Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

DIÁRIO DOS MORTOS

Diary of the Dead, 2007, 86 minutos. Terror.

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A primeira informação que devo dar a respeito desse filme, que muitos não classificam como Terror, mas sim como Zumbis, é o nome do diretor: George Andrew Romero. Sim, o mestre dos filmes que narram as aventuras de humanos em meio aos mortos-vivos. São dele os famosos filmes “A Noite dos Mortos-Vivos”, “Despertar dos Mortos” (que ganhou um remake feito por ele mesmo em 2004, chamado “Madrugada dos Mortos” e, para finalizar a trilogia, “Dia dos Mortos”. Então, ao falar sobre Diário dos Mortos, não podemos simplesmente que pensar que é um filme qualquer, pois seria blasfemar de um dos diretores mais influentes nesse tipo de filme.

Somos apresentados, logo no início, a uma tentativa de gravar um filme sobre múmias por um grupo de jovens da faculdade de Pittsburg; ouvindo notícias sobre uma onda de ressurreições, que resultam em mortos atacado pessoas, o grupo decide sair do local o mais rápido possível, já que o número de casos não param de aumentar. Durante a viagem dali até a casa deles, Jason fica filmando o tempo todo a fim de mostrar tudo pelo que passaram. É a esse registro de Jason que assistimos; como fica bem definido, depois de todos os eventos, Debra, namorada de Jason, acabou editado o filme do namorado e nos mostra o documentário entitulado “A Morte da Morte”.

A primeira coisa interessante a que quero mencionar é o fato de o documentário representar que os fatos ali mostrados ocorrerram no passado e não em tempo real; isso nos permite concluir ao final do filme que não sabemos o que de fato aconteceu com os personagens após a edição. Talvez tenham morrido, talvez ainda estejam vivos, protegidos. A segunda coisa interessante é a forma como os mortos são exibidos; diferentemente dos inúmeros filmes de zumbis que são lançados, os mortos-vivos desse filme não andam em massa, promovendo uma passeata cadavérica pelas ruas à procura de cérebro, afinal, quando se fala sobre zumbis, a primeira coisa que nos vem à cabeça é aquela voz gorgorejante dizendo “céérebroo“. O caos nesse filme é bem mostrado pela ausência de pessoas e não pelo excesso delas; temos a impressão de que a sensação de medo é ainda maior por causa da desolação que vemos. São também bem reais as cenas em que ocorrem as discussões entre os personagens, não deixando a desejar no quesito dramaticidade. Não pensem, porém, que esse é um grande exemplo dramático, porque não é nessa categoria que o filme se situa.

Gostaria também de enfatizar o quão boa é a caracterização dos personagens, uma vez que esses não são os costumeiros imbecis. Aqui eles são racionais, não perdem tempo com ideias estúpidas e nem com atitudes infantis. Em boas cenas, os personagens mostram que sabem a coisa certa a fazer, mesmo que isso custe a vida de alguém de quem eles gostem. Para mim, esta é a melhor maneira que Romero encontra para diferenciar as suas obras das dos vários diretores que insistem em nos presentear iludir com grandes bostas - filmes horrendos, sobre coisas escrotas que andam e grunhem. Eu ousaria dizer que o filme é quase poético, principalmente porque fica claro que uma das personagens deu-se ao trabalho de editar todo o documentário antes de disponibilizá-lo para que o espectador (que se torna espectador do filme mostrado dentro do filme) possa vê-lo. As cenas são bem conectadas, intercalando eventos acontecidos com os personagens com imagens de outros eventos acontecidos em vários outros lugares. As melhores cenas, na minha opinião, são o confronto com o qual Debra se depara ao chegar em sua casa e as cenas na mansão logo no final do filme.

De um modo geral, eu recomendo que, caso vocês queiram assistir a um filme de zumbis, devam ver esse. É claro que os outros filmes de Romero são bons, mas esse, em especial, acredito que seja um dos melhores. Sugiro também que deem uma conferida nas obras que eu citei no primeiro parágrafo dessa crítica, pois são obras que de tão únicas tornaram-se um gênero do cinema. Então, vejam Diário dos Mortos. Certamente é um entretenimento, vai garantir uma hora e meia de diversão para quem lhe assiste.

Luís

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À primeira vista esse é um filme de terror, e um terror de quinta diga-se de passagem. Mortos que voltam a vida já foram usados. Mortos que voltam a vida, sendo que uma pessoa filma enquanto tudo ocorre, também já foi usado (Leia-se [REC]). Então pensamos: “O que o diretor poderia fazer para fazê-lo um filme melhor?”. Que tal outro enfoque?

À medida que o filme passa, descobrimos uma estória muito mais humana do que se podia prever pelo nome, e nesse sentido, a última cena sitetiza bem a ideia: “Vale a pena nos salvar? Diga-me Você”. Achei incrível também a capacidade da equipe fazer cenas bonitas. Quando Gordo morre, vemos sua namoradinha, Tracy pedir que se espere um pouco, talvez o que acontece com todos não se aplique com ele, mas como o esperado ele “ressucita” temos a visão da camera de Jason. Vejam a cena, bem legal. Outra cena que chama a atenção é a morte de Samuel (o velho surdo), a forma como ele encarou a mordido do morto-vivo foi muito interessante, sacrificando-se para livra-se daquele fututo e também ajudar a exterminar mais um.

Gostei também dos atores. No começo eles me pareciam mais o grupinho de High School Musical tentando fazer algo sério, apenas rostos bonitos. Mas a medida que o filme passa temos também a agradavel surpresa de que eles demontram realmente fazer algo sério, principamente Michelle Morga (Debra). Apenas mais uma citação: A cena “real” quando Ridley corre atrás de Tracy ficou bem legal, pois mesmo mexendo com a vida dos outros, Jason conseguiu o que queria.

A troca de enfoque do filme o salva de ser um desastre, mas como não se pode fugir do tema, o filme, consequentemente, não se salva por inteiro. As cenas dos morto-vivos são cansativas, tornando o filme em vários pontos cansativos, mesmo ele não sendo tão longo assim.

“Vale a pena assistir? Diga-me Você”

:)

Renan

criado por Luís/Renan    06:11:55 — Arquivado em: Filmes

sábado, 11 de julho de 2009

HERÓI

Hero Wanted, 2008, 90 minutos. Ação.

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Esse é mais um filme da série “faça justiça com as próprias mãos”, na qual o herói, que deveria ser caracterizado por atos bondosos, se torna também o vilão, devido às mortes que causa. E como bem sabemos, os finais desses filmes são tão previsíveis que descobrimos todo o desenrolar da narrativa nos primeiros dez minutos. Surpreendentemente, e também paradoxalmente, eu me surpreendi com esse filme, pois o roteiro se mostrou diferente das inúmeras obras do gênero, nos levando a crer que essa seria a exceção ao que eu disse acima, mas acabou caindo no clichê.

Liam é aclamado herói após salvar de um carro em chamas uma pequena garota; depois de algum tempo, poucos se lembram do seu feito, que lhe causou uma enorme cicatriz nas costas, mas ele tem novamente a oportunidade de agir heroicamente ao reagir contra um assalto a banco a fim de ajudar a atendente de caixa. Isso resulta num tiro que a deixa em coma. Então, o herói torna-se uma espécie de vingador e decide punir os criminosos, o que disperta a atenção de dois detetives. Se terminaram de ler a sinopse que fiz, perceberam que já viram isso em vários outros filmes e podem pensar que não vale a pena assistir porque é puro clichê; em parte, estarão certos. O primeiro tópico que abordarei é a atuação dos atores principais, que eu diria ser Cuba Gooding e o que interpreta o “instrutor” dele; quase todos os outros que aparecem no filme são tão desconsiderados que nós podemos confundi-los com os figurantes. Cuba está tão apático nesse filme que chegamos a duvidar de que se trata de um ator que já ganhou Oscar (mas em compensação atuou em coisas como Norbit, A Creche do Papai, etc.); seu tom baixo e calmo de voz é o mesmo durante todas as cenas, tanto nos momentos em que tal característica é cabível como nas cenas em que não é possível falar baixo. Isso é um grande problema, porque parece que o personagem é indiferente a tudo que acontece com ele, embora sua atitude seja contrária a essa impressão. Isso nos faz pensar: o diretor não soube conduzi-lo ou o ator não percebeu o clima da cenas? Quanto ao outro ator, este aparece em poucas cenas e é ainda mais incoerente do que Cuba.

Falarei agora sobre o roteiro, que, como disse anteriormente, me surpreendeu (em partes). Até o meio do filme, algumas cenas são mostradas para depois, em flashback, serem mostradas novamente sob outra perspectiva. Dessa forma, as situações vão sendo construídas aos poucos, intercalando sequências em que o insossoANDR Liam interage com alguns personagens e então mostrando a sua ira sobre aqueles que lhe causaram danos. O ápice do filme está mais ou menos no meio, quando descobrimos o verdadeiro culpado por tudo o que aconteceu, desde bem antes do assalto até o momento em que Kayla (atendente) leva um tiro. É a partir daí que esperamos um desfecho fantástico, que nos levará a uma onda de euforia; porém, é a partir daí que tudo o que foi mostrado no começo se perde e fica tão inexpressivo que o espectador tem vontade de parar de assistir. É nesse ponto que o diretor se confundiu quanto ao gênero do filme que dirigia e tornou algo potencialmente bom em um filme do Van Damme que merece o nosso descrédito. Mas não posso negar que há duas grandes cenas nesse filme: uma de extrema violência, na qual Liam destrói a cabeça do cara que atirou em Kayla com uma frigideira, e outra que, na minha opinião, tentou copiar a luta entre os exterminadores T-800 e TX no terceiro filme da série O Exterminador do Futuro. Independenemente de ser uma cópia ou não, a cena ficou interessante.

Não posso me esquecer de também comentar que há diversas incoerências durante o filme. Liam ataca os bandidos, muitas vezes apanhando, sangrando no local. E ocorre o mesmo que acontece em Valente: os policiais parecem não saber encontrar as pistas, quanto todas estão gritantes na cena do crime. Aposto que se os CSIs resolvessem investigar a cena do crime, Liam seria preso em menos de uma hora. Mas os investigadores desse filme, um deles interpretado por Ray Liota (que já esteve bem melhor), são tão estúpidos que não veem os detalhes, não encontram digitais, não conseguem fazer nada a não ser tirar conclusões e deduções, que acabam levando à suposição de que Liam poderia ser o responsável por tudo aquilo. Aí o espectador já está duvidando de que o filme continue sério; soma-se às cenas absurdas aquela em que Marley, a menina salva pelo “herói”, de 10 ou 11 anos, se declara para Liam, dizendo-lhe que o ama (de maneira implícita) e que não se interessa pelos meninos da mesma idade. Como se não bastasse, no final do filme a criança ameaça um policial com uma arma para que o seu amado possa se salvar. Loucura? Pois é…

Considerando o filme como um todo, eu não o recomendo. Havia possibilidade de ser maior, bem melhor, mas a ausência de um roteiro mais equilibrado e uma mão mais firme na direção fizeram de Cuba uma presença infame num filme insatisfatório. Parecendo não se decidir quanto a que tipos de cena quer mostrar, vemos um pouco de tudo, seja romance, drama, faroeste, Chuck Norris, etc. Se isso fosse feito de outra maneira, talvez ficasse bom. Mas em Herói o resultado dessa mistura somado aos tópicos já comentados são desastrosos. Não é a pior obra que eu já vi, está longe de sê-la, mas não é tão bom quanto os minutos iniciais prometem nem mantém o espectador curioso e atento.

Luís

criado por Luís/Renan    08:11:23 — Arquivado em: Filmes

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O CLUBE DO FILME

The Film Club, 230 páginas, 2009.

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A primeira coisa que quero que reparem é na beleza da capa, pois foi ela quem me chamou a atenção para o livro. Olhei-o atento, senti o revelo do título e, por fim, li as orelhas: diante das dificuldades com as notas e o crônico desinteresse pela escola, Jesse Gilmour ouve uma proposta bastante tentadora do pai, na qual ele poderia deixar de ir à escola, desde que os dois assistissem juntos a três filmes por semana. Estabelecido tal acordo, o garoto, aos 15 anos, não precisaria pagar aluguel e poderia fazer o que mais quisesse, desde que respeitasse algumas poucas regras.

À primeira vista, pode parecer apenas um relato comum sobre um pai e um filho e a relação existente entre eles, mas o livro muito bem além disso. Não somente é uma amostra cinematográfica como narra com extrema eficiência os problemas pelos quais passam um adulto que não consegue emprego e um adolescente com problemas sentimentais. Logo no primeiro capítulo do livro somos apresentados à objetiva proposta do pai, que rapidamente é aceita por Jesse; nas primeiras páginas já é exibido o primeiro filme, aquele que daria início à jornada de três anos sentados em frente à TV, acomodados em poltronas e no sofá, assistindo aos melhores e, eventualmente, piores filmes já realizados. Para os que tem um bom conhecimento cinematográfico e que tem um pouco de noção sobre o contexto de cada filme, sabendo o que representam (considerando a época em que foram concebidos), já se surpreendem com o segundo filme ao qual David e Jesse assistem: Instinto Selvagem. E o livro todo é assim, uma agradável surpresa.

Em meio às sessões de filmes, há também o problema financeiro de David, devido à crise de desemprego, que não é sanada por boa parte do livro; Jesse, extremamente propenso aos relacionamentos aos quais se entrega densamente, sofre com as diversas experiências românticas, como o namoro com uma garota que consegue seduzir a qualquer um e que ainda o provoca perigosamente. Como se isso tudo não fosse suficiente, há ainda relatos de conversas profundas entre pai e filho, com descrições de certos assuntos e também narrativas a respeito dos problemas que às vezes Jesse criava. Como são narrados três anos, então são muitas as situações narradas nesse livro, como o envolvimento de Jesse com drogas, novas namoradas, a sua inclusão no mundo musical, etc. Mas acredito que haja predomínio dos filmes. São tão bem retratadas algumas cenas de alguns filmes, que se percebe a excelência da arte de assistir a um filme; as descrições feita são às vezes tão detalhadas que pode influenciar aqueles que (ainda) não assistiram às obras citadas, tamanha a precisão que David usa para defini-las. Acho que, sobretudo, esse é um livro dedicado à crítica de filmes, e, se classificado assim, resulta numa obra quase irrepreensível. 

É claro que esse está longe de ser um livro perfeito; ainda que eu goste de relatos de casos reais como esse (porém não como Marley e Eu), ainda mais se somados a outro tópico que também gosto (cinema), não os vejo com a mesma intensidade com a qual vejo os romances. E, em alguns momentos do livro, há passagens meio chatas, que parecem perdidas ali e que poderiam ter sido omitidas; isso, no entanto, não transforma esse livro em algo mediano; tais “erros” não interferem tanto, então o livro, na minha opinião, é muito satisfatório e deve ser lido. Insisto que os melhores momentos são os extremamente descritivos, nos quais David analisa com ênfase as cenas mais impactantes de alguns filmes, acrescentando inclusive diálogos do filme ao livro, como o que vemos logo no início, entre Catherine Trammel (Sharon Stone) e o detetive de Basic Instinct. Não é surpresa imaginar que partes boas como essas haveriam por todo o livro, ainda mais se considerarmos que David exercia a profissão de crítico de cinema para um jornal de grande circulação. O Clube do Filme é agradavelmente surpreendente porque é um misto de documentário sobre cinema, com a inclusão de notas a respeito de algumas obras e suas traduções e uma filmografia no final, com relatos da vida dos personagens reais David, Jesse, Tina, Maggie, etc. Certamente vale a pena lê-lo.

Luís

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criado por Luís/Renan    02:20:33 — Arquivado em: Livros

terça-feira, 7 de julho de 2009

KILL BILL - VOLUME 2

Para comentar esse filme comigo, chamei a Luiza que, junto comigo, assistiu ao filme e gostou dele. Considerando-a deveras especial, uma vez que partilhamos do gosto por filmes bons (e eventualmente ruins, quem sabe), chamei-a para ser convidada especial e dar a sua opinião a respeito da obra que dá continuidade à estória mostrada em Kill Bill - volume 1. Aproveito para dizer que espero chamá-la para mais participações aqui, principalmente se considerarmos que teremos uma longa jornada de filmes para assistir! :)

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Clique aqui para ver o trailer (sem legendas) do filme.

Kill Bill - volume 2, 2004, 134 minutos. Ação.

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A fama do diretor Quenti Tarantino e do próprio filme já criam enormes expectativas. Em minha humilde opinião, estas foram correspondidas. O filme sacia a sede de grandes lutas, vingança, poder e até de beleza cultivado por reles mortais. Mais do que uma continuação, o segundo volume de Kill Bill é a conclusão da árdua da tarefa da Mamba Negra: matar Budd, Sidewinder; Elle, a Cobra Californiana; Bill, o Encantador de Cobras - daí o nome do filme,para os mais lerdinhos ;D . As cenas de intensas lutas dão lugar à história da Noiva e a algumas surpresas.

Para compreender o filme e deixar de afirmar que é ruim pelo simples fato de não entendê-lo é preciso o mínimo de atenção. A ordem cronológica dos fatos não é respeitada, portanto, há digressões a qualquer momento. Finalmente, conhecemos o Pai Mei – aquele mestre desgraçado com tique na barba – e todo treinamento de nossa Noiva e também nos surpreendemos com a descoberta de que a filha da Mamba Negra não está morta. Ela está com quatro anos – e pra quem perdeu a noção de quanto tempo a Mamba ficou em coma fica a dica ;D – e foi criada por Bill de forma pouco convencional…

Mamba Negra não suja suas mãos com todos de suas lista macabra. Ironicamente Budd é morto pela Mamba Negra – a cobra propriamente dita – levada até ele pelas mãos de Elle – a do tapa olho – que por sua vez, não é realmente morta, apenas perde seu outro olho –lembrando que o primeiro foi sutilmente retirado por Pai Mei, o qual foi morto por Elle. E para nosso delírio, Mamba aplica o golpe dos cinco pontos que explodem o coração em Bill, encerrando assim, a trajetória de “Beatrix Kiddo” nos deixando um “gostinho de quero mais”.

Enfim, recomendo assistir Kill Bill em sua totalidade mantendo atenção e aproveitando sua trilha sonora, que é no mínimo encantadora.

Luiza

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Continuação de Kill Bill - volume 1, esse filme, diferentemente do anterior, dá mais ênfase na história de Mamba Negra, mostrando as suas experiências anteriores ao extermínio provocado pelos membros do Esquadrão das Víboras Mortais, incluindo um capítulo todo dedicada aos momentos imediatamente anteriores ao massacre. Para os que não se lembram da história do filme: depois de quatro anos em coma, uma mulher acorda; lembrando-se da injustiça a que foi submetida, quando os assassinos de uma organização da qual ela fazia parte tentam matá-la, provocando uma chacina, ela opta por se vingar de cada um deles - eliminando os cinco um a um - pelo que eles lhe provocaram, que resultou na morte da filha.

Sendo uma continuação direta do primeiro filme, dois nomes já estão riscados de sua lista: O-Ren Ishii e Vernita Green, respectivamente Boca-de-algodão e Cabeça-de-cobre. Restam portanto três pessoas para que A Noiva (como é denominada no primeiro volume) cumpra sua vingança: Budd, Sidewinder; Elle, a Cobra Californiana; e, por fim, Bill, o Encantador de Cobras. Também é preciso lembrar de que haverá agradáveis surpresas ao longo dessa trama, afinal desobrimos no final do filme anterior que, diferentemente do que a Mamba Negra pensava, sua filha não está morta. Existem três tipos de espectadores: os que gostaram do primeiro filme pelo excesso de violência, os que nem gostaram do primeiro filme e os que adoram a história como um todo. Pois os primeiros e, obviamente, os segundos, não vão se satisfazer plenamente ao assistir esse filme, uma vez que aqui há predomínio de longas narrativas, muitos diálogos; tal como antes, as duas horas e dez minutos de filme são divididas em cinco capítulos, que mostram, respectivamente, o massacre na igreja durante o ensaio; a tentativa d’A Noiva de assassinar Budd; a cruel tutelagem de Pai Mei;o confronto entre Elle Driver e a Noiva; e, por fim, o confronto entre ela e Bill. É importante ressaltar ainda que, embora não haja tanta ação quanto no primeiro volume, há cenas realmente surpreendentes nesse filme, como o enterro da noiva, os severos ensinamentos de Pai Mei e a fabulosa luta entre a Cobra Californiana e a Mamba Negra, que chegou a ganhar o MTV Movie Awards de Melhor Luta!

Há grandes acertos nesse filme, mesmo que muitos o considerem um pouco cansativo. A minha sugestão é que quando quiserem assistir a esse filme, vejam-no logo após ver o primeiro, pois compreenderão tudo como uma única obra e não fragmentado da forma que é. A última vez que assisti a esse filme, junto com a Luiza, ela fez um comentário extremamente pertinente: muitas pessoas só conseguem compreender o porquê do título do filme (Mate o Bill) na cena de abertura do filme, filmada em preto e branco, numa ótima sequências, quando a noiva diz: “Pensaram que eu morri, não é? Não morri. Mas não por falta de tentativa. A última bala do Bill me deixou em coma por quatro anos. Quando  acordei, me lancei no que os anúncios dos filmes chamam de ‘um furor violento de vingança’. Eu me vinguei, com violência, até ficar satisfeita. Matei muita gente para chegar até aqui, mas ainda falta mais um. O último. Estou dirigindo até ele agora. O único que falta. E quando eu chegar ao meu destino, eu vou matar o Bill”. Para dar mais charme ainda, como eu já disse, essa é a cena de abertura, logo constatamos que os outros dois nomes (Budd e Elle) já foram riscados de sua lista de mortes, colocando tal cena (a primeira que vimos) como um das últimas, mantendo a mesma falta de linearidade que há no primeiro e no segundo filme. A respeito da lineridade, é importante que tal como antes, ela não segue a ordem em que é mostrada. Tanto é que o oitavo capítulo, The Cruel Tutelage of Pai Mei, é o primeiro de todos os outros capítulos, antes mesmo dos que são mostrado na obra anterior. Eu tenho certa preferência por filmes cuja ordem cronológica não é mostrada linearmente, pois têm um certo charme e obrigam o espectador a ir colocando as cenas vistas numa linha temporal, montando assim um “quebra-cabeça”.

[SPOILER] Se há algo que sabemos desde a primeira cena do primeiro filme é que a (efeito sonoro)* cumpriria sua vingança, e, cedo ou tarde, chegaria até Bill e o mataria. Então, numa das últimas cenas, após a exposição bastante interessante de uma teoria de Bill a respeito de super-heróis e seus alter-egos e como isso se aplica a Noiva, eles partem finalmente aos chamados “assuntos inacabados”. O espectador então espera por uma cena demasiadamente longa, na qual A Noiva torture o homem que a pôs em coma e a privou de acompanhar o crescimento da filha; o que se segue são dois minutos de expectativas, apenas. Aplicando a famosa Técnica dos 5 Pontos que Explodem o Coração, a Noiva interrompe a luta, surpreendendo a Bill e aos espectadores, que descobrem que Pai Mei repassou a ela uma técnica que jamais havia ensinado a nenhum outro aprendiz (o irônico detalhe é que, segundo Bill, Pai Mei não gosta de caucasianos, nem de americanos e simplesmente despreza as mulheres!). Ao invés de uma cena longa e complexa, há brevidade e simplicidade, o que intensifica ainda mais a vingança dela, que por fim se concretiza. [FIM DO SPOILER]

Como eu já disse anteriormente, acredito que devam assistindo aos dois filmes seguidamente. Acho, inclusive, um erro pensá-los como dois filmes, porque na verdade são um só; e não me refiro a isso de tal maneira porque um é continuação direta do outro, mas sim porque a história é única. Eu nem sequer vejo Kill Bill dividido em volumes: vejo-o único, uma ótima obra de quatro horas de duração.  A minha única sugestão para que se possa assistir com prazer é: compreenda o filme. Não o julgue desnecessariamente; não acredite que é desnecessário o excesso de sangue nem aponte como absurdas algumas cenas. Deve-se depreender que todas possibilidades mostradas (sangue em excesso, habilidades monstruosas etc.) são coerentes no universo do filme e que, portanto, ainda que não aconteça no nosso mundo, é comum no contexto da obra. Assisti-lo analisando o que citei é como assistir a Matrix para depois chamá-lo de irreal. Portanto, vejam-no, admirem-no, absorvam-no; atentem como esse filme soa como um épico, mostrando-nos a saga de uma mulher que busca vingança. Mas não gastem seus tempos procurando realidade e irrealidade.

Luís

* o termo entre parênteses é uma alusão ao efeito sonoro utilizado no filme para impedir que o espectador saiba o nome real da Mamba Negra até que ele seja por fim mostrado.

criado por Luís/Renan    07:14:28 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

domingo, 5 de julho de 2009

HORROR EM AMITYVILLE

Clique aqui para ver o trailer do filme.

The Amityville Horror, 2005, 90 minutos. Terror.

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Todos sabemos que a partir de 2000, Hollywood começou a adotar uma política de releituras de filmes famosos das décadas anteiores, optando por resgatar obras famosas lançadas há muitos anos. Inúmeros fillmes receberam versões atuais, como O Massacre da Serra Elétrica e A Casa de Cera, e Horror em Amityville é uma repaginada do famoso Cidade do Horror, de 1979. Curiosamente, os filmes não têm o mesmo título em português, embora sejam homônimos no original. A franquia Amityville rendeu inúmeras continuações, como Terror em Amityville, Amityville 3  - O Demônio, etc. Por enquanto, o único filme da série que foi atualizado é o primeiro e torçamos para que somente esse ganha nova versão!

O filme é baseado em uma história real a respeito de uma família, Lutz, que se muda para uma casa em Amityville, Long Island, onde havia acontecido seis brutos assassinatos um ano antes. Ronald DeFeo Jr., um dos filhos da família DeFeo, assassinou com uma carabina os pais e os quatro irmãos enquanto todos dormiam; alegou posteriormente que vozes o haviam mandado fazer tudo aquilo. Ao comprar a casa, os Lutz perceberam que o valor certamente não correspondiam ao quanto a casa valia, então souberam do incidente, mas mesmo assim decidiram comprá-la, sob a alegação de que “casas não matam pessoas”. Com o passar dos dias, começam a perceber eventos estranhos relacionados a casa, que passam a afetar aos cinco membros da família.

O que é realmente interessante do filme é que eles tentaram retratar com bastante fidelidade os crimes cometidos; poderiam ter elaborado uma cena qualquer que mostrasse somente os assassinatos, mas decidiram caracterizá-los tal como ocorrerram, resultando numa ótima cena de abertura. Para os que querem entender um pouco melhor, sugiro que visitem esse site e vejam a história real, com fotos, inclusive. A semelhança é tanta que o ator que interpreta Ronald DeFeo é absurdamente parecido com o original, que ainda cumpre pena pelas mortes e que muda o seu relato a cada novo depoimento. A tempestade, com todos aqueles trovões, dão início ao drama que viveria a família que se mudaria ali um ano depois. O elenco escolhido é realmente bom e cumpre bem sua obrigação de nos fazer acreditar que estão realmente amedrontados e sob o efeito que a casa causa. Eu acho que é muito bem mostrado não somente a relação de desespero e destruição de cada indivíduo, mas também a da deterioração da família. O casal principal, Ryan Reynolds e Melissa George, estão em perfeita sintonia, seja nos momentos mais românticos ou nos momentos mais dramáticos e aterradores. Mas uma considerável parte do sucesso do filme acredito que venha dos atores mirins que realmente são bons, tanto quanto os já adultos.

O filme tem grandes acertos, como a opção por mostrar uma rápida deturpação psicológica de George Lutz. A forma objetiva como todos os eventos são narrados favorece inquestionavelmente, já que não há tempo para dispersar, considerando que todo momento é importante. Outro acerto é a opção por poucos sustos fáceis e fantasmas que não assustam, mas marcam presença. Já repararam como todo filme de casas assombradas tem fantasmas que gritam, fazem barulho, quebram coisas? Não que esse filme não tenha isso também, mas é em quantidade reduzida. Algumas cenas simplesmente causam suspense sem mostrar nada, como a cena em que o garoto mais novo está com medo de ir sozinho ao banheiro  acaba correndo para lá; esperamos ver uma cena como a de O Sexto Sentido (até porque essa cena remete à cena do filme citado), em que um fantasma passa atrás do menino; no entanto, a criança volta correndo para o quarto sem que nada aconteça, nenhum susto, mas o espectador ainda fica atento, sem piscar, esperando. Duas outras cenas bem interessantes são aquelas em que mostram a filha do casal, Chelsea, andando no telhado, enquanto a mãe o padrasto tentam de qualquer maneira tirá-la de lá, dando sequência uma cena muita realista em que Katherine grita desespera pergunta o motivo pelo qual a filha fez aquilo; a outra cena é a da babá, Lisa, que reclama que foi por causa de Jodie, a irmã caçula de DeFeo, que ela foi mandada embora; então,o garoto mais velho duvida que ela tenha coragem de entrar no armário de brinquedos, o que a babá faz. A cena é tão caótica que foi inclusive indicada a um MTV por Melhor Performance Assustada e é essa cena que desencadeou a busca que Katherine faz a respeito dos antigos moradores da casa.

Ainda que seja uma obra real, existem acréscimos ficcionais no filme, como a explicação a respeito do que a casa costumava ser. Ainda que eu, às vezes, não goste de explicações em filmes assim, porque elas costumam ficar ruins, a que é dada nesse filme cabe perfeitamente. Se analisarmos profundamente a explicação, percebemos que as vozes indicam o que acontecia com os índios, mas os personagens a entendem como uma ordem direta. O Padre Katcham matava os índios, resultando na interpretação “Cath’em kill’em” (pegue-os, mate-os) que é vista formada na geladeira com ímas e num diário, escrito conforme era de fato: “Katcham kill’em”. Outro ponto positivo é não contar muito, não criar explicações exageradamente desnecessárias e fantasiosas; a respeito disso, não conhecemos o verdadeiro motivo que levou DeFeo a matar a família nem se tudo acontece mesmo por causa do que a casa costumava ser. Ainda que pudessem deixar isso bem claro, optaram por omitir essa informação, deixando o espectador tirar suas próprias conclusões; portanto, muitas coisas ficam inexplicadas, como o porque dos acontecimentos às 3h15min, o que tem na casa de barcos, entre outras coisas. Algumas cenas são também bem verdadeiras e racionais, como a do padre que foge da casa, diferentemente do que faz o padre Merrin, em O Exorcista. Há inúmeras outras cenas boas no filme, como a quase-morte de Jatherine, o afogamento de George, que para mim é o personagem de maior destaque, principalmente ao enfatizar o quão fria a casa é.

Na minha opinião, esse é um filme que deve ser assistido. Assisti uma vez ao filme original, mas não me recordo dele a ponto de poder estabelecer uma comparação; analisando esse filme pelo que ele é, posso dizer que vale a pena ser visto. Podemos notar um fato interessante: da mesma forma que o filme inicia, ela temrina: a cena da tempestade, todo o desespero enfretntado pelos personagens, etc. O verdadeiro George Lutz se ofereceu para detalhar o que realmente aconteceu na casa, fato que foi negado pelos produtores do filme, levando-o a comentar que o filme é extremamente fantasioso. Indiferentemente da verdadeira a respeito disso (talvez haja realmente muitas alegorias), há entretenimento, boas cenas, ótima fotografia, ótima interpretação e, ainda que algumas cenas sejam muito bobas, não interferem no resultado final. A família permaneceu por apenas 28 dias na casa, fugiu e nunca mais voltou para buscar os pertences; como a casa ainda existe (embora tenha sido reformada e o número trocado) e nenhuma outra família teve problemas em morar nela, alguns consideram os Lutz mentirosos. Mas, de qualquer forma, o filme é bom, mesmo que tenha sido baseado em fatos inventados. Assistam-no.

Luís

criado por Luís/Renan    12:02:58 — Arquivado em: Filmes

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DOMINO - A CAÇADORA DE RECOMPENSAS

Clique aqui para ver o trailer do filme (sem legendas).

Domino, 2005, 127 minutos. Suspense.

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Poderia começar de outra maneira, mas prefiro ir direto ao ponto: esse filme é totalmente dispensável. Eu normalmente costumo achar interessante os filmes “baseados em histórias reais”, mas esse realmente é meio difícil se o considerarmos em sua totalidade. Existem no elenco atores famosos, como Mickey Rourke, Lucy Liu e Keira Knightely, protagonista do filme; isso não faz do filme melhor nem pior, pois o grande defeito não está nos atores. Vemos a história de Domino Harvey sendo contada em primeira pessoa; ela narra algumas das situações pelas quais passou até se tornar uma caçadora de recompensas: a opção da mãe pelo estilo rico ao tentar recriar para ela e a filha a vida retratada em 90210, a sua ida a faculdade, a maneira como evitou as outras pessoas até agrupar-se a Ed e Choco para aventurar-se e ser presa por causa de um suposto crime.

 O filme já se inicia com Domino  sendo interrogada Taryn Miles, do FBI, a respeito do roubo de 10 milhões de dólares. A partir desse momento, a vida dela é sendo contada paralelamente às cenas em que depõe e conta o que sabe à agente. Sua história é contada toda em flashback, embora não esteja numa ordem linear. No começo, é mostrado os momentos anteriores ao acidente que culminou na prisão de Domino; o acidente, porém, só será mostrado no final do filme. Entre esse período de tempo (o início e o fim) são mostrados os eventos que desecandearam toda a trama. É interessante a forma como são separadas as cenas e a forma como ficaram após a edição, na qual as cenas de interrogatório tem uma iluminação bem diferente das cenas que mostram Domino antes de ser uma caçadora; já essas cenas também têm iluminação diferente, normalmente mais escuras, em relação às cenas posteriores à sua inserção no submundo dos que trabalham na área.

O filme tem altos e baixos. Certamente o grande problema do filme é a exibição de cenas que nada acrescentam à história: não tem efeito valorativo nem estético. Se fosse em outro filme, talvez somente fizessem do filme um pouco mais longo, mas em Domino também atrapalham o espectador, que não compreende bem as informações que as cenas tentam expor. Como se não bastasse, tramas paralelas sendo contadas fora de ordem linear incomodam muito, mas se espera que elas se encaixem ao final do filme, o que não acontece. Esse é o grande defeito do filme. Quanto ao roteiro, não acredito que possa chamá-lo de clichê ou criativo, afinal narra uma história real e para adaptar um filme é necessário manter muitos dos acontecimentos. Acerca da atuação, acredito que os únicos atores que são satisfatórios são Mickey Rourke e Lucy Liu, sendo que esta é quase uma participação especial, considerando o quanto aparece. Keira Knightely certamente foi um erro nesse filme, principalmente porque as falas já não são boas e a atriz ainda fica forçando um sotaque! Ela também se esqueceu de que estava num filme, não num show de mímica e acabou fazendos tantas caras e bocas (que se unem tristemente ao sotaque inapropriado) que toda vez que ela entra em cena (98% do filme) o espectador já se sente sutilmente desanimado. E só para variar um pouco, Keira teve que ficar pelada nesse filme, numa das cenas mais incoerentes, em que dois caçadores - Choco e Domino - transam no meio do deserto após um acidente de carro que os deixa empacados por horas.

O grande problema do filme está na inclusão de personagens desnecessários e tramas paralelas que confudem. Num determinado momento, quem assiste o filme já não tem certeza se o entendeu mesmo a história; eu realmente deduzi o que tenha acontecido, porque não consegui depreender o conteúdo que o filme mostrou. Sem contar que algumas indas e vindas, como flashbacks e flashforwards numa cassete, tornam algumas cenas que poderiam ser interessantes em cenas deveras cansativas. Dentre as várias maneiras de se fazer um filme, escolheram uma história regular e optaram pela maneira mais complicada de contá-la; logo, não se pode esperar grandes triunfos. Diferentemente de outros filme, como Kill Bill e 21 Gramas, ambos contados sem linearidade cronológica, Domino tende à confusão, impedindo, portanto, que o espectador desfrute do que poderia ser um bom filme. Também acredito que o filme não deva ser catalogado como suspense, uma vez que as poucas cenas que remetem a essa categoria, ainda que não estejam nela, são aquelas em que Domino conversa com Taryn, personagem de Liu (essas cenas, no entanto, tem tanto humor que também estão bem longe do suspense). Há um misto de tantos temas, que não saberia como classificá-lo, mas optaria por ação, já que fala sobre roubo, máfia, morte, perseguição, etc.

De uma maneira geral, esse é só mais um filme. Poderia passar despercebido se não fosse a ilusória presença dos atores famosos que citei - isso, porém, não define qualidade. É um filme vago, confuso e, com se não bastasse, longo! As únicas características válidas são a fotografia, de que eu gostei, e as referências a filmes e seriados antigo, como ênfase excessiva em Barrados no Baile. Mas se puderem, assistam a outro filme melhor, porque este eu não recomendo.

Luís

criado por Luís/Renan    01:34:26 — Arquivado em: Filmes

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ULTRAVIOLETA

Clique aqui para ver o trailer do filme.

Ultraviolet, 2006, 88 minutos. Ficção Científica/Ação.

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Filmes de ficção científica não costumam ser a minha primeira escolha para assistir, mas a sinopse desse me chamou a atenção, principalmente pela sugestão de que haveria uma mulher obstinada lutando contra um determinado grupo. Temas como esse rendem bons filmes, como Kill Bill, de Quentin Tarantino. E como também já havia assistido a alguns filmes com Milla Jovovich e, portanto, sei que as obras em que atua são, no mínimo, interessante, resolvi conferir Ultravioleta, que fala sobre Violet, uma hematófaga que tenta a qualquer custo impedir que uma arma biológica seja usada com os vampiros, que surgiram após mutações genéticas de um vírus experimental.

Primeiramente, gostaria de dizer que se há uma mulher habilidosa cheia de raiva, obviamente o filme está repleto de cenas de luta; essas, porém, não são como as vistas em filmes como os do Van-Damme ou Jet Li. Em Ultraviolet há algumas preocupações que não visam somente o entretenimento do espectador, mas também outros aspectos, como a estética, a fotografia, etc. Logo, eu digo que a primeira coisa que chama a atenção desde o começo do filme é o visual escolhido: bastantes cores, principalmente na caracterização de Violet (que, como o próprio nome sugere, não poderia deixar de vestir violeta numa parte da obra), cujas roupas mudam de cores, do branco pro vermelho, do preto pro púrpura. Outro fator também interessante é o contraste causado pelas cores dos personagens com o cenário, normalmente em tons cinzas, muito assépticos. Os efeitos visuais são bons, não deixam a desejar e não criam excessos durante as cenas, então conforme a narrativa vai mostrando os acontecimentos, o espectador vai compreendo tudo sem se cansar ou sem ficar confuso diante de exageros.

Quanto ao roteiro, não há como dizê-lo criativo, porque não é. Havia inúmeras maneiras de se contar a história, mas buscaram atingir o público que vê o conteúdo sem se esforçar muito para entender, logo tudo segue de maneira bem clichê. Logicamente sabemos que Violet destruirá muitas pessoas e, no fim do filme, se não se sair completamente bem, pelo menos conseguirá parte do que queria. Ainda que eu não seja fã de filmes não-densos, não acredito que um grande drama bem elaborado fosse combinar com a hora e meia de luta, que quase se assimila a alguns jogos de videogame. A respeito das atuações, a única que é realmente importante é a de Milla Jovovich e talvez seja por isso que temos a impressão de que somente ela atua bem; os outros, se não são meros coadjuvantes, são patéticos se comparados à atriz principal e à necessidade de que atuassem bem. Até mesmo Cameron Bright, intérprete de Six, é absurdamente infame para o papel que lhe foi concecido. Como não acredito que ele tenha sido o melhor ator que encontraram para o papel, acredito que sua partipação no elenco do filme se deve ao simples nepotismo.

Ainda que as atuações em sua totalidade seja precárias e ao roteiro que segue sem grandes surpresas, Ultravioleta conta com cenas bastante interessantes e diálogos de extremo impacto. Acredito que dos filmes que assisti seja esse um dos que mais mostram cenas fortes. Não me refiro a um conteúdo de violência, mas sim de um misto de humor, ironia e criatividade. Em uma das cenas, por exemplo, Violeta está à procura da arma que entregou a Nerva, hematófago que se encarregou de destruí-la; ao se aproximar de onde ele está escondido, ela escontra dois outros hematófagos, dispostos ali a fim de impedi-la de chegar a Nerva. Então, dizem a ela:
Hem. 1: - Somos tão fortes quanto você…
Hem. 2: - Somos tão rápidos quanto você…
Violet: - É, mas vocês sentem um décimo da raiva que eu sinto?
Então, ela acaba matando os dois num momento curioso, quase uma dança, em menos de trinta segundos. Já em outros momento, Daxus, humano que deseja a arma que Violet tenta proteger, diz a ela:
Daxus: - Estou aqui junto com 300 homens. O que você acha que pode fazer?
Violet: - Eu posso matar todos eles.
E há muitas cenas que mostram situações realmente complicadas que Violet encara com extrema simplicidade e ainda se sai bem da maioria delas. As cenas são, pelo menos, impactantes, devido à forma simples como são mostradas.Em especial, gosto de uma cena que mostra o que toda pessoa que cospe no rosto dos outros merece. Quem assistiu ao filme sabe de que cena eu falo e os que o assistirem também saberão.

De uma forma geral, o filme é recomendável. O espectador, porém, deve estar alerta e saber que é um entretenimento puro, assim como inúmeros outros filmes. É uma diversão momentânea, sem grandes conflitos sendo mostrados nem temas muito densos sendo abordados; o máximo de profundidade que o filme alcança é um rápido divagar sobre o passado de Violet. Mas, de qualquer forma, se o que quiserem for entretenimento, garanto que vão gostar desse filme.

Luís

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Um pequeno resumo: No futuro surge uma nova raça de humanos, esses geneticamente modificados, tornando-os vampiros. Os humanos tentaram e quase conseguiram exterminá-los e para terminar o trabalho criaram uma arma para destrui-los. E é assim que entra Violet, a encarregada por destruir a arma.

Visualmente o filme é bem bonito, bem bonito mesmo, me parece ser no estilo de Sin City (Parece, pois nunca assisti Sin City), as lutas, as mortes e as frases de efeito (que o Luís citou acima) realmente são o que chamam a atenção no filme.

Começaremos pelo lado bom. Achei muito boas certas cenas, entre elas estão duas cenas acho, que vem um bando de carinhas em circulo  em torno de Violet e no segundo seguinte todos caem, em círculo obviamente, então ficamos com aquela dúvida: “O que ela fez?”. Outra cena que acontece isso, é na luta entre Daxus e Nerva, em que Nerva apaga as luzes, ouvem-se sons e só, resumiu bastante, além de se tornar um diferencial para o filme. Ao todo, o filme nos remete um pouco a Matrix, já que Violet faz coisas incríveis com uma espada e uma arma. Quanto as mortes, a que mais me chamou a atenção pela originalidade é quando ela mata três caras seguidos, na ordem daqueles macaquinhos (Surdo, cego, mudo), bem legal mesmo.

O ponto fraco do filme, é que quando não há lutas, o filme fica chato, a atriz não convence como uma mãe que perdeu o bebê e proucura em Six, o filho perdido por ter contraído a “doença” e ter se tornado em uma “vampira”. A parte mais tosca do filme é quando se deixa sub-entendido que Violet salvou Six com o amor (Teria J.K Rowling visto esse filme? =D)

Ao todo o filme é bom, não que seja “Oh Meu Deus, tenho que que assistir de novo”. Há outro ponto também: O filme é curto, cabe a você achar se isso é bom ou ruim.

Renan

criado por Luís/Renan    00:00:21 — Arquivado em: Filmes
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