Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

HUCKABEES - A VIDA É UMA COMÉDIA

I Heart Huckabees, 2004, 105 minutos. Comédia.

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Ao ver esse filme, pensei que seria um filme interessante. Principalmente ao ler a sinopse, temos a impressão de que há uma história de humor bem construída e, por causa desse pensamento, eu o loquei. O filme fala sobre um poeta de coração mole que decide contratar dois detetives, Bernard (Dustin Hoffman) e Vivian (Lily Tomlin), para investigar três coincidências que, segundo ele, podem ser o segredo da vida. A investigação logo envolve outros clientes da dupla, como o vulnerável bombeiro Tommy Corn (Mark Wahlberg), o executivo de vendas Brad Stand (Jude Law) e a modelo Dawn Campbell (Naomi Watts), que está em crise de identidade. A situação se complica quando a sedutora Caterine Vauban (Isabelle Huppert), inimiga da dupla de detetive, passa a seduzir Albert e Tommy na intenção de que eles passem a ver a vida sob o seu ponto de vista.

O filme, no entanto, tem um humor muito duvidoso e uma edição extremamente confusa. Nos cinco primeiros minutos, eu me confundi bastante. Retornei um pouco e recomecei a assistir, percebendo então que o problema está na forma como o filme foi concebido. Não somente as cenas soam estranhas como muitos diálogos estão perdidos e são sem finalidades. Como se o filme todo já não fosse suficientemente escroto, existem efeitos patéticos durante as cenas, como pedaços do rosto da pessoa que está falando que saem flutuando pela tela, como se fossem peças de quebra-cabeça sendo tiradas da imagem que formam. Os sons, às vezes, parecem incompatíveis com as cenas que são mostradas e definitivamente o humor é escasso, quase inexistente.

Quanto à atuação dos atores, são bastante patéticas. Naomi Watts, que considero uma boa atriz, é uma reles coadjuvante, junto com todos os outros personagens do filme. Inquestionavelmente, os atores não foram bem aproveitados nessa obra. Mark Whalberg, já indicado ao Oscar, tem a mesma função que a parede, os vidros, o cenário: um mero enfeite. Jude Law já esteve muito melhor nos inúmeros outros filmes em que atuou, mas ainda assim é o ator, juntamente com Jason Schwartzman, que mais tem falas e mais aparece; isso, no entanto, não significa ter uma função definitivamente útil. As cenas são realmente estranhas, como o processo de “estar dentro do saco fechado”; parece que elas não querem dizer nada.

Definitivamente, eu não recomendo esse filme. Não há humor em nenhum momento - o subtítulo nacional simplesmente induz o espectador a pensar que realmente vá se divertir ao assistir a isso. Ledo engano: não somente é incondizente com o próprio elenco, já que se espera algo bem maior e melhor, como também é meio ofensivo no sentido de que nada mostra a quem lhe assiste. Watts, Walhberg, Law, são bons atores apenas perdidos em meio à confusão que esse filme é. Optem por coisas melhores.

Luís

criado por Luís/Renan    13:25:01 — Arquivado em: Filmes

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