Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A BELA E A FERA

Beauty and the Beast, 1991, 84 minutos. Animação.

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Pela primeira vez em nosso Blog há uma crítica a respeito de um desenho animado. Tal como inúmeros outros filmes produzidos pela Walt Disney, este concorreu ao Oscar na categoria Melhor Filme além de outras cinco categorias. Dentre essas, venceu por Melhor Som e Melhor Canção Original, o que é uma característica comum dos filmes da Disney.

Quanto à sinopse, eis aqui: Bela é uma jovem que sente não pertencer à província em que mora; todos acreditam que seu pai é louco e consideram-na diferente das outras pessoas. O pai dela, ao tomar um caminho errado para ir à cidade, acaba parando na mansão da Fera, que é assim desde que uma feiticeira lhe lançou uma maldição para que não mais desprezasse os pobres e feios. Feito prisioneiro, Bela vai ao encontro do pai e propõe à Fera que a tome em lugar do Maurice, o pai. Deixando-o ir, a Fera e a Bela passam a morar na mansão e começam, pouco a pouco, a se descobrir.

Diferentemente de todos os outros contos de fadas que conhecemos, este tem um característica bem interessante: o reino muito distante é na França, aos arredores de Paris. Então, já podemos localizar com mais precisão o contexto geográfico no qual estão inseridos os personagens. Há inúmeros aspectos muito bons quanto a esse filme. Vemos o quão incomum (em relação ao povo da província) Bela é enquanto ela anda, indiferente aos outros, ignorando quaisquer eventos que aconteçam. Sempre focada em seus livros, ela não gasta seu tempo a observar vida alheia, como os outros fazem. Outra característica interessante: ela é a única a usar a cor azul nas roupas. Não sei se prestei atenção suficiente para afirmar isso, mas realmente não vi quaisquer personagens além dela a usar essa cor. A forma como os personagens interagem é bastante simplória, o que dá maior densidade ao filme, já que não esperamos ver grandes conflitos entre personagens por quem logo simnpatizamos. Não há dúvidas de que o auge do filme é a famosa dança entre Bela e a Fera, ao som de Tale as Old as Time; valsam tão belamente, a Bela em seu vestido radiante e a Fera, contraditória a sua própria aparência animalesca, mostrando-se tão gentil. O bule - que na verdade é uma das empregadas - canta de maneira tão graciosa e envolvente que o espectador sente-se a fim de bailar com os personagens. Quando digo isso, não exagero: aos 18 anos, assisto a um filme teoricamente infantil; que mais me falta senão me divertir totalmente? Aos poucos, todos se envolvem numa relação tão simpática que queremos - ainda que saibamos que será assim - que o famoso “felizes para sempre” venha logo.

Se há algo de que não duvidamos no filme é de que ele cumpre sua missão. Não somente entretém quem o assiste como também propõe excelentes valores morais durante a sua projeção. Ao educar uma criança, uma exibição desse filme seria bastante eficiente para fazê-la compreender que o que realmente importa são os modos de se portar, a bondade e a gentileza para com outra pessoa e não a aparência, que não deve ser tomada como único fator relevante - que nem sequer deveria ser tomada como fator para estabelecer conexão entre duas pessoas. De um modo geral, é um excelente filme. Mas eu realmente prefiro que o príncipe seja a Fera, pois ele parece muito mais simpático sendo daquele jeito.

Luís

criado por Luís/Renan    08:42:59 — Arquivado em: Filmes

7 Comentários »

  1. Comentário por Ciça — quarta-feira, 15 de julho de 2009 @ 11:08:00

    aaaah não tenho nem oq falar disso! ;~
    sou viciada em todos os clássicos da Disney, do tipo que sabe todas as falas e musiquinhas! hauashsauhsa

    e A Bela e a Fera é simplesmente maravilhoso! encantador, inesquecível, emocionante…tudo de bommm!

    assistamassistamassistamassistamassistamassistam :D

  2. Comentário por Jessica — quarta-feira, 15 de julho de 2009 @ 13:56:00

    A história é linda e é uum clássico! Mas eu gostaria de saber pq nos desenhos de Walt Disney os personagens não tem mãe ou pai, e sofrem daquele que cuida deles, contos infantis não eram para ser felizes?! e não apenas terem finais felizes!

  3. Comentário por Carlos — quarta-feira, 15 de julho de 2009 @ 14:27:55

    Faz tempo já que assisti esse desenho. A última vez fazem uns 3 anos…
    É legal e mostra o que todo desenho mostra - que pra ser feliz pra sempre tem primeiro que ser infeliz de alguma forma.

  4. Comentário por Carlos — quarta-feira, 15 de julho de 2009 @ 14:33:40

    Mas concordo com a menina aí de cima… se é pra criança, devia ser menos dramático. Mas acho que a intenção é que os adultos vejam isso, já que provavelmente vão assistir com seus filhos.

  5. Comentário por Jessica — quarta-feira, 15 de julho de 2009 @ 14:41:32

    As histórias são lindas, não se pode negar, mas clássicos infantis poderiam ser um pouco menos dramáticos mesmo, isso com toda aquela história de mensagens subliminares por tras dos desenhos!

  6. Comentário por O Cara da Locadora — quinta-feira, 16 de julho de 2009 @ 01:00:57

    Eu sinto falta desses clássicos da Disney, não feitos por computador, espero que esse novo siga a linha dos antecessores… Abraço…

  7. Comentário por Nathalia — segunda-feira, 27 de julho de 2009 @ 18:43:31

    Ahh, mas contos são dramáticos para mostrar uma lição de vida… Rei leão e Branca de neve, eu chorava toda vez… mas sempre assistia de novo.

    E quando aos novos da disney feitos em computador, não acho que perdeu nada do que era clássico, os que são pra ser bons são, como Wall-E, vida de inseto, toy store…

    teve uns que eu não gostei tanto, como carros e alguns outros da nova linha, mas tem uns mais antigos também que nunca se compararam a Bela e a Fera, Rei leão, Aladin… que são a elite disney.

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