domingo, 17 de maio de 2009
DESESPERO
Desperation, 2006, 131 minutos. Terror.
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Sempre que eu vejo um novo filme baseado em umas das muitas obras de Stephen King, eu tento assisti-lo. Muitas vezes, eu acabo bastante frustrado porque a qualidade do filme às vezes é tão ruim que desestimula quem o assiste a procurar pelo livro que o originou. Ainda bem que esse não é o caso de Desespero, lançado dez anos após o livro ter sido publicado.
Um casal está viajando por uma estrada quando o xerife começa a segui-los de maneira bem estranha. Após pedir para encostarem, o homem diz que terá de levá-los presos, pela situação ilegal do carro. O casal é levado à cidade de Desespero, onde parece não haver vida, que é uma teoria sustentada pelo fato de não haver pessoas vivas nas ruas; as que são vistas estão mortas. Já na cadeia, deparam-se com uma criança morta nas escadas e antes mesmos de serem trancados nas celas, o xerife mata o marido de Mary, que é levada junto com outras pessoas presas por ele. Então descobrem que pode haver algum mal que tomou conta do xerife e está esperando a oportunidade para dominar tudo o que puder. Paralelamente, o grupo é liderado pelo jovem David, que conversa com Deus através de suas orações. Junta-se ao grupo o empregado de um famoso escritor, que foi pego pelo xerife e a garota para quem ele deu carona. Juntos, os oito personagens terão que lutar contra o Tak e também tentar sair vivos.
A linha narrativa do filme é mais ou menos como a do livro, então as modificações feitas foram poucas e talvez seja devido a isso que seja bom, de uma maneiral geral. Os personagens também estão muito bem inseridos no filme; não há um ator ou atriz que destoe do resto do elenco assim como as cenas foram postas numa ordem que nos permitisse ver um pouco do que aconteceu com cada personagem antes de termos a visão geral de que todos estão realmente unidos para tentar escapar. O único personagem que parece não ter nenhuma função senão encher o saco é o garoto David, que paradoxalmente é também o personagem principal. As conversas dele com Deus são muitos chatas e na maioria das cenas em que o moleque aparece eu tive vontade de dar um tiro nele. Num determinado momento, eu estava torcendo para o Tak devorar o garotinho…
Alguns efeitos também são interessantes, como os rostos se decompondo pela ação do espÃrito dentro de um humano. Outra aspecto bem filmado foi a direferença de altura, já que depois de dominado o humano tem a tendência de inchar, aumentando de tamanho. Quando Ellen, mãe de David, é escolhida pelo Tak para ser a nova “portadora do espÃrito”, podemos vê-la perto dos outros personagens e percebemos que há uma nÃtida diferença entre a altura dela e as dos outros. Mais tarde, quando ela reaparece, estão do mesmo tamanho, senão maior que eles e muito mais forte. A parte boa é que o espectador não se perde nos efeitos especiais, porque eles não são utilizados em excesso. Porém, um imenso defeito surge quando um dos efeitos é utilizado: parece absurdamente incoerente que no ano 2006, com todos os equipamento capazes de produzir cenas absurdas, um efeito possa ser tão mal feito como um que é mostrado.
Eu acho que os fãs de Stephen King devem assistir a esse filme. Os que não são fãs também devem conferi-lo, embora eu acredite que haja filme que melhor representam o universo medonho do qual as histórias desse autor fazem parte. Mas de uma maneira geral, eis uma obra que não foi destruÃda por um diretor maluco e que, portanto, merece ser vista. Sugiro que também leiam o livro homônino e o livro Os Justiceiro, de Richard Bachman. Para aqueles que não sabem quem Bachman é, recomendo que dêem um pesquisada no google. Como curiosidade, cliquem aqui para ver a versão antiga das capas dos livros desses autores e aqui para ver a versão atualizada das capas. Engraçado, né?!
LuÃs
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Quando comecei ao ver o filme pensei “Nossa, puta filme bom!!!”, mas o tempo foi se passando e revelando uma história meio estranha, consigo compreender que é uma ficção, mas essa realmente passou um pouco dos limites, acho que deveriam ter parado no pscicopata, ou no máximo numa força sobrenatural, mas colocar os chineses escravos e mal tratados que tem um um deus estranho como plano de fundo ficou meio escroto. Não li o livro de Stephen King, então não sei se foi uma boa adaptação, ou se começaram a enfiar coisas que não existiam ali.
Como disse acima, gostei muito, muito mesmo do começo, aquele guarda era muito macabro e sua interpretação foi muito boa, sem falar na maquiagem e todas aquelas feridas sendo aberta de pouco em pouco, as situações que ele pegava as pessoas eram boas, toda aquela cidade vazia, os mortos (adorei a cena em que Cynthia corre e esbarra na mão de um morto), tudo muito bem feito. Falando em atuação, considero que o garotinho, David, interpretou bem seu papel, principalmente se seu papel era ser um garotinho chato, ele tem pacto com a mãe Diná? Deus fica mandando mensagens pra ele? Com um filminho o garoto já sabe de toda a história? Acho que um daqueles bichos tinham que ter matado ele, e não os outros. Falando em bichos, outra coisa totalmente dispensavel eram todos aqueles bichos, mesmo tendo gostado da cena em que Mary está presa, junto com cobras e aranhas (foi bem claustrofóbico, e na parte que ela segura a cobra, um efeito horrivel), tem bicho demais, o ponto alto do exagero foi o aparecimento daquele puma, ou seja lá qual for aquele felino. Há também cenas que eu não vi utilidade, com aquela que Cyntia vai por a moeda na maquina de jogos e começa a jorrar sangue, meio sem noção. E se não fosse a irmazinha morta de David (Pie), todos estavm ferrados, bem que Mary poderia encontrar aquela saÃda sem ajuda de ninguem, sabendo que os bichos não poderiam machuca-la.
Não sei se recomendaria, o começo vale muito a pena ser visto, mas depois o filme vai se auto-destruindo, até que vira algo meio ruim, não que ele te canse, ao contrario, mesmo sabendo que a estória caminha para um final escroto, você não consegue se distrair.
Renan

criado por LuÃs/Renan
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