Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A EPIDEMIA

Virus Au Paradis, 2003, 90 minutos, Drama.

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Não sei muito bem o que dizer sobre esse filme, assim com escrevi em Rapsódia em Agosto não é algo que seja insuportavel, mas também não é um filme bom. Acho que um dos pontos mais legais do filme é o fato de ser um filme Francês, o que é diferente para nossos ouvidos, outro ponto bom são as paisagens da Islandia com aqueles campos enormes, que nos lembram filmes épicos, com suas filmagens aéreas em enormes campos.

O filme tem aquele caratér educativo que é o de mostrar, de uma forma ficticia, como se deu a gripe aviária, e tenho que admitir que essa parte não é tão ruim, ele chega quase a nos levar para a aventura (não sei se aventura é a palavra apropriada) com o virus passando de um para outro, e cenas que representam bem essa parte são as do ladrão, em que ele pode ter contaminado boa parte de Paris. Outro ponto que o filme nos leva é a discussão politica/economia x causas humanitárias, que pode ser mostrada claramente quando o Prefeito diz que por todos os suspeitos em quarentena pode ser um caos futuramente, já que isso pode ser divulgado e a economia de exportação de frango pode ser prejudicada.

Um ponto interessante é a rotação de personagens, quando a primeira médica aperece, pensamos que ela será a mocinha, com a ajuda do professor Carpentier, mas depois Marcus vem tomando um papel mais efetivo no filme, e com ele aparece Lilia que de longe é a personagem mais interessante do filme. Temos uma introdução a mitologia também, numa cena que chega a descontrair o filme, quando a velhinha diz: “Temos que perguntar aos elfos”

Mesmo esse pontos positivos não são suficientes para alavancar o filme, até que nos fazemos aquelas perguntas: “Será que já passou da metado do filme?” e “Será que falta muito?”

Renan

criado por Luís/Renan    10:31:38 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 8 de maio de 2009

EVOCANDO ESPÍRITOS

The Haunting in Connecticut, 2009, 92 minutos, Terror.

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Quando você ve escrito no poster de um filme chamado Evocando Espíritos “Baseado em fatos reais”, o que você pensa? Eu pelo menos pensei em um filme que seja no mínimo bom. Não é o que acontece nesse caso. Agora penso que “Baseado em fatos reais” deve ser guardado apenas para filmes do gênero drama.

A história já é conhecida, sem nenhuma grande surpresa, um garoto com problemas, numa casa que tem uma história um tanto macabra, só pode resultar num filme de suspense, e é isso que acontece em grande parte do filme. Aquelas cenas escuras, vultos passando no espelho e cômodos trancados (que se abrem para uma pessoa especial) é o que você pode esperar, além de um ou dois sustos fáceis. Mas com o tempo o filme vai passando e você vai se cansando de toda a história, até que vem o momento de “comunicação” entre Matt e os espíritos que ele vê, e é aí, que tudo que podia ser macabro e gerar medo acaba, e até começa um sentimento de dó do garotinho que foi queimado.

Quanto a atuação, nada de surpreendente, acho que o garoto principal consegue passar bem por doente, já que está sempre com aquela cara, e a mãe só consegue passar aquele sentimento materno na cena em que está rezando (Como disse o Luís no cinema, a cena em que a mãe (Sara) se protege sob uma mesa de madeira numa casa que está pegando fogo, é fabulosa =D). As criancinhas ficam meio perdidas na história, e só parecem servir na cena em que eles brincam de esconde-esconde, onde a garotinha enfia o pé na tábua podre. Gostei da cena em que pai (Peter) chega bebado em casa, é digna de um filme que relata um drama familiar (não que seja o caso desse filme).

Um ponto que eu realmente gostei do filme, é que toda a família consegue ver o que está acontecendo, e não tem aquela história: “Você deve estar distraido filho”, que a mãe diz ao filho para explicar o que ela não vê. Todo mundo vê e todos acreditam.

Não é um filme que eu recomendaria, tudo parece meio perdido nesse filme, aqueles passaros voando no quarto, a falta de explicação sobre o fato do garoto ter se cortado ou se isso também foi obra dos espiritos…Talvez seja suportavel com uma companhia agradavel, como foi o meu caso. Se quer um filme de suspense one contenha evocação de espiritos, recomendaria A Chave Mestra.

Renan

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Antes de ir assistir a esse filme, eu li duas críticas a respeito: uma que o elogiava e outra que o depreciava. A melhor maneira de tirar minha dúvida era conferindo e foi isso que eu, infelizmente, fiz. Acrescentarei algo ao comentário do Renan sobre o “baseado em fatos reais”: já repararam que todos os filmes de terror que são baseados em fatos reais são quase sempre a mesma coisa e, como se não bastatasse, são absurdamente irreais? A lista para se citar é imensa; são tantos os filmes em que uma casa representa inúmeros problemas para uma família que estouraria o limite de caracteres os citando aqui. Matt Campbell tem câncer e está em tratamento; para facilitar a ida e vinda do garoto ao hospital, a família dele decide ir morar na cidade em que o garoto é tratado. Sara, mãe de Matt, acaba alugando uma casa por um preço bem barato: mais tarde todos viriam a descobrir que ali funcionava uma casa funerária e também havia sessões mediúnicas. E os espíritos presentes na casa parecem perturbar Matt, levando-o a um estado de quase loucura.

Depois de ler essa sinopse, espera-se que o filme seja criativo, pois toda essa estória nós já sabemos e o tal dos “fatos reais” mostrados no filme foram baseados em livros, que, por sua vez, foram baseados em coisas que supostamente aconteceram. Como não estamos aqui para discutir sobre a existência ou não de tais coisas, vamos analisar o filme. A única característica convincente no filme é a expressão doentia de Matt, cuja face pálida e estranha reflete bem o estado terminal em que o personagem se encontra. Quanto ao resto, tudo faz parte do típico filme de terror: existem sustos fáceis, atos imbecis, muita escuridão, mais atos imbecis, personagens dispensãives e absoluto insulto às pessoas que pagam para assistir a algo que preste.

O roteiro é tão óbvio que comentá-lo aqui é inútil. Todos sabemos que os espíritos vão causar problemas, eles vão tentar dar um jeito e esse jeito que será dado, será o errado. Então, após perceberem que cometeram um engano e vão tentar reverter o processo. A respeito dos atores, são todos escrotos. té mesmo Virginia Madsen, indicada ao Oscar em 2005 por Sideways, intérprete de Sara, mãe de Matt, está péssima. Quando soube que ela já tinha sido indicada pela Academia, achei estranhíssimo, mas não se pode culpar totalmente a atriz pela sua total inexpressividade quando o filme realmente não tem o que mostrar para convencer quem lhe assiste. O que torna esse filme realmente desastroso não é a obviedade, mas sim o conjunto de características falhas. Todos nós nos questionamos o porquê de as pessoas andarem no escuro quando ouvem um barulho estranho em outro cômodo; nós perguntamos, inclusive, por que essas pessoas têm que ir lá ver. E, como todo filme de terror precisa de no mínimo duas pessoas (uma para andar no escuro e outra para acender a luz gritando), esse não faz diferente e durante o começo existem sustos fáceis que beiram o ridículo.

Durante o quarto inicial do filme, nós nos fazemos as seguintes questões: 1) O que leva uma mãe a comprar uma casa sabendo as condições do lugar considerando que um filho a beira da morte moraria lá? 2) Como permanecer lá quando ninguém está realmente confortável? 3) Como permanecer lá quando as coisas estranhas começam a acontecer? Mas, logo desistimos das questões proque sabemos que é um filme de terror e é assim que deve ser. Então, de repente, surge o problema brutal do filme: vira uma mistura de A Casa Mal Assombrada, A Casa da Colina (aquela babaquice de ectoplasma), O Exorcista e, como se tudo isso não bastasse, surge uma monotonia horrível. Não sei como não dormi lá. E ainda tem uns momentos que desafiam a inteligência de quem assiste ao filme, pois são situações inexistentes na vida real: a sala principal da casa está em chamas e você obviamente pode se queimar; tenta correr para fora ou se esconde embaixo de uma mesa de maneira que queimará em um minutos após você ter se escondido? Aliás, que idéia estúpida é essa de se esconder do fogo? Passaram quase duas horas sem se esconder dos espíritos que realmente podiam fazer mal e então decide se esconder do fogo que o próprio personagem provocou? É demais pra mim.

Eu acho que seria um elogio se eu dissesse que eu não recomendo esse filme, pois ainda assim não seria o suficiente para dizer o quanto é chato. Se puderem, não assistam a isso, porque é pura perda de tempo e dinheiro, em alguns casos.

Luís

criado por Luís/Renan    21:39:41 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 5 de maio de 2009

BIG STAN

Big Stan, 110 minutos, 2008, Comédia

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É o tipico besteirol americano, talvez com poucas cenas engraçadas como é de costume nesse tipo de filme.

A estória é a seguinte: Um corretor de imoveis meio mau carater, vai a julgamento e é preso, mas com a ajuda de seu advogado ele consegue 6 meses para peparar seus negocios. Deprimido, Stan descobre que os caras da prisão, hmmm…estupram outos, e morrendo de medo ele resolve se tornar inestupravel com a ajuda e treinamentos do “Mestre”. A estória dai pra frente se resume nos teinamentos dele que inclui “fortalecer” os mamilos, comer várias comidas nojentas incluindo um escorpião vivo.
[SPOILER] A cena mais engraçada é quando Stan chega a sua casa e diz que talvez não consegisse parar os brutamontes da prisão, e por isso gostaria que a primeira vez fosse com alguem que ele amasse e dá pra ela um pinto de borracha preto a sua esposa, e logo em seguida ouve-se um grito de dor. [FIM DO SPOILER]
Há uma cena muito boa também…quando um cara vem reclamar para Stan que um brasileiro o chamou de Árabe, sendo que ele era Persa. Depois de pensar eu realmente acho que o povo brasileiro generaliza  muitas raças. Há outra citação ao país, tão negativa quanto a outra, que é quando o advogado de Stan diz que ele deveria fugir para o Brasil

Quanto ao enredo é pobre, porém de fácil compreensão, é impossivel ficar perdido ou não entender o filme uma vez que esse não oferece nenhum obstáculo. A atuação também não tem nada de espetacular, apenas atuações medianas. A única surpesa é a presença de um dos Cullen de Crepúsculo (Jasper), que pelo menos nesse filme fala. Outra pessoa que me deixou curioso foi o velhinho, seria o mestre de Star Wars? No final até temos uma pequena citação boa de que o cigarro pode deixar uma pessoa impotente sexualmente.

Além disso não gosto muito quando um ator que faz o filme é o proprio diretor, no caso o Rob Schneider…me deixa a sensação de que ele pode fazer qualquer merda no filme porque ele mesmo é o diretor, ou seja, me dá a impressão “Xuxa”, já que me parece que ela é dona da produtora, atriz principal e etc. O filme é tão bestinha que não me surpreendo que não tenha saído no cinema e sim lançado direto em DVD. 

Renan

criado por Luís/Renan    15:30:51 — Arquivado em: Filmes

domingo, 3 de maio de 2009

PRESSÁGIO

Knowing, 2009, 122 minutos. Suspense.

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Ao ver a capa desse filme e ler a sinpose, eu pensei em dois filmes: O Sexto Sentido e A Prova Final. O que eu li me remeteu ao primeiro e o pôster do filme me fez lembrar do segundo, embora eu nem sequer soubesse que haveria alienígenas nessa produção. Aliás, se há uma coisa que faz desse filme se torne tão risível é a introdução dos aliens, que nem de longe é utilizado de maneira tão interessante quanto no filme que citei. Presságio começa em 1959, quando a professora diz às crianças que elas farão um desenho que será posto em uma cápsula e este será enterrada, sendo aberta somente em cinquenta anos a partir de então. Em 2009, os desenhos são distribuídos aos alunos e um deles recebe algo bastante incomum: em vez de uma figura, há uma sequência gigante de números, que foi feita por Lucinda, a criança que sugeriu a idéia de guardar os desenhos. O pai do garoto, qu é astrofísico, decodifica os números que a garotinha escreveu e descobre tratar-se de datas e características de grandes acidentes que aconteceram ao longo do tempo que se passou desde 1959.

A sinopse sugere um filme bastante interessante e durante muito tempo, ele realmente é. Não posso deixar de dizer queenxergamos clichês a todo momento e que quase nada foge à regra dos filmes atuais de suspense: barulhos repentinos, homens misteriosos que aparecem perto de árvores e que somem, personagens sem função, etc. O mais curioso a respeito dos clichês (e o que também mais me irrita) é a famosa sequência na qual o personagem principal descobre a chave do mistério por coincidência, pois nenhum personagem parece ser capaz de descobri-la por inteligência. Rachel em O Chamado só soube onde estava o poço por se ver uma árvore queimada na parede e lembrar-se de que já viu essa árvore e por derrubar bolinhas de gude no chão; se não tivesse visto a árvore e derrubada a bolinha, não teria sabido onde a Samara estava. Pois o mesmo acontece aqui: se John não tivesse posto um copo sobre o “desenho” que Lucinda fez, poderia jamais saber o que aqueles números significavam. Portanto, nenhum desses personagens merece credibilidade quanto à sua capacidade de pensar. Mas independentemente de ter sido coincidência ou inteligência, o filme caminha bem a partir daí e o espectador curte alguns momentos legais de suspense.

A partir do momento em que John começa a procurar pelos desastres indicados por Lucinda, vemos duas cenas que eu as chamaria de grandiosas e bem realistas. Uma queda de avião, indicada pelas coordenadas geográficas do local onde aconteceria e a explosão de um vagão do metrô. São cenas com ótima qualidade, que me remeteram aos acidentes bem filmados dos filmes Premonição 2 e a sequência final de Premonição 3. Duas personagens consideravelmente importantes se juntam a John e a seu filho na busca pela salvação, já que se descobre que a Terra seria devastada. Diana e Abby, filha e neta de Lucinda, tornam-se descartáveis rapidamente, pois o roteiro não se preocupa em elaborá-las melhor e uma delas acaba morrendo logo, em outra cena bem feita.

No entanto, existe um problema que acontece em muitos filmes: o acréscimo de personagens (se é que se pode chamá-los assim) que nada acrescentam e ainda fazem tudo ficar de contexto, de forma que quem assiste não sabe se tudo aquilo é uma piada ou se o roteirista realmente achou que fôssemos capazes de aceitar tudo o que vemos normalmente. Os personagens aos quais me refiro são meras sombras até o quarto final da obra, quando tudo desanda descaradamente e as situações mais absurdas são vistas. Eles, os ETs, ficam atormentando o filho de John e uma das cenas me fez me questionar sobre a função deles - tanto os ETs quanto o garotinho - para o filme. Não nego que o ator seja talentoso, pois convence em suas cenas, mas é inútil em grande parte das duas horas. Diana e Abby também não trazem nada novo; a primeira serve para ficar neurótica e a outra para ouvir coisas, como o garotinho. Mas existe o problema-mor de uma produção, que é o roteiro que duvida da capacidade intelectual do espectador e cria situações por qual nem a mais estúpida das pessoas se deixaria convencer. ETs já foram abordados em inúmeros outros filmes, alguns com bastante qualidade até; só para citar alguns: A Experiência, Alien - O 8º Passageiro, Sinais, etc. Mas daí a querer que acreditemos que eles induzam crianças à tosquice, roubem carros (dirigindo-os muito bem, por sinal) e ainda sejam tão simpáticos a ponto de querer repovoar a Terra depois que ela for destruída é um pouco demais. Onde eles aprenderam a dirigir? Aposto que não foi em nenhum auto-escola terráquea. E qual o interesse deles na Terra? E se somente às crianças (com quem eles se comunicam) e os adultos diretamente ligados a eles (como John e Diana) podem vê-los, as pessoas do posto não estranhariam o fato de um carro começar a andar tão bem sem ninguém ao volante?

Como perceberam pelo que eu disse, num determinado o filme fica completamente imbecil e as situações se tornam risíveis. A cena em que John compreende o que eles queriam e diz ao filho para entrar na nave (sim, eles tem uma nave!) deveria ser dramática; eu quase ri. Só não o fiz, porque muitos já o faziam. E o efeito usado para criar a nave é amedrontador: é quase um festival flamenco de espiritismo, com frufrus, babados, luzes celestiais, espinhos e - não posso me esquecer deles - coelhinhos. Então, eu achei que não veria mais nada e que o algumas estranhas ficariam mesmo sem explicações; posteriormente, concluí que eu prefiria que tivesse ficado sem entender. Os ETs levam inúmeras crianças (pois o mesmo não estava acontecendo somente com Caleb e Abby) para o o Jardim do Éden (ou talvez aquilo seja o cerrado) - isso é para explicar o porquê do EE (referente ao anjo Ezequiel) que é mostrado num trecho do filme. Pressupus, então, que o quarto final não poderia ser nada além de uma grande afronta a quem assiste ao filme.

Se recomendo? Não, de forma alguma. O começo vale a pena, mas depois perde totalmente a linha de raciocínio, as situações se tornam incabíveis, as sequências são estranhas e os eprsonagens são absolutamente apáticos - não fedem, nem cheiram. De 0 a 10, eu dou um 4 a esse filme pelas três boas cenas mostradas: os dois acidentes que citei e a sequência que mostra a Terra sendo destruída. Quanto ao resto, não vale, não. Apesar de o começo ser bem interessante, torna-se confuso e patético. Procurem outra coisa para ver.

Luís

criado por Luís/Renan    12:48:45 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 1 de maio de 2009

RAPSÓDIA EM AGOSTO

Hachigatsu-no-kioshikyoku, 1991, 97 minutos, Drama

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Esse filme estava na lista que o Anglo iria passar para os seus alunos, para mais tarde virar tema de uma redação.Podemos começar citando o titulo “Rapsódia em Agosto”. Alguém sabe o que é uma Rapsódia? Pois é…Entrei na sala com essa dúvida e sai com ela, pos em nenhum momento do filme (embora eu tenha chegado atrasado) eles explicam o que é uma rapsódia, e perguntando depois ao Luis ele disse: “Rapsódia - (s) sf Trecho de uma compososição poética”, o que é ligado ao orgão que o neto mais velho conserta .Quanto ao “Agosto”, fica claro que que foi no mês de agosto que os E.U.A jogaram as bombas de Hiroshima e Nagasaki.

A história gira basicamente na relação entre uma senhora (Kane) que sofreu diretamente com a guerra, perdendo o marido, e a relação entre ela e os E.U.A, já que seu irmão que se mudou pra lá, e está na beira da morte quer reve-la. Por sua vez Kane nem se lembra de todos os irmãos e não quer viajar para o Havai, mesmo com a insistencia de seus 4 netos, que ficaram com ela, enquanto seus pais foram visitar o tio. O que eu acho que o diretor quis nos mostrar foi principalmente o quanto as gerações mudam, principalmente quando entra na conta os interesses e a cultura geral. Como exemplo do interesse, temos os filhos dela, que não se importam com o que aconteceu no passado e agora visam o futuro e o dinheiro, e a quanto a cultura temos os netos (que como todos os jovens são influenciados pela cultura americana), que com o passar do tempo, acabam enxergando melhor o lado da avó.

Mesmo tendo essa lição de moral a nos passar, o filme não fica realmente interessante em posto algum, não que seja um filme péssimo e insuportavel, apenas não conseguimos sentir aquela vontade de assisti-lo. Talvez seja por ser um filme mais antigo (1991) e não ter a qualidade técnica que temos hoje. Talvez seja por ser um filme estrageiro, algo que eu não acredito, já que há filmes não-americanos ótimos. Realmente não sei.

Outro ponto que achei estranho foi o destaque que deram a Richard Gere (Clarck), que aparece 15 minutos e mesmo assim é dono da capa ao lado de Narumi Kayashima, com seu nome ao lado do dela. Consigo entender que ele representa os E.U.A e tudo que esse país representa para a história, mas acho que a mudança de pensamento dos netos e dos filhos de Kane foi muito mais importante.

Há cenas interessantes, como a paixão momentanea entre os primos, embora não tenha visto a relação com os cedros carbonizados. Há cenas que quase chegam a ser emocionantes como a que várias pessoas chegam para ver o memorial em respeito aos mortos na escola, ou a em que os netos jogam água na placa. Mas a mais comentada foi a ultima cena, onde temos Kane correndo, sendo que seus netos e filhos nunca a alcançam, mesmo tendo na conta a diferença de idade entre eles. Poderiam dizer que ela saiu a mais tempo que eles, mas a mãe de um dos netos senta na varanda dizendo que ela acabou de dormir…Realmente muito estranho.

Não posso dizer que é recomendavel, sendo que eu não o assistiria mais de uma vez, mas talvez ele possa ser interessante para se tornar uma proposta de redação.

Renan

criado por Luís/Renan    15:27:37 — Arquivado em: Filmes
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