
The Haunting in Connecticut, 2009, 92 minutos, Terror.
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Quando você ve escrito no poster de um filme chamado Evocando Espíritos “Baseado em fatos reais”, o que você pensa? Eu pelo menos pensei em um filme que seja no mínimo bom. Não é o que acontece nesse caso. Agora penso que “Baseado em fatos reais” deve ser guardado apenas para filmes do gênero drama.
A história já é conhecida, sem nenhuma grande surpresa, um garoto com problemas, numa casa que tem uma história um tanto macabra, só pode resultar num filme de suspense, e é isso que acontece em grande parte do filme. Aquelas cenas escuras, vultos passando no espelho e cômodos trancados (que se abrem para uma pessoa especial) é o que você pode esperar, além de um ou dois sustos fáceis. Mas com o tempo o filme vai passando e você vai se cansando de toda a história, até que vem o momento de “comunicação” entre Matt e os espíritos que ele vê, e é aí, que tudo que podia ser macabro e gerar medo acaba, e até começa um sentimento de dó do garotinho que foi queimado.
Quanto a atuação, nada de surpreendente, acho que o garoto principal consegue passar bem por doente, já que está sempre com aquela cara, e a mãe só consegue passar aquele sentimento materno na cena em que está rezando (Como disse o Luís no cinema, a cena em que a mãe (Sara) se protege sob uma mesa de madeira numa casa que está pegando fogo, é fabulosa =D). As criancinhas ficam meio perdidas na história, e só parecem servir na cena em que eles brincam de esconde-esconde, onde a garotinha enfia o pé na tábua podre. Gostei da cena em que pai (Peter) chega bebado em casa, é digna de um filme que relata um drama familiar (não que seja o caso desse filme).
Um ponto que eu realmente gostei do filme, é que toda a família consegue ver o que está acontecendo, e não tem aquela história: “Você deve estar distraido filho”, que a mãe diz ao filho para explicar o que ela não vê. Todo mundo vê e todos acreditam.
Não é um filme que eu recomendaria, tudo parece meio perdido nesse filme, aqueles passaros voando no quarto, a falta de explicação sobre o fato do garoto ter se cortado ou se isso também foi obra dos espiritos…Talvez seja suportavel com uma companhia agradavel, como foi o meu caso. Se quer um filme de suspense one contenha evocação de espiritos, recomendaria A Chave Mestra.
Renan
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Antes de ir assistir a esse filme, eu li duas críticas a respeito: uma que o elogiava e outra que o depreciava. A melhor maneira de tirar minha dúvida era conferindo e foi isso que eu, infelizmente, fiz. Acrescentarei algo ao comentário do Renan sobre o “baseado em fatos reais”: já repararam que todos os filmes de terror que são baseados em fatos reais são quase sempre a mesma coisa e, como se não bastatasse, são absurdamente irreais? A lista para se citar é imensa; são tantos os filmes em que uma casa representa inúmeros problemas para uma família que estouraria o limite de caracteres os citando aqui. Matt Campbell tem câncer e está em tratamento; para facilitar a ida e vinda do garoto ao hospital, a família dele decide ir morar na cidade em que o garoto é tratado. Sara, mãe de Matt, acaba alugando uma casa por um preço bem barato: mais tarde todos viriam a descobrir que ali funcionava uma casa funerária e também havia sessões mediúnicas. E os espíritos presentes na casa parecem perturbar Matt, levando-o a um estado de quase loucura.
Depois de ler essa sinopse, espera-se que o filme seja criativo, pois toda essa estória nós já sabemos e o tal dos “fatos reais” mostrados no filme foram baseados em livros, que, por sua vez, foram baseados em coisas que supostamente aconteceram. Como não estamos aqui para discutir sobre a existência ou não de tais coisas, vamos analisar o filme. A única característica convincente no filme é a expressão doentia de Matt, cuja face pálida e estranha reflete bem o estado terminal em que o personagem se encontra. Quanto ao resto, tudo faz parte do típico filme de terror: existem sustos fáceis, atos imbecis, muita escuridão, mais atos imbecis, personagens dispensãives e absoluto insulto às pessoas que pagam para assistir a algo que preste.
O roteiro é tão óbvio que comentá-lo aqui é inútil. Todos sabemos que os espíritos vão causar problemas, eles vão tentar dar um jeito e esse jeito que será dado, será o errado. Então, após perceberem que cometeram um engano e vão tentar reverter o processo. A respeito dos atores, são todos escrotos. té mesmo Virginia Madsen, indicada ao Oscar em 2005 por Sideways, intérprete de Sara, mãe de Matt, está péssima. Quando soube que ela já tinha sido indicada pela Academia, achei estranhíssimo, mas não se pode culpar totalmente a atriz pela sua total inexpressividade quando o filme realmente não tem o que mostrar para convencer quem lhe assiste. O que torna esse filme realmente desastroso não é a obviedade, mas sim o conjunto de características falhas. Todos nós nos questionamos o porquê de as pessoas andarem no escuro quando ouvem um barulho estranho em outro cômodo; nós perguntamos, inclusive, por que essas pessoas têm que ir lá ver. E, como todo filme de terror precisa de no mínimo duas pessoas (uma para andar no escuro e outra para acender a luz gritando), esse não faz diferente e durante o começo existem sustos fáceis que beiram o ridículo.
Durante o quarto inicial do filme, nós nos fazemos as seguintes questões: 1) O que leva uma mãe a comprar uma casa sabendo as condições do lugar considerando que um filho a beira da morte moraria lá? 2) Como permanecer lá quando ninguém está realmente confortável? 3) Como permanecer lá quando as coisas estranhas começam a acontecer? Mas, logo desistimos das questões proque sabemos que é um filme de terror e é assim que deve ser. Então, de repente, surge o problema brutal do filme: vira uma mistura de A Casa Mal Assombrada, A Casa da Colina (aquela babaquice de ectoplasma), O Exorcista e, como se tudo isso não bastasse, surge uma monotonia horrível. Não sei como não dormi lá. E ainda tem uns momentos que desafiam a inteligência de quem assiste ao filme, pois são situações inexistentes na vida real: a sala principal da casa está em chamas e você obviamente pode se queimar; tenta correr para fora ou se esconde embaixo de uma mesa de maneira que queimará em um minutos após você ter se escondido? Aliás, que idéia estúpida é essa de se esconder do fogo? Passaram quase duas horas sem se esconder dos espíritos que realmente podiam fazer mal e então decide se esconder do fogo que o próprio personagem provocou? É demais pra mim.
Eu acho que seria um elogio se eu dissesse que eu não recomendo esse filme, pois ainda assim não seria o suficiente para dizer o quanto é chato. Se puderem, não assistam a isso, porque é pura perda de tempo e dinheiro, em alguns casos.
Luís