro, então escrevi a toa. Basta esperarmos que J.K. Rowling não ceda à pressão e acabe escrevendo mais um livro; segundo ela mesma, esperará dez anos sem escrever, pois assim saberá se é ou não sensato dar continuidade à série. Esperemos que ela seja sábia!
Luís

criado por Luís/Renan
08:22:06 — Arquivado em: 

Comentário por Nivea — quinta-feira, 16 de abril de 2009 @ 14:19:53
Mexicanização dos nomes?
Torçamos para que a atriz não morra até o fim da série?
hahaha
é por isso que você é meu amigo,Luís.
Comentário por Charles — terça-feira, 21 de julho de 2009 @ 03:06:17
Adorei a Critica da Nivea principalmente com a frase dita no final “Esperamos que ela seja sábia”.
Comentário por larissa — quinta-feira, 24 de setembro de 2009 @ 15:18:03
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