quarta-feira, 27 de maio de 2009
ADEUS, LÊNIN
Good Bye, Lenin; 2003, 118 minutos. Drama.
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Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vÃdeos.
A história acima é bem narrada por esse filme, que mostra de maneira convincente os processos que levaram a junção das Alemanhas e o fim do socialismo na parte oriental. O grande acerto nessa produção é colocar o espectador a favor de todos os personagens, mesmo que suas atitudes sejam extremistas, como é o caso da Sra. Kerner, que é absolutamente devota à sua nação, e como é o caso se Alexander, que pouparia a mãe de mentiras e a si mesmo de tanto trabalho se resolvesse contar de maneira delicada toda a verdade. Há também a preocupação em construir os personagens, introduzindo-os num contexto significativo, como eles buscam representar a famÃlia: firmada em ideais, composta por pessoas fortes e focadas nos seus objetivos. Ainda que certas vezes parece quando documental, principalmente quando inserem cenas reais dos conflitos (desde as revoltas até a queda do muro), o filme decorre muito bem e há inúmeras cenas que chegam a ser quase poéticas, como o momento em que a Sra. Kerner descobre que está apta a andar e sai pelas ruas, observando o quanto tudo mudou. Outra cena bastante interessante é aquela em que vedam os olhos dela e todos viajam juntos em direção à cabana que a famÃlia possui; isso tudo ao som de Comptine d’un Autre été l’ Apres. Posteriormente, noutra cena bem filmada, a mãe revela aos filhos segredos que manteve guardados por muito tempo.
Quanto ao roteiro e expressividade dos atores, não há como dizê-los ineficientes. São realmente bons, o que parece diminuir as quase duas horas de filme, já que o espectador se entretém com o que está acontecendo e torce para que todos sejam felizes. Dos atores, destacam-se Daniel Brühl, que interpreta Alexander, e Katrin Sab, intérprete de Sra. Kerner. Nele, há toda a expressividade que se espera de alguém que esteja inserido naquele contexto: há nele preocupação com a mãe, a busca pelo amadurecimento, visÃvel transformações devido à s explosões hormonais; na atriz, vê-se claramente a incorporação pela qual ela passou, quase se transformando mesmo numa mulher que precisa de necessidade. O roteiro cuida bem da estória e a conduz de maneira linear, o que facilita bastante. Vários temas são abordados, como o patriotismo, a devoção, relações perturbadas; e ainda há engraçadas cenas que mostram como o filho e o amigo de sra. Kerner produziam os filmes que eram mostrados a ela.
Se puderem assistir a esse, recomendo que o façam. É interessante, ainda que por vezes se assemelhe a um documentário. As duas horas não passam tão rápido assim, mas certamente não incomodam a quem assiste. A dramatização é boa, sem exageros. O que pode parecer estranho é a ausência de atores americanos e todas as caracterÃsticas americanas de filmes: não se espantem, pois, ainda que o filme tenha o tÃtulo em inglês, foi lançado na Alemanha e é este paÃs que o filme retrata. Confiram-no, se puderem.
LuÃsÂ

criado por LuÃs/Renan
20:51:25 — Arquivado em: 

Comentário por Brean — quarta-feira, 3 de junho de 2009 @ 23:47:37
E ai galerinha, depois de uns 38746732 de anos, voltei a comentar aqui xD.
Eu assisti esse filme fais um tempinho ja, nao me lembro muito dele, mais as poucas partes q lembro, era um filme intereçante!
porque vcs nao comentam sobre o filme Fiel? ¬¬ auhauhauhuahauhauhauhuhauahhuauauahuauha
Brincaderia, nao baixem o nivel.
BOm é isso ai, qualquer dia eu comento denovo xD
abraços!
Comentário por Nathalia — segunda-feira, 27 de julho de 2009 @ 18:48:17
Ah, muito bom esse filme, muito diferente da maioria das produções, é bom ver um filme com uma idéia nova e não com os cliches batidos de romance e ação. Realmente um filme muito recomendável!