Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ULTRAVIOLETA

Clique aqui para ver o trailer do filme.

Ultraviolet, 2006, 88 minutos. Ficção Científica/Ação.

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Filmes de ficção científica não costumam ser a minha primeira escolha para assistir, mas a sinopse desse me chamou a atenção, principalmente pela sugestão de que haveria uma mulher obstinada lutando contra um determinado grupo. Temas como esse rendem bons filmes, como Kill Bill, de Quentin Tarantino. E como também já havia assistido a alguns filmes com Milla Jovovich e, portanto, sei que as obras em que atua são, no mínimo, interessante, resolvi conferir Ultravioleta, que fala sobre Violet, uma hematófaga que tenta a qualquer custo impedir que uma arma biológica seja usada com os vampiros, que surgiram após mutações genéticas de um vírus experimental.

Primeiramente, gostaria de dizer que se há uma mulher habilidosa cheia de raiva, obviamente o filme está repleto de cenas de luta; essas, porém, não são como as vistas em filmes como os do Van-Damme ou Jet Li. Em Ultraviolet há algumas preocupações que não visam somente o entretenimento do espectador, mas também outros aspectos, como a estética, a fotografia, etc. Logo, eu digo que a primeira coisa que chama a atenção desde o começo do filme é o visual escolhido: bastantes cores, principalmente na caracterização de Violet (que, como o próprio nome sugere, não poderia deixar de vestir violeta numa parte da obra), cujas roupas mudam de cores, do branco pro vermelho, do preto pro púrpura. Outro fator também interessante é o contraste causado pelas cores dos personagens com o cenário, normalmente em tons cinzas, muito assépticos. Os efeitos visuais são bons, não deixam a desejar e não criam excessos durante as cenas, então conforme a narrativa vai mostrando os acontecimentos, o espectador vai compreendo tudo sem se cansar ou sem ficar confuso diante de exageros.

Quanto ao roteiro, não há como dizê-lo criativo, porque não é. Havia inúmeras maneiras de se contar a história, mas buscaram atingir o público que vê o conteúdo sem se esforçar muito para entender, logo tudo segue de maneira bem clichê. Logicamente sabemos que Violet destruirá muitas pessoas e, no fim do filme, se não se sair completamente bem, pelo menos conseguirá parte do que queria. Ainda que eu não seja fã de filmes não-densos, não acredito que um grande drama bem elaborado fosse combinar com a hora e meia de luta, que quase se assimila a alguns jogos de videogame. A respeito das atuações, a única que é realmente importante é a de Milla Jovovich e talvez seja por isso que temos a impressão de que somente ela atua bem; os outros, se não são meros coadjuvantes, são patéticos se comparados à atriz principal e à necessidade de que atuassem bem. Até mesmo Cameron Bright, intérprete de Six, é absurdamente infame para o papel que lhe foi concecido. Como não acredito que ele tenha sido o melhor ator que encontraram para o papel, acredito que sua partipação no elenco do filme se deve ao simples nepotismo.

Ainda que as atuações em sua totalidade seja precárias e ao roteiro que segue sem grandes surpresas, Ultravioleta conta com cenas bastante interessantes e diálogos de extremo impacto. Acredito que dos filmes que assisti seja esse um dos que mais mostram cenas fortes. Não me refiro a um conteúdo de violência, mas sim de um misto de humor, ironia e criatividade. Em uma das cenas, por exemplo, Violeta está à procura da arma que entregou a Nerva, hematófago que se encarregou de destruí-la; ao se aproximar de onde ele está escondido, ela escontra dois outros hematófagos, dispostos ali a fim de impedi-la de chegar a Nerva. Então, dizem a ela:
Hem. 1: - Somos tão fortes quanto você…
Hem. 2: - Somos tão rápidos quanto você…
Violet: - É, mas vocês sentem um décimo da raiva que eu sinto?
Então, ela acaba matando os dois num momento curioso, quase uma dança, em menos de trinta segundos. Já em outros momento, Daxus, humano que deseja a arma que Violet tenta proteger, diz a ela:
Daxus: - Estou aqui junto com 300 homens. O que você acha que pode fazer?
Violet: - Eu posso matar todos eles.
E há muitas cenas que mostram situações realmente complicadas que Violet encara com extrema simplicidade e ainda se sai bem da maioria delas. As cenas são, pelo menos, impactantes, devido à forma simples como são mostradas.Em especial, gosto de uma cena que mostra o que toda pessoa que cospe no rosto dos outros merece. Quem assistiu ao filme sabe de que cena eu falo e os que o assistirem também saberão.

De uma forma geral, o filme é recomendável. O espectador, porém, deve estar alerta e saber que é um entretenimento puro, assim como inúmeros outros filmes. É uma diversão momentânea, sem grandes conflitos sendo mostrados nem temas muito densos sendo abordados; o máximo de profundidade que o filme alcança é um rápido divagar sobre o passado de Violet. Mas, de qualquer forma, se o que quiserem for entretenimento, garanto que vão gostar desse filme.

Luís

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Um pequeno resumo: No futuro surge uma nova raça de humanos, esses geneticamente modificados, tornando-os vampiros. Os humanos tentaram e quase conseguiram exterminá-los e para terminar o trabalho criaram uma arma para destrui-los. E é assim que entra Violet, a encarregada por destruir a arma.

Visualmente o filme é bem bonito, bem bonito mesmo, me parece ser no estilo de Sin City (Parece, pois nunca assisti Sin City), as lutas, as mortes e as frases de efeito (que o Luís citou acima) realmente são o que chamam a atenção no filme.

Começaremos pelo lado bom. Achei muito boas certas cenas, entre elas estão duas cenas acho, que vem um bando de carinhas em circulo  em torno de Violet e no segundo seguinte todos caem, em círculo obviamente, então ficamos com aquela dúvida: “O que ela fez?”. Outra cena que acontece isso, é na luta entre Daxus e Nerva, em que Nerva apaga as luzes, ouvem-se sons e só, resumiu bastante, além de se tornar um diferencial para o filme. Ao todo, o filme nos remete um pouco a Matrix, já que Violet faz coisas incríveis com uma espada e uma arma. Quanto as mortes, a que mais me chamou a atenção pela originalidade é quando ela mata três caras seguidos, na ordem daqueles macaquinhos (Surdo, cego, mudo), bem legal mesmo.

O ponto fraco do filme, é que quando não há lutas, o filme fica chato, a atriz não convence como uma mãe que perdeu o bebê e proucura em Six, o filho perdido por ter contraído a “doença” e ter se tornado em uma “vampira”. A parte mais tosca do filme é quando se deixa sub-entendido que Violet salvou Six com o amor (Teria J.K Rowling visto esse filme? =D)

Ao todo o filme é bom, não que seja “Oh Meu Deus, tenho que que assistir de novo”. Há outro ponto também: O filme é curto, cabe a você achar se isso é bom ou ruim.

Renan

criado por Luís/Renan    00:00:21 — Arquivado em: Filmes

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