Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ENTREVISTA COM O VAMPIRO

Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles, 122 minutos, 1994, Suspense

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Esse com certeza é um filme que eu recomendaria, embora há partes meio cansativas no filme, isso não chega nem perto de te fazer querer parar de assistir. O filme já começa bem, quando vemos naqueles créditos de abertura os nomes dos atores principais. São eles Tom Cruise (Lestat), Brad Pitt (Louis), Kirsten Dunst (Cláudia) e Antonio Banderas (esse não conta tanto, já que não aparece tanto).

O ator principal claramente é o Brad Pitt, mas o incrivel é que perto de Tom Cruise e Kirsten Dunst, sua atuação é extremamente cansativa. Fiquei extasiado em ver Kirsten Dunst, nesse filme ainda criança, com uma atuação muito, mas muito boa, é uma pena que esse exemplo de atuação seja escondido em blockbusters atuais como O Homem Aranha, um dos motivos que recomendo esse filme é ve-la atuando como uma vampira criança, mas que se torna adulta em suas discuções, com aquela ironia. Falando em ironia, que show de ironia dá Tom Cruise nesse filme, ele faz com que seu personagem seja extremamente carismático sendo ironico, e o final do filme então: “Sempre reclamando  Louis…”
Fantástico.

Um ponto interessante é ver o desejo de Lestat formar uma família, mesmo sendo traído e rejeitado por Louis e Cláudia, ou também o desejo de Louis de ser “um vampiro bom” tentando sobreviver de sangue de animais, como a interessante cena que ele “come” pombas ou ratos. (Isso te lembra Crepúsculo ?)

Outras cena muito interessante é quando Louis e Cláudia vão ao teatro, onde há aquela peça um tanto quanto macabra, porém real, interessante é ver a reação do público.

Não li o livro homonimo ao filme para saber se é bem adaptado, mas mesmo não sendo, é um filme bom, com certeza recomendável, tanto pela estória, quanto pela atuação, que com certeza supera muitas que eu vi.

Renan

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Já faz muito tempo que assisti a esse filme, mas me lembro muito bem. Acho que não somente é um marco nas histórias vampirescas em relação à adaptação, mas também quanto à propagação do tema para que escritores os descrevam em seus livros e contos. Baseado num romance de Anne Rice, eu aposto que esse filme levou muitas pessoas a imitá-lo.  O Renan disse na crítica dele que esse filme remetia a Crepúsculo. Mas na verdade, Crepúsculo remete a esse filme e não o contrário, já que podemos ver claramente que o segundo copia em muitos aspectos o primeiro.

Eis um filme em que todos os atores estão bem em seus personagens. Brad Pitt mostra que sabe atuar, não é só um rosto bonito casado com uma boca famosa; no papel de Louis, mostra o quão talentoso é e como incorporou bem o complexo de sua existência, a qual considera maldita. Grandes momentos de seu personagem são aqueles em que nega o máximo possível o ser em que se tornou, optando por não alimentar-se de humanos. Temos então, uma das melhores cenas, que é a que ele mata os cães de uma nobre, que começa a gritar incansavelmente, até ser morta por Lestat. Quanto ao personagem de Tom Cruise, vemos a paradoxal ação de Lestat: transformar um homem em um ser igual a fim de ter uma família, ainda que isso signifique desgraçar a existência que não pertence a ele. Curiosamente, muitos não acreditavam na capacidade de Tom Cruise para interpretar o tão complexo Lestar: a própria autora do livro, Anne Rice, disse que desaprovava totalmente a escolha pelo ator. Depois de ver o filme completo, desculpou-se e admitiu publicamente o quanto gostara da interpretação do ator. Mas para mim o grande destaque é Kristen Dunst, a famosa Mary Jane. É tão incrível ver o quão boa ela era desde pequena; ainda que esteja tão boa hoje, não podemos ver todo o seu talento, pois, uma vez em blockbusters (onde o que mais conta é efeito especial), não há um completo desenvolvimento de eprsonagens. Ao interpretar Claudia, Kristen eleva o filme ao ápice. Embora criança, a maturidade da personagem é bem real, produzindo o efeito positivo que permite mostrar o passar dos anos para os vampiros sem que isso se reflita na aparência.

Ao contrário do que o Renan disse, não acho que haja momentos cansativos no filme. Há uma linearidade bastante eficiente quanto à agradabilidade: não nos cansamos de ver o desenrolar e somos sempre surpreendidos por uma ou outra surpresa, o que torna o filme ainda mais interessante. Grandes cenas podem ser destacadas, como a que já citei; a morte de Lestat, que, posteriormente, descobrimos não estar morto; as cenas em que Claudia corta os cabelos, porque não os quer mais daquele jeito, descobrindo que não pode mudar-se e a cena em que é exposta ao sol, junto com a vampira que assume o papel de mãe da pequena. A cena final, então, dá um gostinho de continuação que, ainda bem!, não veio.

Assistir a esse filme é apreciar uma obra bastante criativa e envolvente, portanto, sugiro que o façam. Acredito que dentre os cinco melhores filmes dos atores que integram o elenco, Entrevista com o Vampiro certamente ocupará uma das vagas dentre os cinco. Brad Pitt, Tom Cruise e Kristen Dunst estão fabulosos, num roteiro impecável. Também não li o livro que orignou o filme, mas acredito que tenha sido bem adaptado, considerando que a própria Anne Rice aprovou a versão final. Sugiro que o vejam.

Luís

criado por Luís/Renan    15:49:40 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 10 de junho de 2009

HUCKABEES - A VIDA É UMA COMÉDIA

I Heart Huckabees, 2004, 105 minutos. Comédia.

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Ao ver esse filme, pensei que seria um filme interessante. Principalmente ao ler a sinopse, temos a impressão de que há uma história de humor bem construída e, por causa desse pensamento, eu o loquei. O filme fala sobre um poeta de coração mole que decide contratar dois detetives, Bernard (Dustin Hoffman) e Vivian (Lily Tomlin), para investigar três coincidências que, segundo ele, podem ser o segredo da vida. A investigação logo envolve outros clientes da dupla, como o vulnerável bombeiro Tommy Corn (Mark Wahlberg), o executivo de vendas Brad Stand (Jude Law) e a modelo Dawn Campbell (Naomi Watts), que está em crise de identidade. A situação se complica quando a sedutora Caterine Vauban (Isabelle Huppert), inimiga da dupla de detetive, passa a seduzir Albert e Tommy na intenção de que eles passem a ver a vida sob o seu ponto de vista.

O filme, no entanto, tem um humor muito duvidoso e uma edição extremamente confusa. Nos cinco primeiros minutos, eu me confundi bastante. Retornei um pouco e recomecei a assistir, percebendo então que o problema está na forma como o filme foi concebido. Não somente as cenas soam estranhas como muitos diálogos estão perdidos e são sem finalidades. Como se o filme todo já não fosse suficientemente escroto, existem efeitos patéticos durante as cenas, como pedaços do rosto da pessoa que está falando que saem flutuando pela tela, como se fossem peças de quebra-cabeça sendo tiradas da imagem que formam. Os sons, às vezes, parecem incompatíveis com as cenas que são mostradas e definitivamente o humor é escasso, quase inexistente.

Quanto à atuação dos atores, são bastante patéticas. Naomi Watts, que considero uma boa atriz, é uma reles coadjuvante, junto com todos os outros personagens do filme. Inquestionavelmente, os atores não foram bem aproveitados nessa obra. Mark Whalberg, já indicado ao Oscar, tem a mesma função que a parede, os vidros, o cenário: um mero enfeite. Jude Law já esteve muito melhor nos inúmeros outros filmes em que atuou, mas ainda assim é o ator, juntamente com Jason Schwartzman, que mais tem falas e mais aparece; isso, no entanto, não significa ter uma função definitivamente útil. As cenas são realmente estranhas, como o processo de “estar dentro do saco fechado”; parece que elas não querem dizer nada.

Definitivamente, eu não recomendo esse filme. Não há humor em nenhum momento - o subtítulo nacional simplesmente induz o espectador a pensar que realmente vá se divertir ao assistir a isso. Ledo engano: não somente é incondizente com o próprio elenco, já que se espera algo bem maior e melhor, como também é meio ofensivo no sentido de que nada mostra a quem lhe assiste. Watts, Walhberg, Law, são bons atores apenas perdidos em meio à confusão que esse filme é. Optem por coisas melhores.

Luís

criado por Luís/Renan    13:25:01 — Arquivado em: Filmes

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PAIXÃO PROIBIDA

Jude, 1996, 123 minutos. Drama.

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Fiquei em dúvida entre pegá-lo ou não, quando vi esse filme na prateleira da locadora. Nunca tinha ouvido falar sobre, mas ao ver a imagem de Kate Winslet e ler a sinopse interessante atrás, acabei convencido a levá-lo.Mais tarde, ao chegar em casa, eu procurei na internet por comentários e críticas sobre o filme e descobri que o filme é baseado num romance homônimo (Jude), que narra a história de um homem, Jude, que é incentivado a ir para Milchester e se graduar, a fim de ser um acadêmico. Quando finalmente chega à faculdade, vê dificuldades em ser aceito; mas acaba se estabelecendo lá com a ajuda da prima, Sue, que estuda na universidade enquanto busca uma maneira de começar um estágio. Jude então a apresenta ao homem que o incentivou a ir para lá, levando-a a casa dele, que fica dentro da universidade. Jude, porém, não esperava que a prima fosse se relacionar com o outro. Surge entre eles o impasse, ainda que não saibam exatamente o que fazer: Jude tem que lidar com a não-aceitação na universidade, com a situação civil, já que é oficialmente casado e não como agir em relação a Sue, que sabe do sentimento que um tem pelo outro e foge disso, casando-se com outro. No entanto, não há como se separarem e acabam sempre a se cruzar.

Eu fiquei realmente impressionado com o filme. Imaginei que fosse uma produção mediana e por isso não muito comentada; o motivo não seria por cauda da época em que foi lançado o filme, já que outras produções do mesmo ano com a mesma atriz são sempre lembradas. O filme tem uma história muito interessante e quase tudo no filme é bem certo: o roteiro, a direção, a trilha sonora, as atuações, a fotografia. Acredito que a única exceção quanto às características ruins do filme se deve à escolha do elenco principal, já que Kate Winslet, ainda no início da carreira, se mostra uma atriz de extremo talento, fazendo com que o personagem principal, Jude, acabe à sombra de sua personagem, Sue. O que quero dizer é que ela é boa demais, não que ele seja ruim. A interpretação de todos os vai gradualmente aumentando a nossa simpatia por eles e compreendo o porquê de cada ato; dos principais aos coadjuvantes, não há exagero ou limitação na atuação. Não preciso dizer que a melhor atriz, na minha opinião, é Kate Winslet; mas também não posso deixar de citar Rachel Griffiths, no papel de Arabella, esposa de Jude. Ainda que seu papel seja secundário, é de extrema importância para o desenrolar da história.

O tema abordado no filme é muito interessante: o relacionamento entre pessoas com grau de parentesco e a forma como a sociedade enxerga as pessoas que não são oficialmente casadas. Considerando que o filme se passa no século XVIII, podemos inclusive ver que muito do que é mostrado no filme não mudou totalmente ainda nos dias de hoje. A forma como o romance entre os dois surge é mostrada com tamanha sutileza que no início acreditamos ser mais uma grande amizade acentuada do que um romance provindo de uma amizade. É tão carismática a aproximação dos dois, que o espectador torce o tempo todo para que fiquem juntos como amigos ou como amantes. Não há, aliás, como não torcer por qualquer personagem. Dois grandes acertos do filme são o fato de mostrarem um preconceito implícito, porém esmagador sobre Jude e Sue, impedindo-os de ser uma família comum, ainda que insistam nisso e a forma paradoxal, porém simbólica, da perspectitva de Sue em dois momentos do filme: primeiro, ao se deparar com o romance potencial entre ela e Jude, ela se afasta, casando-se com outro, sem nunca se distanciar dele, chegando inclusive a ser expulsa do colégio por ter dormido na casa do primo; posteriormente, sob o preceito de serem livres e terem livre-arbítrio, os dois se unem, sem que ela evite dizer que não são casados, mesmo isso desfavorecendo a a socialização deles. Duas cenas que mostram com bastante eficiência o drama no qual os personagens estão inseridos é quando Jude e Sue estão a restaurar as pinturas de uma igreja enquanto o filho de Jude com Arabella cuida da irmã menor e quando o casal ouve duas vezes, uma na igreja e outra num hotelzinho, que terão de partir porque são muitos (quando na verdade, eles tem que sair por não serem realmente casados).

Outro grande acerto do filme é mostrar a forma como os sonhos se perderam devido às situações pelas quais passaram e como eles tentam dar a volta por cima, ainda que sofrendo preconceito e sendo discriminados. Tudo entre eles só começou pela tentativa de Jude a se formar; anos depois, ele não somente não se formou como está ainda mais longe disso. Sue, que lecionou por um tempo, ao admitir o amor por Jude, teve que largar tudo e “dar um jeito” para que os dois pudessem se sustentar. Então, de estudioso e professora, tornaram-se escritores de lápide, pintores, etc. E uma das cenas de maior impacto do filme, mostra o quão dramática pode ser a presença do preconceito na vida de alguém. Jude e Sue percebem tardiamente que “eram demais”. Então, mais um paradoxo: se antes eram livres e podiam tomar decisões para o futuro deles, embora isso estivesse em desacordo com o resto da sociedade, após perceberem que não funcionava exatamente assim o sistema, há a concepção do “castigo de Deus”. Isso fica evidente em Sue, que tem um desenvolvimento psicológico muito maior que o de Jude com o decorrer da história. E o final do filme, numa cena cuja fotografia retrata com exatidão o relacionamento dos personagens, não há como o espectador deixar de se incomodar com o rumo que a vida deu a Sue e Jude.

As duas horas de filme passam rápido, porque o espectador fica focado no desenrolar da história, observando atento a cada acontecimento, torcendo para que os personagens se dêem bem. Kate Winslet, como já disse anteriormente, dá um show de atuação; compreendemos logo que há motivos para as cinco indicações posteriores a esse filme e a indicação anterior que a atriz recebeu. Eu recomendo totalmente esse filme, porque é o tipo de obra que deve ser vista. Ainda que não seja nenhuma obra-prima, é um filme bastante satisfatório e quem o assiste não se arrepende. Vejam-no.

Luís

criado por Luís/Renan    11:16:09 — Arquivado em: Filmes

sábado, 6 de junho de 2009

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES

Wuthering Heights, 2003, 90 minutos. Musical.

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Eis uma idéia audaciosa: tomar como base um livro clássico lançado há 150 anos, adaptá-lo caracterizando-o conforme os dias atuais, acrescentar musicalidade e torná-lo um musical. Pode parecer um pouco estranho se pensarmos que veremos o Bentinho cantando suas angústias sobre Capitu enquanto dirige seu carrão a 120km/h? Soa estranho, mas não há como dizer que não dará certo. E nessa versão do livro de Emily Brönte é mais ou menos o que acontece: uma modernização musical; no entanto, o filme não faz jus à composição excelente do livro e, ainda que entretenha, deixa a desejar.

A narrativa é a mesma do livro, então, sugiro que dêem uma conferida na crítica da obra original. O grande defeito do filme, na minha opinião, não é a transformação que fizeram e a mudança de gênero (de drama para musical); o grande problema é a falta de caracterização dos atores, que não conseguem se manter sob a vestimenta do personagem. Em alguns momentos, eu cheguei a acreditar que a Cate estivesse bem, conforme é no livro, mas depois a atriz começa a se mostrar instável, por vezes frágil demais para se comparada a Caterine Earnshaw e por outras vezes estranha demais para ser comparada a qualquer personagem do livro. O Edgar Linton dessa versão (que foi produzida pela MTV) é absurdamente diferente do rapaz bom mostrado no livro de Brönte; eu até acredito que deram o script errado para o ator e ele acabou pensando que era Heathcliff. Os que melhores se situam no filme são os intérpretes de Heathcliff, que curisamente nunca é chamado pelo nome completo durante toda a projeção do filme, e Isabel, irmã de Edgar Linton. Ainda assim, há alguns problemas quanto à personalidade dos personagens. Heath é tão insignificante comparado ao do livro que é quase incoerente.

Quanto a sequência de eventos, o filme conduz bem e mostra quase tudo o que acontece no livro. Ocorrem algumas modificações, logicamente devido à mudança de época. Também  achei bem interessante a opção de explicar a maneira como Heath enriqueceu, embora isso não seja mostrado no livro. Interessante também a maneira como Isabel e Heath se juntam e como tudo termina. Dou destaque para uma cena bem inteligente, que mostra Heath cantando e dedicando uma música para Cate enquanto Isabel está na platéia observando-o. Não entendi o porquê de certas mudanças, como o nome de Hindley, que virou Hendrix no filme. Algumas músicas também são legais e dão um certo charme ao filme, mas em alguns momentos em repetem em excesso. O filme se encerra no que seria o meio do livro, quando Cate dá a luz à garota a quem seria dado o nome Caterine por Edgar Linton e que viria a se casar com Linton, filho de Heathcliff com Isabel. No filme, após dar a luz e morrer, o filme termina numa cena que poderia ser excluída sem prejuízo algum.

Vamos pesar as partes agora: a atuação dos atores em muitos momentos é sofrível, o que é um ponto negativíssimo para a obra; as modernização e alguns trechos adaptados fizeram o filme perder o conteúdo do livro, parecendo mais um filmezinho qualquer, como há tantos por aí. A seu favor, há a trilha sonora e atores com rostos bonitos. Se não o compararmos ao livro que o originou, certamente é um filme regular (ainda que a atriz principal tenha síndrome de Jennifer Lopez e não consiga se expressar conforme pede a cena). No entanto, ao compará-lo à obra original, é absurdamente decepcionante. Minhas sugestões quanto a esse filme são essas: 1) se nunca leu o livro e quer lê-lo, opte primeiro pela leitura e depois de ver a 4ª adaptação, veja essa; 2) se nunca leu o livro e não quer lê-lo, assista a esse filme; 3) se já leu o livro e espera uma obra com conteúdo, veja a 4ª adaptação, com Ralph Finnes e Juliete Binoche; 4) se já leu o livro e, assim como eu, não se exigir muito do filme, ainda sabendo que poderia ser muito melhor, então o assista. Fica a dica!

Luís

criado por Luís/Renan    13:32:39 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O ELEVADOR DA MORTE

Down, 2001, 107 minutos. Terror.

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É curioso como as pessoas gostam de se envolver em projetos que narram a vida de objetos inanimados.  Gostam de transformar brinquedos em assassinos, mostram geladeiras diabólicas, carros com personalidade humanas; não tardaria para que um elevador também fosse alvo da criatividade em exagero (e quase sempre mal direcionada) dos produtores que querem lançar um filme escroto a cada ano. Ao ver a biografia de Naomi Watts, me deparei com esse filme e busquei críticas a respeito: encontrei uma, que dizia que se tratar de uma obra interessante. Conferi.

Mal sei definir do que se trata O Elevador da Morte. Pelo que se deduz, obviamente fala sobre um elevador que mata; mas isso fica tão perdido durante o filme que para mim não há um assunto principal. Logo no começo, somos apresentados ao Edifício Millenium, no qual estão os Elevadores Expressos; pouco depois, percebemos que há algo estranho, já que os equipamentos parecem ter vontade própria. Uma série de acontecimentos estranhos leva uma jornalista de matérias fúteis a investigar os eventos, unindo-se a um mecânico responsável pela manutenção dos expressos. Pronto, acabou aí qualquer sinopse. Queria deixar bem claro que se o filme todo fosse estruturada conforme a minha descrição, talvez tivesse funcionado. Mas, como disse anteriormente, tudo é tão perdido que não se sabe a finalidade de cada coisa.

Eu duvido que tenham contratados pessoas de verdade para fazer o roteiro, porque, por mais desorganizada que uma pessoa seja, não conseguiria dispersas tanto a ponto de se esquecer de mostrar a que o filme veio. Os personagens são muitos para uma história que não comporta tanta gente: uns aparecem e morrem, outros tem um momento pseudo-dramático (e morrem), os figurantes que tem fala morrem e os que não tem fala também morrem. Ainda que o resumo dê a entender que a participação da jornalista e do mecânico seja fundamental, os dois passam a aparecer efetivamente a parte do terço final do filme. Quanto ao personagem “elevador”, não conseguimos identificar exatamente o que faz com que ele seja daquele jeito. Nem sequer quando o filme acaba conseguimos compreender, tamanho o absurdo e o descaso com os quais o tema todo é abordado. Por um lado, eu fiquei muito feliz que não tenham ido além e exagerado (ainda mais) na criatividade. A falta de explicação certamente é melhor do que a presença dela. As atuações são absurdamente decepcionantes; jamais poderia imaginar que no mesmo ano Naomi Watts esteve presente no satisfatório O Chamado e que dois anos depois seria indicada ao prêmio da Academia como melhor atriz. Mas não há como culpá-la, pois num filme há entretenimento ainda que os atores sejam inexpressivos; o que falta aqui é mão firme da direção que peca com ângulos, trejeitos, maneirismos, e desse roteiro que tenta contar uma história sem dizer nada.

O mais broxante de um filme de terror é quando não há clima algum de suspense. O Elevador da Morte consegue ser exatamente assim. Diferentemente de outros “seres inanimados que são vivos”, com o Brinquedo Assassino, que se tornou um ícone na década de 90 e que ainda hoje assusta as criancinhas, esta obra não consegue te fazer criar expectativas. Passados 30 minutos, é tão fácil cair no sono… Quando o filme chega ao final, depois de algumas descobertas patéticas quanto ao que pode estar comandando o elevador, chegamos à triste conclusão de que nada de mais inútil e escroto pode acontecer: então, somos apresentados ao coração do elevador. Não falo metaforicamente; quando digo coração, é literalmente. O elevador é uma espécie de “bio-robô”, criação de um sujeito maluco que subitamente é introduzido na história (pressupondo que o espectador já tivesse conhecido dele). A história desanada desde o começo, quando os acontecimentos começam, depois quando os crimes se inciam e posteriormente, quando o roteirista nos leva ao que pode ser uma conclusão, mesmo que não conclua nada.

Não preciso dizer que assistir a esse filme é uma extrema perda de tempo! Não somente as situações propostas são ruins como todo o desenrolar do filme não satisfaz ao menos exigentes dos espectadores. Nem sequer sei como cheguei ao final disso. Talvez tenha sido somente pelo respeito à atriz, que eu considero bastante talentosa e merecedora de prêmios como os da Academia. Certamente, ele integrou o elenco do filme porque estava retribuindo um favor ao diretor ou a quem estúpida que escreveu o roteiro. Caso se deparem com esse filme, afaste-se dele. Caso queira ver Naomi Watts atuando, opte por filmes melhores como 21 Gramas (que certamente é muito bom!) ou King Kong, que é interessante também. 

Luís

criado por Luís/Renan    17:08:36 — Arquivado em: Filmes

terça-feira, 2 de junho de 2009

HARRY POTTER E A ORDEM DA FENIX

Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007, 138 minutos, Aventura

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Último filme da série lançado,e para mim, o melhor. Como tem acontecido na série, novamente muda o diretor. Dessa vez sai Mike Newton e entra David Yates. O diretor fez um ótimo trabalho tanto que foi confirmado para dirigir o sexto e o sétimo filme que tem data de estreia prevista para julho/2009 e 2010/2011 respectivamente. Esse é o maior livro da série, e nele vemos Harry mais rebelde por vários motivos como a entrada da adolescencia pelo qual todos passamos (bem representado em suas crises), além do obvio: Voldemort retonou efetivamente no final do quarto livro.

Considero que os atores principais melhoraram suas atuações, pincipalmente Daniel Radcliffe que conseguiu trazer o minimo de emoção em certas cenas, mas claro que há muito o que melhorar. Gostei muito da melhora do Rony do Cálice de Fogo, que irritava muito com suas caretas, fazendo o personagem parecer um bundão. Quanto a Emma Watson (Hermione) continua bem, e provavelmente salvando o trio.  Nesse filme vemos também o começo de uma participação mais adulta de Gina Weasley (Bonnie Wright) que terá grande importancia para a vida pessoal de Harry na sexta parte da estória e já se vem provando uma atriz mais capaz que Radcliffe, já que conseguimos perceber suas intenções sem que ela tenha que sair esgoelando pela escola, isso em poucas cenas. E por ultimo temos Luna Lovegood (Evanna Lynch), uma atriz nova para a série, que com certeza caiu nas graças dos fãs por sua ótima interpretação (logicamente três vezes melhor que Radcliffe)

Nesse volume o que mais chama a atenção são os efeitos especiais, mais efetivos e mais bem feitos que os outros volumes, como por exemplo a batalha entre Dumbledore e Voldemort, que ficou muito, muito boa, e bem representada pelo fogo e pela água. Também temos cena da Armada de Dumbledore (com os Patronos que ficaram bem legais),um grupo de alunos que tenta aprender magia por conta propria já que  Profº Umbridge (Imelda, que dá um show de atuação) não os ensina.

Pra quem segue a série, vale a pena.

Renan

criado por Luís/Renan    21:07:44 — Arquivado em: Filmes
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