quinta-feira, 21 de maio de 2009
ANJOS & DEMÔNIOS
Angels & Demons, 2009, 138 minutos. Suspense.
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Esse é o segundo livro e tão famoso quanto o primeiro a ser adaptado para as telas. O primeiro foi O Código Da Vinci, que narra eventos posteriores a esses; no filme, no entanto, houve uma pequena modificação, fazendo que a ordem cronológica seja a mesma das criações dos filmes. Há rumores de que foram feitas muitas modificações em relação à obra orginal, escrita por Dan Brown; como eu a li há muito tempo e não me lembrava de muitas passagens e detalhes, acabei não percebendo as alterações. Mas de uma coisa eu tive certeza: é um filme que vale a pena ser visto.
O professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks), depois de decifrar o código DaVinci, é chamado pelo Vaticano para investigar o misterioso desaparecimento de quatro cardeais. Agora, além de enfrentar a resistência da própria igreja em ajudá-lo nos detalhes de sua investigação, Langdon precisa decifrar charadas numa verdadeira corrida contra o tempo porque a sociedade secreta por trás do crime em andamento tem planos de explodir o Vaticano. O filme traz bastante do suspense que O Código Da Vinci não conseguiu trazer e também explora melhor o ator principal, que parece bem mais à vontade invadindo o submundo dos Illuminati do que decifrando pistas que levam ao final risonho do filme anterior. O roteiro do filme deve ter passado por uma aprovação de Dan Brown, porque a narrativa capta bastante do clima sério do autor; acredito que as mudanças entre filme e livro podem ser muitas, mas certamente não são grandes a ponto de desestruturar as cenas que vemos, o que deve ser considerado um ponto positivo para o filme.
Acho que o grande problema foi a escolha dos atores ou o destaque dado a cada personagem. Ayelet Zurer, intérprete de Vittoria Vetra, nem de longe é o que eu li na descrição dela feita por Dan Brown; na obra original, sua presença é muito mais importante e, junto com Langdon, auxilia na busca pelos cardeais. No filme, limitaram-na a quase figuração: tem pouquíssimas falas, só serve dar volume e some durante metade do filme. Cabe a ela, porém, uma das cenas que mais me causaram agonia: como amante de livros, me desesperei quando ela arranca com violência a página de um livro que foi escrito a 400 anos e que é mantido com inúmeros cuidados para que nada ruim aconteça. Aposto que o diretor preferia a primeira opção para a intérprete dessa personagem: Naomi Watts. Sim, a Rachel de O Chamado e inidicada ao Oscar por 21 Gramas. Eu também a preferia, aposto que seriam uma bela dupla. Tom Hanks está bem melhor aqui do que no filme anterior, como já disse. Não só parece mais a vontade, como parece ter entrado de vez no personagem que interpreta, não surgindo dúvidas de que ele realmente é um simbologista bastante experiência e domina todos os assuntos que são abordados no filme. Acho que esse é o diferencial entre o primeiro e o segundo filme. Para exemplificar mais um pouco, o ator está bem mais carismático e o filme é quase todo dele, já que não tem com que dividir as cenas, pelo motivo que citei lá em cima sobre Vetra. Quanto a Ewan McGregor, achei-o muito bem como Il Carmelengo, mostrando outra nuance do ator, que já atuou como drogado, escritor, clone, etc. Desta vez, foi o auxiliar do Papa e ainda que tenha pouquíssimas cenas, considerando a importância do seu personagem, o autor defende de maneira bastante interessante a sua posição o filme. E o final de seu personagem é bastante surpreendente, numa cena quase irreprensível.
Não me surpreende que não tenham deixado gravar no Vaticano; só de imaginar as cenas que poderiam ser rodadas, o governo del á deve ter se desesperado. Como destróem bibliotecas e rasgam livros! Parece quase um hobby fazer isso… Algumas cenas são muito boas, outras são mais chatinhas, mas de uma maneira geral, todas são bastante interessante, considerando os pontos importantes da obra e a necessidade de serem revelados para nós. As cenas dividem-se em dois grupos: as que causam agonia pelo suspense e as que causam agonia pelo nível de destruição do cenário. São estantes derrubadas, livros rasgados, vidros quebrados, igrejas incendiadas… Mas isso só acrescenta ao filme, não o deprecia. Sugiro, portanto, que assistam se puder. Ainda que seja um pouco longo, vale a pena. E se já gostaram de O Código Da Vinci, certamente gostarão mais desse. Vão vê-lo!
Luís

criado por Luís/Renan
12:24:02 — Arquivado em: 

Comentário por Débora — quinta-feira, 16 de julho de 2009 @ 15:16:18
Discordo da parte” se já gostaram de O Código Da Vinci, certamente gostarão mais desse.”.Na minha opinião o primeiro foi melhor!