segunda-feira, 13 de julho de 2009
DIÁRIO DOS MORTOS
Diary of the Dead, 2007, 86 minutos. Terror.
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A primeira informação que devo dar a respeito desse filme, que muitos não classificam como Terror, mas sim como Zumbis, é o nome do diretor: George Andrew Romero. Sim, o mestre dos filmes que narram as aventuras de humanos em meio aos mortos-vivos. São dele os famosos filmes “A Noite dos Mortos-Vivos”, “Despertar dos Mortos” (que ganhou um remake feito por ele mesmo em 2004, chamado “Madrugada dos Mortos” e, para finalizar a trilogia, “Dia dos Mortos”. Então, ao falar sobre Diário dos Mortos, não podemos simplesmente que pensar que é um filme qualquer, pois seria blasfemar de um dos diretores mais influentes nesse tipo de filme.
Somos apresentados, logo no início, a uma tentativa de gravar um filme sobre múmias por um grupo de jovens da faculdade de Pittsburg; ouvindo notícias sobre uma onda de ressurreições, que resultam em mortos atacado pessoas, o grupo decide sair do local o mais rápido possível, já que o número de casos não param de aumentar. Durante a viagem dali até a casa deles, Jason fica filmando o tempo todo a fim de mostrar tudo pelo que passaram. É a esse registro de Jason que assistimos; como fica bem definido, depois de todos os eventos, Debra, namorada de Jason, acabou editado o filme do namorado e nos mostra o documentário entitulado “A Morte da Morte”.
A primeira coisa interessante a que quero mencionar é o fato de o documentário representar que os fatos ali mostrados ocorrerram no passado e não em tempo real; isso nos permite concluir ao final do filme que não sabemos o que de fato aconteceu com os personagens após a edição. Talvez tenham morrido, talvez ainda estejam vivos, protegidos. A segunda coisa interessante é a forma como os mortos são exibidos; diferentemente dos inúmeros filmes de zumbis que são lançados, os mortos-vivos desse filme não andam em massa, promovendo uma passeata cadavérica pelas ruas à procura de cérebro, afinal, quando se fala sobre zumbis, a primeira coisa que nos vem à cabeça é aquela voz gorgorejante dizendo “céérebroo“. O caos nesse filme é bem mostrado pela ausência de pessoas e não pelo excesso delas; temos a impressão de que a sensação de medo é ainda maior por causa da desolação que vemos. São também bem reais as cenas em que ocorrem as discussões entre os personagens, não deixando a desejar no quesito dramaticidade. Não pensem, porém, que esse é um grande exemplo dramático, porque não é nessa categoria que o filme se situa.
Gostaria também de enfatizar o quão boa é a caracterização dos personagens, uma vez que esses não são os costumeiros imbecis. Aqui eles são racionais, não perdem tempo com ideias estúpidas e nem com atitudes infantis. Em boas cenas, os personagens mostram que sabem a coisa certa a fazer, mesmo que isso custe a vida de alguém de quem eles gostem. Para mim, esta é a melhor maneira que Romero encontra para diferenciar as suas obras das dos vários diretores que insistem em nos presentear iludir com grandes bostas - filmes horrendos, sobre coisas escrotas que andam e grunhem. Eu ousaria dizer que o filme é quase poético, principalmente porque fica claro que uma das personagens deu-se ao trabalho de editar todo o documentário antes de disponibilizá-lo para que o espectador (que se torna espectador do filme mostrado dentro do filme) possa vê-lo. As cenas são bem conectadas, intercalando eventos acontecidos com os personagens com imagens de outros eventos acontecidos em vários outros lugares. As melhores cenas, na minha opinião, são o confronto com o qual Debra se depara ao chegar em sua casa e as cenas na mansão logo no final do filme.
De um modo geral, eu recomendo que, caso vocês queiram assistir a um filme de zumbis, devam ver esse. É claro que os outros filmes de Romero são bons, mas esse, em especial, acredito que seja um dos melhores. Sugiro também que deem uma conferida nas obras que eu citei no primeiro parágrafo dessa crítica, pois são obras que de tão únicas tornaram-se um gênero do cinema. Então, vejam Diário dos Mortos. Certamente é um entretenimento, vai garantir uma hora e meia de diversão para quem lhe assiste.
Luís
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À primeira vista esse é um filme de terror, e um terror de quinta diga-se de passagem. Mortos que voltam a vida já foram usados. Mortos que voltam a vida, sendo que uma pessoa filma enquanto tudo ocorre, também já foi usado (Leia-se [REC]). Então pensamos: “O que o diretor poderia fazer para fazê-lo um filme melhor?”. Que tal outro enfoque?
À medida que o filme passa, descobrimos uma estória muito mais humana do que se podia prever pelo nome, e nesse sentido, a última cena sitetiza bem a ideia: “Vale a pena nos salvar? Diga-me Você”. Achei incrível também a capacidade da equipe fazer cenas bonitas. Quando Gordo morre, vemos sua namoradinha, Tracy pedir que se espere um pouco, talvez o que acontece com todos não se aplique com ele, mas como o esperado ele “ressucita” temos a visão da camera de Jason. Vejam a cena, bem legal. Outra cena que chama a atenção é a morte de Samuel (o velho surdo), a forma como ele encarou a mordido do morto-vivo foi muito interessante, sacrificando-se para livra-se daquele fututo e também ajudar a exterminar mais um.
Gostei também dos atores. No começo eles me pareciam mais o grupinho de High School Musical tentando fazer algo sério, apenas rostos bonitos. Mas a medida que o filme passa temos também a agradavel surpresa de que eles demontram realmente fazer algo sério, principamente Michelle Morga (Debra). Apenas mais uma citação: A cena “real” quando Ridley corre atrás de Tracy ficou bem legal, pois mesmo mexendo com a vida dos outros, Jason conseguiu o que queria.
A troca de enfoque do filme o salva de ser um desastre, mas como não se pode fugir do tema, o filme, consequentemente, não se salva por inteiro. As cenas dos morto-vivos são cansativas, tornando o filme em vários pontos cansativos, mesmo ele não sendo tão longo assim.
“Vale a pena assistir? Diga-me Você”
Renan

criado por Luís/Renan
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