Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

domingo, 31 de maio de 2009

BRINQUEDO ASSASSINO

Child’s Play, 1988, 88 minutos. Terror.

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Não raramente, quando eu ouço comentários a respeito desse filme, vejo as pessoas torcendo o nariz e o reprovando sob a justificativa de que é um filme sem noção, bastante ultrapassado, etc. Obviamente se percebe que quem diz isso são pessoas que nunca assistiram ao filme e que somente tem por base as recentes e ridículas sequências que foram dadas à obra original, de 21 anos atrás.

O filme narra uma perseguição policial que termina com o assassino mortalmente ferido e que, antes de morrer, passa sua alma para o corpo de um boneco qualquer, já que estão dentro de uma loja. Como o Boneco Bonzinho é a sensação do momento, o pequeno Andy Barclay quer um. Por azar, a mãe acaba dando ao menino o boneco que ela comprou mais barato de um camelô e que é justamente aquele em cujo corpo está a alma do serial killer. Após morrer a melhor amiga da mãe de Andy, a polícia, incluindo o policial que matou Charles Lee Ray, o Chucky, começa uma investigação e Andy diz que Chucky não é somente um boneco, mas ninguém acredita nele até que mais mortes misteriosas acontecem.

Precisamos considerar diversos aspectos e também situar o filme na época à qual pertence para dizermos se é bom ou não, e não somente ir julgando por causa das atitudes extravagantes de produtores que querem a qualquer preço uma continuação, mesmo que esta não apresente qualidade. Quanto ao roteiro do filme, é realmente bom, já que a história é conduzida de maneira satisfatória, sem deixar pontas soltas nem exagerar em informações, que às vezes não são necessárias, nem deixar de mostrá-las. O espectador, como aconteceu comigo, pode se perder um pouco na linha cronológica e acreditar o tempo passado desde a criança ter ganhado o brinquedo até o final do filme é muito tempo, mas na verdade o tempo passado fica bastante claro pelas falas dos personagens. Os atores são bons também e há cenas bem interessantes, ainda que algumas sejam bem estranhas. Em relação às legais, há a cena em que a mãe, demonstrando desconfiança, se senta diante do brinquedo e tenta conversar com ele, logo chegando a conclusão de que havia um tom cômico naquilo, e quase crê que o filho estivesse mesmo fora de si; pouco depois, descobre que o boneco tem funcionado sem pilhas; é irreprensível a cena, com o tom de pavor no rosto da atriz e o ambiente enclausurado no qual ela se encontra. O constraste entre o primeiro momento, aquele em que ela pensa que tudo é loucura, e o segundo, em que a loucura parece estar ainda mais acentuada, é fantástico. Se no primeiro ela riu, no segundo seus olhos quase gritam de pavor. Para completar a cena, ela segura o boneco e confirma a ausência de pilhas ao mesmo tempo em que a cabeça do boneco gira 180° e ele diz uma das frases programadas (“Oi, eu sou o Chucky. Quer brincar?”). Como se a cena já não estivesse suficientemente boa, a mulher acende a laleira e ameaça jogar o boneco no fogo se ele não falar com ela: então, temos a primeira amostra do quão vivo o brinquedo está!

Se considerarmos o ano em que foi produzido, 1988, o resultado certamente é bom, pois há muitos filmes atuais que utilizam efeitos bastante ruins e nem chegam à metade do que Brinquedo Assassino é. Como curiosidade, é realmente um boneco utilizado em cena, sendo que fios o seguram e o locomovem, como uma marionete. Somente num cena um anão interpretou o boneco, pois não havia como filmar se fosse de outra maneira. Quantos aos aspectos técnicos, não há como reprender os criadores, pois o tempo todo cremos que é mesmo um boneco o causador de todas as mortes; as expressões no rosto do boneco são absurdamente realistas, muito bem trabalhadas. O único problema quanto a caracterização do boneco se encontra no fato de a boca não se mexer conforme a voz em muitas vez, o que causa um efeito estranho. Devemos também ressaltar que há um homem preso ao corpo de um boneco, portanto, a força do brinquedo corresponde a de um homem adulto, o que permite ao boneco lutar com as suas vítimas e apresentar força semelhante a delas. Então, podemos compreender o porquê da dificuldade dos personagens de lutar contra Chucky. Há, no entanto, um pequeno defeito nas filmagens: percebe-se claramente que os atores estão fingindo receber a força do boneco, pois são bastante falsas as lutas em alguns momentos, mas não é nada que interfere drasticamente no resultado final.

Outra curiosidade a respeito do filme é a composição do nome do serial killer: Charles Lee Ray. O primeiro, Charles Manson, o segundo Lee Harvey Oswald e o terceiro James Earl Ray; os três são famosos assassinos da história americana. Existem algumas falhas no filme, mas está muito longe de ser o que A Noiva e O Filho de Chucky se tornaram; aqui não há humor negro nem tons cômicos durante toda a projeção. O filme segue uma linha séria do princípio ao fim, sem se perder em divagações e coisas que acrescentam estética à quase hora e meia de duração. No final, ficam algumas perguntinhas na cabeça, como “haverá continuação?” e “que porra de escola é essa da qual a criança simplesmente sai sem que ninguém veja?” (em relação a uma cena em que Andy sai “escondido” com o seu boneco). Não creio que a tradução do filme seja adequada, é tão óbvia que estraga parte da graça. O título original nos revela um “brinquedo de criança”; o título também não é bom o suficiente, mas pelo menos nçao tem um subtítulo explicativo. Se ouvirem alguém falando mal do filme e se sentirem tentados a não assiti-lo por causa disso, ignorem a sensação e confiram, porque o filme, ainda que não seja nenhuma obra-prima, também não é indigno de ser visto, como a 4ª continuação é! Pois bem… assistam-no, pela menos uma vez. E quanto à pergunta “haverá continuação?”: sim, infelizmente houve.

Luís

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES

Wuthering Hieghts, 1847, 390 páginas. Drama.

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O primeiro que quero dizer, antes de começar a falar sobre a obra é: não se detenham a ler o livro somente por causa da data em que foi publicado. Emily Brönte criou não somente uma obra que representa fielmente características humanas que devem existir desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso, mas foi além, limitando qualquer outra obra romântica escrita depois dessa a simplesmente copiar a grandeza de sentimentos que ela, a autora, foi capaz de descrever em seus personagens. Ler esse livro não é como ler um dos romances que somos obrigados a ler quando estamos no colégio, como Senhora, Iracema, Amor de Perdição…

Se pudesse classificar com poucas palavras esse livro, eu diria que é “uma história de amor excepcionalmente cruel”. A história fala sobre a entrada do órfão Heathcliff na vida dos Earnshaw, o que causou alegria à pequena Catherine e incômodo no irmão dela, Hindley. Cada vez mais próximos, Heathcliff e Catherine descobriram-se apaixonados um pelo outro. Ela, no entanto, começou a passar mais tempo com Edgar Linton e sua irmã, Isabel Linton. Entre indas e vindas e também grandes mudanças comportamentais, Catherine acabou casando-se com Edgar, provocando a ira de Heathcliff, que fugiu disposto a voltar para fazê-los se arrepender. Anos depois, com imensa fortuna, retorna à Tempetuosa, casa em habitava junto com Catherine, que agora mora na Granja da Cruz dos Tordos.O irmão de Catherine, Hindley, tornou-se proprietário da casa depois da morte de seu pai e tão logo que sua esposa morreu, caiu no vício do jogo e dedicou-se a bebida, deixando à deriva a criança de seu filho Hareton e tornando a vida de todos que residiam na casa um inferno. Com a volta de Heathcliff, as coisas pioram, já que este “devolve” todas as más gentilezas que Hindley lhe dispusera durante a infância, chegando inclusive a transformar o pobre Hareton Earnshaw num criado. A partir daí, dedica sua vingança a quem realmente quer atingir: Catherine e Edgar Linton.

Não encontro palavras para definir com excelência o que esse livro singifica. Incrível, porém, é pensar que esta é a única obra da inglesa Emily Brönte; escreveu um único livro, que hoje é considerado um clássico da literatura, junto com os livros de Shakespeare! Os seus personagens todos são bem delineados, possuem formas quase humanas, que muitas vezes durante a leitura quase chegam a transpôr às páginas. A caracterização do amor que sentem um personagem pelo outro também é muito boa, ainda que o resultado desse amo não seja bom. Tudo que fazem os personagens, fazem por amor, mas isso chega a ser quase destrutível. Tanto Catherine provoca a dor em Hathcliff como a recíproca também é verdadeira; amam-se mas não se permitem estar juntos: ela por respeito a condição que escolheu (de esposa de outro) e ele por obstinação em vingar-se dos dois que supõe tê-lo traído. Ainda que a ame, não lhe poupa o mal capaz de causar; quanto a Edgar Linton, sua vingança é mais cruel e prologada. A autora não limita sua história a três personagens e isso faz com que leiamos quase um épico: vemos o passar das gerações, vemos os que vieram depois de Heathcliff e Catherine, e ainda acompanhamos a vingança desesperada daquele que foi traído. A passagem do tempo está diretamente associada à perversidade do personagem principal, que num determinado momento já busca destruir a vida de Edgar Linton, Catherine, Hindley, Hareton e Isabel; não obstante, também destrói a vida Linton, seu filho, e Cathy, filha de Catherine.

A história toda é narrada para o Sr. Lockwood pela sra. Ellen Dean, que foi governanta da Tempestuosa quando todos eram crianças e mudou-se com Catherine quando esta se casou para Granja da Cruz dos Tordos. Outro ponto é que a história toda é mostrada pela narrativa de outra personagem que, embora parece dizer somente a verdade, pode aumentar ou diminuir bastante enquanto relata os acontecimentos. Quando o livro começa, é bastante difícil compreender quem é quem com a descrição feita pela autora, mas aos poucos cada personagem ocupa seu lugar no espaço e tempo, permitindo que o leitor não fique perdido ao ler o romance. A edição do que livro que peguei era bastante antiga, provavelmente anterior à decada de 60 e isso fez com que inicialmente eu me espantasse com algumas palavras escrita conforme a grafia regente na época; há no livro, protanto, bastante mesóclises e também há muitas combinações de pronome. Em vez de complicar, eu achei, no entanto, que realçou as característica do livro, que se passa no final do século XVIII. A noção de tempo na história, às vezes, fica meio perdida, já que ao leitor complica tentar colocar os acontecimentos numa linha cronológica, mas, depois, por meio de algumas frases e comentários de Ellen Dean, podemos situar o acontecimento a um determinado ano ou, pelo menos, saber quanto tempo se passou desde que outro evento aconteceteu.

Se puderem ler esse livro, eu realmente recomendo que leiam-no. Não retrata bem somente a sociedade da época, mas limita o espaço geográfico no qual acontecem os eventos, forçando o leitor a estar quase lado a lado com toda a fúria de Heahtcliff, a melancolia de Catherine, o horror de Edgar Linton, as ilusões de Isabel; a proximidade que a autora conseguiu criar é imensa e considerar seu livro como uma obra-prima não é exagero. Acredito que o livro engloba tanto em tão poucas páginas, são tantos sentimentos, tantos acontecimentos, que até me sinto meio vazio depois de lê-lo. Não é à toa que Isabella Swan, da série Crepúsculo, lê tanto esse livro. Não há como negar o quão bom esse livro é nem como parar de lê-lo. E a obra é tão boa que já recebeu quatro adaptações para as telas de cinema entre os anos de 1939 e 1992.

Luís

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

ADEUS, LÊNIN

Good Bye, Lenin; 2003, 118 minutos. Drama.

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Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.

A história acima é bem narrada por esse filme, que mostra de maneira convincente os processos que levaram a junção das Alemanhas e o fim do socialismo na parte oriental. O grande acerto nessa produção é colocar o espectador a favor de todos os personagens, mesmo que suas atitudes sejam extremistas, como é o caso da Sra. Kerner, que é absolutamente devota à sua nação, e como é o caso se Alexander, que pouparia a mãe de mentiras e a si mesmo de tanto trabalho se resolvesse contar de maneira delicada toda a verdade. Há também a preocupação em construir os personagens, introduzindo-os num contexto significativo, como eles buscam representar a família: firmada em ideais, composta por pessoas fortes e focadas nos seus objetivos. Ainda que certas vezes parece quando documental, principalmente quando inserem cenas reais dos conflitos (desde as revoltas até a queda do muro), o filme decorre muito bem e há inúmeras cenas que chegam a ser quase poéticas, como o momento em que a Sra. Kerner descobre que está apta a andar e sai pelas ruas, observando o quanto tudo mudou. Outra cena bastante interessante é aquela em que vedam os olhos dela e todos viajam juntos em direção à cabana que a família possui; isso tudo ao som de Comptine d’un Autre été l’ Apres. Posteriormente, noutra cena bem filmada, a mãe revela aos filhos segredos que manteve guardados por muito tempo.

Quanto ao roteiro e expressividade dos atores, não há como dizê-los ineficientes. São realmente bons, o que parece diminuir as quase duas horas de filme, já que o espectador se entretém com o que está acontecendo e torce para que todos sejam felizes. Dos atores, destacam-se Daniel Brühl, que interpreta Alexander, e Katrin Sab, intérprete de Sra. Kerner. Nele, há toda a expressividade que se espera de alguém que esteja inserido naquele contexto: há nele preocupação com a mãe, a busca pelo amadurecimento, visível transformações devido às explosões hormonais; na atriz, vê-se claramente a incorporação pela qual ela passou, quase se transformando mesmo numa mulher que precisa de necessidade. O roteiro cuida bem da estória e a conduz de maneira linear, o que facilita bastante. Vários temas são abordados, como o patriotismo, a devoção, relações perturbadas; e ainda há engraçadas cenas que mostram como o filho e o amigo de sra. Kerner produziam os filmes que eram mostrados a ela.

Se puderem assistir a esse, recomendo que o façam. É interessante, ainda que por vezes se assemelhe a um documentário. As duas horas não passam tão rápido assim, mas certamente não incomodam a quem assiste. A dramatização é boa, sem exageros. O que pode parecer estranho é a ausência de atores americanos e todas as características americanas de filmes: não se espantem, pois, ainda que o filme tenha o título em inglês, foi lançado na Alemanha e é este país que o filme retrata. Confiram-no, se puderem.

Luís 

criado por Luís/Renan    20:51:25 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 25 de maio de 2009

QUANDO NIETZSCHE CHOROU

When Nietzsche Wept, 2007, 104 minutos. Drama.

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O filme é baseado no livro homônino do dr. Irvin D. Yalom; junta na sua trama duas figuras importantes: o pais da psicanálise, dr. Josef Breuer, e o filósofo Nietzsche. Este, depois de palestrar sobre alguns conceitos da sociedade e dizer a sua famosa frase “Deus está morto”, é apresentado a Lou Saomlé, poetisa russa. Os dois passam a relacionar-se: ela considerando-o um mestre, buscando absorver conhecimento e ele considerando-a como um romance. Quando por fim descobre o que ele realmente significava para ela, Nietzsche torna-se depressivo; ela, sentidno-se culpada, vai até dr. Breuer e pede-lhe que ajude o outro, convencendo-o de que viver vale a pena.

E assim juntam-se os personagens numa estória que narra o surgimento da “cura pela fala”, mostra o discípulo de Bruer: o famoso Freud. O filme tem uma linearidade que facilita bastante a compreensão, mas certamente não cria o ritmo e clima do livro. Ainda que eu acredite que o filme repasse as mensagens do livro (não sei, pois não o li), há uma série de problemas na qualidade técnica, desde efeitos visuais e sonoros, como também na interpretação dos anos, que são absurdamente inexpressivos. A única coisa que se percebe alterando é o tom de voz, proque as expressões são sempre as mesmas, como se todas as situações também o fossem. Algumas cenas são tão estranhas que parece que o filme foi lançado há muito tempo - o que ao mesmo tempo é incoerente, pois até o filme O Exorcista, de 1973, usa efeitos visuais melhores.

Eu acho que aqueles que querem conhecer um pouco sobre a psicanálise e a filosofia de Nietzsche deveria assistir ao filme ou, preferencialmente, ler o livro. Embora existam alguns sérios problemas com o filme, é possível assisti-lo e até mesmo entreter-se.

Luís

criado por Luís/Renan    13:59:18 — Arquivado em: Filmes

sábado, 23 de maio de 2009

O CASAMENTO DE RACHEL

Rachel Getting Married, 2008, 114 minutos, Drama

Indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Anne Hathaway)

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Quandi vi Anne Hathaway ser indicada ao Oscar como melhor atriz por “O Casamento de Rachel”, já pensei que esse era um filme que valia a pena ser visto, e realmente vale. As cenas são na maioria todas tensas, não há cenas que sirvam para descontrair um pouco, mas isso não o torna um filme ruim de ser visto, ao contrario, se torna um filme com mais conteudo. Falando da atuação…Achei Anne Hathaway (Kym) ótima, realmente vem se mostrando uma atriz que tem tudo para crescer, suas cenas são pesadas, com um pouco de humor negro [SPOILER]como é o caso da cena do brinde, em que ela faz um longo discurso, fazendo que até o espectador se sinta meio desconfortavel pela situação que ela está criando, ou a cena em que ela vai à casa da sua mãe e acaba levando um soco, e logo depois nos sentimos aliviados por ela rebater com um tapa na cara. Isso sendo feito entre mãe e filha é fantastico[FIM DO SPOILER] Outra que chama a atenção é sua irma Rachel (Rosemarie DeWitt ) que faz um excelente papel, como a irmã que quer ter o seu dia especial para si mesma, e não que que nada atrapalhe isso, sentimento esse passado de forma clara, convincente e totalmente aceitavel. Ao lado delas está Emma (Anisa George) personagem secundária, mas que eu realmente gostei.

A estória gira em torno do casamento de Rachel, evento esse que sua irmã Kym, que está em reabilitação por uso de drogas, estará presente. Basicamente é isso, mas com o andar do filme, vemos outras estórias paralelas surgindo, como o caso do irmão delas, Ethan, e toda a culpa que isso gera para a história. Vem também a relação que Kym tem com a sua mãe, ou até mesmo com o seu pai, que tenta protege-la de todas as formas. E principalmente vemos a relação entre Kym e Rachel, essa, totalmente conturbada, com discussões muito bem interpretadas e etc.

Recomendo muitissimo esse filme, talvez seja um pouco diferente do que estamos acostumados a ver, não parece haver o glamour de Hollywood, mas isso não desmerece o filme, filme onde as interpretações são mais interessantes que a estória.

P.s: Mesmo achando a atuação da Anne Hathaway excelente, ela não consegue superar Kate Winslet (ganhadora do Oscar), ou Angelina Jolie (Na minha opinião, a merecedora do Oscar)

Renan

criado por Luís/Renan    23:41:13 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

ANJOS & DEMÔNIOS

Angels & Demons, 2009, 138 minutos. Suspense.

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Esse é o segundo livro  e tão famoso quanto o primeiro a ser adaptado para as telas. O primeiro foi O Código Da Vinci, que narra eventos posteriores a esses; no filme, no entanto, houve uma pequena modificação, fazendo que a ordem cronológica seja a mesma das criações dos filmes. Há rumores de que foram feitas muitas modificações em relação à obra orginal, escrita por Dan Brown; como eu a li há muito tempo e não me lembrava de muitas passagens e detalhes, acabei não percebendo as alterações. Mas de uma coisa eu tive certeza: é um filme que vale a pena ser visto.

O professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks), depois de decifrar o código DaVinci, é chamado pelo Vaticano para investigar o misterioso desaparecimento de quatro cardeais. Agora, além de enfrentar a resistência da própria igreja em ajudá-lo nos detalhes de sua investigação, Langdon precisa decifrar charadas numa verdadeira corrida contra o tempo porque a sociedade secreta por trás do crime em andamento tem planos de explodir o Vaticano. O filme traz bastante do suspense que O Código Da Vinci não conseguiu trazer e também explora melhor o ator principal, que parece bem mais à vontade invadindo o submundo dos Illuminati do que decifrando pistas que levam ao final risonho do filme anterior. O roteiro do filme deve ter passado por uma aprovação de Dan Brown, porque a narrativa capta bastante do clima sério do autor; acredito que as mudanças entre filme e livro podem ser muitas, mas certamente não são grandes a ponto de desestruturar as cenas que vemos, o que deve ser considerado um ponto positivo para o filme.

Acho que o grande problema foi a escolha dos atores ou o destaque dado a cada personagem. Ayelet Zurer, intérprete de Vittoria Vetra, nem de longe é o que eu li na descrição dela feita por Dan Brown; na obra original, sua presença é muito mais importante e, junto com Langdon, auxilia na busca pelos cardeais. No filme, limitaram-na a quase figuração: tem pouquíssimas falas, só serve dar volume e some durante metade do filme. Cabe a ela, porém, uma das cenas que mais me causaram agonia: como amante de livros, me desesperei quando ela arranca com violência a página de um livro que foi escrito a 400 anos e que é mantido com inúmeros cuidados para que nada ruim aconteça. Aposto que o diretor preferia a primeira opção para a intérprete dessa personagem: Naomi Watts. Sim, a Rachel de O Chamado e inidicada ao Oscar por 21 Gramas. Eu também a preferia, aposto que seriam uma bela dupla. Tom Hanks está bem melhor aqui do que no filme anterior, como já disse. Não só parece mais a vontade, como parece ter entrado de vez no personagem que interpreta, não surgindo dúvidas de que ele realmente é um simbologista bastante experiência e domina todos os assuntos que são abordados no filme. Acho que esse é o diferencial entre o primeiro e o segundo filme. Para exemplificar mais um pouco, o ator está bem mais carismático e o filme é quase todo dele, já que não tem com que dividir as cenas, pelo motivo que citei lá em cima sobre Vetra. Quanto a Ewan McGregor, achei-o muito bem como Il Carmelengo, mostrando outra nuance do ator, que já atuou como drogado, escritor, clone, etc. Desta vez, foi o auxiliar do Papa e ainda que tenha pouquíssimas cenas, considerando a importância do seu personagem, o autor defende de maneira bastante interessante a sua posição o filme. E o final de seu personagem é bastante surpreendente, numa cena quase irreprensível.

Não me surpreende que não tenham deixado gravar no Vaticano; só de imaginar as cenas que poderiam ser rodadas, o governo del á deve ter se desesperado. Como destróem bibliotecas e rasgam livros! Parece quase um hobby fazer isso… Algumas cenas são muito boas, outras são mais chatinhas, mas de uma maneira geral, todas são bastante interessante, considerando os pontos importantes da obra e a necessidade de serem revelados para nós. As cenas dividem-se em dois grupos: as que causam agonia pelo suspense e as que causam agonia pelo nível de destruição do cenário. São estantes derrubadas, livros rasgados, vidros quebrados, igrejas incendiadas… Mas isso só acrescenta ao filme, não o deprecia. Sugiro, portanto, que assistam se puder. Ainda que seja um pouco longo, vale a pena. E se já gostaram de O Código Da Vinci, certamente gostarão mais desse. Vão vê-lo!

Luís

criado por Luís/Renan    12:24:02 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 19 de maio de 2009

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE

X-Men Origens: Wolverine, 2009, 107 minutos. Ação.

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O título do filme é quase auto-explicativo: origens. Mostra, portanto, eventos anteriores aos que são vistos na trilogia X-Men. Aqui é mostrado a infância de James Howlett e as situações pelas quais ele passou até ser o Wolverine que nós conhecemos: regenerativo, com esqueleto revestido de diamantium e sem nenhuma memória do seu passado. É claro que o filme nãzo mostra com exatidão os eventos dos quadrinhos; os fãs do HQ chegaram a se questionar sobre a relação entre Dentres-de-Sabre e Wolverine, alguns chegando à conclusão de que são pai e filho; já no filme, explicita-se que eles sejam irmãos. Já outros eventos são compatíveis com a série de revistas.

Primeiro direi o ponto que achei bastante estranho: fiquei com uma pesada sensação de que esse filme não pertence à série X-Men. Ainda que vejamos alguns poderes e também uma série de heróis e vilões repletos de efeitos especiais, parece que o filme é tão focado no Wolverine e na parte dramática que cerca a sua história, que o perde um pouco do charme que existe nos filmes anteriores a esse. Acredito também que eu tenha tido essa sensação, porque eu esperava que fossem aparecer outros personagens já vistos, como a Tempestade, o que obviamente não aconteceu. No entanto, alguns personagens foram mostrados aqui: Gambit e Ciclope.

Ainda que isso não fiquei claro nos outros filmes da série (porque eu acredito que inseriram isso nesse), Dentes-de-Sabre e Logan são irmãos, que acabam se unindo a um grupo de mutantes. Quando percebe que não estão agindo como deveriam, Logan se afasta. O seu irmão passa a perseguir todos os outros do grupo, procurando mais tarde o irmão, que se envolveu com uma mulher que conhece o seu segredo quanto à mutação. Quando Dentes-de-Sabre mata a namorada do irmão, este submete-se a uma experiência genética, na qual ganha o famoso esqueleto de adamantium que vemos nos primeiros filmes. Basicamente é essa a história do filme. Eu não acho que seja um filme grandioso, mas parece que Hugh Jackman conduz tudo de maneira simpática e é o seu carisma o responsável por grande parte do interesse do espectador pelo filme. Os fãs do ator ficarão bastante felizes, pois ele é obviamente quem tem mais destaque no filme; as garotinhas e garotinhos também poderão ir a loucura com uma cena de uns 3 minutos em que Hugh Jackman fica correndo sem roupa, com direito a um pulo de cachoeira e esconder-se num celeiro. Alguns personagens mostrados aqui acabam voltando e sendo vistos posteriormente, nos filmes anteriores a esse.

Eu sugiro que assistam a esse filme, ainda que não seja o melhor da série. Existem bons efeitos, cenas bem realizadas, lutas bem coreografadas, mas o roteiro parece meio preguiçoso em alguns momentos. No entanto, isso não compromete absurdamente o filme. É apenas um pequeno deslize. Confirmaram já a produção do filme solo do Deadpool, personagem interpretado por Ryan Reynolds nesse filme. Curiosidade: dois atores que interpretaram personagens na série LOST integram o elenco do filme, mesmo sendo apenas uma participação especial. Evitem, porém, ir ao cinema em sessões com bastante pessoas: provavelmente a maioria serão pré-adolescentes irritantes. Ainda bem que na sessão em que eu e o Rafael (dono do Solta o Lalai) fomos, tinha pouca gente, mas isso não significou que tivemos paz total para assistir ao filme.

Luís

criado por Luís/Renan    15:03:39 — Arquivado em: Filmes

domingo, 17 de maio de 2009

DESESPERO

Desperation, 2006, 131 minutos. Terror.

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Sempre que eu vejo um novo filme baseado em umas das muitas obras de Stephen King, eu tento assisti-lo. Muitas vezes, eu acabo bastante frustrado porque a qualidade do filme às vezes é tão ruim que desestimula quem o assiste a procurar pelo livro que o originou. Ainda bem que esse não é o caso de Desespero, lançado dez anos após o livro ter sido publicado.

Um casal está viajando por uma estrada quando o xerife começa a segui-los de maneira bem estranha. Após pedir para encostarem, o homem diz que terá de levá-los presos, pela situação ilegal do carro. O casal é levado à cidade de Desespero, onde parece não haver vida, que é uma teoria sustentada pelo fato de não haver pessoas vivas nas ruas; as que são vistas estão mortas. Já na cadeia, deparam-se com uma criança morta nas escadas e antes mesmos de serem trancados nas celas, o xerife mata o marido de Mary, que é levada junto com outras pessoas presas por ele. Então descobrem que pode haver algum mal que tomou conta do xerife e está esperando a oportunidade para dominar tudo o que puder. Paralelamente, o grupo é liderado pelo jovem David, que conversa com Deus através de suas orações. Junta-se ao grupo o empregado de um famoso escritor, que foi pego pelo xerife e a garota para quem ele deu carona. Juntos, os oito personagens terão que lutar contra o Tak e também tentar sair vivos.

A linha narrativa do filme é mais ou menos como a do livro, então as modificações feitas foram poucas e talvez seja devido a isso que seja bom, de uma maneiral geral. Os personagens também estão muito bem inseridos no filme; não há um ator ou atriz que destoe do resto do elenco assim como as cenas foram postas numa ordem que nos permitisse ver um pouco do que aconteceu com cada personagem antes de termos a visão geral de que todos estão realmente unidos para tentar escapar. O único personagem que parece não ter nenhuma função senão encher o saco é o garoto David, que paradoxalmente é também o personagem principal. As conversas dele com Deus são muitos chatas e na maioria das cenas em que o moleque aparece eu tive vontade de dar um tiro nele.  Num determinado momento, eu estava torcendo para o Tak devorar o garotinho…

Alguns efeitos também são interessantes, como os rostos se decompondo pela ação do espírito dentro de um humano. Outra aspecto bem filmado foi a direferença de altura, já que depois de dominado o humano tem a tendência de inchar, aumentando de tamanho. Quando Ellen, mãe de David, é escolhida pelo Tak para ser a nova “portadora do espírito”, podemos vê-la perto dos outros personagens e percebemos que há uma nítida diferença entre a altura dela e as dos outros. Mais tarde, quando ela reaparece, estão do mesmo tamanho, senão maior que eles e muito mais forte. A parte boa é que o espectador não se perde nos efeitos especiais, porque eles não são utilizados em excesso. Porém, um imenso defeito surge quando um dos efeitos é utilizado: parece absurdamente incoerente que no ano 2006, com todos os equipamento capazes de produzir cenas absurdas, um efeito possa ser tão mal feito como um que é mostrado.

Eu acho que os fãs de Stephen King devem assistir a esse filme. Os que não são fãs também devem conferi-lo, embora eu acredite que haja filme que melhor representam o universo medonho do qual as histórias desse autor fazem parte. Mas de uma maneira geral, eis uma obra que não foi destruída por um diretor maluco e que, portanto, merece ser vista. Sugiro que também leiam o livro homônino e o livro Os Justiceiro, de Richard Bachman. Para aqueles que não sabem quem Bachman é, recomendo que dêem um pesquisada no google. Como curiosidade, cliquem aqui para ver a versão antiga das capas dos livros desses autores e aqui para ver a versão atualizada das capas. Engraçado, né?!

Luís

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Quando comecei ao ver o filme pensei “Nossa, puta filme bom!!!”, mas o tempo foi se passando e revelando uma história meio estranha, consigo compreender que é uma ficção, mas essa realmente passou um pouco dos limites, acho que deveriam ter parado no pscicopata, ou no máximo numa força sobrenatural, mas colocar os chineses escravos e mal tratados que tem um um deus estranho como plano de fundo ficou meio escroto. Não li o livro de Stephen King, então não sei se foi uma boa adaptação, ou se começaram a enfiar coisas que não existiam ali.

Como disse acima, gostei muito, muito mesmo do começo, aquele guarda era muito macabro e sua interpretação foi muito boa, sem falar na maquiagem e todas aquelas feridas sendo aberta de pouco em pouco, as situações que ele pegava as pessoas eram boas, toda aquela cidade vazia, os mortos (adorei a cena em que Cynthia corre e esbarra na mão de um morto), tudo muito bem feito. Falando em atuação, considero que o garotinho, David, interpretou bem seu papel, principalmente se seu papel era ser um garotinho chato, ele tem pacto com a mãe Diná? Deus fica mandando mensagens pra ele? Com um filminho o garoto já sabe de toda a história? Acho que um daqueles bichos tinham que ter matado ele, e não os outros. Falando em bichos, outra coisa totalmente dispensavel eram todos aqueles bichos, mesmo tendo gostado da cena em que Mary está presa, junto com cobras e aranhas (foi bem claustrofóbico, e na parte que ela segura a cobra, um efeito horrivel), tem bicho demais, o ponto alto do exagero foi o aparecimento daquele puma, ou seja lá qual for aquele felino. Há também cenas que eu não vi utilidade, com aquela que Cyntia  vai por a moeda na maquina de jogos e começa a jorrar sangue, meio sem noção. E se não fosse a irmazinha morta de David (Pie), todos estavm ferrados, bem que Mary poderia encontrar aquela saída sem ajuda de ninguem, sabendo que os bichos não poderiam machuca-la.

Não sei se recomendaria, o começo vale muito a pena ser visto, mas depois o filme vai se auto-destruindo, até que vira algo meio ruim, não que ele te canse, ao contrario, mesmo sabendo que a estória caminha para um final escroto, você não consegue se distrair.

Renan

criado por Luís/Renan    17:47:52 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O ALQUIMISTA

O Alquimista, 1988, 247 páginas

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Muitas pessoas falam mal de Paulo Coelho, já ouvi diversas criticas, o que sempre me motivou para não ler nada dele, mas estava sem nada pra ler e comecei a ler “O Alquimista”, e não foi algo que eu tenha me arrependido. Não é o melhor livro que eu li, aliás, nem é um estilo que eu goste muito, beira quase a auta-ajuda, mas o jeito que é escrito o salva de ser um livro chato.

Citei o genero Auto-Ajuda, por conter traços que me lembram muito, como aquel resumo básico: “Siga o que você quer e assim alcaçará o seu sucesso pessoal”. O Alquimista não é tão diferente, mas ao invés desse texto impessoal, tem-se um romance, onde Santiago, (O nome dele só é citado duas vezes no livro, me pergunto o porque disso) um pastor de ovelhas se encontra com uma cigana, onde vai para desvendar um sonho, depois com um velho que se diz rei, e assim por diante, onde cada um o ajuda a ir para o próximo passo para achar sua Lenda Pessoal, que seria mais ou menos o destino para nós, mas que muitas pessoas fogem da sua Lenda Pessoal por diversos motivos, onde o ultimo a ajuda-lo é um Alquimista, que é de extrema importancia para seu crescimento pessoal e para a sua busca por sua Lenda pessoal.  Falando assim parece meio besta, mas com o passar das páginas, a leitura vai se tornando agradavel em muitos momentos. Há até romance no livro, entre Santiago e Fátima, uma mulher que vive em um Oásis, e acaba se tornando um dos motivos para ele querer voltar.

Há muitas frases marcantes no livro, mas escolhi duas, porque gostei mais, uma é “Quando você proucura sua lenda Pessoal, o universo conspira a favor” e a outra é “Tudo que acontece uma vez, pode nunca mais acontecer. Mas tudo que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira”. Elas me fizeram pensar bastante, principalmente a primeira, pois as vezes realmente temos a impressão de que as coisas conspiram a nosso favor. Gostei também daquela pequena volta no final, já que ele esteve tão perto do tesouro antes.

Recomendaria este livro sim, tanto para os que estão meio perdido na vida, já que esse livro pode ser uma forma de se encontrar, tanto para aqueles que proucuram apenas uma leitura decente.

Renan

criado por Luís/Renan    15:04:38 — Arquivado em: Livros

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A NOIVA CADÁVER

Corpse Bride, 2005, 78 minutos, Animação

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Eu adorava “O Estranho Mundo de Jack” quando criança e fico feliz que a minha irmã caçula possa ter a chance de ver “A Noiva Cadaver” que segue os mesmos padrões. Tim Burton faz mais uma grande obra.

Como a maioria dos filmes infantis lançados hoje em dia, esse não foge a regra de ser tão recomendado para crianças quanto para pessoas mais velhas, aliás, esse é um caso que eu recomendaria mais para as pessoas mais velhas. Nele temos Vitor, um garoto filho de pais burgueses que querem acensão social, e do outro lado Vitoria, filha de nobres falidos, que vão se casar mesmo sem se conhecer direito. Na noite que antecede o casamento, Vitor está andando meio desiludido, tentando decorar seus votos, e é quando consegue pronuncia-los, e é nesse ponto que aparece Emily, a noiva cadáver que foi abandonada e espera que alguem recite os votos para casar com ela. Logicamente é um engano, mas ela leva ele para o mundo dos mortos mesmo assim. Por azar Vitor está apaixonado por Vitória, embora tenham se visto apenas uma vez. É ai que se forma esse triangulo amoroso.

Essa já é uma história boa, agora imagine isso como um desenho meio obscuro, com musicas (não alegres com refrões grudentos como as da Disney) originais, mortos entrando no mundo dos vivos e etc.

(Isso é uma suposição) Tim Burton nos leva a uma cidade européia, talvez Londres, toda com um estilo gótico e sombrio, onde tudo nessas cenas são em tons escuros, trazendo obscuridade e uma certa dose de tensão e medo. Ao mesmo tempo, ele nos leva ao mundo dos mortos, onde tudo é mais claro e mais vivo, e entre esses dois mundos se passa a história citada acima. O mais legal do filme é que torcemos para Vitor arrumar um jeito de ficar com as duas, pois sabemos que ele as ama, de maneira diferente, e elas amam ele também. Temos um humor negro no filme, como na cena em que Vitor manda o cachorro se fingir de morto, ou quando a mãe de Vitória diz para amarrar melhor o espartilho porque ela ainda está falando sem ofegar. São essas pequenas coisas que tornam o filme divertido e leve, ao mesmo tempo que ele é um filme “diferente”. Outro bom ponto é a trilha sonora, tanto as musicas citadas acima, quanto as instrumentais…muito boas.

Aconselho que assistam “A Noiva Cadáver”, e garanto que irão gostar muito.

Renan

criado por Luís/Renan    15:38:45 — Arquivado em: Filmes
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