domingo, 13 de setembro de 2009
PROVOCAÇÃO
The Door in the Floor, 2004, 111 minutos. Drama.
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Peguei o filme decidido a vê-lo tomando como base apenas o nome, já que eu não conhecia a história, não sabia quem eram os atores principais, nem tinha visto nenhuma imagem sobre ele. Porém, logo nas cenas iniciais, me interessei bastante, principalmente pelo fato de haver uma criança no elenco e também pela presença de Kim Basinger, que, embora não esteja sempre em filmes bons, me dá uma sutil esperança de que ele possa realmente sê-lo.
Um casal está com problemas conjugais e entre eles há as lembranças pesadas do passado, no qual os filhos mais velhos morreram num acidente. Ted é um escritor talentoso que escreve obras infantis e durante um verão aceita Eddie, filho de um colega, na sua casa, a fim de ensinar a ele algumas técnicas acerca da escrita, já que o garoto quer ser escritor. A presença do jovem acaba reacendendo o passado, trazendo novas recordações ao mesmo tempo em que Marion, que ficou profundamente abalada após o acidente, começa a se sentir melhor quando está com o garoto.
A história de Provocação é bastante interessante, criando diversos momentos bons e com qualidade, principalmente a respeito dos relacionamentos dos personagens. A característica que mais impressiona é o fato de o relacionamento entre Ted e Marion comportar inúmeras mentiras disfarçadas, permitindo-os trair sem remorsos e ainda manter um certo elo entre eles; além disso, é tão liberal a relação que parece não haver segredos ou tabus entre a família destruída, já que todos são livres para falar como bem entendem assim como agir conforme querem. Em partes, é essa mesma relação que talvez perturbe a serenidade dos dois, colocando-os à prova e desconstituindo uma normalidade. Quanto às atuações dos atores, são boas e colocaboram para elevar um pouco o filme. Jeff Bridges está muito bem interpretando um marido que tem conhecimento a respeito do relacionamento da esposa com o novo assistente; não só conduz bem a posição de pai protetor e homem da casa como se põe na situação extremamente oposta a essa, quando é apenas o marido traído que consente com tal ato. Kim Basinger tem seus bons momentos no filme e cabe a ela duas das mais potentes cenas, que são aquela em que flagra Eddie homenageando-a com uma masturbação e quando é flagrada pela filha enquanto transa com o garoto. Jon Foster, intérprete de Eddie, também não deixa a desejar e acredito que se deva à sua caracterização o título nacional. A pequena Ruthie nos remete a alguém que conhecemos há algum tempo: Dakota Fanning. Na verdade, Elle Fanning, intérprete de Ruth, é irmã da outra já famosa atriz! Não há maneiras de repreendê-la em sua atuação, de tão espontânea e carismática que se mostra.
O roteiro tem um fio bastante denso, que poderia ter se tornado um grande drama. Mas há alguns aspectos que foram mal concebidos e o filme não tem um auge estrelar. Talvez a maneira precipitada com a qual os personagens se relacionam não permita um desenvolvimento melhor do que cada um sente. Antes disso, eles já estão nas posições que assumiram ao longo da obra e parece não haver espaço para que se cave mais fundo na emoção de cada um. Então, em vez de evoluir, temos a impressão de que estagnou. A inserção da personagen Sra. Vaughn também não diz muito, ainda assim há momentos que parecem querer dizer alguma coisa; mas como faltou perícia na condução da personagem desde o início do filme, tratamo-na como se fosse apenas uma figurante com fala.
Provocação é uma obra um pouco longa para contar aquilo que poderia ser contado em menos tempo, de uma maneira mais dinânica. Eis um filme com acertos e desacertos em igual proporção, então não há por que vê-lo nem por que não vê-lo. Não acrescentará nada à sua vida nem tirará nada de você, então espero que vocês concluam se devem ou não assistir a esse filme ao ler essa crítica. A seu favor estão as atuações e o roteiro, mas contra ele está a direção aparentemente sem foco, que desperdiçou uma boa história. Decidam!
Luís
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O título “Provocação” pode não chamar muita a atenção de quem está na locadora, pois é mal traduzido, não dá nenhuma idéia do que pode ser o filme, diferente do título original “The door in the floor” que é inteligente e instigante. Deixando as traduções mal feitas de lado o filme se mostra muito capaz de mostrar o drama de um triangulo amoroso complicado.
O enredo, apesar de não ser inovador e brilhante é interessante. No filme temos a história de Ted (um escritor que tem suas obras destinadas ao público infantil) e Marion, um casal com um longo casamento, mas que depois da morte dos dois filhos ficou extremamente desestabilizado e depois disso ainda tiveram a pequena Ruth. No processo de separação onde cada um dorme em uma casa todo dia chega à história Eddie, um adolescente que tem a aspiração de ser escritor e vêm para ser assistente de Ted. Ele logo se apaixona pela mulher de seu mestre. Como disse, nada de inovador, mas está na atuação, na direção e na construção dos personagens os melhores pontos do filme. Os três convivem, não pacificamente, mas relativamente bem sendo que todos conhecem os sentimentos uns dos outros. Marion que vê um dos seus filhos mortos em Eddie começa a ter um relacionamento carnal com ele, mas isso não acontece de repente, mostrando a quem assiste cenas extremamente embaraçosas como o garoto sendo flagrado masturbando-se no quarto dela vendo seu sutiã e sua calcinha. Também temos a construção de Ted, que no início parece se mostrar o mocinho da história, mas ao longo do filme vai se mostrando tão humano quanto os outros dois, sendo que ele tem o hábito de “destruir” a vida das pessoas com desenhos. Outra que se destaca é a interprete de Ruth que apesar da pouca idade parece já ter talento (fato quase natural, levando em conta que sua irmã é a Dakota Fanning) e o mostra em cenas que parecem ser pra chocar quem assiste como a que ela pega a sua mãe e Eddie na cama e grita, mas logo que Marion explica o que está acontecendo, ela sai calmamente e volta a dormir, tornando a cena em algo quase engraçado. Dos personagens principais Marion é a que fica mais apagada ali, mas mesmo assim tem seu charme de quarentona seduzindo um garoto.
Espero que eu tenha dado a entender que o filme não é a melhor coisa que eu assisti, ou seja não é imperdível, mas com certeza vale a indicação para que seja assistido ao menos uma vez.
Renan

criado por Luís/Renan
04:18:43 — Arquivado em: 

Comentário por Bruno Pongas — domingo, 13 de setembro de 2009 @ 16:23:35
Está aí um bom drama dirigido por um diretor quase que novato (embora o trabalho dele deixe a desejar, como vc disse). Vi esse filme já há algum tempo, deve fazer uns 4 anos… mas me lembro que quando vi achei bem legal, apesar de aparentemente a história parecer mais do mesmo. Eu recomendo!!!
Comentário por Inez — domingo, 13 de setembro de 2009 @ 19:30:05
Assisti esse filme faz algum tempo, gostei por tratar de problemas emocionais de uma família destruida por um acidente.
O filme tem alguns defeitos, mas pela história achei superados.
Comentário por rogeriosilva — domingo, 13 de setembro de 2009 @ 22:18:42
não e o tipo de filme que ia assitir…mas a storia parece ser boa…
Comentário por Dewonny — quarta-feira, 16 de setembro de 2009 @ 16:44:31
Achei regular, mas valeu muito a pena, Kim Basinger e Jeff Bridges são nomes q muito me simpatizo!
Abs! Diego!
Comentário por Roberto Simões — quinta-feira, 17 de setembro de 2009 @ 06:16:54
‘A Porta no Chão’ é uma delícia irresistível, tão sensual quanto envolvente, tanto nas palavras como nas imagens, como nos sons (que subtil e delicada banda sonora). Um bom filme, sem dúvida.
Comentário por Roberto Simões — sexta-feira, 18 de setembro de 2009 @ 06:59:01
‘A Porta no Chão’ não foi provocação não. É o título em Portugal.
Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD – A Estrada do Cinema
Comentário por Luís/Renan — quarta-feira, 23 de setembro de 2009 @ 12:47:01
BRUNO, eu achei o filme razoável, tanto acerta quanto erra.
INEZ, não tenho certeza se a principal abordagem é a destruição da família.
ROGÉRIO, se não curte, melhor não assistir mesmo.
DEWONNY, eu simpatizo bastante com a Kim Basinger.
ROBERTO, Provocação - ou “A Porta no Chão” - não me soou tão envolvente. Certamente é ousado…
LuEs